sexta-feira, 18 de setembro de 2026

NÃO ENCONTRAR A VERDADE.

 

Base na Bíblia: João 18:31-38 “... Disse-lhes, então, Pilatos: Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe os judeus: A nós não nos é lícito tirar a vida a ninguém. Isso foi para que se cumprisse a palavra que dissera Jesus, significando de que morte havia de morrer. Pilatos, pois, tornou a entrar no pretório, chamou a Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Dizes isso de ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Replicou Pilatos: Porventura sou eu judeu? O teu povo e os principais sacerdotes entregaram-te a mim, que fizeste? Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui. Perguntou-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dito isso, de novo saiu a ter com os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum. ...”

 

“... Pilatos lhes disse: ‘Levem-no e o julguem conforme a lei de vocês’. Os moradores de Y’hudah replicaram: ‘Mas nós não temos o direito legal de executar ninguém’. Isso aconteceu para cumprir as palavras ditas por Yeshua, indicando a espécie de morte que estava para sofrer. Pilatos então voltou para o quartel-general, chamou Yeshua e lhe disse: ‘Você é o rei dos judeus?’. Yeshua respondeu: ‘Você pergunta isso por si mesmo, ou outras pessoas lhe falaram a meu respeito?’. Pilatos respondeu: ‘Eu sou judeu? Sua nação e os principais kohanim o entregaram a mim. Que você fez?’. Yeshua respondeu: ‘Meu reino não deriva sua autoridade da ordem de coisas deste mundo. Se fosse, meus homens lutariam para impedir que fosse preso pelos habitantes de Y’hudah. Mas meu reino não é daqui’. ‘Então você é rei!’, disse Pilatos. Yeshua respondeu: ‘Você diz que sou rei. De fato, a razão do meu nascimento e da minha vinda ao mundo é testemunhar a verdade. Quem pertence à verdade me ouve’. Pilatos lhe respondeu. ‘Que é a verdade?’. Tendo dito isso, saiu novamente para onde estavam os moradores de Y’hudah e disse: ‘Não encontro nada contra ele. ...”

 

Muitas vezes buscamos meios para nos identificarmos diante de nossos pares, logo podemos até mesmo buscar formas para nos apresentar com qualidades que genuinamente não a possuímos, porém, sempre quando estamos interessados, buscamos meios para nos apropriar delas, no intuito de que possamos impressionar as pessoas como citei, que nos cercam, afinal vivemos em grupos.

Enquanto isso, cada palavra ou gesto persiste e tende a se parecer com o que queremos nos identificar, no entanto, o tempo sempre será uma ferramenta implacável que trará, os resultados reais que muitas vezes, procuramos ocultar.

Simplesmente enquanto vivemos sobre a face da terra, cada um de nós seres humanos, disputamos o direito de viver e acrescentamos a obrigação de estar alinhando sempre buscando o melhor que há ao nosso redor, no entanto quando qualquer coisa sai desse alinhamento, passamos a mudar, ou melhor, a transparecer o que realmente vivemos.

Pilatos está diante de um criminoso enviado pelos seus pares (judeus) para ser julgado e condenado, afinal para os líderes e aos olhos do povo, havia uma certa desordem quanto a maneira padrão que eles estavam acostumados a viver em harmonia entre si, além do fato de estarem ainda sujeitos ao Governo Romano.

Nos questionamentos e nas argumentações de Pilatos elaboradas diretamente a Jesus, as quais classificavam o possível motivo do crime, porém ocorrendo que cada uma delas foram anuladas, apesar de ele estar bem instruído a respeito de Jesus, sua classificação de criminoso foi ficando de lado, assim a razão de ser injusta a acusação e a sensação de que Jesus não deveria estar sendo acusado de nada, ia crescendo.

Jesus, ouve as perguntas e suas respostas, apontam para o centro de cada questão, uma vez que ser rei, era algo que Pilatos era conhecedor e sabia a influência que gerava em cada ser, assim, o Mestre apresenta sua defesa, questionando a razão do título citado a ele e a origem de sua pergunta e ratifica que é rei e que seu reino não era onde Pilatos imaginava e também nem sua existência ocorrera de forma desnecessária, mas sim para testemunhar a verdade.

Agora, sim, o que é a verdade, para uma pessoa com poder total dentro de uma fortaleza, mas para o Cristo, simbolizava que os que pertencem a verdade esses ouvem suas palavras e as praticam.

Do lado de fora Pilatos volta a se encontrar com os acusadores de Jesus, e cita claramente, que mesmo não sendo judeu, nada encontrará que desse a certeza de que o Messias era um criminoso e assim permanece dia após dia, noite após noite, a busca pela verdade, ainda que muitos permaneçam deixando para que o amanhã responda por si mesmo, outros então passam a ignorar e outros ainda criam meios que os levam a acreditar que seguir seus instintos basta.

Ainda assim, existe uma centelha espalhados em muitos apriscos, do qual o próprio Pilatos experimentou que é estar diante do Senhor e poder ouvir sua voz e aprender que a verdade foi apresentada, porém a chave, foi também mencionada sobre os que pertencem.

Joio e Trigo estarão e continuarão juntos, porém ambos vivem à buscar a verdade, sim todos vivem, mas muitos são chamados, no entanto por ser individual, as Escrituras citam que nem todos vão encontrar a verdade.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








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