sexta-feira, 26 de abril de 2024

SER SURPREENDIDO.

 

Base na Bíblia: Marcos 12:09 a 12:17 “... Que fará, pois, o senhor da vinha? Virá e destruirá os lavradores, e dará a vinha a outros. Nunca lestes esta Escritura: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular; pelo Senhor foi feito isso, e é maravilhoso aos nossos olhos? Procuravam então prendê-lo, mas temeram a multidão, pois perceberam que contra eles proferira essa parábola; e, deixando-o, se retiraram. Enviaram-lhe então alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. Aproximando-se, pois, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro, e de ninguém se te dá; porque não olhas à aparência dos homens, mas ensinas segundo a verdade o caminho de Deus; é lícito dar tributo a César, ou não? Daremos, ou não daremos? Mas Jesus, percebendo a hipocrisia deles, respondeu-lhes: Por que me experimentais? Trazei-me um denário para que eu o veja. E lhes lho trouxeram. Perguntou-lhes Jesus: De quem é esta imagem e inscrição? Responderam-lhe: De César. Disse-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus. E admiravam-se dele. ...”

 

“... O que fará o dono da vinha? Virá e matará aqueles lavradores e dará a vinha a outros. Vocês nunca leram a passagem do Tanakh que diz: ‘A pedra que os construtores rejeitaram se tornou a pedra angular. Isso vem de ADONAI, e a nossos olhos é algo maravilhoso’?’ Eles começaram a procurar um meio de prendê-lo, porque perceberam que havia contado a parábola contra eles. Mas tinham medo da multidão; por isso, o deixaram e foram embora. Depois enviaram a Yeshua alguns p´rushim e membros do partido de Herodes para o apanharem em uma she’elah. Aproximaram-se dele e disseram: ‘Rabbi sabemos que você fala a verdade e que não se preocupa com o que as pessoas pensam, porque você não se prende ao status dos homens; seu ensino é realmente o caminho de Deus. A Torah afirma ser correto pagar impostos ao imperador romano ou não? Mas ele, percebendo a hipocrisia deles, disse: ‘Por que vocês estão tentando me enganar? Tragam-me um denário para que eu o veja’. Eles lhe trouxeram um, e ele lhes perguntou: ‘De quem é este nome e esta imagem?’. ‘Do imperador’, eles responderam. Yeshua disse: ‘Deem ao imperador o que pertence ao imperador. E deem a Deus o que pertence a Deus!’. E ficaram admirados com ele. ...”

 

A cada atitude que fazemos, geramos uma resposta, isso é comum e recorrente em nosso dia a dia, porém, quando nossa atitude acontece, e inesperadamente uma resposta distante da que esperamos ocorre, podemos ser surpreendidos, e assim é natural ficarmos incomodados, afinal era difícil de prever e a partir desse instante cada pessoa tem sua forma pessoal de reagir.

Os responsáveis pelo templo, os doutores da lei e os anciões do povo que se achegaram a Jesus, esperavam definir uma resposta dele, que os levassem a encontrar o meio de inverter as atitudes elaboradas e executadas da pessoa do Messias, porém, ouvem dele uma Parábola e agora percebem que contra eles, era essa, e de imediato procuram prendê-lo, mas o medo do povo, faz com que se afastem e o deixem.

Uma vez distantes, eles planejam uma nova forma de agir e estrategicamente enviam um novo grupo, para mais uma vez, identificarem atitudes do Messias que os possam levantar argumentos, ou simplesmente provas contra ele.

Os meios para se atingirem o objetivo, são de imediatos desferidos contra o Messias, usando de uma linguagem amável, simpática e bel elaborada por pessoas que seguiam os passos dele, logo enfatizaram sua maneira de agir e sua preocupação em cumprir seu chamado, sempre na visão do primeiro mandamento e assim, usar destes artifícios passam a fazer a pergunta que lhes era elaborada pelos líderes do templo, doutores da lei e pelos anciões.

Muitos em suas trajetórias de vida sobre a face da terra são levados pelos elogios e deles se pautam em todos os seus dias, outros, porém, na vaidade de serem sempre citados e lembrados por todos, enquanto outros fica cada um havido em ter uma pergunta mais elaborada ou mesmo um desafio para se emprenharem em sua maneira de provarem suas capacidades ou habilidades pessoais e essa lista se estende longamente sempre com foco em si mesmo no final de cada uma de suas ações.

O Messias percebe o desejo oculto por traz destas palavras e de imediato trata os que assim fazem, com uma afirmação direta sobre suas intenções, porém ao invés de deixar de responder a pergunta feita a ele, pede a eles que lhe apresentem um exemplar real, do pedido que eles fizeram, logo esperava ver uma moeda, de pronto assim foram buscar e a trouxeram, era uma moeda de um denário que representava um dia de labor (trabalho) para um empregado (lembro que um escravo, ou servo nada recebiam por seus esforços).

Agora, pela terceira vez, os que fazem a pergunta ao Mestre são surpreendidos (primeiro por serem confrontados com suas intenções, segundo por lhes pedirem uma moeda que era o motivo dos impostos) e a pergunta direta a eles cela, pois essa é clara sobre uma simples observação das feições e inscrições de uma moeda, eles nem precisavam olhar para a moeda, mas se o fizeram, pode até ser que sim, mas a resposta foi imediata ratificando que era do Imperador, ou seja, aquele que tinha o domínio de todo o local onde estavam.

Pronto, nesse instante o Senhor passou a responder de maneira objetiva, sobre a pergunta que lhe fizeram, definindo a quem deveria ser o direito fosse do Império ou a do Eterno, trazendo de imediato a admiração deles e de todos os seus ouvintes daquele momento, e também os de ontem, hoje e de amanhã que no momento certo, ouvirão as Boas Novas do Reino, o qual trata cada um como apto a conhecer e ser chamado, para se tornarem uma nova criatura.

Simples são as Palavras do Senhor, pois surpreende cada um dos seres humanos, uma vez que prove a cada um, o mesmo direito, de ouvir e estar convidado a mudar sua história, uma vez que o salário do pecado é a morte, instituída desde o dia do acontecimento de Adão e Eva ao agirem de maneira contrária as palavras do Eterno.

Assim, sabemos que por um Plano único e colocado em prática desde o momento em que o ser humano deixou o Jardim do Eden, o Paraíso, e este passou a viver seus dias afastados de seu Criador a cada novo dia, foram necessários o tempo, no tempo dos tempos até a vinda do Messias que cumpriu a vontade do Pai, indo ao Calvário e Sepulcro, mas a morte não o reteve e assim ressuscitou e vivo está, apresentando a cada novo dia (como fez Jonas na Cidade de Nínive) também aos seres humanos o Caminho que se vai ao Pai, mas lembramos que nas Palavras do Messias na Casa de Zaqueu, os que estão sãos não precisam de médico, mas sim os enfermos e doentes.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 19 de abril de 2024

A PROPOSTA.

 

Base na Bíblia: Marcos 11:31 a 12:09 “... Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: Do céu, ele dirá: Então por que não o crestes? Mas diremos, porventura: Dos homens? É que temiam o povo; porque todos verdadeiramente tinham a João como profeta. Responderam, pois, a Jesus: Não sabemos. Replicou-lhes ele: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas. Então começou Jesus a falar-lhes por parábolas. Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou um lagar, e edificou uma torre; depois arrendou a uns lavradores e ausentou-se do país. No tempo próprio, enviou um servo aos lavradores para que deles recebesse do fruto da vinha. Mas estes, apoderando-se dele, o espancaram e o mandaram embora de mãos vazias. E tornou a enviar-lhes outro servo; e este feriram na cabeça e o ultrajaram. Então enviou ainda outro, e a este mataram; e a outros muitos, dos quais a uns espancaram e a outros mataram. Ora, tinha ainda um, o seu filho amado; a este lhes enviou por último, dizendo: A meu filho terão respeito. Mas aqueles lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e a herança será nossa. E, agarrando-o, o mataram, e o lançaram fora da vinha. Que fará, pois, o senhor da vinha? Virá e destruirá os lavradores, e dará a vinha a outros. ...”

 

“... Eles discutiram entre si: ‘Se dissermos: ‘Do céu’, ele perguntará: ‘Então por que vocês não creram nele?’. Mas se dissermos: ‘Dos homens...’’ eles temiam o povo, pois todos consideravam Yochanan um profeta genuíno. Então responderam a Yeshua: ‘Não sabemos’. Daí, disse Yeshua: ‘Eu não lhes direi com que s’mikhah faço estas coisas’. Yeshua começou a lhes falar em parábolas: ‘Um homem plantou uma vinha. Colocou uma cerca ao redor dela, cavou um tanque para prensar as uvas e construiu uma torre. Depois arrendou a vinha a alguns lavradores e foi embora. Quando chegou a época da colheita, enviou um servo aos lavradores, para receber deles sua parte do fruto da vinha. Mas eles o agarraram, bateram nele e o mandaram embora de mãos vazias. Então ele enviou outro servo; bateram em sua cabeça e o humilharam. Ele enviou ainda outro, o qual o mataram. Enviou muitos outros; bateram em alguns e mataram outros. Faltava-lhe ainda um para enviar: seu filho amado. Por fim, o enviou, dizendo: ‘Respeitarão meu filho’. Mas os lavradores disseram uns aos outros: ‘Este é o herdeiro. Venham, vamos matá-lo, e a herança será nossa!’. Assim eles o agarraram, mataram e lançaram para fora da vinha. O que fará o dono da vinha? Virá e matará aqueles lavradores e dará a vinha a outros. ...”

 

Uma simples proposta pode ser feita a cada pessoa e desta receber uma resposta imediata ou as vezes ponderada e avaliada, ou ainda muito tempo depois, sim isso pode acontecer também, mas todas acontecem para que cada um dos seres humanos que estão sobre a face da terra, possa surtir o melhor efeito, uma vez, que sabemos que as palavras todas as vezes que são verbalizadas têm a força de mudar pensamentos das mais diversas formas.

Os líderes do templo, os estudiosos da Torah e os anciões, ponderaram e tomaram uma decisão de se isentarem de uma resposta direta, e o Senhor permitiu essa ação sem criar qualquer objeção, sobre esse tipo de conduta, sua proposta era para que pudesse responder de onde vinha sua autoridade, assim ficou dispensado de sua resposta à pergunta elaborada anteriormente por eles.

As Parábolas eram um meio simples de apresentar a todos os ouvintes, por meio dessa ferramenta, comum a todos de sua época, os ensinamentos necessários, para gerar o entendimento necessário, afinal, todos conheciam o assunto que era apresentado, logo era mais simples atingir o objetivo necessário a todos, porém eles entendiam, porém, seus corações, estavam como que cerrados para perceber que o próprio Eterno era quem se apresentava a cada um deles, para liberar o perdão a estes.

Pois, João o escritor, escreveu assim: “Ele veio para sua terra natal; mas seu povo não o recebeu. No entanto, a todos que o receberam, aos que depositaram confiança na pessoa e no poder dele, ele lhes deu o direito de se tornarem  filhos de Deus”; enfim, a cegueira pode não ser somente natural ou física ou por falta de informação e sim por pura decisão pessoal de cada um.

Ou há uma proposta que vem a todos desde o processo de restauração desde Adão, essa por sua vez poderia estar contido a autoridade Soberana do Eterno e assim, permitir a todo povo, língua e nação a oportunidade de voltar-se para buscar o Senhor, e assim poder ser encontrado por Ele, como encontramos a disposição do pai na Parábola do filho pródigo.

A vinha era o palco dessa Parábola que amparava o desejo através do anseio de todos que vivem sobre a face da terra, uma vez que, cada um de nós sente, por si mesmo, o desejo de viver em harmonia com o meio que está bem como o de sentir e estar junto aos que o cercam, e assim lá estava o Dono da terra trabalhando com afinco para elaborar o plantio de uma vinha e ao comtemplar essa etapa concluída, colocou dentro dela pessoas que dessem conta do serviço de cuidar para que no tempo certo o esforço de seu trabalho fosse recompensado pelos frutos.

O Messias menciona que chegou esse tempo e para lá o dono da terra, enviou um de seus servos para simplesmente receber deles o resultado do fruto, não tudo, mas, sim somente o devido, para lá esse servo se encaminhou e ao invés de trazer o que esperava para entregar a seu Senhor, foi atacado (bateram nele) e despedido sem nada pelos locais.

O dono da terra e da vinha, agora houve as palavras que seu servo mencionou e viu o estado em que estava e propôs enviar outro servo, para o mesmo fim, e a cada resultado contrário, ao esperado por ele, enviou outros e outros e a todos que enviou foram recebidos pelos que arrendaram a terra, mas uns foram mortos, outros apanharam e outros foram despedidos sem nada, até que a estratégia mudou e decidiu enviar seu filho, na certeza de que ao verem, o receberiam, e cumpririam o acordado.

Nas palavras do Messias, o resultado mais uma vez foi em ir contra a vontade do Dono da Vinha e assim buscaram um meio de forma irregular em tentar se tornar dono da terra e da vinha, porém essa atitude por parte deles, nas palavras escritas, somente levariam a uma mudança de comportamento por parte do Senhor da terra e estes seriam depostos de suas atribuições e a outros seriam colocados em seus lugares.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 12 de abril de 2024

APRENDER A USAR A RESPOSTA.

 

Base na Bíblia: Marcos 11:25 a 11:33 “... Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai, que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas. [Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está no céu, não vos perdoará as vossas ofensas.] Vieram de novo a Jerusalém. E, andando Jesus pelo templo, aproximaram-se dele os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos, que lhe perguntaram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? Ou quem te deu autoridade para fazê-las? Respondeu-lhes Jesus: Eu vos perguntarei uma coisa; respondei-me, pois, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. O Batismo de João era do céu, ou dos homens? Respondei-me. Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: Do céu, ele dirá: Então por que não o crestes? Mas diremos, porventura: Dos homens? É que temiam o povo; porque todos verdadeiramente tinham a João como profeta. Responderam, pois, a Jesus: Não sabemos. Replicou-lhes ele: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas. ...”

 

“... Portanto, eu lhes digo: tudo o que pedirem em oração, confiem que já o receberam, e assim lhes sucederá. E, quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial perdoe os pecados de vocês. Voltaram novamente a Yerushalayim, e, quando Yeshua estava passando pelo pátio do templo, aproximaram-se dele os principais kohanim, os mestres da Torah e os anciões e lhe perguntaram: ‘Quem lhe deu a s’mikhah que o autoriza a fazer estas coisas? Quem lhe deu s’mikhah para fazê-las?’. Yeshua lhes disse: ‘Eu lhes farei uma pergunta. Respondam-se, e eu lhes direi com que s’mikhah faço estas coisas. A imersão de Yochanan provinha do céu ou dos homens? Respondam- me!’. Eles discutiram entre si: ‘Se dissermos: ‘Do céu’, ele perguntará: ‘Então por que vocês não creram nele?’. Mas se dissermos: ‘Dos homens...’’ eles temiam o povo, pois todos consideravam Yochanan um profeta genuíno. Então responderam a Yeshua: ‘Não sabemos’. Daí, disse Yeshua: ‘Eu não lhes direi com que s’mikhah faço estas coisas’. ...”

 

Quando respondemos a uma pergunta, podemos estar gerando meios para que outros a usem contra cada um que responde a pergunta que lhe é direcionada, e desde o início da criação sabemos que isso acontece e todos são tratados pelas respostas que mencionam e assim para muitos pode ser o meio, ou gatilho, para se tornar incomodado ou mesmo se sentir desconfortável, pois muitos fazem perguntas, porém, muito mais para desconstruir do que para construir a vida de seu semelhante; esses, por sua vez, usam de astucia e agindo desta maneira vestem-se da capa da inocência, porém seu alvo é para matar, roubar e destruir.

Yeshua (Jesus) se apresenta como o enviado do Pai e busca a todo momento propor aos seus ouvintes o meio para se reencontrar com o que se perdeu (o elo que foi rompido), desde os dias de Adão, e usa do Talmud (Bíblia), para mostrar que a Vida Eterna é para cada um dos que buscam decodificar, com seu coração e mente de forma natural as Palavras do Pai para os seus (como a carta de um Pai para seus filhos), os quais vão amadurecendo em cada uma das etapas de suas vidas.

Amar e Perdoar parecem simples palavras que soam graciosamente, como agradáveis aos nossos ouvidos, porém o colocar em prática, pode esbarrar e até impedir de serem genuinamente usadas pelos acontecimentos na vida de cada ser humano, assim, variam e muitas vezes, deixam de ser prioridades nas escolhas tomadas durante a peregrinação, repetimos: de cada um sobre a face da terra.

O tesouro, de cada pessoa, habita onde está o seu coração, mesmo sendo um órgão, este existe sim, em um lugar em cada ser humano, onde ele tem sua forma e direciona nas suas decisões, pode ser a própria mente, que agrupa tanto a lógica como o conhecimento, porém seja onde estiver, somos escravos daquilo que servimos

Quando oramos, ensina assim as Escrituras para que tenhamos unidade com o Eterno, pois qual o pai que o filho lhe pede um peixe e ele lhe entrega uma serpente, ou um pão e recebe uma pedra; compara Jesus, o pai terreno com o Pai Celeste e acrescenta que o Pai Celeste tem ainda uma maior atenção por suas criaturas e aos filhos que ouvem o seu Chamado.

Os administradores e os anciões que estavam no templo, abordam o Messias e como de costume, lhes fazem uma pergunta, devido ao comportamento dele destoando do usual pelos demais, a resposta que usa é simples e busca achar um meio para pautar, ou sedimentar, exatamente o que eles esperavam ouvir, logo, uma pergunta antecede a resposta de Jesus e essa volta-se para eles.

A reflexão agora se fez necessária, pois responder por responder, poderia ser complicado e desta forma, entre eles arrazoavam qual seria, a resposta deles que faria com que ouvissem do Senhor, a resposta que esperavam ouvir, para acharem meios de declararem culpa nele.

Por fim, ao lermos percebemos que estavam comprometidos fosse qual fosse a resposta e optaram por declarar que ‘Não sabiam’, o Messias ouve essa resposta dos líderes do templo e também dos que são os exemplos para a nação (os anciões no local) e afirma que deixaria de responder, como eles o fizeram; agindo dessa forma tirou os laços e grilhões que haviam premeditado contra ele.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sábado, 6 de abril de 2024

FAZER USO DA LEMBRANÇA.


Base na Bíblia: Marcos 11:17 a 11:26 “... e ensinava, dizendo-lhes: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes feito covil de salteadores. Ora, os principais sacerdotes e os escribas ouviram isto, e procuravam um modo de o matar; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava da sua doutrina. Ao cair da tarde, saíam da cidade. Quando passavam na manhã seguinte, viram que a figueira tinha secado desde as raízes. Então Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Olha, Mestre, secou-se a figueira que amaldiçoaste. Respondeu-lhes Jesus: Tende fé em Deus. Em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, assim lhe será feito. Por isso vos digo que tudo o que pedirdes em oração, crede que o recebereis, e tê-lo-eis. Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai, que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas. [Mas, se vós não perdoardes, também vosso `Pai, que está no céu, não vos perdoará as vossas ofensas.] ...”

 

“... Então, quando ele os ensinou, disse: ‘Não está escrito no Tanakh: ‘Minha casa será chamada casa de oração para todos os goyim’? Mas vocês fizeram dela um covil de ladrões’. Os principais kohanim e os mestres da Torah ouviram o que ele disse e começaram a procurar uma forma de matá-lo, porque temiam: toda a multidão estava maravilhada com seu ensino. Ao cair da tarde, eles saíram da cidade. De manhã, quando os talmidim passaram, viram a figueira seca desde as raízes. Kefa se lembrou e disse a Yeshua: ‘Rabbi, veja! A figueira que você amaldiçoou está seca!’. Yeshua respondeu: ‘Tenham o tipo de confiança que procede de Deus! Sim, eu lhes digo que, se alguém não duvidar no coração, mas crer que acontecerá o que diz, e disser a este monte: ‘Atira-se no mar’, assim lhe será feito. Portanto, eu lhes digo: tudo o que pedirem em oração, confiem que já o receberam, e assim lhes sucederá. E, quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial perdoe os pecados de vocês.  ...”

 

A lembrança sempre foi o melhor meio de se comunicar com sua história, pois é algo que já aconteceu no passado e cada um de nós a revive em nossas mentes, e assim se torna possível tomar decisões quando necessário e permitir que novas situações sejam vivenciadas a partir de uma reflexão necessária, pois o ontem é lembrança e o hoje o momento vivido e por fim o amanhã é o fruto de cada uma de nossas ações.

O Messias buscava o equilíbrio entre as Escrituras e a conduta de cada ser humano, desta forma ao avaliar as condições no Local que fora dedicado ao Eterno, passou a ponderar o meio para ajustar o equilíbrio que se havia esquecido pelo tempo, pois o uso e costume havia tirado o foco nos princípios de se amar ao Eterno acima de todas as coisas e o seu semelhante como se ama, logo como gostaria que fosse olhado a si mesmo.

Porém, ao empreender sua ação, envolveu a ação dos administradores e entendidos do local que passaram a ponderar, como poderiam solucionar o problema, o desiquilíbrio, que estava ocorrendo, por causa de uma só pessoa e assim optaram pelo meio mais simples, antes de mudar e corrigir os desvios pode se anular o que está apontando as infrações.

Mas temiam a popularidade que o Messias possuía e assim buscavam momento oportuno para colocarem em prática seu plano, desta forma, nada podiam fazer de maneira direta, pois o reflexo com o povo seria algo ruim para manter o que eles se acostumaram a chamar de harmonia ou equilíbrio dentro dos pátios do Local Sagrado que seria chamada de uma casa de oração para todos os povos.

Ao voltarem para Betânia, pousaram e na manhã seguinte ao andar na mesma direção, ou seja, Jerusalém, passaram por um local onde uma figueira ali estava no dia anterior, mas agora, ela está seca desde a raiz; todos perceberam dos seus discípulos, porém, Pedro chama a Jesus, e pede para que ele se lembre das palavras que usou para com a figueira, esse discípulo foi ouvido e passou a ensinar a cada um deles, penso que é um detalhe que muitas vezes sabemos, porém deixamos de colocar em prática.

A cada palavra que explicou a todos e que chega aos nossos dias e passará até o dia de sua volta, fica bem definido a cada um deles que ao orar (pedir) existe um fator que envolve essa ação que nunca deve ser desprezado, uma vez que fazer de conta, atuar como ator, mostrar o que parece ser, mas não é, nessas horas deixa de colher resultados, uma vez que o interior estará agindo mecanicamente, logo por simples impulso, e não pelo que se acredita genuinamente, lembrem de Sarai que passou a se chamar Sara e aos seus noventa anos, foi mãe de um filho, que se chamou Isaque (riso), pois ao Eterno não há impossível.

O Tempo tem o seu tempo já estabelecido pelo Eterno que não só definiu a história, como permite que cada um viva a sua história, porém, seria importante que cada um dos seres humanos, apoiados na fé, pudessem desfrutar do Amor do Senhor, o qual enviou seu único Filho, para ser o Cordeiro Pascal, a fim de que por meio dEle, e somente por Ele, fosse restaurado o equilíbrio perdido desde os dias de Adão, entre a criatura e seu Criador.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula