Base na Bíblia: João
12:26-33 “... Se alguém me quiser me servir, siga-me; e onde eu
estiver, ali estará também o meu servo; se alguém me servir, o Pai o honrará. Agora
a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas
para isto vim a esta hora. Pai, glorifica o teu nome. Veio, então, do céu esta
voz: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei. A multidão, pois, que
ali estava, e que ouvira, dizia ter havido um trovão; outros diziam: Um anjo
lhe falou. Respondeu Jesus: Não veio esta voz por minha causa, mas por causa de
voz. Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. E
eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. Isto dizia,
significando de que modo havia de morrer. ...”
“... Se alguém me serve deve me seguir; e, onde estou, meu
servo também estará. Meu Pai honrará a quem me serve.’ ’Agora estou agitado. O
que posse dizer? ‘Pai, salva-me desta hora? Não; por esta razão é que vim a
esta hora. Direi isto: Pai, glorifica teu nome!’. Então veio uma bat-kol do
céu: ‘Eu o glorifiquei antes e o glorificarei novamente!’. A multidão que ali
estava e a ouviu disse que tinha trovejado; outros disseram: ‘Um anjo lhe falou’.
Yeshua respondeu: ‘Esta voz veio não por minha causa, mas por causa de vocês’.
Chegou a hora de este mundo ser julgado; agora será expulso o governante deste mundo.
Quanto a mim, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim’. Ele disse
isso para indicar o tipo de morte que sofreria. ... ”
Quando chega o momento
cada pessoa sobre a face da terra, deve ter um argumento para apresentar, mesmo
que seja uma afirmação do tipo ‘nada tenho a declarar’; sabemos que algumas
pessoas optam por esta alternativa, no entanto, todos deveríamos estar ciente, logo
sabermos que quando chega o momento, outros não podem pegar o nosso lugar,
mesmo que possam ser influentes e preparados para tratar de assuntos inesperados
que acontecem nos momentos em que chegam palavras, convincentes com suas certeiras
argumentações porém podem parecer até que vão decidir por outros, no entanto mesmo
assim quando chega o momento, devemos estar cada um por si prontos, ou aptos para
demonstrarmos a segurança que a cada um por si mesmo lhe cabe.
As palavras de
Jesus apresentam a proposta de servir, mas antes de tomar a decisão, logo cada
um deve estar pronto para saber se irá ou não estar ao lado do Messias, pois,
no exemplo do filho pródigo, suas ações só demonstraram que sua base era o Pai,
mesmo depois de esgotar sua maneira de decidir seus passos por si mesmo.
O momento era chegado
e o Messias podia externar sua compreensão do preço que estava por acontecer de
sua parte, e assim ressalta que poderia optar pelo deixar de passar, mas ao
contrário manteve sua decisão de honrar ao Pai e por sua vez algo além do
natural ocorreu, ao ser ouvido as Palavras que se pareciam com o som de trovão para
alguns enquanto que para outros era algo audível e sé poderia ter sua origem em
um mensageiro (anjo), porém, para o Mestre essas palavras somente ratificavam o
que as pessoas deveriam ouvir.
As muitas informações
e acessos rápidos a conteúdos de todas as origens, em nosso dias, capacitam
cada ser humano a ter um grau elevado e entendimento sobre qualquer assunto,
inclusive para prever possibilidades das mais diversas maneiras, porém, ainda
assim, esse contudo aparentemente infinito, pode escravizar a pessoa, sua
comunidade, ou todos que são envolvidos, pois a ação apesar de ser genuinamente
individual, pode ser envolvida no coletivo e assim cada um por si deixa de
viver o real para se apropriar do imaginário materializado em suas
possibilidades.
Jesus era o
Messias enviado e descrito nas Escrituras desde tempos antigos, porém, ainda
assim, presencialmente muitos ali estavam, contudo os que criam, estavam envolvidos
com suas lideranças que por sua vez definiam quem deveria ser ouvido ou
respeitado.
Longe dessas
ações, vem a promessa das Boas Novas, apresentando a libertação ao que
escraviza e ao que define padrões, sim o príncipe deste mundo seria deixado,
pois a verdade liberta, a verdade salva e a verdade da vida ao que estava
perdido, sim os talentos existem, o que fazer com cada talento depende da estratégia
de cada um, mas o resultado é sim, por fim, a expressão de sua ação, pois o
momento chegou.
Sim, o Redentor
foi levantado, como a serpente feita no tempo de Moisés e por fim a todos que
olham, para o que deveria ser um exemplo de perda, encontram a resposta para a
sua maior perda desde os dias de Adão, resgatam seu encontro com o seu Criador,
pois Jesus não veio para julgar o mundo e sim trazer a salvação para todo
aquele de está na busca do elo perdido com seu Senhor.
Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula