Base na Bíblia: João
18:31-38 “... Disse-lhes, então, Pilatos: Tomai-o vós e julgai-o
segundo a vossa lei. Disseram-lhe os judeus: A nós não nos é lícito tirar a
vida a ninguém. Isso foi para que se cumprisse a palavra que dissera Jesus, significando
de que morte havia de morrer. Pilatos, pois, tornou a entrar no pretório,
chamou a Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Dizes
isso de ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Replicou Pilatos:
Porventura sou eu judeu? O teu povo e os principais sacerdotes entregaram-te a
mim, que fizeste? Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu
reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse
entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. Perguntou-lhe, pois,
Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso
nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo
aquele que é da verdade ouve a minha voz. Perguntou-lhe Pilatos: Que é a
verdade? E, dito isso, de novo saiu a ter com os judeus e disse-lhes: Não acho
nele crime algum. ...”
“... Pilatos lhes disse: ‘Levem-no e o julguem conforme a
lei de vocês’. Os moradores de Y’hudah replicaram: ‘Mas nós não temos o direito
legal de executar ninguém’. Isso aconteceu para cumprir as palavras ditas por
Yeshua, indicando a espécie de morte que estava para sofrer. Pilatos então
voltou para o quartel-general, chamou Yeshua e lhe disse: ‘Você é o rei dos
judeus?’. Yeshua respondeu: ‘Você pergunta isso por si mesmo, ou outras pessoas
lhe falaram a meu respeito?’. Pilatos respondeu: ‘Eu sou judeu? Sua nação e os
principais kohanim o entregaram a mim. Que você fez?’. Yeshua respondeu: ‘Meu
reino não deriva sua autoridade da ordem de coisas deste mundo. Se fosse, meus
homens lutariam para impedir que fosse preso pelos habitantes de Y’hudah. Mas
meu reino não é daqui’. ‘Então você é rei!’, disse Pilatos. Yeshua respondeu: ‘Você
diz que sou rei. De fato, a razão do meu nascimento e da minha vinda ao mundo é
testemunhar a verdade. Quem pertence à verdade me ouve’. Pilatos lhe respondeu.
‘Que é a verdade?’. Tendo dito isso, saiu novamente para onde estavam os
moradores de Y’hudah e disse: ‘Não encontro nada contra ele. ...”
Muitas vezes buscamos
meios para nos identificarmos diante de nossos pares, logo podemos até mesmo
buscar formas para nos apresentar com qualidades que genuinamente não a possuímos,
porém, sempre quando estamos interessados, buscamos meios para nos apropriar
delas, no intuito de que possamos impressionar as pessoas como citei, que nos
cercam, afinal vivemos em grupos.
Enquanto isso, cada
palavra ou gesto persiste e tende a se parecer com o que queremos nos
identificar, no entanto, o tempo sempre será uma ferramenta implacável que
trará, os resultados reais que muitas vezes, procuramos ocultar.
Simplesmente
enquanto vivemos sobre a face da terra, cada um de nós seres humanos, disputamos
o direito de viver e acrescentamos a obrigação de estar alinhando sempre buscando
o melhor que há ao nosso redor, no entanto quando qualquer coisa sai desse
alinhamento, passamos a mudar, ou melhor, a transparecer o que realmente
vivemos.
Pilatos está diante
de um criminoso enviado pelos seus pares (judeus) para ser julgado e condenado,
afinal para os líderes e aos olhos do povo, havia uma certa desordem quanto a
maneira padrão que eles estavam acostumados a viver em harmonia entre si, além do
fato de estarem ainda sujeitos ao Governo Romano.
Nos
questionamentos e nas argumentações de Pilatos elaboradas diretamente a Jesus, as
quais classificavam o possível motivo do crime, porém ocorrendo que cada uma delas
foram anuladas, apesar de ele estar bem instruído a respeito de Jesus, sua
classificação de criminoso foi ficando de lado, assim a razão de ser injusta a
acusação e a sensação de que Jesus não deveria estar sendo acusado de nada, ia
crescendo.
Jesus, ouve as
perguntas e suas respostas, apontam para o centro de cada questão, uma vez que ser
rei, era algo que Pilatos era conhecedor e sabia a influência que gerava em
cada ser, assim, o Mestre apresenta sua defesa, questionando a razão do título
citado a ele e a origem de sua pergunta e ratifica que é rei e que seu reino não
era onde Pilatos imaginava e também nem sua existência ocorrera de forma desnecessária,
mas sim para testemunhar a verdade.
Agora, sim, o que
é a verdade, para uma pessoa com poder total dentro de uma fortaleza, mas para
o Cristo, simbolizava que os que pertencem a verdade esses ouvem suas palavras
e as praticam.
Do lado de fora
Pilatos volta a se encontrar com os acusadores de Jesus, e cita claramente, que
mesmo não sendo judeu, nada encontrará que desse a certeza de que o Messias era
um criminoso e assim permanece dia após dia, noite após noite, a busca pela
verdade, ainda que muitos permaneçam deixando para que o amanhã responda por si
mesmo, outros então passam a ignorar e outros ainda criam meios que os levam a
acreditar que seguir seus instintos basta.
Ainda assim,
existe uma centelha espalhados em muitos apriscos, do qual o próprio Pilatos
experimentou que é estar diante do Senhor e poder ouvir sua voz e aprender que
a verdade foi apresentada, porém a chave, foi também mencionada sobre os que
pertencem.
Joio e Trigo
estarão e continuarão juntos, porém ambos vivem à buscar a verdade, sim todos
vivem, mas muitos são chamados, no entanto por ser individual, as Escrituras
citam que nem todos vão encontrar a verdade.
Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula