Base na Bíblia: João
18:24-32 “... Então, Anás o enviou, maniatado a Caifás, o sumo
sacerdote. E Simão Pedro ainda estava ali, aquentando-se. Perguntaram-lhe,
pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou e disse: Não sou. Um
dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortou a orelha,
disse: Não te vi eu no jardim com ele? Pedro negou outra vez, e imediatamente o
galo cantou. Depois conduziram Jesus da presença de Caifás para o pretório; era
de manhã cedo; e eles não entraram no pretório, para não se contaminarem, mas
poderem comer a páscoa. Então Pilatos saiu a ter com eles e perguntou: Que
acusação trazeis contra esse homem? Responderam-lhe: Se ele não fosse
malfeitor, não to entregaríamos. Disse-lhes, então, Pilatos: Tomai-o vós e
julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe os judeus: A nós não nos é lícito tirar
a vida a ninguém. Isso foi para que se cumprisse a palavra que dissera Jesus,
significando de que morte havia de morrer. ...”
“... Então ‘Anan o enviou, de mãos amarradas, a Kayafa, o
kohen hagadol. Enquanto isso, Shim’on Kefa estava em pé se aquecendo. E lhe disseram:
‘Você não é um dos talmidim dele?’. Ele negou, dizendo: ‘Não, não sou’, Um dos
escravos do kohen hagadol, parente do homem cuja orelha Kefa cortara, insistiu:
‘Eu não o vi com ele no arvoredo?’. Então Kefa negou mais uma vez, e no mesmo instante
um galo cantou. Eles levaram Yeshua da casa de Kayafa para o quartel-general do
governador. Já era de manhã. Eles não entraram no prédio porque não desejavam
se tornar ritualmente impuros, pois queriam comer a refeição de Pesach. Então
Pilatos saiu ao encontro deles e disse: ‘Que acusação vocês têm contra esse
homem?’. Eles responderam: ‘Se ele não tivesse feito nada errado, não o
teríamos trazido’. Pilatos lhes disse: ‘Levem-no e o julguem conforme a lei de
vocês’. Os moradores de Y’hudah replicaram: ‘Mas nós não temos o direito legal de executar ninguém’. Isso
aconteceu para cumprir as palavras ditas por Yeshua, indicando a espécie de
morte que estava para sofrer. ... ”
Apesar de parecer
algo necessário, para todos os seres humanos que vivem sobre a face da terra, ou
seja, cumprir seus direito e obrigações, notamos no decorrer da história e no dia
a dia de cada indivíduo, que desde a mais tenra idade, ou seja desde a infância,
cada um de nós busca aquilo que nos possa eximir de nossas responsabilidades
sempre que essas sejam prejudiciais ao nosso viver, segundo o pessoal meio de avaliar
que há em cada ser vivente.
Anás que era sogro
de Caifás, interroga Jesus, Caifás o interroga também e agora pelo texto
escrito por João, o discípulo do Mestre, ele é enviado para o quartel general
de Roma, onde era a sede do governo, e lá estava o governador indicado por
Roma, seu nome era Pilatos.
Enquanto isso, no
pátio sabemos que Pedro, o discípulo de Jesus, continuava aquecendo-se do frio
da madrugada, duas pessoas ao conversarem com ele, questionaram se ele não
fazia parte dos discípulos do Mestre Jesus, enquanto negava, outro escravo que
deveria ter presenciava a ação feita ao seu parente Malco, também o questiona
sobre estar junto com o Messias, porém, ele novamente enfaticamente negou, foi
neste exato momento em que foi ouvido nitidamente que um galo cantou e principalmente
João e Pedro tiveram a oportunidade de mentalmente lembrarem-se das Palavras do
Messias algumas horas antes desse momento.
Sabemos também
pelo escrito, que Pilatos recebe o acusado, mas seus acusadores, não entram
junto com ele, pois ritualmente não queriam deixar de participar da refeição da
Páscoa, pois se entrassem estariam se contaminando.
Pilatos saiu para
fora e foi ao encontro deles e sabemos que perguntou o motivo daquele homem ser
enviado e a resposta foi muito simples, citando apenas que era uma pessoa que
merecia ser punida e essa era a razão fundamental de o enviarem.
Poncio Pilatos
ouviu a acusação, ponderou sobre a motivação e simplesmente resolveu imediatamente
de maneira clássica e bem objetiva, deixar a eles uma vez que cada um de seus
acusadores sabiam a razão da acusação, sim que cada um deles mesmos deveriam ser
capazes de baseados em sua Lei julgarem essa pessoa, porém, por essa decisão, estaria
sendo tirado de seus acusadores os reais objetivos, assim, politicamente mencionaram
em resposta que a Lei não seria justa uma vez que Roma era o Império e assim a
punição necessária somente ela (Roma) poderia legitimamente aplicar por serem um
dos povos dominados pelo Império.
Jesus igualmente
momento antes, enquanto com seus discípulos havia também mencionado que era o
momento de glorificar o Pai, o Pai no Filho, sim a proposta enviada pelo Eterno
exigia como ocorreu o exemplo desde os dias de Adão e Eva, quando um sacrifício
houve para cobrir a nudez de ambos, homem e mulher, assim, diante deles estava
o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e como era Páscoa, havia a
necessidade de um sacrífico como Caifás também antes mencionara aos judeus, a
morte de um pelo povo.
Cada pessoa
independentemente se sua classe social, desde os primórdios também tem a mesma
oportunidade de se posicionar sobre cada uma de suas ações, porém, pelos mais
diversos motivos, pode ainda que seja conhecedor dos acontecimentos reais praticados,
buscar se amparar no sistema de se eximir da culpa de suas ações.
Seja, Pedro, Anás,
Caifás, Pilatos, ... até cada um de nós que lemos esse texto, sempre podemos
buscar o conhecimento para se manter preparados para o Dia da Volta do Senhor e
sabemos antecipadamente que muitos dirão: Senhor, Senhor ... e cada um de nós será
ouvido pelas ações ou omissões para nos eximir de nossas culpas, afinal, o
salário do pecado é a morte ...
Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula