sexta-feira, 28 de março de 2025

O TEMPO DE ESPERA.

 

Base na Bíblia: João 04:54 e 05:01-06 “... Foi esta a segunda vez que Jesus, ao voltar da Judéia para a Galiléia, ali operou sinal. Depois disso, havia uma festa dos judeus; e Jesus subiu a Jerusalém. Ora, em Jerusalém próximo à porta das ovelhas, há um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco alpendres. Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressicados [esperando o movimento das águas]. [Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque e agitava a água; então o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.] Achava-se ali um homem que, havia trinta e oito anos, estava enfermo. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim havia muito tempo, perguntou-lhe: Queres ficar são? ...”

 

“... Esse foi o segundo sinal que Yeshua realizou, depois que veio de Y´hudah para a Galil. Depois disso, houve uma festa, e Yeshua subiu a Yerushalayim. Em Yerushalayim, perto do portão das Ovelhas, existe um tanque chamado em aramaico Beit’Zata, no qual fica uma grande multidão de inválidos: cegos, mancos e paralíticos. Um dos que estavam ali era doente fazia trinta e oito anos. Yeshua vendo esse homem e sabendo que ele estava ali durante um longo período, disse-lhe: ‘Você quer ser curado?’. ...”

 

Todas as escolhas dentro de um grupo de pessoas, pode parecer num primeiro momento, uma seleção, pelos mais diversos critérios, ou ainda a exclusão de outros seres humanos, que também vivem sobre a face da terra, mas diariamente convivemos com esse comportamento, uns mais, outros nem tanto, mas cada um sabe o que acontece no seu dia, pois, menciono como exemplo que para um vendedor sua venda é necessária para atingir seus alvos, mas há outros oferecendo o mesmo serviço, mesmo produto e as vezes por um custo inferior e assim se formam as escolhas que cada um faz para o seu dia e momento, desta maneira também assim ocorre no momento que aparece para preencher uma única vaga para um determinado trabalho.

Jesus está vindo da Galiléia e ao entrar em Jerusalém pela porta das Ovelhas, passa próximo do tanque de Betesda.

O nome designado para o lugar como "Betesda" não é utilizado no aramaico, mas sim, no hebraico e significa "casa da misericórdia" ou "lugar da misericórdia divina".

Pesquisando sobre a origem da palavra Betesda, trata-se de uma palavra hebraica composta por "Beth" ou "Beit", que significa "casa", e "Chéssed", que significa "bondade, benignidade, misericórdia".

No Novo Testamento a palavra Betesda é citada como o nome de uma piscina ou tanque em Jerusalém, perto do mercado das ovelhas.

As águas do tanque de Betesda eram consideradas milagrosas e o local era um grande centro de peregrinação.

Esse local era de grande importância a todos que buscassem a cura de suas enfermidades, assim justificando o grande número de pessoas, que afluíam para esse local, o qual, pesquisando também identificamos que em escavações arqueológicas encontraram vestígios de uma piscina ou tanque escavado na pedra, de uns 90 metros de comprimento por 60 metros de largura e uma profundidade de 7 a 8 metros.

Nos dias de Neemias as Portas da Cidade de Jerusalém foram reconstruídas e a primeira citada de dez é a porta das Ovelhas, por onde passavam os animais que eram levados para o sacrifício no Templo, próximo dela ficava o tanque de Betesda.

Nos dias de Jesus, muitos ali estavam, mas o Mestre, parou próximo somente de um deles, o qual era enfermo a 38 anos e para este lhe fez uma pergunta direta, a princípio podemos supor que outros ouviram próximos, também ouviram esse diálogo, além dos seus discípulos, porém, como as águas não se moveram, talvez ninguém se tenha incomodado, além dessa pessoa.

Seja qual for a idade desse homem, o texto menciona o tempo que ele convivia com a enfermidade, e ali estava este homem com outros, à espera do mesmo sinal, comum a todos, e contava com a agilidade pessoal para chegar primeiro que os demais para ser liberto de sua enfermidade, porém diante dele, estava o Messias, a lhe perguntar: ‘se ele quer ser curado’.

Podemos imaginar que é provável que cada um em seus dias e em suas necessidades de soluções possam estar no lugar certo, no momento certo, diante da pessoa correta e vivendo nas condições necessárias e ainda assim, não atingir o resultado esperado.

Mas, também o inverso pode ocorrer que mesmo sem esperar a resposta necessária, ou um sinal no corpo, o improvável pode ocorrer e mudar a história da vida de uma pessoa, pois nesse texto que acabamos de ler, quem foi ao encontro, tinha a autoridade necessária para trazer a solução necessária, mesmo diante da impossibilidade de uma ação pessoal.

Saulo, ou Paulo de Tarso, menciona em uma epístola aos Efésios, uma verdade que aponta para estes pensamentos que o ser humano tem dificuldade em aceitar. Efésios 2.8-9. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isso não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie”, mas é simples assim, o ato de amor do Criador para com suas criaturas, pois o tempo de espera ocorre para cada ser humano que vive sobre a face da terra.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 21 de março de 2025

SEM VER SINAIS E MILAGRES.

 

Base na Bíblia: João 04:46-54 “... Foi, então, outra vez a Caná da Galiléia, onde da água fizera vinho. Ora, havia um oficial do rei, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum. Quando ele soube que Jesus tinha vindo da Judéia para a Galiléia, foi ter com ele, e lhe rogou que descesse e lhe curasse o filho; pois estava à morte. Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e prodígios, de modo algum crereis. Rogou-lhe o oficial: Senhor, desce antes que meu filho morra. Respondeu-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe dissera, e partiu. Quando ele já ia descendo, saíram-lhe ao encontro os seus servos e lhe disseram que seu filho vivia. Perguntou-lhes, pois, a que hora começara a melhorar; ao que lhe disseram: Ontem à hora sétima a febre o deixou. Reconheceu, pois, o pai ser aquela hora a mesma em que Jesus lhe dissera: O teu filho vive, e creu ele e toda a sua casa. Foi esta a segunda vez que Jesus, ao voltar da Judéia para a Galiléia, ali operou sinal. ...”

 

“... Ele foi outra vez a Kanah da Galil, onde tinha transformado água em vinho. Um oficial a serviço do rei estava ali. Seu filho adoecera em K-far-Nachum. Esse homem, ao ouvir que Yeshua partira de Y’hudah e estava na Galil, foi até ele e lhe pediu a cura do filho, porque estava à beira da morte. Esse homem, ao ouvir que Yeshua partira de Y’hudah e estava na Galil, foi até ele e lhe pediu a cura do filho, porque ele estava à beira da morte. Yeshua respondeu: ‘A menos que vocês vejam sinais e milagres, simplesmente não confiarão!’. O oficial lhe disse: ‘Senhor, venha antes que meu filho morra’. Yeshua respondeu: ‘Pode ir, seu filho está vivo’. O homem acreditou no que Yeshua disse e partiu. Estando ele ainda a caminho, seus servos o encontraram com a notícia de que seu filho estava vivo. Então lhes perguntou em que momento o filho tinha melhorado, e eles disseram: ‘A febre o deixou ontem, à uma hora da tarde’. O pai percebeu ter sido nessa mesma hora que Yeshua lhe dissera: ‘Seu filho está vivo’; e ele e toda a sua casa confiaram. Esse foi o segundo sinal que Yeshua realizou, depois que veio de Y´hudah para a Galil. ...”

 

A humanidade tem a tendência de sempre que possível buscar meios para resolver suas questões que favoreçam a sua crença, assim quando afirmamos que a prova de um sinal esperado antecipadamente, possa vir a ser um meio legitimo para que então possamos passar a confiar em quem nos alimenta das informações.

Seguindo esse pensamento percebemos que assim como o ato de encorajar aos que se acham sem perspectivas, pode ser encontrado múltiplos graus de dificuldade, afinal, mesmo que esses desencorajados tenham agido por si ou continuem procurando com suas próprias forças (física, mental e espiritual) utilizando de todos os meios lícitos para executar seu alvo, ou ainda que, aconteçam ou ainda que sejam aquelas ações que ocorram questionando os lícitos, logo os ilícitos, os quais são questionáveis, a esses também somam a incerteza e a insegurança do amanhã, exatamente a que busca, fazer uso dessa ferramenta, afinal, todos temos nossos momentos em que a segurança há e o inverso a ela também, ambas se posicionam lado a lado, pois podemos perceber que a importância final de cada um se concentra em sempre ser encorajado a vence nessa jornada de incredulidade, a qual cerca a cada um.

Jesus estava na Judéia, passa por Samária (permanecendo ali por dois dias) e chega a Galiléia e vai até a Cidade de Cana, lugar conhecido por ele, e seus discípulos desde a menção de João, o escritor, sobre uma boda de casamento, em que eles foram convidados.

O texto menciona um oficial do rei, servidor de Herodes Antipas, tetrarca da Galileia e da Pereia e por ter sido destacado, transmite a ideia de figura eminente, logo de grande importância, assim uma figura ilustre da corte e sabemos que essa função não era para qualquer um, mas sim, um nobre que tinha livre acesso ao rei.

Sabemos também que a distância aproximada de Cafarnaum para Galileia é de 23 km, nos dias atuais de automóvel, na velocidade local permitida, seria percorrida em aproximadamente 23 minutos, logo não era uma longa distância para os padrões da época, e que possivelmente o Oficial resolveu outros assuntos e assim partiu para Cafarnaum, onde no caminho foi encontrado por seus servos.

Jesus, ouve seu pedido e ratifica em resposta, o conceito de que sem sinais e milagres, o ato de crer era prejudicado, mas houve desse oficial, a reiteração de o acompanhar até Cafarnaum. para que seu filho não morresse.

As palavras do Messias agora firmam ao Oficial que ele estava livre para voltar a sua casa e que seu filho estava vivo, ele a partir desse instante manteve confiança nessas palavras e parou de pedir ou insistir e foi para casa, mesmo sem ver ou ter algo palpável em suas mãos, atendeu sobre essas palavras.

Em caminho de volta, para regressar ao seu lar e ver seu filho, seus servos o encontram, com notícias de sua casa, as quais era de grande alegria para ele.

Com certeza ele estava satisfeito com as palavras de seus servos, porém algo o incomodava e questionou deles, com exatidão o momento em que eles souberam que a febre havia deixado de estar no menino, e a resposta foi clara, definindo o dia e a hora em que o comportamento do corpo do menino, passou a melhorar.

O Oficial do rei, agora ouve e percebe que era exatamente o mesmo período em que ele estivera com o Messias e ouviu dele, que poderia regressar para sua casa, pois seu filho estava vivo, não só ele passou a confiar (creu), quando contou esses fatos aos seus, mas também toda a sua casa, no Messias.

O improvável se fez presente e sabemos que João, o discípulo, agora como escritor escreveu, citando que esse era o segundo sinal, ocorrido em Cana da Galileia, numa terra em que ele era tratado como todos os profetas em sua terra.

No Livro de Jó 42:07 está escrito: “Sucedeu, pois, que acabando o Senhor de dizer a Jó aquelas palavras, o Senhor disse a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos, porque não tendes falado de mim o que era reto, como o meu servo Jó.”

Seus dois amigos eram Bildade, o suíta e Zofar, o naamatita, que por suas estultícias estavam longe de falar como Jó, sobre o que era reto do Senhor, e assim somente com a oração de Jó não foram tratados como agiram ao falarem com Jó.

Ao estudar o Livro de Jó, encontramos que ele mesmo sem ver sinais e milagres, sabemos que muito pelo contrário ainda assim se manteve no servir e atender aquele a quem amava em todos os seus dias, mesmo passando a viver em adversidade, logo, pode ser então uma reflexão de uma história de vida, na qual apresenta uma ação pessoal que pode nos unir ao Senhor.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula






 






sexta-feira, 14 de março de 2025

SABER SE POSICIONAR.

 

Base na Bíblia: João 04:41-47 “... E muitos mais creram por causa da palavra dele; e diziam à mulher: Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo. Passados os dois dias, partiu dali para a Galiléia. Porque Jesus mesmo testificou que um profeta não recebe honra na sua própria pátria. Assim, pois, que chegou à Galiléia, os galileus o receberam, porque tinham visto todas as coisas que fizera em Jerusalém na ocasião da festa; pois também eles tinham ido à festa. Foi, então, outra vez a Caná da Galiléia, onde da água fizera vinho. Ora, havia um oficial do rei, cujo filho estava enfermo em Cafarnaum. Quando ele soube que Jesus tinha vindo da Judéia para a Galiléia, foi ter com ele, e lhe rogou que descesse e lhe curasse o filho; pois estava à morte. ...”

 

“...  e muitos mais passaram a confiar por causa do que ele disse. E disseram à mulher: ‘Não mais confiamos por causa do que você disse, pois o ouvimos por nós mesmos. Sabemos, de fato, que este homem é realmente o Salvador do mundo.’ Depois dos dois dias, ele partiu de lá em direção à Galil. O próprio Yeshua disse: ‘Um profeta não é respeitado em sua própria terra’. Ao chegar, porém, à Galil, os habitantes de lá lhe deram boas-vindas porque tinham visto tudo o que ele fizera na festa em Yerushalayim; pois também haviam estado lá. Ele foi outra vez a Kanah da Galil, onde tinha transformado água em vinho. Um oficial a serviço do rei estava ali. Seu filho adoecera em K-far-Nachum. Esse homem, ao ouvir que Yeshua partira de Y’hudah e estava na Galil, foi até ele e lhe pediu a cura  do filho, porque estava à beira da morte. ...”

 

Muitos possuem discursos e argumentos valiosos para responder a cada situação, que possam se encontrar, ou seja, tem a facilidade de expor seus pensamentos sem se preocupar com os argumentos de outros, porém, também há pessoas que possuem uma limitação na maneira de expressar seus sentimentos e mesmo assim, ambos convivem dentro desse mesmo estado de direito do viver de toda a raça humana.

As Palavras sofrem todo o tipo de formas e montagens até sair da pessoa que se torna então o que chamamos de locutor e chegar a pessoa que são chamados de receptor, por mais que pareça simples esse pensamento e até desnecessário, para o texto que acabamos de ler, encontramos preciosidades nessas palavras, pois temos o hábito de aglutinar tudo e ler pela média, mas a atenção e a percepção podem nos ajudar a perceber que mesmo quando estamos certos em nossa maneira de viver, poderá existir ainda outros meios melhores para se viver os dias sobre a face da terra.

Limitamos muitos de nossos atos, como temos mencionado em exemplos de terceiros e em pensamentos que nos são apresentados durante nossa trajetória de vida, mas ainda assim, não basta e podemos avançar, pois há um motivo definido desde antes do nosso nascimento, e está definido, escrito e guardado em um livro que somente saberemos na Eternidade.

A religião sempre foi um dos meios mais usados para tratar de tudo o que a existência humana, tem dificuldade de identificar e explicar, começando pela origem de tudo e dos seres humanos até os conceitos de tempo e espaço que podem ser mais intrigantes e não pouco também há no universo minúsculo, ou seja, o menor do menor de tudo que conhecemos, sim pode ser um meio vasto de informações que estão à disposição de todos, enfim, nem todos fazem uso deles.

Jesus, passa os dois dias em Samária e segue sua viajem para a Galiléia, encontramos as palavras de Jesus mencionadas por João, o escritor, a qual ratifica que um profeta não é reconhecido em sua casa e aqueles que o viram em Jerusalém esses o cumprimentavam, por terem estado no local e presenciarem os acontecimentos.

O escritor menciona que Jesus foi para Cana da Galileia onde faz questão de mencionar que era o lugar em que outrora havia transformado a água em vinho, e cita a presença no local de um oficial que trabalhava para o rei bem como o conhecimento de que seu filho estava à beira da morte.

Todos, sem exceção, têm sua forma de avaliar esse acontecimento desde o simples tratar-se de um acaso de esse oficial estar em Cana da Galiléia, variando até chegar ao extremo oposto, porém sabemos que o oficial foi na direção de Jesus, posicionando sua conduta assim, possivelmente por ter ouvido sobre sua pessoa.

O encontro com o Senhor, gerou um pedido de cura ao seu filho por saber que era grave o estado de saúde da criança e também se manteve seguro de que se tratava de uma ação necessária para o melhor daquele a quem era importante para si, depositando no Messias a convicção de que se ele fosse até sua casa em Cafarnaum e tocasse na criança ela estaria curada.

Existe um texto em Lucas 07:11-17, que descreve que o posicionamento acontece também de diversas maneiras, muitas vezes de forma inesperada ou anônima, também:

“E aconteceu que, no dia seguinte, ele foi à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos, e uma grande multidão; E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentou-se, e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. E correu dele está fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha. Qual será o nosso posicionamento sobre o que bate as nossas portas diariamente, mencionando insistentemente sobre a vida que temos e a vida que esperamos, e cada um por si, busca sua resposta nos mais diversos pontos e meios, porém sempre é bom, buscar refúgio em local seguro e de fonte segura, para evitar o constrangimento futuro, no qual muitos uma dia irão dizer: Em teu nome fiz tudo que deveria ser feito e ouvir em reposta: aparta-se pois nunca te conheci.”

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 7 de março de 2025

COMO CREMOS.

 

Base na Bíblia: João 04:34-42 “... Disse-lhe Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra. Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa. Quem ceifa já está recebendo recompensa e ajuntando fruto para a vida eterna; para que o que semeia e o que ceifa juntamente se regozijem. Porque nisto é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro o que ceifa. Eu vos enviei a ceifar onde não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho. E muitos samaritanos daquela cidade creram nele, por causa da palavra da mulher, que testificava: Ele me disse tudo quanto tenho feito. Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. E muitos mais creram por causa da palavra dele; e diziam à mulher: Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo. ...”

 

“... Yeshua lhes disse: ‘Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir sua obra. Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses, haverá colheita? Bem, o que lhes digo é: abram os olhos e olhem para os campos! Eles estão maduros para a colheita! Aquele que colhe já recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, de forma que o colhedor e o semeador se alegram juntos – pois neste assunto o provérbio ‘Um semeia, e outro colhe’ é verdadeiro. Eu os enviei para colherem o que não cultivaram. Outros realizaram o trabalho árduo, e vocês se beneficiaram do trabalho deles’. Muitas pessoas daquela cidade de Shomron depositaram a confiança nele por causa do testemunho da mulher: ‘Ele me disse todas as coisas que fiz’. Assim que essas pessoas de Shomron se aproximaram dele, pediram-lhe que ficasse com eles. Ele ficou durante dois dias, e muitos mais passaram a confiar por causa do que ele disse. E disseram à mulher: ‘Não mais confiamos por causa do que você disse, pois o ouvimos por nós mesmos. Sabemos, de fato, que este homem é realmente o Salvador do mundo.’ ...”

 

Acreditar é uma ferramenta que trabalhamos com o passar de nossa vivência sobre a face as terra, inicialmente somos totalmente dependentes de nossos tutores, por mais que nos esforcemos, a primeira faze de nossa existência, se pontua em total dependência, e legitimamente nem sabemos onde estamos e o que é necessário para se manter existindo.

Com o passar dos anos, nosso comportamento tende a se definir por meio de mecanismos para que passemos a acreditar, lembrando que seja este crer no estado bruto por estar em graus diversos, pois tudo o que é informado, passamos a julgar pelos mais diversos critérios, para que assim possamos definir os melhores meios e por meio desses sistemas, possamos, enfim, um a um, viver cada um de seus dias sobre a face da terra.

Jesus conversa com uma mulher, seus discípulos e também com um certo número de pessoas da Cidade, aonde ele está presente apresentando a cada um deles o necessário, para que a cada um deles fosse possível parar, raciocinar e por este princípio pudessem cada um se situar no real momento em que estavam vivendo e um dos exemplos usados, foi o do plantio, no qual, etapas ocorrem e o cuidado racional com cada uma delas é essencial para obter o sucesso.

Vivemos por etapas em todas as coisas que nos cercam, começando pelo alimento, pois alguém planta e também alguém colhe, para que seja possível, seguindo esse meio, sistema ou método, século após século, estar o alimento para ser consumido nos mais diversos pontos do Planeta, sem esquecer do necessário beber e também do vestir-se.

Jesus estava sendo apresentado, por ser Mestre, para seus discípulos, assim como foi reconhecido pela mulher samaritana, como um profeta; desta forma, por sua vez, cada um deles dia a dia apresentaram e representavam o Messias aos demais a sua volta; a cada nova pessoa que se aproximava, suas palavras eram as que tratavam, um a um, de seus ouvintes e podemos lembrar que o processo de julgar em quem crer, que há em cada ser humano, era e é continuamente colocado em alerta, para que ao final, possa haver uma tomada de decisão.

As pessoas da Cidade iam em sua direção, se aproximavam dele e o ouviam; e por algum motivo, passaram a pedir que ele ficasse mais tempo com eles, Jesus, que estava de passagem pelo lugar, concordou e ficou dois dias, agora o crer pelo ouvir o testemunho da mulher, passa a tomar uma nova dimensão, pois eles estavam diante dele e o viam agora como o Salvador do mundo, crendo cada um por si mesmo.

No Livro escrito aos que estavam em Roma, existem vários parágrafos, que deixavam claro que Paulo, o escritor, ainda não estava lá, mas que se importava com cada um deles e ansiava o momento de estar com eles, e cita algumas palavras, que passo a copiar: “Isso significa que não há diferença entre judeus e não judeus – ADONAI é o mesmo para com todos, rico com quem o invoca, porque todo que invocar o nome de ADONAI será libertado. Mas como eles poderão invocar uma pessoa em quem não confiam? E como poderão confiar se não ouviram nada a respeito dele? E como poderão ouvir, se ninguém o anunciar? E como as pessoas podem anunciá-lo, a menos que Deus as envie? Como diz o Tanakh: ‘Quão belos são os pés de quem anuncia boas notícias a respeito de coisas boas!’.” Romanos 10:12-15.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

A ADMIRAÇÃO.

 

Base na Bíblia: João 04:23-35 “...Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. Replicou-lhe a mulher: Eu sei que vem o Messias (que se chama o Cristo); quando ele vier, há de nos anunciar todas as coisas. Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo. E nisto vieram os seus discípulos, e se admiraram de que estivesse falando com uma mulher; todavia nenhum lhe perguntou: Que é que procuras? ou: Por que falas com ela? Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, foi a cidade e disse àqueles homens: Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto eu tenho feito; será este, porventura, o Cristo? Saíram, pois, da cidade e vinham ter com ele. Entrementes, os seus discípulos lhe rogavam, dizendo: Rabi, come. Ele, porém, respondeu: Uma comida tenho para comer que vós não conheceis. Então os discípulos diziam uns aos outros : Acaso alguém lhe trouxe de comer? Disse-lhe Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra. Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa. ...”

 

“... Mas está chegando o tempo – e de fato é agora – em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai de forma espiritual e verdadeira, porque esse é o tipo de gente que o Pai deseja que o adore. Deus é espírito; os adoradores devem adorá-lo de forma espiritual e verdadeira. A mulher respondeu: ‘Sei que o Mashiach está vindo’  (isto é, ‘o ungido’). ‘Quando ele vier, nos dirá tudo’. Yeshua disse a ela: ‘Eu, a pessoa que fala com você, o sou’. Naquele momento, os talmidim chegaram. Eles ficaram admirados por Yeshua estar conversando com uma mulher, mas ninguém lhe disse: ‘Que você quer?’, ou ‘Por que você está falando com ela?’. Então a mulher deixou o jarro, voltou à cidade e disse às pessoas de lá: ‘Venham, vejam um homem que me disse tudo o que já fiz. Será que ele não é o Messias?’. Então saíram da cidade e partiram ao encontro dele. Enquanto isso, os talmidim insistiam com Yeshua: ‘Rabbi, coma alguma coisa’. Mas ele respondeu: ‘Tenho um alimento para comer que vocês não conhecem’. Então os talmidim perguntaram entre si: ‘ Será que alguém lhe trouxe comida?’. Yeshua lhes disse: ‘Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e concluir sua obra. Vocês não dizem: ‘Daqui a quatro meses, haverá colheita? Bem, o que lhes digo é: abram os olhos e olhem para os campos! Eles estão maduros para a colheita! ...”

 

Somos pessoas criadas com a faculdade de admirarmos as coisas a nossa volta e delas apreendermos a nos mover e nos posicionar a cada instante, simplesmente, pelos mais diversos motivos, uma vez que, todos nós, ou se preferir, cada um de nós (penso que somos indivíduos, mesmo quando agimos no coletivo), sempre estamos debaixo do mesmo céu e vivendo sob as mesmas regras de um único meio de existir, mas ainda, assim, cada um pode se admirar pelos mais diversos motivos e acontecimentos, ou ainda, assim, podemos também encontrar pessoas como nós que são apáticas a tudo e a todos, e usam de subterfúgios, para validar seu modo de vida, porém, ainda que seja muito difícil, identificar aquele que age naturalmente, daquele que se empenha em iludir os que estão à sua volta, simplesmente para confundir, muito além do que  informar que o verdadeiro caminho da liberdade, bate na porta de cada ser humano, a cada novo amanhã, ou por que não declarar que a cada despertar, enfim muitos mudaram sua rotina do dia para a noite.

Os discípulos foram a cidade e nada aconteceu de relevante junto aos samaritanos, os quais certamente os viram e os serviram em seus pedidos, mas percebam que uma mulher foi a mesma cidade e a maneira como dialogou, com seus ouvintes, levou a uma mudança de comportamento, onde o isolamento e a indiferença, entre pessoas, passam a ser algo que deveria ser repensado e assim os doze voltaram com eles mesmos e uma mulher voltou, ou melhor escrevendo, fez com que muitos da cidade caminhassem para conhecer o Messias.

Uma comida ou um pouco de água, são coisas que todos entendemos com muita facilidade, porém, para o Senhor, pode ser muito além do ato físico, que está no plano material, e sim, uma maneira de homogeneizar os dois lados, demonstrando na prática que é possível, existir dentro de um mundo espiritual mesmo estando no material, uma vez que, suas palavras apontavam para o momento certo, em que estava vivendo a mulher, ou ainda, cada um dos discípulos, onde as ações deveriam ser postas em pratica, deixando o campo da hipótese ou do ensaio ou mesmo o da teoria e assim estariam executando suas ações.

Para os discípulos nada além de fatores comuns, também, mesmo já tendo eles convivido um certo tempo com o Messias, porém, questionavam a possibilidade entre si, de que ocorreram razões para sua recusa, pois alguém deveria o ter alimentado, logo, foi como a água, que primeiramente a mulher questionou o método para poder obter a água viva que ele havia citado e por fim, ela percebeu que a água seria a diferença (o agente transformador) de sua escuridão de comportamento para a sua nova direção de vida, que era tão presente e inevitável o aceitar para o melhor de seu ser.

Ao ler a parábola dos talentos, sinto a alegria de ver o agir de cada pessoa que veio prestar contas de seu esforço, para devolver, o valor que foi depositado, pelo dono, ou patrão de todas as coisas, onde eles serviam ou trabalhavam, cada um tinha sua maneira de responder suas ações, mas sinto também por parte de cada um deles a responsabilidade de justificar o resultado de suas ações e pôr fim a resposta do dono que cuidou de responder a cada um deles ao apresentar sua posição.

Ao pensar nas palavras do Messias, a cada um de seus discípulos, percebemos que foi estabelecido diante deles a importância de executar, acima da vontade de apresentar resultados, a quem o havia enviado, antes de tomar para si, cada acontecimento abrindo a oportunidade de apresentar o devido cuidado para todos, pois os verdadeiros adoradores adoram o Pai de forma espiritual e verdadeira.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula

 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

O DIÁLOGO.

 

Base na Bíblia: João 04:07-26 “... Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Pois seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. Disse-lhe então a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (Porque os judeus não se comunicam com os samaritanos.) Respondeu-lhe Jesus: Se tivesses conhecido o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe terias pedido e ele te haveria dado água viva. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que tirá-la, e o poço é fundo; donde. Pois, tens essa água viva? És tu, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual também ele mesmo bebeu, e os seus filhos, e o seu gado? Replicou-lhe Jesus: Todo o que beber desta água tornará a ter sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, nem venha aqui tirá-la. Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá. Respondeu a mulher: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade. Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. Replicou-lhe a mulher: Eu sei que vem o Messias (que se chama o Cristo); quando ele vier, há de nos anunciar todas as coisas. Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo. ...”

 

“... Uma mulher de Shomron foi tirar água, e Yeshua lhe disse: ‘Dê-me um pouco de água’. (Os talmidim tinham ido à cidade comprar comida). A mulher de Shomron lhe disse: ‘Como você, judeu, pede água a mim, uma mulher de Shomron? (Porque os judeus não se relacionam bem com o povo de Shomron.) Yeshua lhe respondeu: ‘Se você conhecesse o dom de Deus, isto é, quem lhe está dizendo: ‘Dê-me um pouco de água’, então teria pedido, e ele lhe teria dado água viva’. Ela lhe disse: ‘O senhor não tem balde, e o poço é fundo. Onde conseguiria essa ‘água viva’? Você não é maior do que nosso pai Ya’akov, é? Ele nos deu o poço e bebeu dele, e da mesma forma o fizeram seus filhos e seu gado’. Yeshua respondeu: ‘Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede! Ao contrário, a água que eu lhe der se tornará uma fonte de água em seu interior, jorrando para a vida eterna!’. ‘Senhor, dê-me dessa água’, a mulher lhe disse, ‘para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água’. Ele lhe disse: ‘Vá, chame seu marido e volte’. Ela respondeu: ‘Não tenho marido’. Yeshua lhe disse: ‘Você está certa, porque não tem marido! No passado, você teve cinco maridos e não está casada com o homem com quem vive agora! Você disse a verdade!’. ‘Senhor, posso ver que é um profeta’, a mulher respondeu. ‘Nossos pais adoraram nesta montanha, mas vocês dizem que o lugar onde se deve adorar é Yerushalayim’. Yeshua disse: ‘Senhora, creia em mim, está chegando o tempo em que vocês não adorarão o Pai nem nesta montanha nem em Yerushalayim. Vocês não sabem o que adoram; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas está chegando o tempo – e de fato é agora – em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai de forma espiritual e verdadeira, porque esse é o tipo de gente que o Pai deseja que o adore. Deus é espírito; os adoradores devem adorá-lo de forma espiritual e verdadeira. A mulher respondeu: ‘Sei que o Mashiach está vindo’  (isto é, ‘o ungido’). ‘Quando ele vier, nos dirá tudo’. Yeshua disse a ela: ‘Eu, a pessoa que fala com você, o sou’. ...”

 

O diálogo, pode começar por uma simples saudação e percorrer os mais diversos caminhos e assuntos, pois um bom diálogo é sempre agradável e conduz as pessoas para os mais diversos temas e direções. Sim, que por sua vez, gera em cada uma das partes a certeza de que pode expressar suas ideias e ouvir pensamentos contrários aos seus, mas ainda assim também existem os diálogos que mais parecem monólogos, onde sempre tem a superioridade ou não (pois pode ser intimidação) tomando e fazendo o seu papel no meios daqueles que deles participam, porém, ainda assim, sabemos que a raça humana sempre se colocou para dialogar e por este mecanismo, poder se inteirar de fatos que pareciam muitas vezes improváveis, ou mesmo servem, para simplesmente chegar à conclusão de que tudo, não passou de um momento fugaz onde o cérebro teve a oportunidade de ser utilizado, logo, poder até utilizar-se dele e nada mais.

Jesus, inicia um diálogo com a senhora de Samária, de imediato o espanto veio por parte dela, ficou claro, ao responder ela ao pedido, com uma pergunta direta, para a pessoa que havia iniciado o diálogo, porém, havia uma razão, que poderia passar desapercebida, pelos que não conheceram a história deste lugar e deste povo, pois outrora toda a região em que eles estavam, era de uma única Nação, logo Galiléia, Samária e Judéia estavam unidas desde o tempo em que sobre a liderança de Josué, ele levou o povo descendente de Abrão, Isaque e Jacó a conquistarem toda essa região (identificada então como a terra de Canaã), porém, as muitas guerras e conquistas que aconteceram por outros povos, tiveram uma grande influência sobre os moradores desse local, assim séculos depois e com esse tipo de quadro ocorreu o afastamento de Samária da Galiléia que continuou unificada com a Judéia.

O Messias, responde à pergunta da samaritana de maneira continua, para deixar ela, na certeza de que estavam conversando sim, sem reservas, barreiras, conceitos ou preconceitos, assim, de imediato passa a apresentar a proposta da água viva, como possível a ela, se simplesmente ela assim fizesse como, ele havia feito ao lhe pedir da água do poço que Jacó séculos antes havia cavado neste local.

O diálogo prossegue, agora sem reservas, ela questiona o meio como ele poderia conseguir dessa água, uma vez que nem balde, ou meios para retirar a água do poço ele tinha, sem se esquecer de citar que era fundo o local para acessar a água no poço, e complementa citando que Jacó era o pai deles e Jesus não parecia ser maior, para ocorrer por parte dele este feito citado como ‘água viva´.

A comparação de Jesus era clara ao declarar que ao beber da água do poço, novamente teria sede, mas da água da vida não mais teria sede, pois seria uma fonte a jorrar; ela passa da lógica que vinha apresentando no diálogo, para o sentimento do melhor para ela e assim se interessou e pediu para si, dessa água e para isto mencionou a razão pela qual estava interessada em não ter mais sede e nem ter o trabalho de ir buscar diariamente.

‘Vai e traz seu marido’, ela ouviu; sua resposta foi não tenho marido, e essa verdade é ratificada nas palavras do Messias; desta maneira, ela passa a considerá-lo como Profeta (vidente), e passa a mencionar, agora, sobre o tema adoração citando a diferença da crença que tinham, ela também menciona sobre o Messias, o ungido, citando que eles também o aguardavam, a resposta do Senhor ratificou o meio da adoração, bem como quem seriam os adoradores e completou mencionando quem era o que estava diante dela.

Refletindo podemos ponderar que assim como estamos usando nosso diálogo, reflete como estamos vivendo, nossos dias, e é evidente que cada ser humano tem sua maneira de existir e coexistir dentro do meio em que se encontra, porém, podemos talvez, observar que o melhor pode estar batendo a sua porta e basta você deixar entrar, como está escrito no Livro das Revelações 3:20, “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.”

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

CAMINHADA NECESSÁRIA.

 

Base na Bíblia: João 04:01-08 “... Quando, pois, o Senhor soube que os fariseus tinham ouvido dizer que ele, Jesus, fazia e batizava mais discípulos do que João (ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos), deixou a Judéia e foi outra vez para a Galiléia. E era-lhe necessário passar por Samaria. Chegou, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó dera a seu filho José; Achava-se ali o poço de Jacó. Jesus, pois, cansado da viagem, sentou-se assim junto ao poço; era cerca da hora sexta. Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. Pois seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. ...”

 

“... Quando Yeshua ficou sabendo que os p’rushim ouviram falar que ele fazia mais talmidim que Yochanan, e os imergia (embora não fosse o próprio Yeshua quem realizava a imersão, mas os talmidim), Yeshua partiu de Y’hudah e voltou uma vez mais à Galil. Isso significa que ele deveria atravessar a região de Shomron. Chegou a uma cidade de Shomron, perto do campo que Ya’akov dera a seu filho Yosef. O poço de Ya’akov ficava ali; então Yeshua, cansado da viagem, sentou-se ao lado do poço; era quase meio-dia. Uma mulher de Shomron foi tirar água, e Yeshua lhe disse: ‘Dê-me um pouco de água’. (Os talmidim tinham ido à cidade comprar comida). ...”

 

Somos movidos muitas vezes pelo cuidado que devemos ter sobre as informações que ocorrem a nosso respeito e ao nosso redor, apesar de muitas vezes, simplesmente deixarmos o dia a dia seguir seu rumo, ainda assim muitos buscam captar as informações e tomar suas decisões rapidamente, visando sempre nunca deixar de alcançar seu objetivo, afinal, agindo dessa maneira como um corredor em uma olimpíada que corre por uma medalha e para assim fazer, busca superar a todos, logo, é necessário que muitas vezes exerçamos esse mesmo compromisso de estar sempre a frente, para alcançar o alvo da proposta de nossas vidas a qual nos foi incluída ao nascermos.

O Messias, ouve as informações sobre como suas ações estavam sendo enviadas aos fariseus (grupo de judeus que se dedicavam à interpretação da Lei Mosaica e às tradições judaicas; esse grupo surgiu no século II a.C. e foram opositores aos saduceus), e mesmo estando distorcida em parte, Jesus optou por seguir seu caminho e caminhar para a Galiléia.

Para ir a Galiléia, normalmente existia o caminho mais curto e o mais longo, a diferença estava em passar pela região de Samaria, ou contornar a Samária, sabemos que sempre que possível os judeus preferiam o caminho mais longo, pois havia diferença entre eles, desde tempos antigos, porém, o Messias opta por seguir o caminho mais curto e caminham com esta decisão tomada, perto do poço de Jacó, Jesus cansado da viagem para e se assenta ao lado da boca desse poço, enquanto aguarda o retorno de seus discípulos que foram a Cidade para comprar alimentos.

Por volta das 12 horas (meio-dia), aparece também no poço de Jacó, uma mulher, preparada para ir retirar água, quando Jesus percebe sua presença ele lhe faz um pedido a ela, para lhe dar, um pouco de água, provavelmente por estar com sede e ela ouve seu pedido.

Essa caminhada era necessária, note que sua rota era a do menor trajeto, as prováveis diferenças de aceitação pelo povo da região, era conhecida, por ele e seus discípulos, pois na sua grande maioria eles eram oriundos da Galiléia e pelo menos uma vez por ano, iam a Judéia em Jerusalém e optavam continuamente a cada período, por qual caminho deveriam seguir para fazer esta trajetória.

Preconceito e Conceito não são oposição e sim o resultado da interpretação, que a sociedade, o grupo, ou indivíduo, adotam para seu viver, uma vez que a sonhada liberdade, que todos buscam, sem regras pode levar a danos irreversíveis ao meio no qual é implantada, logo, o respeito a opinião sempre é necessário, mas o foco deve ser a harmonia do amor e a sensibilidade ao próximo na mesma intensidade como a si mesmo cada um se ama.

As Palavras do Precursor e do Messias, tratavam do arrependimento e a reconciliação da criatura com o seu Criador, bastando que a semente (palavra) fosse lançada na terra (ser humano) e o resultado esperado de cada um é simplesmente o de como será seu caminhar pessoal, assim o texto que lemos, apresenta o Messias tratando dos cuidados abrangentes e necessários para cada um e desta forma, permitindo que ao invés de ser oposição o ensino, esse fosse a ferramenta necessária para medir o grande Amor do Eterno por cada ser criado, porém, avaliado sim, por cada pessoa, como encerro mencionando as Palavras que essa Mulher, ouviu do Messias: ‘Dê-me um pouco de água.’.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula