Base na Bíblia: João
12:50 – 13:01-06 “... E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo,
pois, que eu falo, falo exatamente como o Pai me ordenou. Antes da festa da Páscoa,
sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e
havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Enquanto ceavam,
tendo já o Diabo posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, que o
traísse, Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos, e que viera de
Deus e para Deus voltava, levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma
toalha, cingiu-se. Depois, deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos
discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Chegou, pois,
a Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, lavas-me os pés a mim? ...”
“... Sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, digo
simplesmente o que o Pai me mandou dizer’. Um pouco antes da festa de Pesach,
Yeshua sabia que havia chegado o tempo em que passaria deste mundo para o Pai.
Tendo amado seu povo que estava no mundo, ele os amou até o fim. Eles estavam
no jantar, e o Adversário já havia colocado o desejo de trair Yeshua no coração
de Y’hudah Ben-Shim’on, de K´riot. Yeshua estava ciente de que o Pai havia
colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que ele viera de Deus e estava
voltando para Deus. Então se levantou da mesa, tirou algumas peças de roupa, e
amarrou uma toalha em volta da cintura. A seguir, colocou água em uma bacia e
começou a lavar os pés dos talmidim, enxugando-os com a toalha amarrada à volta
da cintura. Ele se aproximou de Shim’on Kefa, que lhe disse: ‘Senhor, você vai
lavar meus pés?’. ... ”
Objeção sempre foi
uma forma de se armar contra as perguntas ou afirmações elaboradas por
terceiros, sejam estas pessoas próximas ou distantes, uma vez que ao usar deste
artifício legítimo, podemos ter tempo para pensar e refletir sobre o que foi
apresentado, ou ainda, buscar uma rota de fuga, para que se necessário possa se
livrar do incomodo que a ação pode causa a cada um, ressaltando que seja essa
ação boa ou o inverso, uma vez que, quem passa a informação pode usar dela como
uma maneira de expressar seu interesse, assim como, o oposto é real e também aquele
que a recebe pode ter sensações diferentes daquelas esperadas pelo locutor.
O Plano de
Redenção está sendo apresentado e muitos ouvintes, aceitam essas palavras,
porém se omitem por receio de possíveis retalhações pelos líderes de sua época;
sim, podemos perceber que nos dias de outrora, como atualmente, cada um busca
encontrar o equilíbrio em suas ações e aceitação frente ao meio em que se
estabelece, uma vez que em caso de uma decisão pessoal, essa pessoa possa vir a
perder valores (materiais ou imateriais) que não gostaria de abrir mão.
Certamente poucos
dias antes da Páscoa, ocorre uma ceia a qual é celebrada entre o Mestre e seus
discípulos, notamos que João, o discípulo é extremamente cuidadoso em mencionar
essas ações detalhadas do Mestre, certamente porque era uma pessoa observadora e assim prontamente
mencionou que o Senhor estava certo do tempo em que vivia e pronto para
prosseguir no Plano de Redenção estabelecido desde os primórdios para reatar o
elo perdido entre o ser humano e seu Criador.
Interessante
observar que os cuidados do Mestre eram mantidos, ou seja, ela cuidava dos seus
(seu povo) e os amava e mantinha viva sua determinação de não os deixar, até
ocorrer o cumprimento das palavras descritas nas Escrituras Sagradas sobre a
Vinda do Messias, Jesus (Yeshua, O Senhor Salva), mantendo em todo o tempo o
foco em servir, ainda que viesse do Pai e ao Pai voltaria, manteve sua posição
de servo, servo sofredor, como bem definiu o profeta Isaias, ao citar sobre sua
vinda e seu semblante, ainda que todas as coisas estavam sobre o seu poder,
dadas pelo Pai.
Levanta-se do chão
(local da mesa) coloca-se de pé, tira parte de suas vestimentas e acrescenta a
sua cintura uma toalha, coloca em uma bacia água e passa a lavar os pés de cada
um de seus discípulos, sem qualquer distinção de hierarquia ou cargos entre
eles, pois, podemos lembrar que o tesoureiro desse grupo era seu discípulo Judas
Iscariotes, o qual segundo João deixa mencionado que ele estava já determinado no
alvo de trair seu Mestre, conforme ação colocada pelo adversário em seu
coração.
Ao Mestre sua ação
contínua para todos e todos são cuidados em igual medida, ainda que possamos
sempre identificar variações de afeições, entre as pessoas, pelos mais diversos
motivos e razões, afinal tudo padronizamos segundo o meio de julgamento de cada
ser humano sobre a face da terra, e assim fazendo, cada um de nós, pode se
distanciar dos verdadeiros motivos que influenciam o resultado igual que
recebemos do Amor do Pai, uma vez, que a vida eterna é a fonte da expressão por
suas criaturas, significando em Jesus o significado que perdemos desde a queda
do homem no Jardim do Eden.
Sim a contestação,
ou melhor a objeção que herdamos desde os dias de Adão e Eva tem um papel
preponderante na decisão de cada um de nós, pois buscamos respostas nos mais
diversos locais e pelos mais diversos meios, sendo que na maioria das vezes, nesses
caminhos temos que nos submeter a fazer ações ou coisas para ser merecedor;
enquanto que a Salvação, mencionada por João, o Batista e executada em Jesus,
nada condiciona, afinal sim, é pela graça que somos salvos e isto não vem de seres
humanos é o dom de Deus, uma vez que o preço para liquidar nossa dívida e
restaurar nosso equilíbrio com o Pai era impagável, somente o Cordeiro de Deus,
enviado pelo Pai era capaz, logo um morreu por todos, assim como no Jardim do
Eden, por um entrou o pecado no mundo.
Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula
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