sexta-feira, 11 de setembro de 2026

EXIMIR DA CULPA.

 

Base na Bíblia: João 18:24-32 “... Então, Anás o enviou, maniatado a Caifás, o sumo sacerdote. E Simão Pedro ainda estava ali, aquentando-se. Perguntaram-lhe, pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou e disse: Não sou. Um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortou a orelha, disse: Não te vi eu no jardim com ele? Pedro negou outra vez, e imediatamente o galo cantou. Depois conduziram Jesus da presença de Caifás para o pretório; era de manhã cedo; e eles não entraram no pretório, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa. Então Pilatos saiu a ter com eles e perguntou: Que acusação trazeis contra esse homem? Responderam-lhe: Se ele não fosse malfeitor, não to entregaríamos. Disse-lhes, então, Pilatos: Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe os judeus: A nós não nos é lícito tirar a vida a ninguém. Isso foi para que se cumprisse a palavra que dissera Jesus, significando de que morte havia de morrer. ...”

 

“... Então ‘Anan o enviou, de mãos amarradas, a Kayafa, o kohen hagadol. Enquanto isso, Shim’on Kefa estava em pé se aquecendo. E lhe disseram: ‘Você não é um dos talmidim dele?’. Ele negou, dizendo: ‘Não, não sou’, Um dos escravos do kohen hagadol, parente do homem cuja orelha Kefa cortara, insistiu: ‘Eu não o vi com ele no arvoredo?’. Então Kefa negou mais uma vez, e no mesmo instante um galo cantou. Eles levaram Yeshua da casa de Kayafa para o quartel-general do governador. Já era de manhã. Eles não entraram no prédio porque não desejavam se tornar ritualmente impuros, pois queriam comer a refeição de Pesach. Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: ‘Que acusação vocês têm contra esse homem?’. Eles responderam: ‘Se ele não tivesse feito nada errado, não o teríamos trazido’. Pilatos lhes disse: ‘Levem-no e o julguem conforme a lei de vocês’. Os moradores de Y’hudah replicaram: ‘Mas nós não temos  o direito legal de executar ninguém’. Isso aconteceu para cumprir as palavras ditas por Yeshua, indicando a espécie de morte que estava para sofrer. ... ”

 

Apesar de parecer algo necessário, para todos os seres humanos que vivem sobre a face da terra, ou seja, cumprir seus direito e obrigações, notamos no decorrer da história e no dia a dia de cada indivíduo, que desde a mais tenra idade, ou seja desde a infância, cada um de nós busca aquilo que nos possa eximir de nossas responsabilidades sempre que essas sejam prejudiciais ao nosso viver, segundo o pessoal meio de avaliar que há em cada ser vivente.

Anás que era sogro de Caifás, interroga Jesus, Caifás o interroga também e agora pelo texto escrito por João, o discípulo do Mestre, ele é enviado para o quartel general de Roma, onde era a sede do governo, e lá estava o governador indicado por Roma, seu nome era Pilatos.

Enquanto isso, no pátio sabemos que Pedro, o discípulo de Jesus, continuava aquecendo-se do frio da madrugada, duas pessoas ao conversarem com ele, questionaram se ele não fazia parte dos discípulos do Mestre Jesus, enquanto negava, outro escravo que deveria ter presenciava a ação feita ao seu parente Malco, também o questiona sobre estar junto com o Messias, porém, ele novamente enfaticamente negou, foi neste exato momento em que foi ouvido nitidamente que um galo cantou e principalmente João e Pedro tiveram a oportunidade de mentalmente lembrarem-se das Palavras do Messias algumas horas antes desse momento.

Sabemos também pelo escrito, que Pilatos recebe o acusado, mas seus acusadores, não entram junto com ele, pois ritualmente não queriam deixar de participar da refeição da Páscoa, pois se entrassem estariam se contaminando.

Pilatos saiu para fora e foi ao encontro deles e sabemos que perguntou o motivo daquele homem ser enviado e a resposta foi muito simples, citando apenas que era uma pessoa que merecia ser punida e essa era a razão fundamental de o enviarem.

Poncio Pilatos ouviu a acusação, ponderou sobre a motivação e simplesmente resolveu imediatamente de maneira clássica e bem objetiva, deixar a eles uma vez que cada um de seus acusadores sabiam a razão da acusação, sim que cada um deles mesmos deveriam ser capazes de baseados em sua Lei julgarem essa pessoa, porém, por essa decisão, estaria sendo tirado de seus acusadores os reais objetivos, assim, politicamente mencionaram em resposta que a Lei não seria justa uma vez que Roma era o Império e assim a punição necessária somente ela (Roma) poderia legitimamente aplicar por serem um dos povos dominados pelo Império.

Jesus igualmente momento antes, enquanto com seus discípulos havia também mencionado que era o momento de glorificar o Pai, o Pai no Filho, sim a proposta enviada pelo Eterno exigia como ocorreu o exemplo desde os dias de Adão e Eva, quando um sacrifício houve para cobrir a nudez de ambos, homem e mulher, assim, diante deles estava o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e como era Páscoa, havia a necessidade de um sacrífico como Caifás também antes mencionara aos judeus, a morte de um pelo povo.

Cada pessoa independentemente se sua classe social, desde os primórdios também tem a mesma oportunidade de se posicionar sobre cada uma de suas ações, porém, pelos mais diversos motivos, pode ainda que seja conhecedor dos acontecimentos reais praticados, buscar se amparar no sistema de se eximir da culpa de suas ações.

Seja, Pedro, Anás, Caifás, Pilatos, ... até cada um de nós que lemos esse texto, sempre podemos buscar o conhecimento para se manter preparados para o Dia da Volta do Senhor e sabemos antecipadamente que muitos dirão: Senhor, Senhor ... e cada um de nós será ouvido pelas ações ou omissões para nos eximir de nossas culpas, afinal, o salário do pecado é a morte ...

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








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