Base na Bíblia: João
19:05-12 “... Saiu, pois, Jesus, trazendo a coroa de espinhos e o
manto de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis o homem! Quando o viram os
principais sacerdotes e os guardas, clamaram, dizendo: Crucifica-o!
Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o; porque nenhum
crime acho nele. Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo estas
lei ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus. Ora, Pilatos, quando ouviu
estas palavra , mais atemorizado ficou; e, entrando outra vez no pretório,
perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-lhe,
então, Pilatos: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar
e autoridade para te crucificar? Respondeu-lhe Jesus: Nenhuma autoridade terias
sobre mim, se de cima não te fora dada; por isso, aquele que me entregou a ti
maior pecado tem. Daí em diante Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamaram:
Se soltares a este, não és amigo de César, todo aquele que se faz rei é contra
César. ...”
“... Então Yeshua veio para fora, usando a coroa e a capa
de púrpura. Pilatos lhes disse: ‘Olhem para o homem!’. Quando os principais kohanim
e os guardas do templo o viram, gritaram: ‘Execute-o em uma estaca! Execute-o
em uma estaca!’, mas Pilatos respondeu: ‘Levem-no e o condenem à morte na
estaca, porque não encontro nenhuma acusação contra ele’. Os habitantes de Y’hudah
insistiram: ‘Temos uma lei e, de acordo com essa lei, ele deve morrer, porque se
declarou Filho de Deus’. Ao ouvir isso, Pilatos ficou mais amedrontado. Voltou
ao quartel-general e perguntou a Yeshua: ‘De onde você é?’. Yeshua não lhe
respondeu. Então disse Pilatos: ‘Você se nega a falar comigo? Não entende que
tenho poder para libertá-lo e para executá-lo em uma estaca?’. Yeshua
respondeu: ‘Você não teria nenhum poder sobre mim, se este não lhe fosse dado
do alto; por isso, quem me entregou a você é culpado de um pecado maior’. Ao
ouvir isso, Pilatos procurou encontrar uma forma de libertar Yeshua, mas os
habitantes de Y’hudah gritavam: ‘Se você libertar esse homem, significa que não
é amigo do imperador’! Quem afirma ser rei se opõe ao imperador’. ...”
Naturalmente ao
vivermos em uma sociedade, ou ainda, dentro de nosso núcleo familiar, ou pensando
dentro de nós mesmos, cada ser humano sobre a face da terra busca a possibilidade
de achar soluções para seus problemas, ou ainda, situações que ocorrem inesperadamente,
onde muitas vezes agimos por impulso, ou melhor em puro reflexo, porém, uma
coisa sempre é certa, seja tomando uma decisão, ou mesmo deixando de tomar uma
decisão; ainda assim a escolha que ocorre trará desdobramento, afinal ao achar
a solução no tempo presente mesmo assim durante nossos dias no por vir; mesmo quando
pensamos na criação desde a fundação do mundo, ou melhor, desde o momento em
que o ser humano vive sobre a face da terra, a decisão da escolha seja essa a
curto, médio ou longo prazo tem consequências.
Cada escolha
remete para uma consequência seja ela favorável ou desfavorável à nossa pessoa,
porém, ainda que deixemos de nos posicionar para escolher, uma vez que podemos
até supor que não nos afeta, a escolha ´mesmo assim já foi tomada a escolha.
Um julgamento está
em andamento, como notamos no texto das Escrituras Sagradas que estamos lendo; sabemos
que João, o escritor, tem sido cuidadoso em registrar os acontecimentos, uma
vez que podemos presumir que ele era uma das testemunhas presentes nesse dia, lembrando
que esse dia era diferente dos demais, sim era o dia que marcava entre os
judeus, o início poucas horas a frente como sendo o dia da preparação para a
Páscoa, sabemos também pela leitura do capítulo todo, que esses acontecimentos
estavam ocorrendo por volta de meio dia, que era a hora sexta judaica.
Pilatos novamente
volta a conversar com os líderes do Templo e seus soldados e certamente lá
estavam também pessoas do povo, sua atitude foi de apresentar a eles a Jesus e
simplesmente deles ouve uma sentença repetida de morte incluindo o meio a ser utilizado
para cumprir essa sentença; Pilatos opta então por deixar para eles o direito
do julgamento, mas eles insistiam que o motivo da morte de Jesus era por se considerar
Filho de Deus.
Diante da resposta
deles, Pilatos retorna até Jesus e novamente o questiona agora sobre sua
origem, mas nada ouve da parte dele em resposta e por essa razão Pilatos declara
quem ele era sua patente e autoridade legitima em soltar ou matar a quem com
ele estive em julgamento.
A resposta de
Jesus é simples e clara, defendendo que a escolha mesmo estando nas mãos do
Governador, somente acontecia porque do alto lhe era permitida, e assim, não
era ele quem estava em pecado e sim aqueles que o entregaram a ele.
A escolha de
Pilatos agora estava voltada para achar uma forma de libertar a Jesus, pois não
via nele nenhuma acusação plausível, porém, mesmo com sua autoridade constituída
e legitimada por Roma, ouvia o povo do lado de fora do quartel a clamar, para
que pensasse bem se mantivesse o objetivo de soltar a Jesus, afinal por três
vezes, como citou João, o escritor, discípulo e apóstolo do Mestre, ele tentou libertar
perante os seus acusadores.
O motivo do clamor
agora não era mais sobre Jesus, mas questionando a lealdade de Pilatos com o Império
Romano, uma vez que Cesar era o Imperador e qualquer um que se pautasse como
rei não era tolerável, assim podemos notar que mais uma vez o tema solução foi
colocado diante do Governador.
A escolha de Jesus
foi tomada no Jardim das Oliveiras, ao pedir ao Pai para que a vontade do
Eterno fosse cumprida, essa foi a solução, a escolha de Pilatos apesar de correta
era inaplicável, pelo motivo de que a vontade dos judeus que estavam no local
(liderança, guardas do Templo e povo) era para a execução do réu, pois o
rejeitavam e qual é a solução de cada um, essa permanece como uma decisão
pessoal que somente cada um por si mesmo pode responder.
Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula
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