sexta-feira, 26 de novembro de 2021

CHEGANDO A UMA SOLUÇÃO.

 

Base na Bíblia: João 11:16-27 “... Então Tomé, chamado ‘o Gêmeo’, disse aos outros discípulos: - Vamos nós também a fim de morrer com o Mestre!  Quando Jesus chegou, já fazia quatro dias que Lázaro havia sido sepultado. Betânia ficava a menos de três quilômetros de Jerusalém, e muitas pessoas tinham vindo visitar Marta e Maria para as consolarem por causa da morte do irmão. Quando Marta soube que Jesus estava chegando foi encontrar-se com ele. Porém, Maria ficou sentada em casa. Então Marta disse a Jesus: - Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido! Mas eu sei que vai ressuscitar no último dia! Então Jesus afirmou: - Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso? – Sim, senhor! – ela disse. – Eu creio que o senhor é o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo. ...”

 

“... Então T’oma (seu nome significa ‘gêmeo’) disse aos companheiros: ‘Sim, vamos também para morrer com ele!’. Ao chegar, Yeshua descobriu que El’azar estava no sepulcro havia quatro dias. Beit-Anyah distava pouco mais de três quilômetros de Yerushalayim, e muitos dos habitantes de Y´hudad tinham ido visitar Marta e Miryam para confortá-las pela perda do irmão. Por isso, quando Marta ouviu que Yeshua estava chegando, foi ao encontro dele, mas Miryam ficou em casa cumprindo o período de shiv’ah. Marta disse a Yeshua: ‘Senhor, se você estivesse aqui meu irmão não teria morrido. Mesmo agora, sei que tudo o que pedir a Deus ele lhe dará.’ Yeshua lhe disse: ‘Seu irmão vai ressuscitar’. Marta disse: ‘Eu sei que ele vai se levantar outra vez na ressurreição, no último dia’. Disse-lhe Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida! Quem deposita a confiança em mim viverá, ainda que morra; e quem vive e confia em mim, jamais morrerá. Você crê nisso? Ela lhe disse: ‘Sim, Senhor, creio que você é o Messias, o Filho de Deus, o que deveria vir ao mundo’. ...”

 

Quando procuramos informar pessoas a nossa volta sobre algum acontecimento que vivenciamos, temos o objeto de facilitar ao nosso semelhante as informações para que ele(s) possa(m) tomar uma decisão de cuidados, prudência ou atenção para evitar que sejam surpreendidos.

Do momento em que Jesus foi informado sobre a enfermidade de seu amigo Lázaro, ao momento em que chegou próximo do povoado de Betânia, decorreram quatro dias, alguém foi informar as irmãs de Lázaro que o Mestre estava chegando.

Com essa informação recebida, ocorreu dois tipos de comportamento distintos, pois foram elas a princípio quem haviam pedido para comunicarem o estado de saúde de seu irmão, uma delas foi imediatamente encontrar-se com o Messias enquanto a outra permaneceu sentada em sua residência, sendo confortada pelos amigos próximos, também de Jerusalém e da Judeia que para lá afluíram.

Marta ao ver o Ungido, declarou que estava certa de que Lázaro estaria vivo se o relógio do tempo pudesse ser alterado e suas circunstâncias contando com a presença física do Raboni, porém ratifica que ao Eterno permanece todo o seu querer segundo a sua vontade que acontece, aparentando claramente sua dor pela perda de seu irmão entre os viventes sobre a face da terra.

Seus discípulos devem ter ouvido cada uma dessas palavras e também devem ter se lembrado das palavras que Jesus os havia orientado, porém nenhum deles, tomou a frente do assunto e informou quais foram as palavras ditas a eles, talvez porque eles mesmos também estavam sentidos pela notícia agora oficial da ausência, para cada um deles, de seu amigo Lázaro.

Jesus ouve a Marta e a trata com uma afirmação que deve ter mexido com os ouvidos de todos que ali estavam, pois suas Palavras agora apresentam, ou descortinam quem estava diante dela (e deles) o único que é a Ressurreição e a vida, e ratifica a todos que quem crê mesmo que morra viverá!

E mesmo diante de uma situação de condolência, faz uma pergunta singular a Marta: Crês nisto? As palavras dessa irmã de Lázaro, permanecem pelos séculos e nos trazem a memória aquilo que nos traz esperança, até os dias atuais e perdurará até o último dia, declarando ela ou confessando ela sua fé e confiança no Ungido o qual tem total autoridade.

Podemos imaginar que o processo de consolo estava bem encaminhado, uma vez que uma das irmãs já estava confortada e Lázaro já permanecia a quatro dias no sepulcro, porém as Palavras de Jesus foram lançadas aos ouvintes muito antes.

Maria, por sua vez, se manteve dentro da tradição judaica mais característica do luto judaico que é o retiro do enlutado por sete dias, no recesso de seu lar após a morte de um parente próximo. Ele ou ela não se mistura socialmente, não participa de eventos alegres ou faz viagens recreativas durante essa época.

Rememorando Jesus em sua proposta mencionada aos discípulos declarou a eles que iriam para despertar o que havia ido dormir, mas poderia ser somente uma poesia, uma frase de efeito, ou simplesmente uma motivação para animar a levar uma resposta positiva aos que trouxeram a notícia de Marta e Maria ao Senhor Jesus, bem como para incentivar ou motivarem seus doze discípulos a irem com ele a terra da Judeia, exatamente do lado de Jerusalém e estarem em situação de risco de morte como afirmou Tomé.

As Escrituras Sagradas tratam de um episódio originado em Adão para o qual foi definido uma solução, tornando no Messias Ungido, Cristo o único meio possível e aceitável de reconciliar o ser humano com seu Criador, séculos e séculos tem se passado, mas essa verdadeira história de amor permanece atual a cada novo amanhecer.

Chegando a uma solução, podemos imaginar que é quando todas as alternativas se esgotam e sem sucesso há as Boas Novas que são anunciadas a todos; e as ovelhas perdidas que ouvem a voz do Pastor e passam a confiar nEle, tem a mesma segurança que Marta mencionou ao confiar no Enviado de Deus, pois uma certeza há e é imutável a todos a qual define que a jornada sobre a face da terra aponta somente para uma morte e depois disso o juízo.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula






 






sexta-feira, 19 de novembro de 2021

COMPREENSÃO NATURAL, SURPREENDIDA.

 

Base na Bíblia: João 11:04-1 “... Quando Jesus recebeu a notícia, disse: - O resultado final dessa doença não será a morte de Lázaro. Isso está acontecendo para que Deus revele o seu poder glorioso; e assim, por causa dessa doença, a natureza divina do Filho de Deus será revelada. Jesus amava muito Marta, e a sua irmã, e também Lázaro. Porém quando soube que Lázaro estava doente, ainda ficou dois dias onde estava. Então disse aos seus discípulos: - Vamos voltar a Judeia. Mas eles disseram: - Mestre, faz pouco tempo que o povo de lá queria matá-lo a pedradas, e o senhor quer voltar? Jesus respondeu: - Por acaso o dia não tem doze horas? Se alguém anda de dia não tropeça porque vê a luz deste Mundo. Mas, se anda de noite, tropeça porque nele não existe luz. Jesus disse isso e depois continuou: - O nosso amigo Lázaro está dormindo, mas eu vou lá acordá-lo. – Senhor, se ele está dormindo, isso quer dizer que vai ficar bom! – disseram eles. Mas o que Jesus queria dizer era que Lázaro estava morto. Porém eles pensavam que ele estivesse falando do sono natural. Então Jesus disse claramente: - Lázaro morreu, mas eu estou alegre por não ter estado lá com ele, pois assim vocês vão crer. Vamos até a casa dele. Então Tomé, chamado ‘o Gêmeo’, disse aos outros discípulos:  - Vamos nós também a fim de morrer com o Mestre! ...”

 

“... Ao ouvir isso, ele disse: ‘Essa doença não acabará em morte. Não, ela é para a glória de Deus, pra que o Filho de Deus possa receber glória por meio dela’. Yeshua amava a Marta, a irmã dela e El’azar. Portanto, ao ouvir falar que El’azar estava doente, permaneceu mais dois dias onde estava. Depois disso, disse aos talmidim: ‘Vamos voltar para Y’hudah’. Os talmidim replicaram: ‘Rabbi, há pouco os moradores de lá tentaram apedrejá-lo, e assim mesmo você quer voltar para lá? Yeshua respondeu: ‘O dia não tem doze horas? Se alguém anda de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas, se alguém andar de noite, tropeça, porque nele não há luz’. Yeshua disse essas coisas, e depois falou aos talmidim: ‘Nosso amigo El’azar foi dormir, mas vou acordá-lo’. Os talmidim disseram: ‘Senhor, se ele foi dormir vai melhorar’. Yeshua tinha usado a expressão para falar a respeito da morte de El’azar, mas eles pensaram que Yeshua estava falando literalmente de sono. Então Yeshua lhes disse de forma clara: ‘El’azar morreu. E por causa de vocês estou contente por não ter estado lá, para que vocês venham a confiar. Vamos até ele’. Então T’oma (seu nome significa ‘gêmeo’) disse aos companheiros: ‘Sim, vamos também para morrer com ele!’. ...”

 

O homem e a mulher natural quando sentem a natureza a sua volta, ouvem o som emitido pelos animais ou mesmo quando se é ouvinte ou participa de algum evento social, suas sensações pessoais são tocadas e todos tem para si próprio uma consideração pessoal de cada acontecimento e também por causa de sua própria natureza humana, na maioria das vezes a transmite aos que estão próximos a si, ou as colocam em frases que podem até virar pensamentos que perduram para a posteridade, pois se tornam material de pesquisa, ou até podem vir a ser livros que também em alguns casos são populares em todo o Mundo.

Noé ouviu do Eterno, uma proposta, que era para construir algo novo e inusitado (melhor ainda desconhecido) para a sua época, uma arca, e deu as dimensões e este com toda certeza o ouviu, em cada palavra e mesmo com toda certeza sem entender o que seria quando terminasse, deu início a este empreendimento, ou seja, tinha uma compreensão natural, mas preferiu aceitar o pedido sobrenatural de construir uma embarcação longe de águas e em um lugar que nunca foi mencionado que chovia, e sim que havia orvalho a cada manhã.

Os discípulos são chamados para ouvirem as palavras do seu Mestre, sobre um fato acontecido a dois dias e Jesus nesse momento apresenta a eles seu desejo de regressar a Judéia, mais especificamente a menos de três quilômetros de Jerusalém (hoje mais ou menos 14,6 Km pela estrada pavimentada) à Cidade de Betânia, e diz também a eles por qual motivo tem esse interesse, ao declarar que todos eles em comum eram amigos de Lázaro.

Ouviram e de imediato, veio as suas mentes o motivo de terem se ausentado de Jerusalém e passado para o lado onde João, o Batista exercia seu ministério, e compreendem imediatamente, que o tempo de terem passados já dois dias era prudente, pois Jesus estava fugindo de um apedrejamento ou de uma prisão certa e assim não questionam o tempo passado e sim o pouco tempo, para que o povo daquela localidade da Judeia já houvessem esquecido.

Em resposta Jesus declara o caminhar do tempo de 12 horas de luz e12 horas de ausência de luz e cita que o que caminha na luz não tropeça, diferente do inverso.

Complementando sua proposta é incluindo a informação de que eles vão despertar Lázaro do seu  sono, que foi dormir, isso deixa cada um deles com esperança de que o amigo deles já estava melhorando.

João que escreve depois de todo esse fato ocorrido, o qual agora lemos, amplia de novo o pensamento racional deles e a dificuldade em perceber uma realidade, mas enfatiza que Jesus ao perceber, é claro para eles ao declarar que Lázaro morreu e acrescenta o fato de estar, por causa deles, feliz por não estar lá e declara que para eles era necessário esse momento para confiar no Ungido.

Quando emitimos nossas opiniões, pensamentos estamos exercendo nosso direito de ir e vir, e também fica claro a resposta que nos retornam daqueles que nos ouvem, agora com essa afirmação do Mestre seus discípulos sabem sem dúvida que seus pensamentos de desejos de recuperação de seu amigo era passado, porém diante deles estava o que pode surpreender a compreensão natural de todos.

Jesus veio buscar o perdido, apresentando o Reino dos Céus, cada homem e mulher sobre a face da terra durante sua vida recebe essa informação e em seu raciocínio (compreensão natural) toma sua decisão pessoal, aos que ouvem a voz do Pastor e a aceitam o sobrenatural surpreende dia a dia a nova criatura em seu caminhar.

Para os discípulos tinha no ar a sensação de que iriam para levar os ‘sentimentos’ aos que ficaram, e ainda que estavam correndo o risco de cada um deles, de serem também mortos, como afirmou Tomé a todos eles, mas as palavras de Jesus foram de juntos despertar, acordar, trazer a vida, tirar do sono da morte, tirar a trave dos olhos daquele que dorme.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 12 de novembro de 2021

PREOCUPADOS E VIGILANTES.

 

Base na Bíblia: João 10:39-42 e 11:01-04 “... A essa altura tentaram novamente prendê-lo, mas Jesus escapou das mãos deles. Ele voltou de novo para o lado leste do rio Jordão foi para o lugar onde João Batista tinha batizado antes e ficou lá. E muita gente ia vê-lo, dizendo: - João não fez nenhum milagre, mas tudo o que ele disse sobre Jesus é verdade. E naquele lugar muita gente creu em Jesus. Um homem chamado Lázaro estava doente. Ele era do povoado de Betânia, onde Maria e a sua irmã Marta moravam. (Esta Maria era a mesma que pôs perfume nos pés do Senhor Jesus e os enxugou com os seus cabelos. Era o irmão dela, Lázaro, que estava doente). As duas irmãs mandaram dizer a Jesus: - Senhor, o seu querido amigo Lázaro está doente! Quando Jesus recebeu a notícia, disse: - O resultado final dessa doença não será a morte de Lázaro. Isso está acontecendo para que Deus revele o seu poder glorioso; e assim, por causa dessa doença, a natureza divina do Filho de Deus será revelada. ...”

 

“... Outra vez tentaram prendê-lo, mas ele se livrou das mãos deles. Então Yeshua atravessou novamente o Yarden e foi para o lugar onde Yochanan imergia e permaneceu ali. Muita gente foi até ele e disse: ‘Yochanan nunca fez nenhum milagre, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem era verdade’. E ali muitas pessoas depositaram a confiança em Yeshua. Certo homem adoeceu. Seu nome era El’azar, de Beit-Anyah, a vila de Miryam e Marta. (Esta Miryam, irmã de El-azar, é a que derramou perfume sobre o Senhor e lhe enxugou os pés com os cabelos.) Então as irmãs enviaram uma mensagem a Yeshua: ‘Senhor, o homem que você ama está doente’. Ao ouvir isso, ele disse: ‘Essa doença não acabará em morte. Não, ela é para a glória de Deus, pra que o Filho de Deus possa receber glória por meio dela’. ...”

 

Nos dias presente em que estamos, mesmo com todo o acesso disponível de informação a todos, e com o conforto que é possível viver a vida, muito impensável aos padrões dos primeiros séculos, ainda assim, muitos vivem preocupados em seu agir e de certa forma é também comum que busquem ocultar esse fato, procurando maquiar ou simplesmente viver seus dias aparentando na pratica ser uma pessoa que de fato está atuando no palco da vida; e em parte penso que há uma grande relevância sobre isso a qual deve ocorrer pelo simples fato de que podemos questionar todos os valores de qualquer assunto e de qualquer pessoa e de qualquer idade, esteja esse ser humano com ou sem conhecimento básico, ou mesmo crendo ou descrendo do assunto que se está abordando; assim seguindo esse meio de vida pouco a pouco cada cidadão vive sua vida em uma pura redoma que se abre para os que lhe são afetos poucas vezes, porém para si mesmos se tornam arrogantes e presunçosos diante de seu semelhante.

A história humana principalmente após o advento de Cristo, o qual foi literalmente um marco que revolucionou a história, inclusive quanto ao uso do calendário anual; está cercada de momentos ou períodos, em que essas fazes foram acontecendo desde a Idade das Trevas, Reforma, Contra Reforma, Idade Contemporânea, Iluminismo e tantos outros que seguiram e seguem sendo renovados ou aparecendo com nova releitura para ser aplicado a cada nova e atualizada Sociedade a qual passa a viver no presente século, simplesmente notamos em comum durante esse período o ser humano muda de posição de ser um ser passivo para ser um ser ativo como se apresenta nos dias atuais.

Jesus escapa de um grupo e parte para as regiões onde João o Batista exercia seu ministério e fica um tempo ali, o ir e vir de pessoas mesmo sendo inverno parece ser continuo e com certeza havia preocupação da parte destes em atestar as Palavras de João, pois esse homem mesmo sem nenhum milagre que lhe é mencionado, deixa marcas de seu ministério o qual consistia em levar o cuidado ao homem para o arrependimento de seus pecados e continuamente testemunhou sobre aquele que viria após ele.

Enquanto em Jerusalém os habitantes viviam com receio de ser claro sobre aceitar as Palavras do ungido Jesus, aqui nesse lugar é o oposto pois tomaram posição e notem também que é informado que muitos que ali foram depositaram sua confiança (creram) em Jesus.

Chega nesse interim, possivelmente levado por uma ou algumas pessoas a notícia vinda de Betânia, das irmãs de Lázaro, fazendo um apelo para que o Messias fosse visitar seu querido amigo, a quem amava, que estava enfermo.

Podemos afirmar que não era uma doença comum, mas algo que inquietou as irmãs e essas vigilantes, foram buscar no Messias a solução, pois como foi citado no início deste texto, o ser humano sempre se porta preocupado e vigilante quando as coisas à volta saem do controle, o que se auto define para cada um uma ação e gera em sua redoma pessoal um certo desconforto que o leva a ter que tomar atitudes para buscar resgatar o equilíbrio; porém é claro que cada pessoa busca em sua cultura, conhecimentos, credos e auto ego, meios para solucionar, mas há também os que buscam no Senhor Eterno ao reconhecer sua pessoal incapacidade e ao aceitar a Autoridade imutável do Eterno desde antes da Criação.

O povo que estava preocupado foi e confirmou o Ungido Messias, as irmãs que também estavam preocupadas enviaram a noticia ao Messias de suas preocupações, pois depositavam confiança no Ungido e o Messias ao ouvir, apresenta aos seus ouvintes uma resposta inquietante, que com certeza cada um dos que a ouviram, devem ter mergulhado em um mundo de dúvidas e incertezas.

A fé vem pelo ouvir e o ouvir da Palavra de Deus, notem que Jesus não enviou recado de volta as irmãs de Lazaro, e sim declara o que iria acontecer em função desta notícia, a qual a princípio parecia de necessária e urgente atenção e consequentemente providências, pois a visita fora solicitada.

Com certeza para os que levaram a notícia, seja ele ou eles, esses que eram testemunhas de como estava Lazaro havia neles uma esperança viva de vida, aos demais ouvintes a certeza de que a morte não haveria e sim uma ação grandiosa, a qual criou uma expectativa, talvez semelhante como ocorreu nos dias de Elias com o filho da viúva de Sarepta, ou de Eliseu com o filho da Sunamita, sendo no caso de Lazaro para simplesmente exaltar ao Criador e ao Ungido Seu enviado.

Estar preocupado e estar vigilante cabe a cada ser humano, durante seus dias sobre a face da terra, assim cada um deve estar preparado e confiante em estar do lado correto, pois o Messias veio resgatar o perdido, levando-o ao arrependimento e a confissão por fé pessoal naquele que Vive por todos os Séculos e é fiel e justo para cumprir aos seus cada Palavra que por vontade do Pai foi apresentada aos homens e mulheres.

Jesus ao ouvir não fez como fez ou agiu como naquele instante passado com a filha de Jairo, assim penso ao refletir sobre as ações do Raboni Jesus, nesse momento, e também declaro que a minha mente vem uma palavra que o Ungido citou e nesse instante essa mesma frase a repasso agora aos leitores: ‘porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.’ Lucas 12:34.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 5 de novembro de 2021

O PREÇO DA VERDADE.

 

Base na Bíblia: João 10:30-39 “... Eu e o Pai somos um. Então eles tornaram a pegar pedras para matar Jesus. E ele disse: - Eu fiz diante de vocês muitas coisas boas que o Pai me mandou fazer. Por causa de qual delas vocês querem me matar? Eles responderam: - Não é por causa de nenhuma coisa boa que queremos matá-lo, mas porque, ao dizer isso, você está blasfemando contra Deus. Pois você, que é apenas um ser humano, está se fazendo de Deus. Então Jesus afirmou: - Na Lei de vocês está escrito que Deus disse: ‘Vocês são deuses.’ Sabemos que as Escrituras Sagradas sempre dizem a verdade, e sabemos que, de fato, Deus chamou de deuses aqueles que receberam a sua mensagem. Quanto a mim, o Pai me escolheu e me enviou ao mundo. Então por que vocês dizem que blasfemo contra Deus quando afirmo que sou Filho dele? Se não faço o que o meu Pai manda, não creiam em mim. Mas, se eu faço, e vocês não creem em mim, então creiam pelo menos nas coisas que faço. E isso para que vocês fiquem sabendo de uma vez por todas que o Pai vive em mim e que eu vivo no Pai. A essa altura tentaram novamente prendê-lo, mas Jesus escapou das mãos deles. ...”

 

“... Eu e o Pai somos um’. Novamente os habitantes de Y’hudah juntaram pedras para apedrejá-lo. Yeshua lhes respondeu: ‘Vocês me viram fazer muitas boas obras que retratam o poder do Pai: Por qual delas querem me apedrejar?’. ‘Não vamos apedreja-lo por nenhuma boa obra, mas por blasfêmia, porque você, um simples homem, se apresenta como Deus {hebraico: Elohim}’. Yeshua lhes respondeu: ‘Não está escrito na sua Torah: ‘Vocês são Elohim’? Se ele chamou ‘deuses’ a quem veio a palavra de Elohim (e o Tanakh não pode ser anulado), então vocês estão dizendo a quem o Pai separou e enviou ao mundo: ‘Você está cometendo blasfêmia’, só porque disse: ‘Sou um Filho de Elohim’? Se eu não realizo as obras que retratam meu Pai, não confiem em mim. Mas, se as faço, então, mesmo que não confiem em mim, confiem nas obras, para que possam entender de uma vez por todas que o Pai está unido a mim, e eu estou unido ao Pai’. Outra vez tentaram prendê-lo, mas ele se livrou das mãos deles. ...”

 

Muitos momentos vivemos em nossos dias sobre a face da terra, alguns muito bons, quando consideramos uma escala passamos e chegarmos por vários outros até chegarmos a outros nada bons e assim passamos nossos dias sobre a terra que o Criador nos preparou para vivermos nossos dias.

Usamos muitas expressões para definirmos nossas atitudes no dia a dia, e uma expressão antiga que me vem à mente dizia assim: ‘falar a verdade tem um preço’, e muitos quando passam por esses momentos de confronto buscam desviar ou se eximir de apresentar ou expressar sua opinião, porém, é fato de que nem todos agem assim.

Jesus apresenta a todos seu pensamento, sobre sua missão entre os homens e percebe pela atitude deles que, ao invés de se sentirem satisfeito, por terem tido uma resposta, agora buscam cada um deles, uma pedra com o intuito de arremessar diretamente no Messias.

Ao perceber essa atitude, Jesus não foge, ao contrário os confronta, para que antes de atirarem a primeira pedra, que sejam objetivos e digam por qual das boas obras que retratam o Pai e foram feitas, diante deles, que eles iriam assim proceder.

A resposta deles, mais uma vez remete ao senso de religiosidade, ao primeiro Mandamento das Escrituras, e ratificam que nada eles tinham contra as boas obras apresentadas, porém sim, quanto a Jesus se igualar ao Eterno.

As Escrituras Sagradas que sempre dizem a verdade são abertas agora diante deles (Salmos 82:6) e apresentado a cada um deles, o texto no qual o Próprio Eterno chama de deuses aqueles que receberam a mensagem e mais uma vez afirma que Ele, o Ungido, veio ao mundo pelo Chamado do Pai, para o fazer e o cumprir plenamente da sua vontade, logo não há blasfêmia contra o Senhor.

A Verdade está diante deles e um apelo agora é feito para que cada um se não o aceitasse devido a sua religiosidade ao menos cresse pelas obras que estavam diante deles no Pai, pois Ele vive no Pai e o Pai vive nEle.

Lembrando que todo esse acontecimento foi desencadeado em virtude de um cego de nascença ter sido curado em um dia de sábado, resumindo assim que o preço da verdade nada mais foi a esses ouvintes a ação necessária para que deixassem as pedras de lado e buscassem prender o Messias, para o silenciar, porém esse escapou das mãos deles.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 29 de outubro de 2021

BUSCAR A CONFIRMAÇÃO.

Base na Bíblia: João 10:21-30 “... Outros afirmavam: - Quem está dominado por um demônio não fala assim! Será que um demônio pode dar vista aos cegos?  Era inverno, e em Jerusalém estavam comemorando a Festa da Dedicação. Jesus estava andando pelo pátio do Templo, perto da entrada chamada ‘Alpendre de Salomão’. Então o povo se ajuntou em volta dele e perguntou: - Até quando você vai nos deixar na dúvida? Diga com franqueza: você é ou não é o Messias. Jesus respondeu: - Eu já disse: mas vocês não acreditaram. As obras que eu faço pelo poder do nome do meu Pai falam a favor de mim, mas vocês não creem porque não são minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e por isso elas nunca morrerão. Ninguém poderá arrancá-las da minha mão. O poder que o Pai me deu é maior do que tudo, e ninguém pode arrancá-las da mão dele. Eu e o Pai somos um..  ...”

 

“... Outros diziam: ‘Esses não são atos de um homem endemoninhado. Como pode um demônio abrir os olhos dos cegos’. Chegou o tempo de Hanukkah, em Yerushalaym. Era inverno, e Yeshua estava andando na área do templo, caminhando pela colunata de Sh’lomoh. Então os moradores de Y’huhah o cercaram e lhe disseram: ‘Por mais quanto tempo você nos deixará em suspense? Se é você o Messias, diga-nos publicamente!’. Yeshua lhes respondeu: ‘Eu já lhes disse, mas vocês não confiam em mim. As obras que faço em nome de meu Pai testemunham a meu favor, mas o motivo de vocês não confiarem é que não estão incluídos entre minhas ovelhas. Minhas ovelhas ouvem minha voz; eu as conheço, elas me seguem, e lhes dou vida eterna. Elas nunca serão destruídas, e ninguém pode arrancá-las das minhas mãos. Meu Pai, que as deu para mim, é maior que todos; ninguém as pode arrancar das mãos de meu Pai. Eu e o Pai somos um’. ....”

 

Falsificação é um meio que se utiliza por inúmeros motivos, em essência estão na busca de sempre ser imperceptível na falsificação e aparentemente buscam ser semelhante à versão original, um de seus maiores êxitos está no fato quando se torna impossível diferenciar o original da cópia, como exemplo, cito quando uma obra de arte dos mais renomados artistas do passado é apresentada como novidade ao público, a partir desse instante cada um de seus traços e critérios de enquadrar, moldurar, tipo de material usado (usando inclusive o RX), modo de pintar o quadro e assinatura ou a ausência da assinatura, somam meios para a pesquisa e desta maneira são buscados pelos curadores de museus no intuito de tentar identificar possível falsificação, sem deixar de mencionar e considerar também que muitos dos pintores da época da renascença possuíam seguidores que buscavam manter a continuidade do mesmo estilo de seu mestre.

Na natureza também existe o processo de falsificação, que está associado a camuflagem, normalmente entre a presa e seu caçador, um exemplo é a cobra coral que há na natureza como também há a falsa cobra coral.

No inverno (dezembro, janeiro e fevereiro) faz frio em Jerusalém, a temperatura média é cerca de 10 a 12°C; há inclusive registro de neve em Jerusalém em algumas ocasiões, durante o inverno é também a temporada de chuva na cidade, de dezembro a março e as chuvas são frequentes.

Hanukkah (lê-se rranucá) é uma festividade judaica realizada todos os anos, que celebra a vitória da luz sobre a escuridão e a luta dos judeus contra os seus opressores. Normalmente a festa dura cerca de oito dias; o termo hanukkah ou chanucá tem origem hebraica e significa "dedicação" ou "inauguração”.

Os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, estão ouvindo as palavras de Jesus, e vendo suas operações de milagres nos propósitos que dia a dia são apresentados, quer seja na região da Galiléia, como também na região da Judéia, e quando em Jerusalém na Capital, suas palavras ocorrem na maioria das vezes, dentro dos átrios do Templo de Herodes.

Porém, por mais que eles o ouçam e busquem ouvir quer seja sua intenção por interesse de encontrar erros que possam levá-lo a julgamento, ou por necessidade, ou porque ninguém jamais falou como Jesus falava, havia entre eles algo oculto, que simplesmente podemos chamar de dúvida.

João descreve o momento em que os habitantes em Jerusalém, buscam a Jesus e colocam para fora, materializando enfim a dúvida que estão tendo sobre o ministério de Jesus, se lembrarmos o mesmo aconteceu também com João, o Batista.

Jesus os ouve e em suas palavras declara que já havia informado por ações e palavras sendo que todas elas foram atestadas pelo Pai, mas cada um deles buscavam de fato não crer, e se manterem na incerteza o tempo todo, como meio de não arriscar-se em tomar uma posição e vir a ser expulso de suas Sinagogas, do culto e das festas celebradas no Templo.

Por sua vez, os opositores da época eram ferozes e inclementes (por suas pessoais decisões fossem elas religiosas ou políticas), com qualquer um que declarasse que Jesus era o Ungido, Messias enviado pelo Pai, lembremos de como os discípulos (todos eles) foram presos, quando anunciavam a Cristo após sua ressurreição.

Uma nova informação é acrescentada para esclarecer a cada um que havia feito a pergunta, assim em resposta foi apresentada, a citação do porque eles deixavam de crer no Ungido e era porque eles não faziam parte das ovelhas que ouviam a sua voz e o seguiam.

Os que buscavam confirmar para saber se tinham o Ungido a frente, agora são informados sobre o que questionavam, mas que estão à deriva, ou ao lado, porém fora, pois somente tinham o interesse teórico do aprendizado, para satisfazer suas curiosidades, mas sem exercer qualquer comprometimento pessoal, logo se comportavam como uma falsificação frente ao Original que veio ao Mundo para livrar o ser humano do seu maior inimigo o pecado.

Em contrapartida as ovelhas que ouvem a sua voz, essas creem nele e o seguem e por essas Jesus dá a vida por ser o Pastor delas e elas vivem e ninguém as arrebata de seus cuidados, o Pai que as deu também ratifica que são dele, e para concluir, cita ele que: ‘Eu e o Pai somos Um’.

As ovelhas desgarradas, e as de outro aprisco essas são buscadas pelo chamado e há confirmação dos cuidados do Filho em obediência ao Pai, sem deixar de mencionar que o Espírito Santo no inicio do ministério de Jesus, o levou ao Deserto onde permaneceu 40 dias jejuando; e por ele Jesus orou ao Pai para o enviar a cada ovelha que o aceita e o segue como confirmação.

O texto Bíblico prossegue, porém cabe uma reflexão pessoal de cada um de nós, sobre esses acontecimentos reais, no sentido pessoal de cada um, definindo de fato para qual caminho nosso comportamento pessoal tem nos encaminhado ao longo do curso de nossos dias efêmeros, afinal podemos viver buscando a identificação da razão de nosso viver que é Jesus, a única unidade, ou podemos caminhar tristemente em uma vida somente de perfeita falsificação.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula













  

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

IDENTIFICAÇÃO LEGÍTIMA.

 

Base na Bíblia: João 10:13-21 “... O empregado foge porque trabalha somente por dinheiro e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Assim como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai, assim também conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem. E estou pronto para morrer por elas. Tenho outras ovelhas que não estão neste curral. Eu preciso trazer essas também, e elas ouvirão a minha voz. Então elas se tornarão um só rebanho com um só pastor. – O Pai me ama porque eu dou a minha vida para recebê-la outra vez. Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha própria vontade. Tenho o direito de dá-la e de tornar a recebê-la, pois foi isso o que o meu Pai me mandou fazer. Quando ouviu isso, o povo se dividiu outra vez. Muitos diziam: - Ele está dominado por um demônio! Está louco! Por que é que vocês escutam o que ele diz? Outros afirmavam: - Quem está dominado por um demônio não fala assim! Será que um demônio pode dar vista aos cegos? ...”

 

“... O trabalhador contratado se comporta dessa forma por ser contratado; portanto, para ele não importa o que acontece com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço o que é meu, e o que é meu me conhece, como o Pai me conhece, e eu conheço o Pai; e abro mão da minha vida a favor das ovelhas. Tenho também outras ovelhas que não são deste recinto; preciso trazê-las, e elas ouvirão minha voz; e haverá um rebanho e um pastor. ‘Por isso meu Pai me ama: porque abro mão da minha vida para retomá-la! Ninguém a tira de mim; em vez disso, eu abro mão dela por minha espontânea vontade. Tenho o poder de abrir mão dela e de retomá-la. Isto é o que meu Pai me ordenou fazer’. Houve, outra vez, uma divisão entre os habitantes de Y’hudah por causa do que ele disse. Muitos deles afirmavam: ‘Ele tem um demônio!’, e ‘Ele está meshugga! Por que vocês lhe dão ouvidos?’. Outros diziam: ‘Esses não são atos de um homem endemoninhado. Como pode um demônio abrir os olhos dos cegos’. ....”

 

O vínculo empregatício sempre foi o meio de registrar um trato de serviço entre patrão e empregado, nas palavras de Jesus quando esse prestador de serviço está cuidando de ovelhas, sua intenção é de cumprir sua jornada de trabalho e cuidar o melhor possível de cada uma delas, porém frente ao perigo iminente e provável ao ver que se aproxima, como um lobo que foi citado, ele foge pois em primeiro lugar usa do seu instinto de preservação pessoal.

Jesus ratifica que Ele é o bom pastor e seguindo a vontade do Pai a quem conhece e é conhecido busca fazer sua vontade plenamente, pois há uma identidade legitima entre Eles e Ele conhece cada uma de suas ovelhas.

Nas palavras do Messias também é mencionado algo que surpreende seus ouvintes, com toda certeza, pois acrescenta a figura de outro aprisco (curral, recinto), quando todos sabiam que a salvação vem ao povo da promessa, os descentes de Abraão, Isaque e Jacó (Israel), e cita a importância de os buscar e os colocar em um só lugar com todos.

Buscar uma identidade a quem nunca teve identidade, pode ser o pensamento mais sem sentido ao raciocínio humano, porém nas Palavras de Jesus, temos o princípio de uma nova faze acontecendo, na história do Mundo, onde os excluídos (gentios) são chamados e passam a ouvir a voz do Pastor e a se integrarem a mesma promessa que veio ao povo de Israel (não gentios), que é: Arrependei-vos pois é chegado o reino dos Céus.

Assim como Adão, ao ser chamado, foi se esconder, logo após o episódio dele, de Eva e da serpente, sabemos que Noé também foi chamado, da mesma forma Abrão também foi chamado e esse critério também é adotado a cada ovelha, na Judéia, Galiléia, Samaria e até aos confins da terra, criando uma única identidade legitima que tem autoridade para alcançar a vida eterna.

Cristo se entrega num madeiro onde é colocado sua carne e derramado seu sangue, por cada ovelha, ao contrário do prestador de serviço, Jesus antecipadamente menciona que está pronto a morrer pelas ovelhas, e assim declara a todos os ouvintes que o fará, por vontade própria em concordância ao Pai e a vida a terá de volta, todos naquele momento ouvem da sua boca essas palavras.

A eleição do Eterno é completa e perfeita, e no exemplo do homem que era cego de nascença, curado em um dia de Sábado foi possível tornar visível a cada um dos ouvintes presentes esse amor incondicional pela criatura, onde mesmo que cada um esteja excluído de si mesmo e de sua própria sociedade tem sim a oportunidade de ser chamado e passar a ver.

O assunto era claro a um povo que tinha por natureza o sistema de cultivo e pastagem de animais, principalmente de rebanhos de ovelhas, mas ao digerirem as Palavras do Senhor, gerou divisão entre eles:

1-                   Uma parte do grupo em Jerusalém afirmava que se tratava de um homem com demônio e longe de suas faculdades mentais normais, logo deveriam cada um dos ouvintes parar de ouvi-lo; e

2-                   Uma outra parte do grupo em Jerusalém, questionavam esse ponto de vista, uma vez que os atos e as Palavras tinham vida e eram em concordância as Escrituras Sagradas e o acontecimento de um demônio fazer o bem era impensável.

Pela graça do Senhor, uma identidade legitima estava sendo formada, e foi consumada e ao terceiro dia ressuscitou (a barreira foi quebrada) e permaneceu com seus discípulos por cerca de 40 (quarenta) dias, e após foi elevado ao céu, e dia a dia após o Pentecostes, as Boas Novas do Evangelho foram anunciadas e permanecem sendo anunciadas a cada criatura, que o Messias, Salva, Cura, Batiza com o Espírito Santo e é o Grande Rei que voltará!

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 15 de outubro de 2021

A ARTE DE JUNTAR.

 

Base na Bíblia: João 10:06-13 “... Jesus fez essa comparação, mas ninguém entendeu o que ele queria dizer. Então Jesus continuou: - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eu sou a porta por onde as ovelhas passam. Todos os que vieram antes de mim são ladrões e bandidos, mas as ovelhas não deram atenção à voz deles. Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; poderá entrar  sair e achará comida. O ladrão só vem para roubar, matar e destruir; mas eu vim para que as ovelhas tenham vida, a vida completa. Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas. Um empregado trabalha somente por dinheiro; ele não é pastor, e as ovelhas não são dele. Por isso, quando vê um lobo chegando, ele abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca e espalha as ovelhas. O empregado foge porque trabalha somente por dinheiro e não se importa com as ovelhas. ...”

 

“... Yeshua usou essa maneira indireta de lhes falar, mas eles não entenderam o que estava falando. Então Yeshua lhes disse de novo: ‘Sim, afirmo que eu sou o portão das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não lhes deram ouvidos. Eu sou o portão; se alguém entrar por mim, estará seguro; entrará e sairá, e encontrará pastagem. O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que possam ter vida – vida em sentido pleno’. ‘Eu sou o bom pastor. O bom pastor abre mão da sua vida pelas ovelhas. O trabalhador contratado, por não ser o pastor e as ovelhas não lhe pertencerem, quando vê o lobo a caminho, abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca e as dispersa. O trabalhador contratado se comporta dessa forma por ser contratado; portanto, para ele não importa o que acontece com as ovelhas. ...”

Quando se está agindo com a preocupação de manter unidas as pessoas em um mesmo ideal, chamamos essa pessoa de idealista, nesse mesmo sentido, dia a dia, encontramos todos os seres humanos usando seu tempo para chegar ao seu ideal.

Acreditamos que podemos fazer ações que nos possibilitem alcançar novos momentos, sejam eles em qualquer área de nossa vida pessoal, esportiva ou de trabalho e estudo, porém muitos ao se empenharem nessas rotinas em seus dias, deixam de viver o melhor do que a vida tem para cada um.

Vejamos, Jesus indiretamente cita uma conduta errônea dos líderes e dos formadores de opinião da época, ao excluírem um cego da sinagoga simplesmente por ter voltado a ver, em um dia de Sábado e por ter feito considerações sobre quem o havia levado a esse milagre.

Sua fala tratava dos cuidados de um Pastor para com suas ovelhas, mas seus ouvintes não o entendiam, agora neste texto que lemos, cita novamente as mesmas figuras, Pastor, Ovelha e acrescenta a Porta e o cuidado necessário para juntar uma a uma fazendo-as passar pela Porta.

O passar pela Porta apresenta valores que deixamos de perceber em nossa jornada de vida, pois incide em uma vida plena, não somente uma vida com suas rotinas regada com suas buscas pessoais.

Mas, para entendermos esse palavras, precisamos conhecer o comportamento de uma ovelha, que se traduz em ser desprovida de censo de perigo, sistema de autodefesa e quando andando somente só se torna uma presa vulnerável a qualquer predador.

Jesus lhes apresenta o ato de se levar a Porta, cuidar para que cada uma delas entrem e ao passar pela Porta passa a estar segura (ou salva), pois ela precisa ser conduzida, dia a dia para ter a pastagem, a água e o cuidado necessária para ter o melhor no cotidiano, por isso Jesus menciona  que o bom Pastor dá a vida pela ovelha.

O oposto, existe, mas também surge para esse os termos de ladrão e assaltante, para todos que vieram antes do Pastor, simplesmente porque deixam de ouvir o que o Pai apresenta como o meio certo para conduzir e vivem segundo seus pessoais padrões de valores e interesses, seria algo parecido como os guardiões e práticos dos bons costumes humanos; assim passam a matar, roubar e destruir segundo seus interesses pessoais.

Ao continuar o Mestre cita o empregado contratado, para fazer o cuidado das ovelhas, o qual jamais será o dono, antes somente assalariado uma vez que as ovelhas pertencem ao Pastor.

As ovelhas o ouvem, pois estão acostumados com sua presença e voz, porém a conduta do empregado contratado ao ver ou perceber a chegada do predador, é muito diferente do que a do Bom Pastor, pois simplesmente lembra da forma como o lobo usa para caçar (em grupo) e rapidamente foge do lugar, deixando as ovelhas a sua própria sorte.

Percebam que é citado que as ovelhas são dispersadas para que no agir do predador tenha esse o melhor sucesso em sua investida, e isto, só ocorre com elas, porque o empregado contratado nada se importa com o que acontecerá com uma ou todas as ovelhas, pois esse é o seu real interesse manter-se vivo para continuar a receber seu pagamento.

O Eterno em seu plano antes da fundação do mundo, colocou em prática a arte de ajuntar, sabemos que em todo o tempo as narrativas bíblicas apontam para essa realidade, porém somente com o advento do Messias, profetizado em inúmeros momentos por homens inspirados pelo Espírito Santo, deu o andamento ao processo de vir o Mundo apresentar a Vontade do Pai e se entregar sua vida por amor a cada ovelha perdida e as ajuntar para as vir buscar com poder e grande glória na volta do Messias.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula