sexta-feira, 2 de outubro de 2026

ACHAR SOLUÇÃO.

 

Base na Bíblia: João 19:05-12 “... Saiu, pois, Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis o homem! Quando o viram os principais sacerdotes e os guardas, clamaram, dizendo: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o; porque nenhum crime acho nele. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo estas lei ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus. Ora, Pilatos, quando ouviu estas palavra , mais atemorizado ficou; e, entrando outra vez no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-lhe, então, Pilatos: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? Respondeu-lhe Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fora dada; por isso, aquele que me entregou a ti maior pecado tem. Daí em diante Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César, todo aquele que se faz rei é contra César.  ...”

 

“... Então Yeshua veio para fora, usando a coroa e a capa de púrpura. Pilatos lhes disse: ‘Olhem para o homem!’. Quando os principais kohanim e os guardas do templo o viram, gritaram: ‘Execute-o em uma estaca! Execute-o em uma estaca!’, mas Pilatos respondeu: ‘Levem-no e o condenem à morte na estaca, porque não encontro nenhuma acusação contra ele’. Os habitantes de Y’hudah insistiram: ‘Temos uma lei e, de acordo com essa lei, ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus’. Ao ouvir isso, Pilatos ficou mais amedrontado. Voltou ao quartel-general e perguntou a Yeshua: ‘De onde você é?’. Yeshua não lhe respondeu. Então disse Pilatos: ‘Você se nega a falar comigo? Não entende que tenho poder para libertá-lo e para executá-lo em uma estaca?’. Yeshua respondeu: ‘Você não teria nenhum poder sobre mim, se este não lhe fosse dado do alto; por isso, quem me entregou a você é culpado de um pecado maior’. Ao ouvir isso, Pilatos procurou encontrar uma forma de libertar Yeshua, mas os habitantes de Y’hudah gritavam: ‘Se você libertar esse homem, significa que não é amigo do imperador’! Quem afirma ser rei se opõe ao imperador’. ...”

 

Naturalmente ao vivermos em uma sociedade, ou ainda, dentro de nosso núcleo familiar, ou pensando dentro de nós mesmos, cada ser humano sobre a face da terra busca a possibilidade de achar soluções para seus problemas, ou ainda, situações que ocorrem inesperadamente, onde muitas vezes agimos por impulso, ou melhor em puro reflexo, porém, uma coisa sempre é certa, seja tomando uma decisão, ou mesmo deixando de tomar uma decisão; ainda assim a escolha que ocorre trará desdobramento, afinal ao achar a solução no tempo presente mesmo assim durante nossos dias no por vir; mesmo quando pensamos na criação desde a fundação do mundo, ou melhor, desde o momento em que o ser humano vive sobre a face da terra, a decisão da escolha seja essa a curto, médio ou longo prazo tem consequências.

Cada escolha remete para uma consequência seja ela favorável ou desfavorável à nossa pessoa, porém, ainda que deixemos de nos posicionar para escolher, uma vez que podemos até supor que não nos afeta, a escolha ´mesmo assim já foi tomada a escolha.

Um julgamento está em andamento, como notamos no texto das Escrituras Sagradas que estamos lendo; sabemos que João, o escritor, tem sido cuidadoso em registrar os acontecimentos, uma vez que podemos presumir que ele era uma das testemunhas presentes nesse dia, lembrando que esse dia era diferente dos demais, sim era o dia que marcava entre os judeus, o início poucas horas a frente como sendo o dia da preparação para a Páscoa, sabemos também pela leitura do capítulo todo, que esses acontecimentos estavam ocorrendo por volta de meio dia, que era a hora sexta judaica.

Pilatos novamente volta a conversar com os líderes do Templo e seus soldados e certamente lá estavam também pessoas do povo, sua atitude foi de apresentar a eles a Jesus e simplesmente deles ouve uma sentença repetida de morte incluindo o meio a ser utilizado para cumprir essa sentença; Pilatos opta então por deixar para eles o direito do julgamento, mas eles insistiam que o motivo da morte de Jesus era por se considerar Filho de Deus.

Diante da resposta deles, Pilatos retorna até Jesus e novamente o questiona agora sobre sua origem, mas nada ouve da parte dele em resposta e por essa razão Pilatos declara quem ele era sua patente e autoridade legitima em soltar ou matar a quem com ele estive em julgamento.

A resposta de Jesus é simples e clara, defendendo que a escolha mesmo estando nas mãos do Governador, somente acontecia porque do alto lhe era permitida, e assim, não era ele quem estava em pecado e sim aqueles que o entregaram a ele.

A escolha de Pilatos agora estava voltada para achar uma forma de libertar a Jesus, pois não via nele nenhuma acusação plausível, porém, mesmo com sua autoridade constituída e legitimada por Roma, ouvia o povo do lado de fora do quartel a clamar, para que pensasse bem se mantivesse o objetivo de soltar a Jesus, afinal por três vezes, como citou João, o escritor, discípulo e apóstolo do Mestre, ele tentou libertar perante os seus acusadores.

O motivo do clamor agora não era mais sobre Jesus, mas questionando a lealdade de Pilatos com o Império Romano, uma vez que Cesar era o Imperador e qualquer um que se pautasse como rei não era tolerável, assim podemos notar que mais uma vez o tema solução foi colocado diante do Governador.

A escolha de Jesus foi tomada no Jardim das Oliveiras, ao pedir ao Pai para que a vontade do Eterno fosse cumprida, essa foi a solução, a escolha de Pilatos apesar de correta era inaplicável, pelo motivo de que a vontade dos judeus que estavam no local (liderança, guardas do Templo e povo) era para a execução do réu, pois o rejeitavam e qual é a solução de cada um, essa permanece como uma decisão pessoal que somente cada um por si mesmo pode responder.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula