sexta-feira, 3 de abril de 2026

ENTENDER O FEITO.

 

Base na Bíblia: João 13:06-12 “... Chegou, pois, a Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, lavas-me os pés a mim? Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás. Tornou-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Replicou-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. Respondeu-lhe Jesus: Aquele que se banhou não necessita de lavar senão os pés, pois no mais está todo limpo; e vós estais limpos, mas não todos. Pois ele sabia quem o estava traindo; por isso disse: Nem todos estais limpos. Ora, depois de Ihes ter lavado os pés, tomou o manto, tornou a reclinar-se à mesa e perguntou-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? ...”

 

“... Ele se aproximou de Shim’on Kefa, que lhe disse: ‘Senhor, você vai lavar meus pés?’. Yeshua respondeu: ‘Você ainda não entende o que estou lhe fazendo; porém, com o tempo entenderá’. ‘Não’, Kefa disse, ‘você nunca lavará meus pés!’. Yeshua respondeu: ‘Se eu não os lavar, você não tem parte comigo’. ‘Senhor’, respondeu-lhe  Shim’on Kefa, ‘não apenas meus pés, mas as mãos e a cabeça também!’. Yeshua lhe disse: ‘O homem que se banhou precisa lavar apenas os pés; todo o corpo já está limpo. Vocês estão limpos, mas nem todos’. (Ele sabia quem o iria trair, e por isso disse: ‘Mas nem todos estão limpos’.) Depois de lhes ter lavado os pés, Yeshua tornou a vestir as peças de roupa, voltou á mesa e lhes disse: ‘Vocês entendem o que eu fiz? ... ”

 

Desempenhamos papeis a cada dia, para estarmos em conformidade com os parâmetros da sociedade onde vivemos, logo, adotamos padrões que são aceitáveis para que possamos continuamente interagir com toda a segurança necessária em nosso meio, isso tudo acontece para assim nos sentirmos acolhidos e respeitados em cada local onde estivermos, uma vez que, a aceitação torna mais leve o convívio do dia a dia e isso se repete dia a dia durante o tempo em que estamos sobre a face da terra.

O ser humano como consta na história sempre buscou descobrir ou entender o meio em que vive e para tanto sempre identificou padrões comuns que ajudam a unir, um a um, pois desde o princípio percebeu-se que era maior a chance de sobrevivência individual estando em meio a uma coletividade, porém, essa mesma história que tomamos conhecimento pelos materiais escritos ou descobertas arqueológicas, demonstra os atos de destruição que o coletivo pode causar no individual.

Uma frase que temos no livro de Gênesis 02:18 menciona que por uma observação foi declarada desta maneira: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea.”; . Este versículo fundamenta a criação da família, relacionamentos, ajuda mútua e a natureza social do ser humano, indicando que o isolamento total não é ideal no plano divino.

Sabemos os desdobramentos que ocorreram desde o Éden até nossos dias, e séculos atras, Jesus estava com seus discípulos, seu alvo era cumprir a vontade do Pai, pois o tempo estava se cumprindo, assim amando a todos que o Pai lhe envia, podemos identificar que no texto que lemos das Escrituras Sagradas, sua atitude apontou para uma ação diferente da esperada entre eles, porém, ao chegar a vez de um de seus discípulos (Simão, Pedro) ocorre uma reação de questionamento contrário ao que estava acontecendo entre eles (os demais).

Nesse diálogo, notamos que para esse discípulo era fora de lógica ser lavado seus pés por seu Mestre, sim, era lógico também para cada um de nós esse raciocínio, porém o tempo seria o único meio para permitir que o conhecimento do ato fosse esclarecido, assim Jesus mencionou, mesmo depois de Pedro perceber que havia algo diferente naquele ato e assim passou a pedir que não só se banhasse os pés, mas também suas mãos e sua cabeça.

Lavar somente o necessário, pois o banho era o natural de cada ser humano, mas ao sair para fora de casa com certeza, a poeira poderia estar nos pés e para essa situação era também necessária uma ação, que continua até nossos dias e se estende até a Volta do Senhor.

Hoje, é denominada a sexta-feira da paixão, comemorada entre muitos povos sobre a face da terra, lembra o período necessário para que a Pascoa fosse celebrada e o ato de cobrir, ou melhor, pintar os umbrais da porta ao comer pão asmo e ervas amargas, leituras que foram consumadas no Messias, para trazer a liberdade do homem e da mulher que estavam presos em seus pecados.

Jesus, lava cada um dos pés de seus discípulos, torna a vestir as peças de roupa que tirou para executar essa tarefa e reclina-se a mesa com todos e lança uma pergunta, que permanece para cada um de nós, seja de que cultura, crença, credo, valores, identidade possa possuir ou se identificar, pois o Amor do Pai se estende como está descrito em João 3:16, a todos sejam bárbaros ou não, judeus ou não, sim, de todos os povos, línguas e nações.

Podemos nos lembrar de um dos poucos relatos existentes sobre o período da infância de Jesus, quando ele tinha doze anos de idade, onde no Livro de Lucas, cita que seus pais de ano em ano iam a Jerusalém, no período da Páscoa, porém quando encerrou essa festividade, nesse período de tempo, eles naturalmente voltaram para casa, no entanto ele se perdeu de seus pais e foi encontrado no Templo, três dias depois sentado no meio dos doutores da Lei, ouvindo-os e interrogando-os, fazendo a vontade do Pai, mas seus pais não conseguiram entender o ato (entender o feito) de Jesus.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula









 








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