sexta-feira, 24 de abril de 2026

PARA ONDE VOU.

 

Base na Bíblia: João 13:30-38 “... Então ele, tendo recebido o bocado, saiu logo. E era noite. Tendo ele, pois, saído, disse Jesus: Agora é glorificado o Filho do homem, e Deus é glorificado nele; se Deus é glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e logo o há de glorificar. Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Procurar-me-eis; e como eu disse aos judeus, também a vós digo agora: Para onde eu vou, não podeis vós ir. Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. Perguntou-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Respondeu Jesus: Para onde eu vou, não podes agora seguir-me; mais tarde, porém, me seguirás. Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. Respondeu Jesus: Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: Não cantará o galo até que me tenhas negado três vezes. ...”

 

“... Assim que pegou o pedaço de matzah, Y’hudah saiu, e era noite. Depois que Y’hudah saiu, Yeshua disse: ‘Agora o Filho do Homem foi glorificado, e Deus foi glorificado nele. Se o Filho glorificou Deus, Deus glorificará pessoalmente o Filho, e o fará sem demora. Filhinhos, estarei com vocês só mais um pouco. Vocês procurarão por mim e, como disse aos habitantes de Y’hudah: ‘Para onde vou, vocês não podem ir’, agora o digo a vocês. ‘Eu lhes dou um novo mandamento: mantenham o amor uns pelos outros. Do mesmo modo que eu os amei, vocês devem manter o amor uns pelos outros. Todos saberão que são meus talmidim pelo fato de amarem uns aos outros’. Shim’on Kefa lhe disse: ‘Senhor, para onde você vai?’. Yeshua respondeu: ‘Vou para onde vocês não me podem seguir agora, porém me seguirão mais tarde’. ‘Senhor’, Kefa disse, ‘por que não posso segui-lo agora? Abrirei mão da minha vida por você!’. Yeshua respondeu: ‘Você abrira mão da vida por mim? Sim, na verdade eu lhe digo que, antes de o galo cantar, você me repudiará três vezes! ... ”

 

Calculamos os pensamentos e tomamos os cuidados necessários para que possamos sempre, cada um por si, se expor o mínimo possível; desta vez Pedro tomou a iniciativa e perguntou direto ao Messias, sobre um assunto que eles já ouviram em outro momento, porém, quando falado antes esse assunto fora direcionado aos habitantes de Judá em Jerusalém, sim para onde o Senhor poderia ir, que eles não o podem acompanhar, essas eram as palavras dirigidas também agora a cada um deles.

O pão molhado foi entregue e uma palavra mencionada e rapidamente Judas Iscariotes, saiu, em seguida todos então ouviram sobre a honra sendo destinada ao Eterno, pois estava se cumprindo as Palavras citadas na Escritura sobre os acontecimentos que se sucederiam ao Filho do Homem e a resposta seria rápida do Pai ao Filho, certamente a dúvida também estava na mente de todos os ouvintes e antes mesmo dos acontecimentos que estavam por vir, acontecerem o Senhor menciona que mais um pouco e eles não mais poderiam estar onde ele estaria, assim como havia mencionado aos que o ouviram em Jerusalém.

O amor uns pelos outros é incentivado, seguindo o exemplo do Messias para com os seus para que eles sentiam sim a cada dia e esse amor deveriam manter vivo entre cada um, exatamente para que todos aqueles que observassem eles, reconhecessem o Messias pelo mesmo amor que sentiam do Senhor para com eles e eles uns para com os outros.

A resposta do Messias a Pedro apresenta então claramente para cada um deles um período de tempo em que não poderiam encontrá-lo, mas que seria breve e depois poderiam estar juntos, assim a espera de Pedro era clara e ele menciona de forma sincera e repentina o seu amor pelo Mestre e sua disposição de dar sua vida, porém, antes de uma palavra de questionamento sobre suas palavras, Jesus, menciona a ele, uma ação que ocorreria pela parte do próprio Pedro, dentro das próximas horas que se seguiriam, até o amanhecer do dia seguinte.

Repudiar aquele que se afirma que se ama, essa foi as palavras que todos que estavam com o Messias ouviram, dirigida para Simão poderia no momento mencionado ser algo improvável, afinal, sua maneira de agir sempre se apresenta como motivada pela emoção, mas, as horas que se seguirão e foram escritas, mencionam como foi esse desfecho.

Sim, para onde eu vou, pode parecer nos dias atuais algo que só depende da vontade de cada um que a executa, porém, quando estamos vivendo nossos momentos em nosso silencio, sabemos que existem muitas dúvidas bem como quanto a incertezas, porém, cada dia, carrega em si, a oportunidade de decidir e saber que o provável a cada ser humano sobre a face da terra, pode ser alterado pelos cuidados de um Senhor Salvador que te chama dia a dia batendo a sua porta com o convite das Boas Novas, pois o preço foi completamente liquidado (pago) pelo Cordeiro de Deus.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 17 de abril de 2026

O QUE EU PENSO.

 

Base na Bíblia: João 13:20-30 “... Em verdade, em verdade vos digo: Quem receber aquele que eu enviar, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. Tendo Jesus dito isto, turbou-se em espírito e declarou: Em verdade, em verdade vos digo que um de vós me há de trair. Os discípulos se entreolhavam, perplexos, sem saber de quem ele falava. Ora, achava-se reclinado sobre o peito de Jesus um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava. A esse, pois, fez Simão Pedro sinal e lhe pediu: Pergunta-lhe de quem é que fala. Aquele discípulo, recostando-se assim ao peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor, quem é? Responde Jesus: É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado. Tendo, pois, molhado um bocado de pão, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. E, logo após o bocado, entrou nele Satanás. Disse-lhe, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa. E nenhum dos que estavam a mesa percebeu a que propósito lhe disse isto; pois, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe queria dizer: Compra o que nos é necessário para a festa; ou, que desse alguma coisa aos pobres. Então ele, tendo recebido o bocado, saiu logo. E era noite. ...”

 

“... Sim, eu lhes digo que quem recebe a quem eu envio, recebe a mim; e quem me recebe, recebe quem me enviou’. Depois de dizer isso, Yeshua, em angústia profunda de espírito, declarou: ‘Sim, eu lhes digo que um de vocês me trairá’. Os talmidim se entreolharam, completamente aturdidos: a quem ele se referia? Um dos talmidim a quem Yeshua amava de modo especial, estava reclinado ao lado dele. Shim’on Kefa lhe fez um sinal e disse: ‘Pergunte sobre quem ele está falando’. Esse talmid se apoiou no peito de Yeshua e lhe perguntou: ‘Senhor, quem é esse?’. Respondeu Yeshua: ‘É aquele a quem eu der este pedaço de matzah molhado no prato’. Então ele molhou o pedaço de matzah, deu-o a Y’hudah Bem-Sim’on de K’riot. Assim que Y’hudah pegou o pedaço de matzah, o Adversário entrou nele. ‘O que você está fazendo, faça depressa!’, disse-lhe Yeshua. Mas ninguém a mesa entendeu por que ele lhe disse isso. Alguns pensaram que, por ser Y’hudah o encarregado do dinheiro, Yeshua estava lhe dizendo: ‘Vá e compre o necessário para a festa’, ou que desse algo aos pobres. Assim que pegou o pedaço de matzah, Y’hudah saiu, e era noite. ... ”

 

Todos sem exceção sobre a face da terra, tem o dever, ou melhor, o direito de pensar e esse ato natural que exercem na humanidade a séculos, desde os primórdios é exatamente o meio pelo qual chegamos aos dias atuais e devemos avançar até o dia da Volta do Senhor, mas, o pensamento nunca foi único, ou seja, sempre pode divergir, pois uma vez idealizado na mente e seja ele concebido de maneira isolada, ou ainda que em colegiado, todos em comum, cada pensamento verbalizado, ou colocado em pratica, leva para um determinado lugar diferente (pessoal ou coletivo), ou para uma maneira de agir diferente para se manter ativo.

As palavras do Messias, apontam para o ato de receber o que é enviado, e aplica o significado de receber e aceitar, ou melhor, confiar naquele a quem o enviou, sim, uma analogia simples, mas que se faz necessária, quando muitos dados (informações) são tratadas da mais diferente forma e podem ser tendenciosas e se distorcer do alvo, para confundir ao invés de informar.

A angústia chega e o Messias menciona diante de seus discípulos o ato que está por acontecer, no meio deles, todos ao ouvirem se entreolham, porém, são pegos de surpresa e potencialmente, cada um deles poderia ser a pessoa mencionada, Pedro e João procuram desvendar essa informação, quando João pergunta diretamente a Jesus de quem ele estava falando.

O meio de identificar foi apresentado e de imediato entregue a um dos doze, todos ouvem e veem os atos a seguir, recaindo sobre o tesoureiro do grupo, mas a interpretação dos presentes se dividiram, cada um para um lado e mesmo assim em seus pensamentos deixaram de perceber o acontecimento de traição e passaram a entender como um ato de recompor os itens necessários para a ceia, ou, o cuidado para com alguns daqueles que necessitavam de atenção pelo seu estado vivido de um baixo nível de vida, privados de recursos, dentro da sociedade de sua época.

O comportamento do Senhor era de zelo pelos seus e atenção ao cumprir da vontade do Pai; notamos que João ao escrever enfatizou o sentimento de Jesus, sim, mais uma vez mencionado, como outrora, nos dias da visita a Lazaro, ainda que sabemos de outros momentos que também são mencionados, esses dois, apontam para o Amor do Eterno por suas criaturas e o zelo de cuidar, como o pai que fica dia a dia esperando ver a volta do filho, que se foi para longe, como citado na Parábola do Filho Prodigo; onde, ao ver seu filho ainda que a distância foi ao encontro e lhe tratou com respeito e dignidade, pois o que se havia perdido e estava morto estava agora achado e vivo.

Judas certamente também pensou, imagine ser descoberto, de algo que trazia em segredo, sim em secreto e as Palavras do Messias somente o fizeram acelerar suas tratativas e notem que não tentou impedir sua ação, antes somente apresentou os fatos e permitiu que as Escrituras se cumprissem, pois, o mesmo aconteceu nos dias de Abel e Caim, quando Caim foi alertado sobre como proceder sobre o sentimento que batia em sua porta.

O que pensamentos individualmente pode ser fruto de que aprendemos durante nossa jornada sobre a face da terra, porém, negligenciar uma proposta de ajuda, ou  melhor de salvação é um direito de cada um, porém, cada um nunca pode deixar de saber que a salvação é para todos assim como o livre arbítrio que há em cada um de decidir sobre o que fazer com essa informação privilegiada  é pessoal e intransferível de cada um.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 10 de abril de 2026

PRATICAR.

 

Base na Bíblia: João 13:12-20 “... Ora, depois de Ihes ter lavado os pés, tomou o manto, tornou a reclinar-se à mesa e perguntou-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu sou. Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei exemplo para que, como eu vos fiz, façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes. Não falo de todos vós; eu conheço aqueles que escolhi; mas para que se cumpra a Escritura: O que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar. Desde já vo-lo digo, antes que suceda, para que, quando suceder creiais que eu sou. Em verdade, em verdade vos digo: Quem receber aquele que eu enviar, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. ...”

 

“... Depois de lhes ter lavado os pés, Yeshua tornou a vestir as peças de roupa, voltou á mesa e lhes disse: ‘Vocês entendem o que eu fiz? Vocês me chamam Rabbi e ‘Senhor’ e estão certos, porque eu o sou. Pois bem, se eu, o Senhor e Rabbi de vocês lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Porque lhes dei o exemplo, para que façam como fiz. Sim, eu lhes digo que um escravo não é maior que seu senhor, como também nenhum emissário é maior que quem o enviou. Se vocês sabem estas coisas, serão abençoados se as praticarem. Não me refiro a todos vocês – conheço os que escolhi. Mas as palavras do Tanakh devem ser cumpridas, e elas dizem: ‘O que come meu pão voltou-se contra mim’. ‘Digo agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiam que Eu Sou quem digo ser. Sim, eu lhes digo que quem recebe a quem eu envio, recebe a mim; e quem me recebe, recebe quem me enviou’. ... ”

 

Salmos (Tehillim) 41:10 ou 09 está escrito: “Até meu melhor amigo, em quem eu confiava, com quem compartilhava a mesa, voltou-se contra mim.”; palavras escritas, lidas e relidas muitas vezes pelos estudiosos e leigos, dia a dia, a cada ciclo de vida, porém, nelas citam, um procedimento que passou desapercebido por muitos, que aceitavam com um ato possível de acontecer a qualquer um em qualquer muito, mas para o Senhor era uma marca (um momento, um marco, um sinal) que iria ocorrer nos dias da Vinda do Senhor.

Lá estava o Mestre conversando com seus discípulos apresentando a cada um deles o motivo de seu agir e passando também para cada um deles a certeza de que eles estavam no local certo e no momento certo diante do Mestre e Senhor de suas vidas, sim eles estavam vivendo ao praticar o ensino de aprenderem a serem pescadores de homens, pois eram chamados.

Assim Praticar pode ser a arte mais real que cada ser humano possa vir a realizar debaixo do sol, sobre a face da erra, pois Provérbios (Mishlei) 22:06 menciona assim: “Ensine a criança no caminho em que ela deve seguir; e, mesmo quando ficar velha, não se desviará dele.’; ainda que nos dias atuais essas palavras possam parecer longe de serem executadas, para uma sociedade que caminha a passos largos para viver sob a tutela de uma inteligência artificial que não somente responde a cada questão, sejam complexas ou não, basta saber fazer a pergunta, quanto está focando na arte de definir melhores padrões de conduta também para cada ser humano seguir.

Nas Palavras de Jesus, cada discípulo foi estimulado a seguir o exemplo de seu Mestre, pois suas ações e chamado apontavam em todo o tempo, para o cumprimento das Palavras das Escrituras, sempre deixando claro que cumpria a vontade do Pai, uma vez que eles aguardavam esse dia da vinda do Messias, que diante deles estavam.

Feliz o que cumpre, assim foi declarado, sobre o ato de seguir o exemplo do Senhor, sim, ainda que sua posição fosse reconhecida entre eles, sua ação era diferente da esperada mesmo por eles, porém sua exposição sobre o motivo, deixou claro que o escravo tem seu papel na hierarquia com seu dono, e o mensageiro também tem seu papel na hierarquia daquele a quem o enviou.

Doze estavam ouvindo e um deles estava sendo mencionado, agora e nas palavras de mudança de comportamento, ou de modo de praticar, aquilo que aprendeu, essa pessoa estava a caminho de romper, porém o alvo do Senhor não era de apontar o erro, ou a pessoa mas sim, declarar que a Escritura era, é e sempre será, o meio único que apresenta uma carta de um Pai para seu filho, assim, declarou ele, antes de acontecer já deixo registrado, pois assim crerão que EU SOU.

‘O que recebe o que envio, a mim me recebe e quem me recebe, recebe quem me enviou’, com certeza eles sabiam que cada acontecimento que eles presenciaram tinham a manifestação do poder do Senhor e as Palavras que eram apresentadas continham a vida eterna, mas, ainda assim, o confiar estava sempre no limite; quanto ao praticar um novo momento estava por acontecer na vida de cada um deles, para que assim o Mundo pudesse vir a saber do Plano Redentor no intuito que os que confiam tenham vida e vida em abundancia, uma vez que são chamados, ouvem a voz e praticam a arte de morrer para ter vida eterna, sim assim nasce uma nova criatura.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 3 de abril de 2026

ENTENDER O FEITO.

 

Base na Bíblia: João 13:06-12 “... Chegou, pois, a Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, lavas-me os pés a mim? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás. Tornou-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Replicou-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Respondeu-lhe Jesus: Aquele que se banhou não necessita de lavar senão os pés, pois no mais está todo limpo; e vós estais limpos, mas não todos. Pois ele sabia quem o estava traindo; por isso disse: Nem todos estais limpos. Ora, depois de Ihes ter lavado os pés, tomou o manto, tornou a reclinar-se à mesa e perguntou-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? ...”

 

“... Ele se aproximou de Shim’on Kefa, que lhe disse: ‘Senhor, você vai lavar meus pés?’. Yeshua respondeu: ‘Você ainda não entende o que estou lhe fazendo; porém, com o tempo entenderá’. ‘Não’, Kefa disse, ‘você nunca lavará meus pés!’. Yeshua respondeu: ‘Se eu não os lavar, você não tem parte comigo’. ‘Senhor’, respondeu-lhe  Shim’on Kefa, ‘não apenas meus pés, mas as mãos e a cabeça também!’. Yeshua lhe disse: ‘O homem que se banhou precisa lavar apenas os pés; todo o corpo já está limpo. Vocês estão limpos, mas nem todos’. (Ele sabia quem o iria trair, e por isso disse: ‘Mas nem todos estão limpos’.) Depois de lhes ter lavado os pés, Yeshua tornou a vestir as peças de roupa, voltou á mesa e lhes disse: ‘Vocês entendem o que eu fiz? ... ”

 

Desempenhamos papeis a cada dia, para estarmos em conformidade com os parâmetros da sociedade onde vivemos, logo, adotamos padrões que são aceitáveis para que possamos continuamente interagir com toda a segurança necessária em nosso meio, isso tudo acontece para assim nos sentirmos acolhidos e respeitados em cada local onde estivermos, uma vez que, a aceitação torna mais leve o convívio do dia a dia e isso se repete dia a dia durante o tempo em que estamos sobre a face da terra.

O ser humano como consta na história sempre buscou descobrir ou entender o meio em que vive e para tanto sempre identificou padrões comuns que ajudam a unir, um a um, pois desde o princípio percebeu-se que era maior a chance de sobrevivência individual estando em meio a uma coletividade, porém, essa mesma história que tomamos conhecimento pelos materiais escritos ou descobertas arqueológicas, demonstra os atos de destruição que o coletivo pode causar no individual.

Uma frase que temos no livro de Gênesis 02:18 menciona que por uma observação foi declarada desta maneira: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.”; . Este versículo fundamenta a criação da família, relacionamentos, ajuda mútua e a natureza social do ser humano, indicando que o isolamento total não é ideal no plano divino.

Sabemos os desdobramentos que ocorreram desde o Éden até nossos dias, e séculos atras, Jesus estava com seus discípulos, seu alvo era cumprir a vontade do Pai, pois o tempo estava se cumprindo, assim amando a todos que o Pai lhe envia, podemos identificar que no texto que lemos das Escrituras Sagradas, sua atitude apontou para uma ação diferente da esperada entre eles, porém, ao chegar a vez de um de seus discípulos (Simão, Pedro) ocorre uma reação de questionamento contrário ao que estava acontecendo entre eles (os demais).

Nesse diálogo, notamos que para esse discípulo era fora de lógica ser lavado seus pés por seu Mestre, sim, era lógico também para cada um de nós esse raciocínio, porém o tempo seria o único meio para permitir que o conhecimento do ato fosse esclarecido, assim Jesus mencionou, mesmo depois de Pedro perceber que havia algo diferente naquele ato e assim passou a pedir que não só se banhasse os pés, mas também suas mãos e sua cabeça.

Lavar somente o necessário, pois o banho era o natural de cada ser humano, mas ao sair para fora de casa com certeza, a poeira poderia estar nos pés e para essa situação era também necessária uma ação, que continua até nossos dias e se estende até a Volta do Senhor.

Hoje, é denominada a sexta-feira da paixão, comemorada entre muitos povos sobre a face da terra, lembra o período necessário para que a Pascoa fosse celebrada e o ato de cobrir, ou melhor, pintar os umbrais da porta ao comer pão asmo e ervas amargas, leituras que foram consumadas no Messias, para trazer a liberdade do homem e da mulher que estavam presos em seus pecados.

Jesus, lava cada um dos pés de seus discípulos, torna a vestir as peças de roupa que tirou para executar essa tarefa e reclina-se a mesa com todos e lança uma pergunta, que permanece para cada um de nós, seja de que cultura, crença, credo, valores, identidade possa possuir ou se identificar, pois o Amor do Pai se estende como está descrito em João 3:16, a todos sejam bárbaros ou não, judeus ou não, sim, de todos os povos, línguas e nações.

Podemos nos lembrar de um dos poucos relatos existentes sobre o período da infância de Jesus, quando ele tinha doze anos de idade, onde no Livro de Lucas, cita que seus pais de ano em ano iam a Jerusalém, no período da Páscoa, porém quando encerrou essa festividade, nesse período de tempo, eles naturalmente voltaram para casa, no entanto ele se perdeu de seus pais e foi encontrado no Templo, três dias depois sentado no meio dos doutores da Lei, ouvindo-os e interrogando-os, fazendo a vontade do Pai, mas seus pais não conseguiram entender o ato (entender o feito) de Jesus.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








sexta-feira, 27 de março de 2026

AMAR ATÉ O FIM.

Base na Bíblia: João 12:50 – 13:01-06 “... E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo exatamente como o Pai me ordenou. Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Enquanto ceavam, tendo já o Diabo posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, que o traísse, Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos, e que viera de Deus e para Deus voltava, levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Chegou, pois, a Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, lavas-me os pés a mim? ...”

 

“... Sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, digo simplesmente o que o Pai me mandou dizer’. Um pouco antes da festa de Pesach, Yeshua sabia que havia chegado o tempo em que passaria deste mundo para o Pai. Tendo amado seu povo que estava no mundo, ele os amou até o fim. Eles estavam no jantar, e o Adversário já havia colocado o desejo de trair Yeshua no coração de Y’hudah Ben-Shim’on, de K´riot. Yeshua estava ciente de que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que ele viera de Deus e estava voltando para Deus. Então se levantou da mesa, tirou algumas peças de roupa, e amarrou uma toalha em volta da cintura. A seguir, colocou água em uma bacia e começou a lavar os pés dos talmidim, enxugando-os com a toalha amarrada à volta da cintura. Ele se aproximou de Shim’on Kefa, que lhe disse: ‘Senhor, você vai lavar meus pés?’. ... ”

 

Objeção sempre foi uma forma de se armar contra as perguntas ou afirmações elaboradas por terceiros, sejam estas pessoas próximas ou distantes, uma vez que ao usar deste artifício legítimo, podemos ter tempo para pensar e refletir sobre o que foi apresentado, ou ainda, buscar uma rota de fuga, para que se necessário possa se livrar do incomodo que a ação pode causa a cada um, ressaltando que seja essa ação boa ou o inverso, uma vez que, quem passa a informação pode usar dela como uma maneira de expressar seu interesse, assim como, o oposto é real e também aquele que a recebe pode ter sensações diferentes daquelas esperadas pelo locutor.

O Plano de Redenção está sendo apresentado e muitos ouvintes, aceitam essas palavras, porém se omitem por receio de possíveis retalhações pelos líderes de sua época; sim, podemos perceber que nos dias de outrora, como atualmente, cada um busca encontrar o equilíbrio em suas ações e aceitação frente ao meio em que se estabelece, uma vez que em caso de uma decisão pessoal, essa pessoa possa vir a perder valores (materiais ou imateriais) que não gostaria de abrir mão.

Certamente poucos dias antes da Páscoa, ocorre uma ceia a qual é celebrada entre o Mestre e seus discípulos, notamos que João, o discípulo é extremamente cuidadoso em mencionar essas ações detalhadas do Mestre, certamente porque  era uma pessoa observadora e assim prontamente mencionou que o Senhor estava certo do tempo em que vivia e pronto para prosseguir no Plano de Redenção estabelecido desde os primórdios para reatar o elo perdido entre o ser humano e seu Criador.

Interessante observar que os cuidados do Mestre eram mantidos, ou seja, ela cuidava dos seus (seu povo) e os amava e mantinha viva sua determinação de não os deixar, até ocorrer o cumprimento das palavras descritas nas Escrituras Sagradas sobre a Vinda do Messias, Jesus (Yeshua, O Senhor Salva), mantendo em todo o tempo o foco em servir, ainda que viesse do Pai e ao Pai voltaria, manteve sua posição de servo, servo sofredor, como bem definiu o profeta Isaias, ao citar sobre sua vinda e seu semblante, ainda que todas as coisas estavam sobre o seu poder, dadas pelo Pai.

Levanta-se do chão (local da mesa) coloca-se de pé, tira parte de suas vestimentas e acrescenta a sua cintura uma toalha, coloca em uma bacia água e passa a lavar os pés de cada um de seus discípulos, sem qualquer distinção de hierarquia ou cargos entre eles, pois, podemos lembrar que o tesoureiro desse grupo era seu discípulo Judas Iscariotes, o qual segundo João deixa mencionado que ele estava já determinado no alvo de trair seu Mestre, conforme ação colocada pelo adversário em seu coração.

Ao Mestre sua ação contínua para todos e todos são cuidados em igual medida, ainda que possamos sempre identificar variações de afeições, entre as pessoas, pelos mais diversos motivos e razões, afinal tudo padronizamos segundo o meio de julgamento de cada ser humano sobre a face da terra, e assim fazendo, cada um de nós, pode se distanciar dos verdadeiros motivos que influenciam o resultado igual que recebemos do Amor do Pai, uma vez, que a vida eterna é a fonte da expressão por suas criaturas, significando em Jesus o significado que perdemos desde a queda do homem no Jardim do Eden.

Sim a contestação, ou melhor a objeção que herdamos desde os dias de Adão e Eva tem um papel preponderante na decisão de cada um de nós, pois buscamos respostas nos mais diversos locais e pelos mais diversos meios, sendo que na maioria das vezes, nesses caminhos temos que nos submeter a fazer ações ou coisas para ser merecedor; enquanto que a Salvação, mencionada por João, o Batista e executada em Jesus, nada condiciona, afinal sim, é pela graça que somos salvos e isto não vem de seres humanos é o dom de Deus, uma vez que o preço para liquidar nossa dívida e restaurar nosso equilíbrio com o Pai era impagável, somente o Cordeiro de Deus, enviado pelo Pai era capaz, logo um morreu por todos, assim como no Jardim do Eden, por um entrou o pecado no mundo.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula

















  

sexta-feira, 20 de março de 2026

SABER COMO FALAR.

Base na Bíblia: João 12:44-50 “... Clamou Jesus, dizendo: Quem crê em mim crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. Eu, que sou a luz, vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não pereça nas trevas. E, se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o julgará no último dia. Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar. E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo exatamente como o Pai me ordenou. ...”

 

“... Yeshua declarou em público: ‘Quem põe a confiança em mim, não confia apenas em mim, mas em quem me enviou. Também quem me vê, vê quem me enviou. Eu vim como luz ao mundo, para quem confiar em mim não permanecer nas trevas. Se alguém ouve o que digo e não obedece, eu não o julgo; porque não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. Quem me rejeita e não aceita o que digo tem um juiz: a própria palavra que falei o julgará no último dia. Porque não falei por iniciativa própria, mas o Pai me enviou e me deu uma ordem, isto é, o que dizer e o que falar. Sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, digo simplesmente o que o Pai me mandou dizer’. ... ”

 

Desafiamos e vivenciamos paradigmas dia a dia, pois somos incentivados a demonstrar nossa evolução natural frente aos demais que nos cercam durante toda a nossa trajetória sobre a face da terra, sendo assim, uma vez que, somos levados a achar que somente ser uma cópia de nossos ancestrais não basta, ou em alguns casos podem ser taxados como medíocres, logo abaixo da média, porém quando ponderamos sobre temas dessa natureza, podemos identificar valores que os antigos atingiram, que não conseguiríamos imitar, mesmo se voltássemos no tempo, ou porque a ciência não mantem como viável a conduta de outrora.

Nas palavras de Jesus, um clamor se ergue na direção de todos os ouvintes, apresentando a cada um, o ano (tempo) aceitável do Senhor, sim, para seus ouvintes (de todos os tempos), uma vez que um tempo de mudança aos padrões de outrora é ofertado, jamais subjugando cada ouvinte, antes confronto seus valores pessoais e existenciais com os valores propostos de uma reconciliação nas Boas Novas anunciada.

Ouvir discursos que enfatizam respostas e motivação a cada momento difícil é envolvendo e para muitos cativante, porém ouvir sobre arrependimento e mudança de regras também fazia parte para cada um ali e aqui que estavam e estarão, até o último dia, marcado pela Volta do Senhor.

O livre arbítrio tão abertamente envolto em rodas de conversas, também no passado era usado com constância, uma vez que, deixa de ser imposição e se coloca como uma proposta apresentada, aos que conhecem e aos que nunca conheceram e nem jamais se interessarão em conhecer.

O Mestre menciona que, Ele não julgaria a ninguém que o deixa de ouvir, porém as palavras que foram ditas por ele, essas sim seriam a ferramenta usada no último dia a todos, em igual medida a todos.

Sim, o que dizer e o que falar, o Senhor enviou seu Filho, para falar e cada palavra dita pelo Mestre tinha exatamente o mesmo teor que o Pai havia mencionado para apresentar a todos igualmente. As palavras citadas tratam da vida eterna e o Filho mencionou simplesmente essas palavras a todos, sim, o Filho imita o Pai e procura fazer o que lhe agrada, sem acrescentar ou tirar um único til, pois o exemplo maior estava diante de todos, porém, cada um por si busca alternativas nas mais diversas possibilidades para se esquivar do evento da Noiva com o Noivo.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula















  

sexta-feira, 13 de março de 2026

O PESO.

 

Base na Bíblia: João 12:40-47 “... Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos e entendam com o coração, e se convertam, e eu os cure. Estas coisas disse Isaías, porque viu a sua glória e dele falou. Contudo, muitos dentre as próprias autoridades creram nele; mas por causa dos fariseus não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga; porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus. Clamou Jesus, dizendo: Quem crê em mim crê , não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. Eu, que sou a luz, vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não pereça nas trevas. E, se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo. ...”

 

“... ’Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos nem entendam com o coração, nem façam t’shuvah, para que eu os cure’. (Yesha’yahu) disse essas coisas porque viu a sh’khinah de Yeshua e falou sobre ela. Ainda assim, muitos puseram a confiança nele; mas, por causa dos p’rushim, não o diziam abertamente, com medo de serem banidos da sinagoga; pois amaram mais o louvor dos homens que o louvor da parte de Deus. Yeshua declarou em público: ‘Quem põe a confiança em mim, não confia apenas em mim, mas em quem me enviou. Também quem me vê, vê quem me enviou. Eu vim como luz ao mundo, para quem confiar em mim não permanecer nas trevas. Se alguém ouve o que digo e não obedece, eu não o julgo; porque não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. ... ”

 

O peso sempre foi o meio para definirmos inúmeras coisas, dependendo do momento em que é exercido, ou usado, por cada ser humano sobre a face da terra, uma vez que sempre existe medidas para se apurar o peso, desta maneira buscamos de alguma forma encontrar o equilíbrio justo em cada acontecimento seja ele favorável ou não pelos atos que cada ser humano busca para si.

As palavras do profeta Isaias citado por João, apontam para um momento em que as ações do Messias eram visíveis a todos (todas as classes sociais) e suas palavras eram claras e comum para todos, afinal, seu vocabulário era o mesmo para todos, as parábolas sempre foram o meio mais seguro de se apresentar acontecimentos, usando de recursos conhecidos por todos ao redor.

Contudo, ficaram como cegos e surdos em seus olhos e ouvidos deixando de perceber quem legitimamente estava diante deles e qual era o propósito que a eles lhes eram repassados, podemos imaginar que ninguém aceitava seus ensinos, mas pelo texto observamos que sim, muitos ouviam, viam os milagres e passavam a confiar no Senhor, porém um fenômeno natural que acomete cada ser humano que está desapercebido acomete a todos esses.

O receio de serem excluídos de suas sinagogas, se tornaram o verdadeiro interesse deles, ainda que as palavras da vida eterna eram semeadas em seus corações, eles se preocupavam mais com os efeitos de serem banidos (excluídos) de seus grupos sociais.

Jesus menciona que o que confia nele, confia também naquele que o enviou e que também quem o vê, vê também aquele que o enviou, assim como não permanecem em trevas aqueles que nele confiam, porém o peso da decisão era demasiado, pois amaram mais as trevas do que a luz que veio para lumiar o Mundo, afinal muitos pensam somente no tempo presente, como o Senhor mencionou sobre certo agricultor.

Esse agricultor sem nome ou endereço é citado sobre sua plantação, a qual foi bem-sucedida, levando o mesmo a aumentar seus locais de armazenamento, porém, quando tudo está pronto e ele satisfeito com seu resultado em todos os planos pessoais, materiais e espirituais, ele recebe do Messias a citação de que ainda hoje sua vida seria ceifada e o que ele teria para oferecer.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula