Base na Bíblia: João
13:06-12 “... Chegou, pois, a Simão Pedro, que lhe disse: Senhor,
lavas-me os pés a mim? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes
agora; mas depois o entenderás. Tornou-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Replicou-lhe
Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro:
Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Respondeu-lhe
Jesus: Aquele que se banhou não necessita de lavar senão os pés, pois no mais
está todo limpo; e vós estais limpos, mas não todos. Pois ele sabia quem o
estava traindo; por isso disse: Nem todos estais limpos. Ora, depois de Ihes ter
lavado os pés, tomou o manto, tornou a reclinar-se à mesa e perguntou-lhes:
Entendeis o que vos tenho feito? ...”
“... Ele se aproximou de Shim’on Kefa, que lhe disse:
‘Senhor, você vai lavar meus pés?’. Yeshua respondeu: ‘Você ainda não entende o
que estou lhe fazendo; porém, com o tempo entenderá’. ‘Não’, Kefa disse, ‘você
nunca lavará meus pés!’. Yeshua respondeu: ‘Se eu não os lavar, você não tem
parte comigo’. ‘Senhor’, respondeu-lhe Shim’on Kefa, ‘não apenas meus pés, mas as
mãos e a cabeça também!’. Yeshua lhe disse: ‘O homem que se banhou precisa lavar
apenas os pés; todo o corpo já está limpo. Vocês estão limpos, mas nem todos’.
(Ele sabia quem o iria trair, e por isso disse: ‘Mas nem todos estão limpos’.)
Depois de lhes ter lavado os pés, Yeshua tornou a vestir as peças de roupa,
voltou á mesa e lhes disse: ‘Vocês entendem o que eu fiz? ... ”
Desempenhamos papeis
a cada dia, para estarmos em conformidade com os parâmetros da sociedade onde
vivemos, logo, adotamos padrões que são aceitáveis para que possamos continuamente
interagir com toda a segurança necessária em nosso meio, isso tudo acontece para
assim nos sentirmos acolhidos e respeitados em cada local onde estivermos, uma
vez que, a aceitação torna mais leve o convívio do dia a dia e isso se repete
dia a dia durante o tempo em que estamos sobre a face da terra.
O ser humano como
consta na história sempre buscou descobrir ou entender o meio em que vive e
para tanto sempre identificou padrões comuns que ajudam a unir, um a um, pois
desde o princípio percebeu-se que era maior a chance de sobrevivência individual
estando em meio a uma coletividade, porém, essa mesma história que tomamos conhecimento
pelos materiais escritos ou descobertas arqueológicas, demonstra os atos de
destruição que o coletivo pode causar no individual.
Uma frase que
temos no livro de Gênesis 02:18 menciona que por uma observação foi declarada
desta maneira: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só;
far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.”; . Este versículo fundamenta a
criação da família, relacionamentos, ajuda mútua e a natureza social do ser
humano, indicando que o isolamento total não é ideal no plano divino.
Sabemos os
desdobramentos que ocorreram desde o Éden até nossos dias, e séculos atras,
Jesus estava com seus discípulos, seu alvo era cumprir a vontade do Pai, pois o
tempo estava se cumprindo, assim amando a todos que o Pai lhe envia, podemos identificar
que no texto que lemos das Escrituras Sagradas, sua atitude apontou para uma
ação diferente da esperada entre eles, porém, ao chegar a vez de um de seus discípulos
(Simão, Pedro) ocorre uma reação de questionamento contrário ao que estava
acontecendo entre eles (os demais).
Nesse diálogo, notamos
que para esse discípulo era fora de lógica ser lavado seus pés por seu Mestre,
sim, era lógico também para cada um de nós esse raciocínio, porém o tempo seria
o único meio para permitir que o conhecimento do ato fosse esclarecido, assim Jesus
mencionou, mesmo depois de Pedro perceber que havia algo diferente naquele ato
e assim passou a pedir que não só se banhasse os pés, mas também suas mãos e sua
cabeça.
Lavar somente o necessário,
pois o banho era o natural de cada ser humano, mas ao sair para fora de casa
com certeza, a poeira poderia estar nos pés e para essa situação era também
necessária uma ação, que continua até nossos dias e se estende até a Volta do
Senhor.
Hoje, é denominada
a sexta-feira da paixão, comemorada entre muitos povos sobre a face da terra,
lembra o período necessário para que a Pascoa fosse celebrada e o ato de cobrir,
ou melhor, pintar os umbrais da porta ao comer pão asmo e ervas amargas, leituras
que foram consumadas no Messias, para trazer a liberdade do homem e da mulher que
estavam presos em seus pecados.
Jesus, lava cada
um dos pés de seus discípulos, torna a vestir as peças de roupa que tirou para
executar essa tarefa e reclina-se a mesa com todos e lança uma pergunta, que
permanece para cada um de nós, seja de que cultura, crença, credo, valores,
identidade possa possuir ou se identificar, pois o Amor do Pai se estende como está
descrito em João 3:16, a todos sejam bárbaros ou não, judeus ou não, sim, de
todos os povos, línguas e nações.
Podemos nos lembrar
de um dos poucos relatos existentes sobre o período da infância de Jesus,
quando ele tinha doze anos de idade, onde no Livro de Lucas, cita que seus pais
de ano em ano iam a Jerusalém, no período da Páscoa, porém quando encerrou essa
festividade, nesse período de tempo, eles naturalmente voltaram para casa, no entanto
ele se perdeu de seus pais e foi encontrado no Templo, três dias depois sentado
no meio dos doutores da Lei, ouvindo-os e interrogando-os, fazendo a vontade do
Pai, mas seus pais não conseguiram entender o ato (entender o feito) de Jesus.
Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula