sexta-feira, 16 de outubro de 2026

O TEMPO CONTINUA.

 

Base na Bíblia: João 19:20-27 “... Muitos dos judeus, pois, leram este título; porque o lugar onde Jesus foi crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. Diziam então a Pilatos os principais sacerdotes dos judeus: Não escrevas: O rei dos judeus; mas que ele disse: Sou rei dos judeus. Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi. Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes e fizeram delas quatro partes, para cada soldado uma parte. Tomaram também a túnica; ora a túnica não tinha costura, sendo toda tecida de alto a baixo. Pelo que disseram uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será (para que se cumprisse a Escritura que diz: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha vestidura lançaram sortes). E, de fato, os soldados assim fizeram. Estavam de pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena. Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa. ...”

 

“... Muitos dos habitantes de Y’hudah leram a placa, porque o lugar em que Yeshua foi executado ficava próximo da cidade, e a placa estava escrita em hebraico, latim e grego. Os principais kohanim protestaram junto a Pilatos: ‘Não escreva ‘O Rei dos judeus’, mas que ele disse: ‘Sou rei dos judeus’’. Pilatos respondeu: ‘O que escrevi, escrevi’. Quando os solados pregaram Yeshua na estaca, tiraram-lhe as roupas e as dividiram em quatro partes, uma para cada soldado, restando a capa. Esta, porém, era sem costura, tecida em uma única peça, de alto a baixo. Disseram uns aos outros: ‘Não devemos rasgá-la. Vamos decidir por sorteio quem ficará com ela’. Isso aconteceu para cumprir as palavras do Tanakh, que dizem: ‘Eles dividiram minhas roupas entre si, e tiraram sortes pela minha capa’. Por essa razão, os soldados agiram assim. Perto da estaca de execução de Yeshua, estavam sua mãe, a irmã dela, Miryam, mulher de K’lofah, e Miryam de Magdalah. Quando Yeshua viu sua mãe ali e o talmid a quem ele amava, disse a ela: ‘Mãe, este é seu filho’. E disse ao Talmid: ‘Esta é sua mãe’. Daquela hora em diante, o talmid a recebeu em casa. ...”

 

Os princípios dos cuidados de cada um de nós devem ser sempre verificados, antes de ser executado de qualquer maneira, notem que, quando algo é feito de maneira precipitada, em sua grande maioria, ocorre efeitos contrários em todas as etapas, ou em partes delas, ou nem se quer consegue ser executada, mas também existe a possibilidade de sem qualquer tipo de cuidados uma tarefa possa ser elaborada sem deixar qualquer rastro de problemas, porém a isso chamamos de exceção e quase sempre não a consideramos quando a hierarquia está presente e assim a cada um compete sua parte para que o todo seja realizado com sucesso.

Jesus agora pelo texto que lemos está pregado em uma estaca, sobre sua cabeça existe uma inscrição que define o motivo da sua condenação e execução, porém, ainda assim acontecia um certo descontentamento entre seus acusadores com o juiz, exatamente quanto ao motivo da escrita sobre sua condenação, ainda assim prevaleceu a palavra do juiz.

Uma vez mais notamos que a vida sempre segue seu ritmo e agora os despojos de Jesus estão sendo divididos entre quatro soldados, os quais tem um novo desafio, enquanto aguardam a confirmação do sucesso da ordem recebida e assim passam a disputar através do jogo quem ficaria com a túnica (capa), uma vez que era feita sem costura de alto a baixo, deliberando sobre este assunto, mais uma vez um texto das Escrituras estava sendo cumprido diante de todos, o texto profético de Salmos 22:18.

Pessoas estavam assistindo todo esse acontecimento, inclusive pessoas que conheciam ao Mestre, dentre elas, a mãe e o discípulo João, para os quais o texto frisa que ocorreu da parte de Jesus, a atenção dele para essas duas pessoas, quando ele falou com sua mãe declarando que João era seu Filho e ao falar com João, apresentando Maria como sua mãe, sim o tempo continua mesmo em meio a todos os acontecimentos que sabemos que ocorreu naquele dia, por volta das 12 horas as 15 horas, ainda assim sua fala levou João a receber Maria como sua mãe.

Os resultados estavam diante de todos, fossem para os acusadores, seus discípulos, familiares, seguidores, ou simplesmente para o povo da Cidade, ou soldados e viajantes, sim, cada um poderia com seus cuidados perceber que algo acontecia e nada estava alterando, os propósitos do Criador, porém, cada um tinha seu pessoal objetivo e para os judeus bastava lembrar que faltava poucas horas para iniciar a celebração da páscoa.

O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, era sacrificado em uma estaca, as palavras da Escritura se cumprindo e para a humanidade mais um dia seguia seu curso, ainda assim, os dias se passaram e chegamos ao tempo presente onde essas Palavras continuam a ser apresentada a cada um de nós, para que se cumpras mais uma vez as Escrituras para que todos saibam que a Salvação vem pela graça e não pela obra, e vive em Jesus que é o Caminho, a Verdade e a Vida que assim padeceu para que tenhamos vida e vida em abundancia junto com o Pai.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 9 de outubro de 2026

MOMENTO DE TENSÃO.

 

Base na Bíblia: João 19:12-20 “... Daí em diante Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César, todo aquele que se faz rei é contra César. Pilatos, pois, quando ouviu isto, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, e em hebraico Gabatá. Ora, era a preparação da Páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei. Mas eles clamaram: Tira-o! tira-o! crucificai-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César. Então lho entregou para ser crucificado. Tomaram, pois, a Jesus; e ele, carregando a sua própria cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota, onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. E Pilatos escreveu também um título e o colocou sobre a cruz; e nele estava escrito: JESUS, O NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. Muitos dos judeus, pois, leram este título; porque o lugar onde Jesus foi crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego. ...”

 

“... Ao ouvir isso, Pilatos procurou encontrar uma forma de libertar Yeshua, mas os habitantes de Y’hudah gritavam: ‘Se você libertar esse homem, significa que não é amigo do imperador’! Quem afirma ser rei se opõe ao imperador’. Ao ouvir o que estavam falando, Pilatos trouxe Yeshua e se sentou na cadeira de juiz, no lugar chamado o Pavimento (em aramaico, Gabta). Isso aconteceu por volta do meio-dia; era o dia da preparação de Pesach. Pilatos disse aos habitantes de Y’hudad: ‘Eis o rei de vocês!’. Mas eles gritaram: ‘Fora, fora! Executem-no em uma estaca!’. Pilatos lhes disse: ‘Querem que eu execute seu rei em uma estaca?’. Os principais kohanim responderam: ‘Não temos rei além do imperador’. Então Pilatos entregou Yeshua para ser executado na estaca. Os soldados se encarregaram de Yeshua. Levando a própria estaca, ele saiu para o lugar chamado Caveira (em aramaico, Gulgota). Ali eles o pregaram na estaca com outros dois homens, um de cada lado e Yeshua no meio. Pilatos mandou preparar uma placa que foi escrita e pregada, onde se lê: YESHUA DE NATZERET, O REI DOS JUDEUS. Muitos dos habitantes de Y’hudah leram a placa, porque o lugar em que Yeshua foi executado ficava próximo da cidade, e a placa estava escrita em hebraico, latim e grego. ...”

 

Sabemos que cada pessoa tem sua forma de observar os acontecimentos a sua volta e também tem a tendencia de reagir a cada um deles de maneiras diferentes, mesmo quando se trata do mesmo acontecimento, logo, percebemos que somos agentes de mudanças e vivemos em meio a grupos sociais que podem nos levar a divergir sobre muitos assuntos e assim identificamos que a tensão entre indivíduos ocorre quando há divergência de opiniões, interesses opostos, expectativas frustradas ou pressões emocionais que geram desconforto na convivência e sempre uma ação deve desencadear uma resposta que pode mudar os acontecimentos em frações de segundos.

O Mestre Jesus estava sendo julgado, por acontecimentos que apontavam para uma única direção na qual o Criador estava interessado em gerar solução para sua criatura, e isto incomodava cada um daqueles que detinham a convicção de que agiam em nome do Criador, logo havia um conflito, pois por um lado era definido que atos elaborados seriam suficientes para gerar o reencontro com o Criador, enquanto que o oposto era apresentado, uma vez que o Criador não via nenhum ser humano apto para pagar o preço que o pecado exige, nem mesmo para si mesmo, logo nem para todos, e o assunto uma vez refinado estava agora diante do juiz para receber uma sentença.

Os opositores apresentaram seus motivos e foram ouvidos pelo Governador Pilatos, o acusado só respondia o que lhe era perguntado, salvo em um momento, que deixou o juiz, perplexo e tendendo a libertar o acusado, porém a tensão gerada que neste caso não é algo físico, em si mesmo, gerou o desconforto entre os acusadores que por sua vez, contra argumentaram citando a pessoa do Imperador de Roma, fazendo desta forma estavam colocando em questão a lealdade do Governo com seu Imperador.

Pilatos, ao perceber essa manobra, usou de seus atributos e se sentou como juiz, em seu cargo legitimo, ele apresenta agora o acusado e o motivo de sua acusação, onde o momento de tensão estava ora sobre sua pessoa e ora sobre seus acusadores, habilmente Pilatos repassa a questão para seus acusadores e assim os questiona.

Seus acusadores continuam firmes em seus propósitos e ratificam que não reconheciam Jesus, como líder, também mencionam que o queriam fora e estaqueado; e também complementam citando que só se submeteriam ao império (César), uma vez que, assim agindo a liderança com o povo, ratificam que Jesus deve ser crucificado (ir para a estaca) e definem o tipo de morte que lhe era sentenciado.

Pilatos alcança seu objetivo, seu momento de tensão é repassado, assim sendo, acata e entrega aos soldados para cumprirem o processo de estaca, encaminham o réu sentenciado com sua punição ao local da execução, junto dele uma vez pregado estavam outras duas pessoas uma a direita e outra a esquerda e o próprio Pilatos manda que coloquem a inscrição do motivo da punição do sentenciado Jesus.

Uma nova tensão agora é gerada, pois o motivo da execução era claro e estava escrita em três línguas diferentes e o povo de Jerusalém, ao ler, identificavam a razão e estavam incomodados, principalmente seus líderes, uma vez que era exatamente a razão que eles queriam ocultar e não deixar que casasse entre os povo uma nova razão de olhar para as Escrituras e identificar os fatos que estavam ocorrendo para libertar o cativo de sua prisão, ou seja, do pecado e os recolocarem na direção do seu Criador.

Dias se passaram, meses, anos e séculos também e chegamos aos dias atuais onde as palavras do Messias foram retransmitidas inicialmente oralmente e depois através de livros que se condensaram nas Escrituras Sagradas, porém, uma coisa, se manteve como acabamos de ler o momento da tensão, chega a cada ser humano enquanto sobre a face da terra, pois o Filho veio fazer a vontade do Pai e o Pai ao terceiro dia o ressuscitou dos mortos, por cera de cinquenta dias esteve entre os seus e foi elevado ao céu, aonde está sentado a destra de Deus Pai e vai voltar, sim essa tensão existe para cada um de nós, assim como ocorreu com Pilatos, onde ele sabia que não havia motivo para a condenação, porém, fatores externos o obrigaram a agir de outra maneira esquecendo sua verdade.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 2 de outubro de 2026

ACHAR SOLUÇÃO.

 

Base na Bíblia: João 19:05-12 “... Saiu, pois, Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis o homem! Quando o viram os principais sacerdotes e os guardas, clamaram, dizendo: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o; porque nenhum crime acho nele. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo estas lei ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus. Ora, Pilatos, quando ouviu estas palavra , mais atemorizado ficou; e, entrando outra vez no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-lhe, então, Pilatos: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? Respondeu-lhe Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fora dada; por isso, aquele que me entregou a ti maior pecado tem. Daí em diante Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamaram: Se soltares a este, não és amigo de César, todo aquele que se faz rei é contra César.  ...”

 

“... Então Yeshua veio para fora, usando a coroa e a capa de púrpura. Pilatos lhes disse: ‘Olhem para o homem!’. Quando os principais kohanim e os guardas do templo o viram, gritaram: ‘Execute-o em uma estaca! Execute-o em uma estaca!’, mas Pilatos respondeu: ‘Levem-no e o condenem à morte na estaca, porque não encontro nenhuma acusação contra ele’. Os habitantes de Y’hudah insistiram: ‘Temos uma lei e, de acordo com essa lei, ele deve morrer, porque se declarou Filho de Deus’. Ao ouvir isso, Pilatos ficou mais amedrontado. Voltou ao quartel-general e perguntou a Yeshua: ‘De onde você é?’. Yeshua não lhe respondeu. Então disse Pilatos: ‘Você se nega a falar comigo? Não entende que tenho poder para libertá-lo e para executá-lo em uma estaca?’. Yeshua respondeu: ‘Você não teria nenhum poder sobre mim, se este não lhe fosse dado do alto; por isso, quem me entregou a você é culpado de um pecado maior’. Ao ouvir isso, Pilatos procurou encontrar uma forma de libertar Yeshua, mas os habitantes de Y’hudah gritavam: ‘Se você libertar esse homem, significa que não é amigo do imperador’! Quem afirma ser rei se opõe ao imperador’. ...”

 

Naturalmente ao vivermos em uma sociedade, ou ainda, dentro de nosso núcleo familiar, ou pensando dentro de nós mesmos, cada ser humano sobre a face da terra busca a possibilidade de achar soluções para seus problemas, ou ainda, situações que ocorrem inesperadamente, onde muitas vezes agimos por impulso, ou melhor em puro reflexo, porém, uma coisa sempre é certa, seja tomando uma decisão, ou mesmo deixando de tomar uma decisão; ainda assim a escolha que ocorre trará desdobramento, afinal ao achar a solução no tempo presente mesmo assim durante nossos dias no por vir; mesmo quando pensamos na criação desde a fundação do mundo, ou melhor, desde o momento em que o ser humano vive sobre a face da terra, a decisão da escolha seja essa a curto, médio ou longo prazo tem consequências.

Cada escolha remete para uma consequência seja ela favorável ou desfavorável à nossa pessoa, porém, ainda que deixemos de nos posicionar para escolher, uma vez que podemos até supor que não nos afeta, a escolha ´mesmo assim já foi tomada a escolha.

Um julgamento está em andamento, como notamos no texto das Escrituras Sagradas que estamos lendo; sabemos que João, o escritor, tem sido cuidadoso em registrar os acontecimentos, uma vez que podemos presumir que ele era uma das testemunhas presentes nesse dia, lembrando que esse dia era diferente dos demais, sim era o dia que marcava entre os judeus, o início poucas horas a frente como sendo o dia da preparação para a Páscoa, sabemos também pela leitura do capítulo todo, que esses acontecimentos estavam ocorrendo por volta de meio dia, que era a hora sexta judaica.

Pilatos novamente volta a conversar com os líderes do Templo e seus soldados e certamente lá estavam também pessoas do povo, sua atitude foi de apresentar a eles a Jesus e simplesmente deles ouve uma sentença repetida de morte incluindo o meio a ser utilizado para cumprir essa sentença; Pilatos opta então por deixar para eles o direito do julgamento, mas eles insistiam que o motivo da morte de Jesus era por se considerar Filho de Deus.

Diante da resposta deles, Pilatos retorna até Jesus e novamente o questiona agora sobre sua origem, mas nada ouve da parte dele em resposta e por essa razão Pilatos declara quem ele era sua patente e autoridade legitima em soltar ou matar a quem com ele estive em julgamento.

A resposta de Jesus é simples e clara, defendendo que a escolha mesmo estando nas mãos do Governador, somente acontecia porque do alto lhe era permitida, e assim, não era ele quem estava em pecado e sim aqueles que o entregaram a ele.

A escolha de Pilatos agora estava voltada para achar uma forma de libertar a Jesus, pois não via nele nenhuma acusação plausível, porém, mesmo com sua autoridade constituída e legitimada por Roma, ouvia o povo do lado de fora do quartel a clamar, para que pensasse bem se mantivesse o objetivo de soltar a Jesus, afinal por três vezes, como citou João, o escritor, discípulo e apóstolo do Mestre, ele tentou libertar perante os seus acusadores.

O motivo do clamor agora não era mais sobre Jesus, mas questionando a lealdade de Pilatos com o Império Romano, uma vez que Cesar era o Imperador e qualquer um que se pautasse como rei não era tolerável, assim podemos notar que mais uma vez o tema solução foi colocado diante do Governador.

A escolha de Jesus foi tomada no Jardim das Oliveiras, ao pedir ao Pai para que a vontade do Eterno fosse cumprida, essa foi a solução, a escolha de Pilatos apesar de correta era inaplicável, pelo motivo de que a vontade dos judeus que estavam no local (liderança, guardas do Templo e povo) era para a execução do réu, pois o rejeitavam e qual é a solução de cada um, essa permanece como uma decisão pessoal que somente cada um por si mesmo pode responder.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 25 de setembro de 2026

A ESCOLHA.

 

Base na Bíblia: João 18:38-40 e 19:01-06 “... Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dito isso, de novo saiu a ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum. Tendes, porém, por costume que eu vos solte alguém por ocasião da páscoa; quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? Então, todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. Ora, Barrabás era salteador. Nisso, pois, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo. E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha sobre a cabeça e lhe vestiram um manto de púrpura; e, chegando-se a ele, diziam: Salve, rei dos judeus! e davam-lhe bofetadas. Então Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum. Saiu, pois, Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis o homem! ...”

 

“... Pilatos lhe respondeu. ‘Que é a verdade?’. Tendo dito isso, saiu novamente para onde estavam os moradores de Y’hudah e disse: ‘Não encontro nada contra ele. Entretanto, vocês têm o costume de libertar um prisioneiro por ocasião de Pesach. Querem que eu solte ‘o reio dos judeus’?’. Eles gritaram em resposta: ‘Não esse homem! Queremos Bar-Abba!’. (Ora, Bar-Abba era um bandido.) Então Pilatos mandou açoitar Yeshua. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a puseram na cabeça dele, vestiram-no com uma capa de púrpura, e, chegando-se a ele, diziam: ‘Viva, ‘rei dos judeus’!’, e lhe batiam no rosto. Pilatos saiu mais uma vez e disse à multidão: ‘Vejam, eu estou trazendo a vocês, para que entendam que não acho nenhuma acusação contra ele’. Então Yeshua veio para fora, usando a coroa e a capa de púrpura. Pilatos lhes disse: ‘Olhem para o homem!’. ...”

 

Durante nossos dias e mesmo desde a fundação do mundo, ou melhor, desde o momento em que o ser humano vive sobre a face  da terra, sempre cada um teve que fazer suas escolhas, notadamente a partir de suas escolhas, homem e mulher passaram a definir seus hábitos e decisões sobre seus dias, afinal a cada uma de suas decisões, um resultado foi definido, ou melhor em suas escolhas, os resultados se somaram a sua rotina de seu cotidiano, sejam esses positivos ou negativos e cada uma por si passa a se redefinir e sim, se moldar as suas próprias escolhas.

Pilatos manteve seu interrogatório sobre o acusado e a cada resposta, sua intuição e a falta de provas, levavam a certeza de que diante dele, não estava um criminoso do estado, ou mesmo um criminoso do povo, isso acontecia segundo seu pessoal julgamento, porém, a cada etapa ele de maneira diplomática se dirigia para fora onde seus acusadores aguardavam a sentença.

Sim, novamente ratifica aos seus acusadores que não identificava Jesus como criminoso, porém, aproveita do período em que estavam, onde a Páscoa dos judeus seriam celebradas entre eles e ratifica que havia a possibilidade de soltar um criminoso, e diante deles apresenta o nome de Jesus, como sendo o rei dos judeus, ao invés de aceitarem, eles rejeitam de cara essa escolha e optam por citar o nome de outra pessoa, chamada de Barrabás, ele aceita.

Uma vez definido que Jesus estava condenado pelos líderes e o povo, foi entregue aos soldados que tomaram algumas medidas, dentre elas lhe entregarem dois presentes, um deles era uma coroa e o segundo era um manto de cor escarlate e o vestiram com elas e somaram a ação de o saldar, porém com batidas no rosto.

Uma vez devolvido a Pilatos, este o levou para fora e agora diante de seus acusadores e mais uma vez ratificou que não via culpa no acusado e permitiu que todos pudessem ver a Jesus, porém agora claramente o chama de homem.

A escolha dos acusadores, somado a escolha de Pilatos em atender, o pleito deles, somou simplesmente a ação dos soldados sobre o rei dos judeus, pois eles somente reconheciam a Cezar, levando por parte deles ao total desdém do Messias, fato esse que se repete dia a dia desde a queda do ser humano, onde o Plano de Redenção veio a ser consumado no Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 18 de setembro de 2026

NÃO ENCONTRAR A VERDADE.

 

Base na Bíblia: João 18:31-38 “... Disse-lhes, então, Pilatos: Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe os judeus: A nós não nos é lícito tirar a vida a ninguém. Isso foi para que se cumprisse a palavra que dissera Jesus, significando de que morte havia de morrer. Pilatos, pois, tornou a entrar no pretório, chamou a Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Dizes isso de ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Replicou Pilatos: Porventura sou eu judeu? O teu povo e os principais sacerdotes entregaram-te a mim, que fizeste? Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. Perguntou-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dito isso, de novo saiu a ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum. ...”

 

“... Pilatos lhes disse: ‘Levem-no e o julguem conforme a lei de vocês’. Os moradores de Y’hudah replicaram: ‘Mas nós não temos o direito legal de executar ninguém’. Isso aconteceu para cumprir as palavras ditas por Yeshua, indicando a espécie de morte que estava para sofrer. Pilatos então voltou para o quartel-general, chamou Yeshua e lhe disse: ‘Você é o rei dos judeus?’. Yeshua respondeu: ‘Você pergunta isso por si mesmo, ou outras pessoas lhe falaram a meu respeito?’. Pilatos respondeu: ‘Eu sou judeu? Sua nação e os principais kohanim o entregaram a mim. Que você fez?’. Yeshua respondeu: ‘Meu reino não deriva sua autoridade da ordem de coisas deste mundo. Se fosse, meus homens lutariam para impedir que fosse preso pelos habitantes de Y’hudah. Mas meu reino não é daqui’. ‘Então você é rei!’, disse Pilatos. Yeshua respondeu: ‘Você diz que sou rei. De fato, a razão do meu nascimento e da minha vinda ao mundo é testemunhar a verdade. Quem pertence à verdade me ouve’. Pilatos lhe respondeu. ‘Que é a verdade?’. Tendo dito isso, saiu novamente para onde estavam os moradores de Y’hudah e disse: ‘Não encontro nada contra ele. ...”

 

Muitas vezes buscamos meios para nos identificarmos diante de nossos pares, logo podemos até mesmo buscar formas para nos apresentar com qualidades que genuinamente não a possuímos, porém, sempre quando estamos interessados, buscamos meios para nos apropriar delas, no intuito de que possamos impressionar as pessoas como citei, que nos cercam, afinal vivemos em grupos.

Enquanto isso, cada palavra ou gesto persiste e tende a se parecer com o que queremos nos identificar, no entanto, o tempo sempre será uma ferramenta implacável que trará, os resultados reais que muitas vezes, procuramos ocultar.

Simplesmente enquanto vivemos sobre a face da terra, cada um de nós seres humanos, disputamos o direito de viver e acrescentamos a obrigação de estar alinhando sempre buscando o melhor que há ao nosso redor, no entanto quando qualquer coisa sai desse alinhamento, passamos a mudar, ou melhor, a transparecer o que realmente vivemos.

Pilatos está diante de um criminoso enviado pelos seus pares (judeus) para ser julgado e condenado, afinal para os líderes e aos olhos do povo, havia uma certa desordem quanto a maneira padrão que eles estavam acostumados a viver em harmonia entre si, além do fato de estarem ainda sujeitos ao Governo Romano.

Nos questionamentos e nas argumentações de Pilatos elaboradas diretamente a Jesus, as quais classificavam o possível motivo do crime, porém ocorrendo que cada uma delas foram anuladas, apesar de ele estar bem instruído a respeito de Jesus, sua classificação de criminoso foi ficando de lado, assim a razão de ser injusta a acusação e a sensação de que Jesus não deveria estar sendo acusado de nada, ia crescendo.

Jesus, ouve as perguntas e suas respostas, apontam para o centro de cada questão, uma vez que ser rei, era algo que Pilatos era conhecedor e sabia a influência que gerava em cada ser, assim, o Mestre apresenta sua defesa, questionando a razão do título citado a ele e a origem de sua pergunta e ratifica que é rei e que seu reino não era onde Pilatos imaginava e também nem sua existência ocorrera de forma desnecessária, mas sim para testemunhar a verdade.

Agora, sim, o que é a verdade, para uma pessoa com poder total dentro de uma fortaleza, mas para o Cristo, simbolizava que os que pertencem a verdade esses ouvem suas palavras e as praticam.

Do lado de fora Pilatos volta a se encontrar com os acusadores de Jesus, e cita claramente, que mesmo não sendo judeu, nada encontrará que desse a certeza de que o Messias era um criminoso e assim permanece dia após dia, noite após noite, a busca pela verdade, ainda que muitos permaneçam deixando para que o amanhã responda por si mesmo, outros então passam a ignorar e outros ainda criam meios que os levam a acreditar que seguir seus instintos basta.

Ainda assim, existe uma centelha espalhados em muitos apriscos, do qual o próprio Pilatos experimentou que é estar diante do Senhor e poder ouvir sua voz e aprender que a verdade foi apresentada, porém a chave, foi também mencionada sobre os que pertencem.

Joio e Trigo estarão e continuarão juntos, porém ambos vivem à buscar a verdade, sim todos vivem, mas muitos são chamados, no entanto por ser individual, as Escrituras citam que nem todos vão encontrar a verdade.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 11 de setembro de 2026

EXIMIR DA CULPA.

 

Base na Bíblia: João 18:24-32 “... Então, Anás o enviou, maniatado a Caifás, o sumo sacerdote. E Simão Pedro ainda estava ali, aquentando-se. Perguntaram-lhe, pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou e disse: Não sou. Um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortou a orelha, disse: Não te vi eu no jardim com ele? Pedro negou outra vez, e imediatamente o galo cantou. Depois conduziram Jesus da presença de Caifás para o pretório; era de manhã cedo; e eles não entraram no pretório, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa. Então Pilatos saiu a ter com eles e perguntou: Que acusação trazeis contra esse homem? Responderam-lhe: Se ele não fosse malfeitor, não to entregaríamos. Disse-lhes, então, Pilatos: Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe os judeus: A nós não nos é lícito tirar a vida a ninguém. Isso foi para que se cumprisse a palavra que dissera Jesus, significando de que morte havia de morrer. ...”

 

“... Então ‘Anan o enviou, de mãos amarradas, a Kayafa, o kohen hagadol. Enquanto isso, Shim’on Kefa estava em pé se aquecendo. E lhe disseram: ‘Você não é um dos talmidim dele?’. Ele negou, dizendo: ‘Não, não sou’, Um dos escravos do kohen hagadol, parente do homem cuja orelha Kefa cortara, insistiu: ‘Eu não o vi com ele no arvoredo?’. Então Kefa negou mais uma vez, e no mesmo instante um galo cantou. Eles levaram Yeshua da casa de Kayafa para o quartel-general do governador. Já era de manhã. Eles não entraram no prédio porque não desejavam se tornar ritualmente impuros, pois queriam comer a refeição de Pesach. Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: ‘Que acusação vocês têm contra esse homem?’. Eles responderam: ‘Se ele não tivesse feito nada errado, não o teríamos trazido’. Pilatos lhes disse: ‘Levem-no e o julguem conforme a lei de vocês’. Os moradores de Y’hudah replicaram: ‘Mas nós não temos  o direito legal de executar ninguém’. Isso aconteceu para cumprir as palavras ditas por Yeshua, indicando a espécie de morte que estava para sofrer. ... ”

 

Apesar de parecer algo necessário, para todos os seres humanos que vivem sobre a face da terra, ou seja, cumprir seus direito e obrigações, notamos no decorrer da história e no dia a dia de cada indivíduo, que desde a mais tenra idade, ou seja desde a infância, cada um de nós busca aquilo que nos possa eximir de nossas responsabilidades sempre que essas sejam prejudiciais ao nosso viver, segundo o pessoal meio de avaliar que há em cada ser vivente.

Anás que era sogro de Caifás, interroga Jesus, Caifás o interroga também e agora pelo texto escrito por João, o discípulo do Mestre, ele é enviado para o quartel general de Roma, onde era a sede do governo, e lá estava o governador indicado por Roma, seu nome era Pilatos.

Enquanto isso, no pátio sabemos que Pedro, o discípulo de Jesus, continuava aquecendo-se do frio da madrugada, duas pessoas ao conversarem com ele, questionaram se ele não fazia parte dos discípulos do Mestre Jesus, enquanto negava, outro escravo que deveria ter presenciava a ação feita ao seu parente Malco, também o questiona sobre estar junto com o Messias, porém, ele novamente enfaticamente negou, foi neste exato momento em que foi ouvido nitidamente que um galo cantou e principalmente João e Pedro tiveram a oportunidade de mentalmente lembrarem-se das Palavras do Messias algumas horas antes desse momento.

Sabemos também pelo escrito, que Pilatos recebe o acusado, mas seus acusadores, não entram junto com ele, pois ritualmente não queriam deixar de participar da refeição da Páscoa, pois se entrassem estariam se contaminando.

Pilatos saiu para fora e foi ao encontro deles e sabemos que perguntou o motivo daquele homem ser enviado e a resposta foi muito simples, citando apenas que era uma pessoa que merecia ser punida e essa era a razão fundamental de o enviarem.

Poncio Pilatos ouviu a acusação, ponderou sobre a motivação e simplesmente resolveu imediatamente de maneira clássica e bem objetiva, deixar a eles uma vez que cada um de seus acusadores sabiam a razão da acusação, sim que cada um deles mesmos deveriam ser capazes de baseados em sua Lei julgarem essa pessoa, porém, por essa decisão, estaria sendo tirado de seus acusadores os reais objetivos, assim, politicamente mencionaram em resposta que a Lei não seria justa uma vez que Roma era o Império e assim a punição necessária somente ela (Roma) poderia legitimamente aplicar por serem um dos povos dominados pelo Império.

Jesus igualmente momento antes, enquanto com seus discípulos havia também mencionado que era o momento de glorificar o Pai, o Pai no Filho, sim a proposta enviada pelo Eterno exigia como ocorreu o exemplo desde os dias de Adão e Eva, quando um sacrifício houve para cobrir a nudez de ambos, homem e mulher, assim, diante deles estava o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e como era Páscoa, havia a necessidade de um sacrífico como Caifás também antes mencionara aos judeus, a morte de um pelo povo.

Cada pessoa independentemente se sua classe social, desde os primórdios também tem a mesma oportunidade de se posicionar sobre cada uma de suas ações, porém, pelos mais diversos motivos, pode ainda que seja conhecedor dos acontecimentos reais praticados, buscar se amparar no sistema de se eximir da culpa de suas ações.

Seja, Pedro, Anás, Caifás, Pilatos, ... até cada um de nós que lemos esse texto, sempre podemos buscar o conhecimento para se manter preparados para o Dia da Volta do Senhor e sabemos antecipadamente que muitos dirão: Senhor, Senhor ... e cada um de nós será ouvido pelas ações ou omissões para nos eximir de nossas culpas, afinal, o salário do pecado é a morte ...

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 4 de setembro de 2026

SER INTERROGADO.

 

Base na Bíblia: João 18:16-24 “... enquanto Pedro ficava da parte de fora, à porta. Saiu, então, o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, falou à porteira e levou Pedro para dentro. Então a porteira perguntou a Pedro: Não és tu também um dos discípulos deste homem? Respondeu ele: Não sou. Ora, estavam ali os servos e os guardas, que tinham acendido um braseiro e se aquentavam, porque fazia frio; e também Pedro estava ali em pé no meio deles, aquentando-se. Então o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Respondeu-lhe Jesus: Eu tenho falado abertamente ao mundo; eu sempre ensinei nas sinagogas e no templo, onde todos os judeus se congregam, e nada falei em oculto. Por que perguntas a mim? Pergunta aos que me ouviram o que é que lhes falei: eis que eles sabem o que eu disse. E, havendo disto isso, um dos guardas que ali estavam deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que respondes ao sumo sacerdote? Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; mas, se bem, por que me feres? Então, Anás o enviou, maniatado a Caifás, o sumo sacerdote. ...”

 

“... mas Kefa ficou do lado de fora do portão. Portanto, o outro talmid, que conhecia o kohen hagadol, voltou e falou com a moça encarregada do portão, trazendo Kefa para dentro. A mulher junto ao portão perguntou a Kefa: ‘Você não é um dos talmidim desse homem?’. Ele respondeu: ‘Não, não sou’. Os escravos e os guardas estavam ao redor de uma fogueira feita para se aquecerem porque estava frio; Kefa se uniu a eles e estava em pé, aquecendo-se. O kohen hagadol interrogou a Yeshua a respeito dos talmidim e dos seus ensinos. Respondeu-lhe Yeshua: ‘Eu falei abertamente a todos; sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os habitantes de Y’hudah se reúnem. Nunca disse qualquer coisa em segredo. Então por que você me interroga? Pergunte a quem me ouviu. Eles sabem o que eu disse’. Por causa dessas palavras, um dos guardas que estava perto bateu-lhe no rosto e disse: ‘Isso é jeito de responder ao kohen hagadol?’. Respondeu Yeshua: ‘Se eu disse algo errado, denuncie publicamente o erro; mas, se eu estou certo, por que me bateu?’. Então ‘Anan o enviou, de mãos amarradas, a Kayafa, o kohen hagadol. ... ”

 

Dentro de cada rotina que executamos diariamente é normal sermos questionados sobre os mais diversos assuntos, ou conduta, ou ainda para perguntarem sobre o pensamento que podemos ter sobre qualquer tipo de assunto, porém, em comum em cada ser humano sobre a face da terra fica o direito de responder, ou somente se limitar a ouvir.

Jesus foi levado ao sogro do sumo sacerdote e foi seguido por dois de seus discípulos, sendo que um deles era conhecido do sumo sacerdote e entrou dentro da casa, e logo em seguida foi buscar o outro discípulo para estarem dentro da casa; o sopro de Caifás tinha suas motivações e passou a fazer perguntas a Jesus.

Pedro, ao entrar dentro do pátio da casa foi questionado se ele não era um dos discípulos de Jesus, e prontamente respondeu a pessoa que lhe perguntou e por estar frio onde eles estavam se manteve próximo de uma fogueira para se aquecer, enquanto Jesus também respondia as perguntas que recebera.

As palavras de Jesus buscavam deixar claro a Anás que tudo o que havia se expressado fora feito em lugar de acesso comum ao povo de Jerusalém, ou seja, na sinagoga e no templo, logo qualquer pessoa estava apto a responder a esse questionamento, enquanto as palavras de Pedro era exatamente uma afirmação que colocava certo de que ele não conhecia o Mestre como seu tutor, ou melhor instrutor.

A ação de um guarda que estava perto de Jesus, foi de o agredir e questionar a maneira como ele se referia ao sogro do sumo sacerdote, porém, Jesus questiona de imediato, a razão, ou fundamento da agressão, uma vez que era necessário colocar em aberto para todos o porquê ele estava sendo agredido, por qual razão, pois se ele estava certo não havia motivo para ocorrer aquela ação, mas senão estivesse certo deveria ser dito o motivo de seu erro.

Sabemos que Pedro foi interrogado, Jesus foi interrogado e cada um deles agiu de uma forma para responder a seus interrogatórios, assim como cada um de nós repete este mesmo ato provavelmente diariamente, uma vez que, temos o livre arbítrio que hoje é tão comentado e disseminado como se fosse a liberdade, porém de fato, trata-se do meio como respondemos a cada ato de nossas ações, pois todos deverão comparecer diante do Criador; e sabemos que somente Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida que leva ao Pai.

Anás manteve Jesus de mãos amarradas e o enviou a Caifás, o qual lembramos que aconselhara aos judeus que convinha morrer um homem pelo povo; sim as Palavras Sagradas se mantem ativas desde os tempos mais remotos e se mantem fiel até se cumprir.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula