sexta-feira, 6 de novembro de 2026

PERGUNTA SIMPLES.

 

Base na Bíblia: João 20:31 e 21:01-07 “... estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. Depois disto, manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e manifestou-se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu e outros dois dos seus discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Responderam-lhe: Nós também vamos contigo. Saíram e entraram no barco; e naquela noite nada apanharam. Mas, ao romper da manhã, Jesus se apresentou na praia; todavia os discípulos não sabiam que era ele. Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, não tendes nada que comer? Responderam-lhe: Não. Disse-lhes ele: Lançai a rede à direita do barco e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam puxar por causa da grande quantidade de peixes. Então aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor. Quando, pois, Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica, porque estava despido, e lançou-se ao mar; ...”

 

“... Mas estes foram escritos aqui para que vocês possam confiar que Yeshua é o Messias, o Filho de Deus, e que, mediante essa confiança, tenham vida por causa de quem ele é. Depois disso, Yeshua apareceu outra vez aos talmidim, à margem do lago de Tiberíades. Foi assim que aconteceu: Shim’on Kefa e T’oma (seu nome significa gêmeo) estavam com Natan’el de Kanah da Galil, os filhos de Zavdai, e dois outros talmidim. Shim’on Kefa lhes disse: ‘Vou pescar’. E eles disseram: ‘Vamos com você’. Eles foram e entraram no barco, mas naquela noite não pegaram nada. Contudo, assim que o dia amanhecia, Yeshua estava na praia, mas os talmidim não sabiam que era ele. Disse-lhes: ‘Vocês não têm nada para comer?’. ‘Não’, eles responderam. Ele lhes disse: ‘Lancem a rede a estibordo e vocês pegarão alguns’. Então eles lançaram a rede, e havia tantos peixes que não conseguiam puxar a rede para dentro do barco. O talmid a quem Yeshua amava disse a Kefa: ‘É o Senhor!’. Shim’on Kefa, ouvindo-o dizer isso, vestiu o casaco, pois o havia tirado para trabalhar e se lançou ao lago. ...”

 

Por que nascem as perguntas? Podemos imaginar que a razão esteja na dúvida ou ainda que possa ocorrer para consolidar suas afirmações, uma vez que foi feito o uso de uma pergunta, quer sejam elas positivas ou negativas, sabemos naturalmente que cada vez que, cada ser humano sobre a face da terra faz de seu uso, seja como meio para contextualizar sobre o quanto raso ou profundo são os questionamentos que geramos, uma vez que a resposta seja ela para concordar ou o simplesmente contrário, ou mesmo para naturalmente se abster, bem como ainda seja ela (a resposta) pela falta do conhecimento do assunto, mas ainda assim gera uma reação entre o locutor (emissor) e o interlocutor (receptor).

Uma vez ouvi um ensino citando sobre a existência de uma pergunta simples, que por sua vez, poderia mesmo sendo ela simples poderia levar a gerar ao ouvinte que a ouviu saber ou não saber como responder, pois, apesar de julgarmos que questões elaboradas tem seu grau de dificuldade para a resposta acontecer, um simples muitas vezes em nada difere.

João, ao escrever, o texto que lemos, menciona que o escrito que ele gerou era para simplesmente ratificar a todos que a pessoa de Jesus, era o Filho de Deus e o Messias citado nas Escrituras, simples informação que chega a cada um de nós, desta maneira Crês nisto?

Jesus, apareceu em outros momentos e em um deles ocorreu quando Pedro mencionou seu interesse de ir a pesca, alguns discípulos (seis) que ali estavam, ouvem e aceitam sua proposta e o seguem; embarcados usam de seus conhecimentos para obterem êxito, porém nada de satisfatório acontece e assim chega o amanhecer de um novo dia.

Na margem, estava uma pessoa, que lança uma pergunta a eles que estavam embarcados, essa pergunta era simples e comum, assim podemos considerar que era fácil responder e provavelmente um coro se ouviu do barco para a margem onde está pessoa estava e não era boa, pois informava que nada havia para oferecer para comer.

Uma pergunta e uma resposta, parecia que o diálogo ali se encerraria, porém, uma nova ação ocorreu, agora sobre a indicação de um novo posicionamento da rede, partindo da pessoa a margem para os embarcados veio essa informação e eles ouviram, a aceitaram e a materializaram, e o resultado ocorreu positivamente para eles que passaram a se preocupar em recolher a rede para dentro da embarcação.

Apesar dos esforços conjunto dos embarcados, estava difícil conseguir executar a tarefa e João, ainda que em meio a este objetivo, chamou a atenção de Pedro, pois havia percebido algo que aos demais passara desapercebido até então, ele mencionou: É o Senhor.

Pedro, por suas vez ao ouvir, de imediato vestiu seu casaco, pois havia tirado para trabalhar e se lançou ao mar (ao lago), sim sua reação foi exatamente essa, deixando seus colaboradores e seguindo na direção do Mestre.

A pergunta permanece simples e todos nós somos submetidos a tomar decisões para que o dia a dia possa avançar, sim, porém quando deixamos de observar as ações que desempenhamos, podemos nos afastar do alvo que nos foi proposto, pois somos criaturas e somente o Criador sabe o melhor para cada uma de suas criações, apesar de que com o passar do tempo, cada um teve e tem a sua possibilidade de decidir por qual caminho deve andar, ainda assim, só existe um caminho que é a verdade e a vida para todo aquele que percebe que o melhor está em servir, seguindo os passos do Filho.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 30 de outubro de 2026

CONFIAR.

 

Base na Bíblia: João 20:25-31 “... Diziam-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor: Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas suas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei. Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: Paz seja convosco. Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e mete-a no meu lado; e não mais seja incrédulo, mas crente. Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram. Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. ...”

 

“... Assim que os outros talmidim lhe disseram: ‘Vimos o Senhor’, ele replicou: ‘Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar meu dedo onde estavam os pregos e não puser minha mão no seu lado, recuso-me a crer’. Uma semana mais tarde, os talmidim estavam outra vez ali, e T’oma estava com eles. Apesar de estarem trancadas as portas, Yeshua entrou, pôs-se no meio deles e disse: ‘Shalom aleikhem’. E então ele disse a T’oma: ‘Coloque seu dedo aqui; veja minhas mãos. Estenda a mão e a coloque no meu lado. Não tenha pouca confiança, confie!’. T’oma lhe respondeu: ‘Meu Senhor e meu Deus!’. Yeshua lhe disse: ‘Você confiou porque me viu? Quão abençoados os que não viram, mas confiaram mesmo assim!’. Yeshua realizou muitos outros milagres na presença dos talmidim, que não estão registrados neste livro. Mas estes foram escritos aqui para que vocês possam confiar que Yeshua é o Messias, o Filho de Deus, e que, mediante essa confiança, tenham vida por causa de quem ele é. ...”

 Cada ser humano é único e pode ter sempre opções a ponderar das mais diversas origens, as quais mudam sua maneira de pensar inclusive no viver dentro do meio ambiente, logo, mesmo duas pessoas educadas e criadas no mesmo ambiente podem divergir em suas tomadas de decisões, simplesmente pela ótica que cada um deles podem ter sobre um mesmo assunto.

Dez discípulos buscaram fazer com que um deles que esteve ausente durante um acontecimento no meio deles, porém, independentemente das argumentações utilizadas, a resposta desse discípulo foi a de ratificar que não iria acreditar (confiar) sem que pessoalmente pudesse tocar na pessoa que era o alvo da discussão, e sabemos por outros livros dos demais Evangelhos que outras pessoas já haviam mantido experiência com o Mestre, o Senhor Jesus, mas nenhuma dessas informações mudou a opinião do discípulo chamado Tomé.

Passados alguns dias e estando reunidos todos os discípulos e eles se mantinham isolados dentro de um lugar com as portas fechada, para evitar que seus irmãos judeus, pudessem aparecer e gerar atrito com eles, apareceu o Senhor Jesus, e como de costume os saudou “Shalom Aleikhen”, todos certamente ouviram, e de imediato o Senhor passou a conversar com Tomé e a solicitar que ele, colocasse os dedos e as mãos nos locais, onde ele sabia que haviam usado de instrumentos para o colocar em uma estaca e se certificar de que o folego de vida não estava mais presente.

Agora o Mestre completa declarando a Tomé: “Não tenha pouca confiança, confie.” Essas palavras chegaram e de pronto ele respondeu citando o reconhecimento de quem estava diante dele. Jesus ouve e menciona sobre a sua atitude de que para validar não bastava ver, mas precisa também tocar, ressaltando que somente por ver ele passou a confiar.

Porém, completou o Mestre a Tomé, aos demais discípulos e a todos de todos os tempos, que Felizes (Bem aventurados) os que confiam mesmo sem poder ver.

João, o apostolo amado, escreveu para que cada um por si, tenha a oportunidade pessoal de conhecer e saber e provar que Jesus realizou muitos outros milagres que os discípulos viram, mas ele catalogou somente alguns para que cada um dos seres humanos sobre a face da terra possam confiar que “Yeshua é o Messias, o Filho de Deus, e que, mediante essa confiança, tenham vida por causa de quem ele é”. 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 23 de outubro de 2026

SER ENVIADO.

 

Base na Bíblia: João 19:27 e 20:19-25 “... Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa. ... Chegada, pois, a tarde, naquele dia, o primeiro da semana, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco; assim como o Pai  me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoares os pecados, são-lhes perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, são lhes retidos. Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Diziam-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor: Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas suas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei. ...”

 

“... E disse ao Talmid: ‘Esta é sua mãe’. Daquela hora em diante, o talmid a recebeu em casa. ... Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, quando os talmidim estavam reunidos a portas trancadas, por medo dos habitantes de Y’hudah, Yeshua entrou, pôs-se no meio deles e disse: ‘Shalom aleikhem!’. Tendo-os cumprimentado, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os talmidim ficaram tomados de alegria quando viram o Senhor. ‘Shalom aleikhem!’, Yeshua repetiu. ‘Como o Pai me enviou, eu também os envio’. Tendo dito isso, soprou sobre eles e disse: Recebam o Ruach HaKodesh! Se vocês perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se os retiverem, permanecerão retidos’. No entanto, T’oma (seu nome significa ‘gêmeo’), um dos Doze, mão estava com eles quando Yeshua apareceu. Assim que os outros talmidim lhe disseram: ‘Vimos o Senhor’, ele replicou: ‘Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar meu dedo onde estavam os pregos e não puser minha mão no seu lado, recuso-me a crer’. ...”

 

Um Plano foi iniciado desde os primórdios, para incluir cada ser humano sobre a face da terra, sua promessa foi descrita nos livros contidos na Bíblia (66 Livros); cada momento ali descrito sempre aponta para um libertador, mas, os dias foram se somando aos anos, os quais foram passando e cada escritor, inspirado pelo Espírito Santo, escrevia algum detalhe para a promessa de redenção menciona a Adão e a Eva quando foram excluídos de estar no Jardim do Eden; no entanto suas rotinas foram acontecendo e a cada período a terra foi povoada e as ações para que o Redentor pudesse ser Enviado, aconteciam; para muitos era um ato natural provocado pelo acaso ou porque não eram por acontecimentos naturalmente gerados pela posição de cada ser humano, mas para os que esperavam o cumprimento dessa promessa era simplesmente mais um passo na direção da redenção de toda a humanidade.

Sim, sabemos que a Salvação veio, os judeus a esperavam e diante deles estava, porém, ainda assim, para os que viviam juntos, parecia ser bom, porém, influenciados pela liderança que se tornara oposição, ficava cada vez mais complicado, para que dessem crédito ao Filho do Homem, chamado Jesus, mesmo quando suas obras o precediam.

Do momento do calvário até a ressureição, três dias se passaram, cada um deles regado de informações, uma delas relevante e era a de que os discípulos estavam com medo dos habitantes de Jerusalém, pois eles foram discípulos do Senhor Jesus.

No cair da tarde do primeiro dia da semana, após o sepultamento, eles estavam reunidos, provavelmente dez deles, e tomados pelo receio natural que estavam permaneciam em um local com suas portas trancadas, e diante deles sabemos que ali Jesus apareceu, e disse por duas vezes: Shalom Aleichem (em hebraico: שָלֹום עליכם), isso significa literalmente "a paz esteja convosco" ou "a paz sobre vós", tratava-se de uma saudação de entusiasmo tradicional de origem semítica usada no judaísmo, cuja resposta costumeira é "Aleichem Shalom" (que significa "e sobre vós, a paz").

Sua saudação primeira foi direta e o escritor não cita que eles responderam, mas sim, que o Mestre de imediato mostrou suas mãos onde os pregos passaram e o lado onde uma lança o havia perfurado, eles foram tomados de alegria e imediatamente repetiu a saudação, e também mencionou sobre o ato de Ele ser enviado pelo Pai e que também os discípulos estavam sendo enviados por Ele.

Sua ação seguinte foi a de soprar sobre eles e declarar para que eles recebessem o Espírito Santo, o qual o Senhor havia mencionado que o Ajudador, o Espírito da Verdade viria, e para isso havia rogado ao Pai, pois ele sempre estaria com eles, sim, mas o mundo não podia receber, por não poder ver e nem o conhecer.

Pelo texto, sabemos que Tomé era um dos que não estavam com eles, quando o Senhor apareceu e pelo visto, podemos imaginar que como ele veio, ele se foi, e agora quando Tomé chega os demais discípulos buscam informar a ele que o Mestre estava vivo e aparecera a eles.

A reação de Tomé apesar de haver um grande grupo afirmando que Jesus estava vivo, foi de não dar crédito as informações e ratificar que somente acreditaria se o Senhor ao aparecer novamente diante dele, mostrasse os locais onde foi perfurado e ele colocasse seus dedos para confirmar.

Os discípulos (alunos ou aprendizes) foram enviados e nessa primeira tentativa de anunciar a ressurreição do Mestre encontraram de imediato a resistência de um de seus colegas; logo deveríamos saber que ser Enviado, como o Pai enviou o Filho e o Filho veio para fazer a vontade do Pai é a vontade do Criador.

Ele, escolheu doze, que permaneceram onze, para serem enviados como apóstolos, porém, percebemos que a prática da resistência se fez e continua a se fazer presente, no entanto, a proposta sempre foi de anunciar as Promessas de Salvação ao perdido, e não salvar pessoas, pois o único Salvador é o Senhor Jesus, que através do Espírito Santo, convence o pecador de seus pecados que passa a aceitar o Salvador de sua vida.

Sim, novos discípulos (aprendizes) foram se formando, gerando novos apóstolos (enviados) que chegaram aos dias atuais, pois a Seara é do Senhor, e o tempo como diz o discípulo, apóstolo Cefas (Pedro) é de que para o Senhor um dia é como mil anos, o qual aprendeu isso do Mestre Jesus, que também enfatiza: “O Dia do Senhor vem como o ladrão.”.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O TEMPO CONTINUA.

 

Base na Bíblia: João 19:20-27 “... Muitos dos judeus, pois, leram este título; porque o lugar onde Jesus foi crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. Diziam então a Pilatos os principais sacerdotes dos judeus: Não escrevas: O rei dos judeus; mas que ele disse: Sou rei dos judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi. Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, para cada soldado uma parte. Tomaram também a túnica; ora a túnica não tinha costura, sendo toda tecida de alto a baixo. Pelo que disseram uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será (para que se cumprisse a Escritura que diz: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha vestidura lançaram sortes). E, de fato, os soldados assim fizeram. Estavam de pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena. Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa. ...”

 

“... Muitos dos habitantes de Y’hudah leram a placa, porque o lugar em que Yeshua foi executado ficava próximo da cidade, e a placa estava escrita em hebraico, latim e grego. Os principais kohanim protestaram junto a Pilatos: ‘Não escreva ‘O Rei dos judeus’, mas que ele disse: ‘Sou rei dos judeus’’. Pilatos respondeu: ‘O que escrevi, escrevi’. Quando os solados pregaram Yeshua na estaca, tiraram-lhe as roupas e as dividiram em quatro partes, uma para cada soldado, restando a capa. Esta, porém, era sem costura, tecida em uma única peça, de alto a baixo. Disseram uns aos outros: ‘Não devemos rasgá-la. Vamos decidir por sorteio quem ficará com ela’. Isso aconteceu para cumprir as palavras do Tanakh, que dizem: ‘Eles dividiram minhas roupas entre si, e tiraram sortes pela minha capa’. Por essa razão, os soldados agiram assim. Perto da estaca de execução de Yeshua, estavam sua mãe, a irmã dela, Miryam, mulher de K’lofah, e Miryam de Magdalah. Quando Yeshua viu sua mãe ali e o talmid a quem ele amava, disse a ela: ‘Mãe, este é seu filho’. E disse ao Talmid: ‘Esta é sua mãe’. Daquela hora em diante, o talmid a recebeu em casa. ...”

 

Os princípios dos cuidados de cada um de nós devem ser sempre verificados, antes de ser executado de qualquer maneira, notem que, quando algo é feito de maneira precipitada, em sua grande maioria, ocorre efeitos contrários em todas as etapas, ou em partes delas, ou nem se quer consegue ser executada, mas também existe a possibilidade de sem qualquer tipo de cuidados uma tarefa possa ser elaborada sem deixar qualquer rastro de problemas, porém a isso chamamos de exceção e quase sempre não a consideramos quando a hierarquia está presente e assim a cada um compete sua parte para que o todo seja realizado com sucesso.

Jesus agora pelo texto que lemos está pregado em uma estaca, sobre sua cabeça existe uma inscrição que define o motivo da sua condenação e execução, porém, ainda assim acontecia um certo descontentamento entre seus acusadores com o juiz, exatamente quanto ao motivo da escrita sobre sua condenação, ainda assim prevaleceu a palavra do juiz.

Uma vez mais notamos que a vida sempre segue seu ritmo e agora os despojos de Jesus estão sendo divididos entre quatro soldados, os quais tem um novo desafio, enquanto aguardam a confirmação do sucesso da ordem recebida e assim passam a disputar através do jogo quem ficaria com a túnica (capa), uma vez que era feita sem costura de alto a baixo, deliberando sobre este assunto, mais uma vez um texto das Escrituras estava sendo cumprido diante de todos, o texto profético de Salmos 22:18.

Pessoas estavam assistindo todo esse acontecimento, inclusive pessoas que conheciam ao Mestre, dentre elas, a mãe e o discípulo João, para os quais o texto frisa que ocorreu da parte de Jesus, a atenção dele para essas duas pessoas, quando ele falou com sua mãe declarando que João era seu Filho e ao falar com João, apresentando Maria como sua mãe, sim o tempo continua mesmo em meio a todos os acontecimentos que sabemos que ocorreu naquele dia, por volta das 12 horas as 15 horas, ainda assim sua fala levou João a receber Maria como sua mãe.

Os resultados estavam diante de todos, fossem para os acusadores, seus discípulos, familiares, seguidores, ou simplesmente para o povo da Cidade, ou soldados e viajantes, sim, cada um poderia com seus cuidados perceber que algo acontecia e nada estava alterando, os propósitos do Criador, porém, cada um tinha seu pessoal objetivo e para os judeus bastava lembrar que faltava poucas horas para iniciar a celebração da páscoa.

O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, era sacrificado em uma estaca, as palavras da Escritura se cumprindo e para a humanidade mais um dia seguia seu curso, ainda assim, os dias se passaram e chegamos ao tempo presente onde essas Palavras continuam a ser apresentada a cada um de nós, para que se cumpras mais uma vez as Escrituras para que todos saibam que a Salvação vem pela graça e não pela obra, e vive em Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida que assim padeceu para que tenhamos vida e vida em abundancia junto com o Pai.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 9 de outubro de 2026

MOMENTO DE TENSÃO.

 

Base na Bíblia: João 19:12-20 “... Daí em diante Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César, todo aquele que se faz rei é contra César. Pilatos, pois, quando ouviu isto, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, e em hebraico Gabatá. Ora, era a preparação da Páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei. Mas eles clamaram: Tira-o! tira-o! crucificai-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César. Então lho entregou para ser crucificado. Tomaram, pois, a Jesus; e ele, carregando a sua própria cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota, onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. E Pilatos escreveu também um título e o colocou sobre a cruz; e nele estava escrito: JESUS, O NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. Muitos dos judeus, pois, leram este título; porque o lugar onde Jesus foi crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. ...”

 

“... Ao ouvir isso, Pilatos procurou encontrar uma forma de libertar Yeshua, mas os habitantes de Y’hudah gritavam: ‘Se você libertar esse homem, significa que não é amigo do imperador’! Quem afirma ser rei se opõe ao imperador’. Ao ouvir o que estavam falando, Pilatos trouxe Yeshua e se sentou na cadeira de juiz, no lugar chamado o Pavimento (em aramaico, Gabta). Isso aconteceu por volta do meio-dia; era o dia da preparação de Pesach. Pilatos disse aos habitantes de Y’hudad: ‘Eis o rei de vocês!’. Mas eles gritaram: ‘Fora, fora! Executem-no em uma estaca!’. Pilatos lhes disse: ‘Querem que eu execute seu rei em uma estaca?’. Os principais kohanim responderam: ‘Não temos rei além do imperador’. Então Pilatos entregou Yeshua para ser executado na estaca. Os soldados se encarregaram de Yeshua. Levando a própria estaca, ele saiu para o lugar chamado Caveira (em aramaico, Gulgota). Ali eles o pregaram na estaca com outros dois homens, um de cada lado e Yeshua no meio. Pilatos mandou preparar uma placa que foi escrita e pregada, onde se lê: YESHUA DE NATZERET, O REI DOS JUDEUS. Muitos dos habitantes de Y’hudah leram a placa, porque o lugar em que Yeshua foi executado ficava próximo da cidade, e a placa estava escrita em hebraico, latim e grego. ...”

 

Sabemos que cada pessoa tem sua forma de observar os acontecimentos a sua volta e também tem a tendencia de reagir a cada um deles de maneiras diferentes, mesmo quando se trata do mesmo acontecimento, logo, percebemos que somos agentes de mudanças e vivemos em meio a grupos sociais que podem nos levar a divergir sobre muitos assuntos e assim identificamos que a tensão entre indivíduos ocorre quando há divergência de opiniões, interesses opostos, expectativas frustradas ou pressões emocionais que geram desconforto na convivência e sempre uma ação deve desencadear uma resposta que pode mudar os acontecimentos em frações de segundos.

O Mestre Jesus estava sendo julgado, por acontecimentos que apontavam para uma única direção na qual o Criador estava interessado em gerar solução para sua criatura, e isto incomodava cada um daqueles que detinham a convicção de que agiam em nome do Criador, logo havia um conflito, pois por um lado era definido que atos elaborados seriam suficientes para gerar o reencontro com o Criador, enquanto que o oposto era apresentado, uma vez que o Criador não via nenhum ser humano apto para pagar o preço que o pecado exige, nem mesmo para si mesmo, logo nem para todos, e o assunto uma vez refinado estava agora diante do juiz para receber uma sentença.

Os opositores apresentaram seus motivos e foram ouvidos pelo Governador Pilatos, o acusado só respondia o que lhe era perguntado, salvo em um momento, que deixou o juiz, perplexo e tendendo a libertar o acusado, porém a tensão gerada que neste caso não é algo físico, em si mesmo, gerou o desconforto entre os acusadores que por sua vez, contra argumentaram citando a pessoa do Imperador de Roma, fazendo desta forma estavam colocando em questão a lealdade do Governo com seu Imperador.

Pilatos, ao perceber essa manobra, usou de seus atributos e se sentou como juiz, em seu cargo legitimo, ele apresenta agora o acusado e o motivo de sua acusação, onde o momento de tensão estava ora sobre sua pessoa e ora sobre seus acusadores, habilmente Pilatos repassa a questão para seus acusadores e assim os questiona.

Seus acusadores continuam firmes em seus propósitos e ratificam que não reconheciam Jesus, como líder, também mencionam que o queriam fora e estaqueado; e também complementam citando que só se submeteriam ao império (César), uma vez que, assim agindo a liderança com o povo, ratificam que Jesus deve ser crucificado (ir para a estaca) e definem o tipo de morte que lhe era sentenciado.

Pilatos alcança seu objetivo, seu momento de tensão é repassado, assim sendo, acata e entrega aos soldados para cumprirem o processo de estaca, encaminham o réu sentenciado com sua punição ao local da execução, junto dele uma vez pregado estavam outras duas pessoas uma a direita e outra a esquerda e o próprio Pilatos manda que coloquem a inscrição do motivo da punição do sentenciado Jesus.

Uma nova tensão agora é gerada, pois o motivo da execução era claro e estava escrita em três línguas diferentes e o povo de Jerusalém, ao ler, identificavam a razão e estavam incomodados, principalmente seus líderes, uma vez que era exatamente a razão que eles queriam ocultar e não deixar que casasse entre os povo uma nova razão de olhar para as Escrituras e identificar os fatos que estavam ocorrendo para libertar o cativo de sua prisão, ou seja, do pecado e os recolocarem na direção do seu Criador.

Dias se passaram, meses, anos e séculos também e chegamos aos dias atuais onde as palavras do Messias foram retransmitidas inicialmente oralmente e depois através de livros que se condensaram nas Escrituras Sagradas, porém, uma coisa, se manteve como acabamos de ler o momento da tensão, chega a cada ser humano enquanto sobre a face da terra, pois o Filho veio fazer a vontade do Pai e o Pai ao terceiro dia o ressuscitou dos mortos, por cera de cinquenta dias esteve entre os seus e foi elevado ao céu, aonde está sentado a destra de Deus Pai e vai voltar, sim essa tensão existe para cada um de nós, assim como ocorreu com Pilatos, onde ele sabia que não havia motivo para a condenação, porém, fatores externos o obrigaram a agir de outra maneira esquecendo sua verdade.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 2 de outubro de 2026

ACHAR SOLUÇÃO.

 

Base na Bíblia: João 19:05-12 “... Saiu, pois, Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis o homem! Quando o viram os principais sacerdotes e os guardas, clamaram, dizendo: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o; porque nenhum crime acho nele. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo estas lei ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus. Ora, Pilatos, quando ouviu estas palavra , mais atemorizado ficou; e, entrando outra vez no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-lhe, então, Pilatos: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? Respondeu-lhe Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fora dada; por isso, aquele que me entregou a ti maior pecado tem. Daí em diante Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César, todo aquele que se faz rei é contra César.  ...”

 

“... Então Yeshua veio para fora, usando a coroa e a capa de púrpura. Pilatos lhes disse: ‘Olhem para o homem!’. Quando os principais kohanim e os guardas do templo o viram, gritaram: ‘Execute-o em uma estaca! Execute-o em uma estaca!’, mas Pilatos respondeu: ‘Levem-no e o condenem à morte na estaca, porque não encontro nenhuma acusação contra ele’. Os habitantes de Y’hudah insistiram: ‘Temos uma lei e, de acordo com essa lei, ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus’. Ao ouvir isso, Pilatos ficou mais amedrontado. Voltou ao quartel-general e perguntou a Yeshua: ‘De onde você é?’. Yeshua não lhe respondeu. Então disse Pilatos: ‘Você se nega a falar comigo? Não entende que tenho poder para libertá-lo e para executá-lo em uma estaca?’. Yeshua respondeu: ‘Você não teria nenhum poder sobre mim, se este não lhe fosse dado do alto; por isso, quem me entregou a você é culpado de um pecado maior’. Ao ouvir isso, Pilatos procurou encontrar uma forma de libertar Yeshua, mas os habitantes de Y’hudah gritavam: ‘Se você libertar esse homem, significa que não é amigo do imperador’! Quem afirma ser rei se opõe ao imperador’. ...”

 

Naturalmente ao vivermos em uma sociedade, ou ainda, dentro de nosso núcleo familiar, ou pensando dentro de nós mesmos, cada ser humano sobre a face da terra busca a possibilidade de achar soluções para seus problemas, ou ainda, situações que ocorrem inesperadamente, onde muitas vezes agimos por impulso, ou melhor em puro reflexo, porém, uma coisa sempre é certa, seja tomando uma decisão, ou mesmo deixando de tomar uma decisão; ainda assim a escolha que ocorre trará desdobramento, afinal ao achar a solução no tempo presente mesmo assim durante nossos dias no por vir; mesmo quando pensamos na criação desde a fundação do mundo, ou melhor, desde o momento em que o ser humano vive sobre a face da terra, a decisão da escolha seja essa a curto, médio ou longo prazo tem consequências.

Cada escolha remete para uma consequência seja ela favorável ou desfavorável à nossa pessoa, porém, ainda que deixemos de nos posicionar para escolher, uma vez que podemos até supor que não nos afeta, a escolha ´mesmo assim já foi tomada a escolha.

Um julgamento está em andamento, como notamos no texto das Escrituras Sagradas que estamos lendo; sabemos que João, o escritor, tem sido cuidadoso em registrar os acontecimentos, uma vez que podemos presumir que ele era uma das testemunhas presentes nesse dia, lembrando que esse dia era diferente dos demais, sim era o dia que marcava entre os judeus, o início poucas horas a frente como sendo o dia da preparação para a Páscoa, sabemos também pela leitura do capítulo todo, que esses acontecimentos estavam ocorrendo por volta de meio dia, que era a hora sexta judaica.

Pilatos novamente volta a conversar com os líderes do Templo e seus soldados e certamente lá estavam também pessoas do povo, sua atitude foi de apresentar a eles a Jesus e simplesmente deles ouve uma sentença repetida de morte incluindo o meio a ser utilizado para cumprir essa sentença; Pilatos opta então por deixar para eles o direito do julgamento, mas eles insistiam que o motivo da morte de Jesus era por se considerar Filho de Deus.

Diante da resposta deles, Pilatos retorna até Jesus e novamente o questiona agora sobre sua origem, mas nada ouve da parte dele em resposta e por essa razão Pilatos declara quem ele era sua patente e autoridade legitima em soltar ou matar a quem com ele estive em julgamento.

A resposta de Jesus é simples e clara, defendendo que a escolha mesmo estando nas mãos do Governador, somente acontecia porque do alto lhe era permitida, e assim, não era ele quem estava em pecado e sim aqueles que o entregaram a ele.

A escolha de Pilatos agora estava voltada para achar uma forma de libertar a Jesus, pois não via nele nenhuma acusação plausível, porém, mesmo com sua autoridade constituída e legitimada por Roma, ouvia o povo do lado de fora do quartel a clamar, para que pensasse bem se mantivesse o objetivo de soltar a Jesus, afinal por três vezes, como citou João, o escritor, discípulo e apóstolo do Mestre, ele tentou libertar perante os seus acusadores.

O motivo do clamor agora não era mais sobre Jesus, mas questionando a lealdade de Pilatos com o Império Romano, uma vez que Cesar era o Imperador e qualquer um que se pautasse como rei não era tolerável, assim podemos notar que mais uma vez o tema solução foi colocado diante do Governador.

A escolha de Jesus foi tomada no Jardim das Oliveiras, ao pedir ao Pai para que a vontade do Eterno fosse cumprida, essa foi a solução, a escolha de Pilatos apesar de correta era inaplicável, pelo motivo de que a vontade dos judeus que estavam no local (liderança, guardas do Templo e povo) era para a execução do réu, pois o rejeitavam e qual é a solução de cada um, essa permanece como uma decisão pessoal que somente cada um por si mesmo pode responder.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 25 de setembro de 2026

A ESCOLHA.

 

Base na Bíblia: João 18:38-40 e 19:01-06 “... Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dito isso, de novo saiu a ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum. Tendes, porém, por costume que eu vos solte alguém por ocasião da páscoa; quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? Então, todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. Ora, Barrabás era salteador. Nisso, pois, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo. E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha sobre a cabeça e lhe vestiram um manto de púrpura; e, chegando-se a ele, diziam: Salve, rei dos judeus! e davam-lhe bofetadas. Então Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum. Saiu, pois, Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis o homem! ...”

 

“... Pilatos lhe respondeu. ‘Que é a verdade?’. Tendo dito isso, saiu novamente para onde estavam os moradores de Y’hudah e disse: ‘Não encontro nada contra ele. Entretanto, vocês têm o costume de libertar um prisioneiro por ocasião de Pesach. Querem que eu solte ‘o reio dos judeus’?’. Eles gritaram em resposta: ‘Não esse homem! Queremos Bar-Abba!’. (Ora, Bar-Abba era um bandido.) Então Pilatos mandou açoitar Yeshua. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça dele, vestiram-no com uma capa de púrpura, e, chegando-se a ele, diziam: ‘Viva, ‘rei dos judeus’!’, e lhe batiam no rosto. Pilatos saiu mais uma vez e disse à multidão: ‘Vejam, eu estou trazendo a vocês, para que entendam que não acho nenhuma acusação contra ele’. Então Yeshua veio para fora, usando a coroa e a capa de púrpura. Pilatos lhes disse: ‘Olhem para o homem!’. ...”

 

Durante nossos dias e mesmo desde a fundação do mundo, ou melhor, desde o momento em que o ser humano vive sobre a face  da terra, sempre cada um teve que fazer suas escolhas, notadamente a partir de suas escolhas, homem e mulher passaram a definir seus hábitos e decisões sobre seus dias, afinal a cada uma de suas decisões, um resultado foi definido, ou melhor em suas escolhas, os resultados se somaram a sua rotina de seu cotidiano, sejam esses positivos ou negativos e cada uma por si passa a se redefinir e sim, se moldar as suas próprias escolhas.

Pilatos manteve seu interrogatório sobre o acusado e a cada resposta, sua intuição e a falta de provas, levavam a certeza de que diante dele, não estava um criminoso do estado, ou mesmo um criminoso do povo, isso acontecia segundo seu pessoal julgamento, porém, a cada etapa ele de maneira diplomática se dirigia para fora onde seus acusadores aguardavam a sentença.

Sim, novamente ratifica aos seus acusadores que não identificava Jesus como criminoso, porém, aproveita do período em que estavam, onde a Páscoa dos judeus seriam celebradas entre eles e ratifica que havia a possibilidade de soltar um criminoso, e diante deles apresenta o nome de Jesus, como sendo o rei dos judeus, ao invés de aceitarem, eles rejeitam de cara essa escolha e optam por citar o nome de outra pessoa, chamada de Barrabás, ele aceita.

Uma vez definido que Jesus estava condenado pelos líderes e o povo, foi entregue aos soldados que tomaram algumas medidas, dentre elas lhe entregarem dois presentes, um deles era uma coroa e o segundo era um manto de cor escarlate e o vestiram com elas e somaram a ação de o saldar, porém com batidas no rosto.

Uma vez devolvido a Pilatos, este o levou para fora e agora diante de seus acusadores e mais uma vez ratificou que não via culpa no acusado e permitiu que todos pudessem ver a Jesus, porém agora claramente o chama de homem.

A escolha dos acusadores, somado a escolha de Pilatos em atender, o pleito deles, somou simplesmente a ação dos soldados sobre o rei dos judeus, pois eles somente reconheciam a Cezar, levando por parte deles ao total desdém do Messias, fato esse que se repete dia a dia desde a queda do ser humano, onde o Plano de Redenção veio a ser consumado no Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula