Base na Bíblia: João
19:12-20 “... Daí em diante Pilatos procurava soltá-lo; mas os
judeus clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César, todo aquele que se
faz rei é contra César. Pilatos, pois, quando ouviu isto, trouxe Jesus para
fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, e em hebraico Gabatá.
Ora, era a preparação da Páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis
o vosso rei. Mas eles clamaram: Tira-o! tira-o! crucificai-o! Disse-lhes
Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes:
Não temos rei, senão César. Então lho entregou para ser crucificado. Tomaram,
pois, a Jesus; e ele, carregando a sua própria cruz, saiu para o lugar chamado
Caveira, que em hebraico se chama Gólgota, onde o crucificaram, e com ele
outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. E Pilatos escreveu também um
título e o colocou sobre a cruz; e nele estava escrito: JESUS, O NAZARENO, O
REI DOS JUDEUS. Muitos dos judeus, pois, leram este título; porque o lugar onde
Jesus foi crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico,
latim e grego. ...”
“... Ao ouvir isso, Pilatos procurou encontrar uma forma de
libertar Yeshua, mas os habitantes de Y’hudah gritavam: ‘Se você libertar esse
homem, significa que não é amigo do imperador’! Quem afirma ser rei se opõe ao
imperador’. Ao ouvir o que estavam falando, Pilatos trouxe Yeshua e se sentou
na cadeira de juiz, no lugar chamado o Pavimento (em aramaico, Gabta). Isso
aconteceu por volta do meio-dia; era o dia da preparação de Pesach. Pilatos
disse aos habitantes de Y’hudad: ‘Eis o rei de vocês!’. Mas eles gritaram: ‘Fora,
fora! Executem-no em uma estaca!’. Pilatos lhes disse: ‘Querem que eu execute
seu rei em uma estaca?’. Os principais kohanim responderam: ‘Não temos rei além
do imperador’. Então Pilatos entregou Yeshua para ser executado na estaca. Os
soldados se encarregaram de Yeshua. Levando a própria estaca, ele saiu para o lugar
chamado Caveira (em aramaico, Gulgota). Ali eles o pregaram na estaca com
outros dois homens, um de cada lado e Yeshua no meio.
Pilatos mandou preparar uma placa que foi escrita e pregada, onde se lê: YESHUA
DE NATZERET, O REI DOS JUDEUS. Muitos dos habitantes de Y’hudah leram a placa,
porque o lugar em que Yeshua foi executado ficava próximo da cidade, e a placa
estava escrita em hebraico, latim e grego. ...”
Sabemos que cada pessoa
tem sua forma de observar os acontecimentos a sua volta e também tem a
tendencia de reagir a cada um deles de maneiras diferentes, mesmo quando se
trata do mesmo acontecimento, logo, percebemos que somos agentes de mudanças e
vivemos em meio a grupos sociais que podem nos levar a divergir sobre muitos assuntos
e assim identificamos que a tensão entre indivíduos ocorre quando há
divergência de opiniões, interesses opostos, expectativas frustradas ou
pressões emocionais que geram desconforto na convivência e sempre uma ação deve
desencadear uma resposta que pode mudar os acontecimentos em frações de
segundos.
O Mestre Jesus
estava sendo julgado, por acontecimentos que apontavam para uma única direção na
qual o Criador estava interessado em gerar solução para sua criatura, e isto
incomodava cada um daqueles que detinham a convicção de que agiam em nome do
Criador, logo havia um conflito, pois por um lado era definido que atos
elaborados seriam suficientes para gerar o reencontro com o Criador, enquanto que
o oposto era apresentado, uma vez que o Criador não via nenhum ser humano apto
para pagar o preço que o pecado exige, nem mesmo para si mesmo, logo nem para
todos, e o assunto uma vez refinado estava agora diante do juiz para receber
uma sentença.
Os opositores
apresentaram seus motivos e foram ouvidos pelo Governador Pilatos, o acusado só
respondia o que lhe era perguntado, salvo em um momento, que deixou o juiz,
perplexo e tendendo a libertar o acusado, porém a tensão gerada que neste caso não
é algo físico, em si mesmo, gerou o desconforto entre os acusadores que por sua
vez, contra argumentaram citando a pessoa do Imperador de Roma, fazendo desta
forma estavam colocando em questão a lealdade do Governo com seu Imperador.
Pilatos, ao
perceber essa manobra, usou de seus atributos e se sentou como juiz, em seu cargo
legitimo, ele apresenta agora o acusado e o motivo de sua acusação, onde o
momento de tensão estava ora sobre sua pessoa e ora sobre seus acusadores,
habilmente Pilatos repassa a questão para seus acusadores e assim os questiona.
Seus acusadores continuam
firmes em seus propósitos e ratificam que não reconheciam Jesus, como líder,
também mencionam que o queriam fora e estaqueado; e também complementam citando
que só se submeteriam ao império (César), uma vez que, assim agindo a liderança
com o povo, ratificam que Jesus deve ser crucificado (ir para a estaca) e definem
o tipo de morte que lhe era sentenciado.
Pilatos alcança
seu objetivo, seu momento de tensão é repassado, assim sendo, acata e entrega
aos soldados para cumprirem o processo de estaca, encaminham o réu sentenciado
com sua punição ao local da execução, junto dele uma vez pregado estavam outras
duas pessoas uma a direita e outra a esquerda e o próprio Pilatos manda que
coloquem a inscrição do motivo da punição do sentenciado Jesus.
Uma nova tensão
agora é gerada, pois o motivo da execução era claro e estava escrita em três línguas
diferentes e o povo de Jerusalém, ao ler, identificavam a razão e estavam
incomodados, principalmente seus líderes, uma vez que era exatamente a razão
que eles queriam ocultar e não deixar que casasse entre os povo uma nova razão
de olhar para as Escrituras e identificar os fatos que estavam ocorrendo para
libertar o cativo de sua prisão, ou seja, do pecado e os recolocarem na direção
do seu Criador.
Dias se passaram,
meses, anos e séculos também e chegamos aos dias atuais onde as palavras do
Messias foram retransmitidas inicialmente oralmente e depois através de livros
que se condensaram nas Escrituras Sagradas, porém, uma coisa, se manteve como
acabamos de ler o momento da tensão, chega a cada ser humano enquanto sobre a
face da terra, pois o Filho veio fazer a vontade do Pai e o Pai ao terceiro dia
o ressuscitou dos mortos, por cera de cinquenta dias esteve entre os seus e foi
elevado ao céu, aonde está sentado a destra de Deus Pai e vai voltar, sim essa
tensão existe para cada um de nós, assim como ocorreu com Pilatos, onde ele sabia
que não havia motivo para a condenação, porém, fatores externos o obrigaram a
agir de outra maneira esquecendo sua verdade.
Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula
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