sexta-feira, 9 de outubro de 2026

MOMENTO DE TENSÃO.

 

Base na Bíblia: João 19:12-20 “... Daí em diante Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César, todo aquele que se faz rei é contra César. Pilatos, pois, quando ouviu isto, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, e em hebraico Gabatá. Ora, era a preparação da Páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei. Mas eles clamaram: Tira-o! tira-o! crucificai-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César. Então lho entregou para ser crucificado. Tomaram, pois, a Jesus; e ele, carregando a sua própria cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota, onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. E Pilatos escreveu também um título e o colocou sobre a cruz; e nele estava escrito: JESUS, O NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. Muitos dos judeus, pois, leram este título; porque o lugar onde Jesus foi crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. ...”

 

“... Ao ouvir isso, Pilatos procurou encontrar uma forma de libertar Yeshua, mas os habitantes de Y’hudah gritavam: ‘Se você libertar esse homem, significa que não é amigo do imperador’! Quem afirma ser rei se opõe ao imperador’. Ao ouvir o que estavam falando, Pilatos trouxe Yeshua e se sentou na cadeira de juiz, no lugar chamado o Pavimento (em aramaico, Gabta). Isso aconteceu por volta do meio-dia; era o dia da preparação de Pesach. Pilatos disse aos habitantes de Y’hudad: ‘Eis o rei de vocês!’. Mas eles gritaram: ‘Fora, fora! Executem-no em uma estaca!’. Pilatos lhes disse: ‘Querem que eu execute seu rei em uma estaca?’. Os principais kohanim responderam: ‘Não temos rei além do imperador’. Então Pilatos entregou Yeshua para ser executado na estaca. Os soldados se encarregaram de Yeshua. Levando a própria estaca, ele saiu para o lugar chamado Caveira (em aramaico, Gulgota). Ali eles o pregaram na estaca com outros dois homens, um de cada lado e Yeshua no meio. Pilatos mandou preparar uma placa que foi escrita e pregada, onde se lê: YESHUA DE NATZERET, O REI DOS JUDEUS. Muitos dos habitantes de Y’hudah leram a placa, porque o lugar em que Yeshua foi executado ficava próximo da cidade, e a placa estava escrita em hebraico, latim e grego. ...”

 

Sabemos que cada pessoa tem sua forma de observar os acontecimentos a sua volta e também tem a tendencia de reagir a cada um deles de maneiras diferentes, mesmo quando se trata do mesmo acontecimento, logo, percebemos que somos agentes de mudanças e vivemos em meio a grupos sociais que podem nos levar a divergir sobre muitos assuntos e assim identificamos que a tensão entre indivíduos ocorre quando há divergência de opiniões, interesses opostos, expectativas frustradas ou pressões emocionais que geram desconforto na convivência e sempre uma ação deve desencadear uma resposta que pode mudar os acontecimentos em frações de segundos.

O Mestre Jesus estava sendo julgado, por acontecimentos que apontavam para uma única direção na qual o Criador estava interessado em gerar solução para sua criatura, e isto incomodava cada um daqueles que detinham a convicção de que agiam em nome do Criador, logo havia um conflito, pois por um lado era definido que atos elaborados seriam suficientes para gerar o reencontro com o Criador, enquanto que o oposto era apresentado, uma vez que o Criador não via nenhum ser humano apto para pagar o preço que o pecado exige, nem mesmo para si mesmo, logo nem para todos, e o assunto uma vez refinado estava agora diante do juiz para receber uma sentença.

Os opositores apresentaram seus motivos e foram ouvidos pelo Governador Pilatos, o acusado só respondia o que lhe era perguntado, salvo em um momento, que deixou o juiz, perplexo e tendendo a libertar o acusado, porém a tensão gerada que neste caso não é algo físico, em si mesmo, gerou o desconforto entre os acusadores que por sua vez, contra argumentaram citando a pessoa do Imperador de Roma, fazendo desta forma estavam colocando em questão a lealdade do Governo com seu Imperador.

Pilatos, ao perceber essa manobra, usou de seus atributos e se sentou como juiz, em seu cargo legitimo, ele apresenta agora o acusado e o motivo de sua acusação, onde o momento de tensão estava ora sobre sua pessoa e ora sobre seus acusadores, habilmente Pilatos repassa a questão para seus acusadores e assim os questiona.

Seus acusadores continuam firmes em seus propósitos e ratificam que não reconheciam Jesus, como líder, também mencionam que o queriam fora e estaqueado; e também complementam citando que só se submeteriam ao império (César), uma vez que, assim agindo a liderança com o povo, ratificam que Jesus deve ser crucificado (ir para a estaca) e definem o tipo de morte que lhe era sentenciado.

Pilatos alcança seu objetivo, seu momento de tensão é repassado, assim sendo, acata e entrega aos soldados para cumprirem o processo de estaca, encaminham o réu sentenciado com sua punição ao local da execução, junto dele uma vez pregado estavam outras duas pessoas uma a direita e outra a esquerda e o próprio Pilatos manda que coloquem a inscrição do motivo da punição do sentenciado Jesus.

Uma nova tensão agora é gerada, pois o motivo da execução era claro e estava escrita em três línguas diferentes e o povo de Jerusalém, ao ler, identificavam a razão e estavam incomodados, principalmente seus líderes, uma vez que era exatamente a razão que eles queriam ocultar e não deixar que casasse entre os povo uma nova razão de olhar para as Escrituras e identificar os fatos que estavam ocorrendo para libertar o cativo de sua prisão, ou seja, do pecado e os recolocarem na direção do seu Criador.

Dias se passaram, meses, anos e séculos também e chegamos aos dias atuais onde as palavras do Messias foram retransmitidas inicialmente oralmente e depois através de livros que se condensaram nas Escrituras Sagradas, porém, uma coisa, se manteve como acabamos de ler o momento da tensão, chega a cada ser humano enquanto sobre a face da terra, pois o Filho veio fazer a vontade do Pai e o Pai ao terceiro dia o ressuscitou dos mortos, por cera de cinquenta dias esteve entre os seus e foi elevado ao céu, aonde está sentado a destra de Deus Pai e vai voltar, sim essa tensão existe para cada um de nós, assim como ocorreu com Pilatos, onde ele sabia que não havia motivo para a condenação, porém, fatores externos o obrigaram a agir de outra maneira esquecendo sua verdade.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








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