sexta-feira, 24 de junho de 2016

OFERTA AO SENHOR.

Base na Bíblia: Marcos 12: 41-44 ... Jesus estava no pátio do Templo, sentado perto da caixa das ofertas, olhando com atenção as pessoas que punham dinheiro ali. Muitos ricos davam muito dinheiro. Então chegou uma viúva pobre e pôs na caixa duas moedinhas de pouco valor. Aí Jesus chamou os discípulos e disse: Eu afirmo a vocês que isto é verdade: esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver...”

Quanto estamos dispostos a dar, em nosso dia a dia? Pode ser a diferença do que passaremos a ser, muitos se embaraçam com tantos atributos e responsabilidades que acabam deixando de fazer o que realmente importa; Jesus certa vez, estava na casa de um amigo por nome Lázaro e lá suas duas irmãs estavam, uma delas ficava preocupada em servir bem a todos os presentes na casa, essa se chamava Marta, enquanto a outra estava assentada aos pés do Mestre Jesus, a ouvir, suas Palavras e Ensinamentos, essa se chamava Maria. Marta incomodada com a situação interrompe o Mestre Jesus e pede para que de ordem a Maria para ir ajudar a ela, e Jesus, responde: Marta, Marta, Maria escolheu a melhor parte.

Por mais criatividade que possa o ser humano ter e ainda que seja levada a aplicação na prática, quando pensamos sobre este tema, podemos identificar que nada há material que possa ser maior que a entrega voluntária da própria vida em oferta ao Eterno.

Nós sempre imaginamos que as pessoas multimilionárias que podem e que fazem donativos, em sua filantropia, poderiam ser classificados como significativas ofertas ao Eterno, e o agradariam e assim afinal a soma de valores são elevados e muitos serão socorridos com esses recursos, certa vez Jesus, recebeu sobre seus pés a quebra de um vaso de alabastro e os presentes disseram: Poderia ser vendido por 300 dinheiros e dados aos pobres. Jesus a isso respondeu: Os pobres vocês sempre terão, mas isto fizeram a mim.

A aplicação usada por Jesus sobre ofertas, apresenta um grau de importância diferente do que adotamos em nossa regra da vida diária, pois não se limita ao valor e nem mesmo ao fato de ofertar.
Jesus observava aparentemente sem chamar a atenção, o cotidiano na rotina do Templo, especificamente por estar próximo do ofertório e enquanto atentamente observava, algo aconteceu de diferente quando ocorreu a entrada de uma senhora viúva, vive, pobre, e está depositou sua oferta (Lembro agora da mulher com fluxo de sangue a 12 anos, que dizia para si mesma: Se eu apenas lhe tocar).

O valor de ofertar bem como sua importância já era comum a um povo orientado desde o nascimento, bem como sua destinação também era clara, fosse de valor monetário ou não; assim o que seria uma ação natural para Jesus também, tomou uma dimensão diferenciada ao colocar essa viúva sua oferta. Seus discípulos foram convidados a saberem do assunto e sua declaração foi clara sobre os valores ofertados por ela, e complementou a lição sobre a regra e dimensão que uma oferta pode ter.

Nas Escrituras conta no Livro de Lucas, há um relato de que certo lavrador foi muito bem-sucedido em sua lavoura e entendeu que precisava aumentar seu celeiro para estocar e assim o fez aumento para mais um novo celeiro, e após abastecido disse a si mesmo a sua alma: regala-te alma com tudo o que tem. Mas o próprio Deus disse: Ainda hoje te pedirão tua alma.

Pode o homem negociar com o Eterno, seu futuro, sua crença, seus sentimentos, suas ações e seus pensamentos? O que temos para ofertar ao Senhor, que realmente o faça parar e chamar sua atenção? A resposta está dentro de um coração quebrantado e disposto a seguir e obedecer na oferta única e verdadeira de reconhecer a Deus, como Seu Senhor e Pastor, aceitando seu Filho, publicamente, como seu único e suficiente Salvador.



Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula





sexta-feira, 17 de junho de 2016

PROCURAR OUVIR.

Base na Bíblia: Marcos 12: 28-31 e 34 ... Um mestre da Lei que estava ali ouviu a discussão. Viu que Jesus tinha dado uma boa resposta e por isso perguntou: Qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei? Jesus respondeu: É este: “Escute, povo de Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças.” E o segundo mais importante é este: “Ame os outros como você ama a você mesmo.” Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois. ... Jesus viu que o mestre da Lei tinha respondido com sabedoria e disse: Você não está longe do Reino de Deus. Depois disso ninguém tinha coragem de fazer mais perguntas a Jesus...”

No Mundo em nossos dias atuais, grande parte das pessoas vivem em grandes concentrações, isoladas em grandes áreas urbanas, e é possível que muitos sons emitidos por outras pessoas sejam ignorados, por ser feito uma seleção natural, para se decidir o que ouvir.

Esse processo pode parecer desumano, mas mesmo em áreas rurais esse procedimento ocorre, porém os ouvidos desse grupo de pessoas é mais apurado e consegue distinguir os sons com suas origens e por se especializarem possuem maior facilidade, do que as mesmas pessoas oriundas de áreas urbanas, ainda que, um grupo dessas pessoas estivessem na área rural, para passar férias.

Neste texto que lemos, encontramos um mestre da Lei, não sabemos seu nome, mas ele observa a discussão entre os saduceus com Jesus e ao término dessa conversa, ele pergunta para o Senhor qual seria o maior mandamento que há sobre face da Terra.

Jesus ouve sua pergunta e responde o fundamento da fé ao proclamar toda a existência se deve ao Criador e declara a verdade de uma vida dedicada à procura de ser melhor a cada dia.

Suas palavras de respostas iniciam dizendo: “Escuta ó Israel ...” Esse clamor é exatamente aquele que de todos os sons que pudessem estar invadindo os ouvidos naquele exato momento bem como as preocupações que poderiam estar invadindo suas mentes, ou ainda suas preocupações que invadiam suas mentes, e também mesmo toda dor, flagelo e até doença que invadissem seus corpos, almas e espíritos, ficassem em segundo plano e dessem toda a atenção para essa Verdade Eterna.

O mestre da lei sente a força dessas palavras e ao ouvir com atenção, procura analisar as palavras e exterioriza também seus pensamentos. Jesus viu sabedoria e disse a ele: Você não está longe do Reino dos Deus.

Devemos estar atentos e sempre saber que a Palavra das Boas Novas é anunciada e as pessoas devem procurar ouvir, com toda a atenção da mente, corpo, alma e espírito; enfim ter o cuidado de deixar entrar, esse comportamento fará a diferença de estar perto ou entrar no Reino de Deus.



Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula





ASSIM SERÁ O AMANHÃ.

Base na Bíblia: Marcos 12: 18-19 e 24-27 ... Alguns saduceus, os quais afirmam que ninguém ressuscita, chegaram perto de Jesus e disseram: Mestre, Moisés escreveu para nós a seguinte lei: “Se um homem morrer e deixar a esposa sem filhos, o irmão dele deve casar com a viúva, para terem filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu. ... Jesus respondeu: Como vocês estão errados, não conhecendo as Escrituras Sagradas nem o poder de Deus. Pois, quando os mortos ressuscitarem, serão como os anjos do céu, e ninguém casará. Vocês nunca leram no Livro de Moisés o que está escrito sobre a ressurreição? Quando fala do espinheiro que estava em fogo, está escrito que Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.“ E Deus não é Deus dos mortos e sim dos vivos. Vocês estão completamente errados!...”

A religião tem seus dogmas e doutrinas, além de vários outros tipos de ritos que as diferenciam uma das outras. Existe aquelas que são tradicionais, outras reformadas, outras conservadoras, outras ultras conservadoras e outras radicais, e também há as liberais e poderíamos dissertar sobre cada uma delas, porém todas sem exceção procuram apresentar como será o futuro após o corpo voltar ao pó.

Na época de Jesus a diferença entre os fariseus dos saduceus focava exatamente na preocupação de haver ressurreição ou não. Os saduceus que foram visitar Jesus e aproveitar para o interrogar focavam no fato de não haver ressurreição e eles tomando conhecimento de um fato real ocorrido e o analisando sobre a lei contida nas Escrituras Sagradas, escritas por Moisés, expuseram esse fato ao Mestre e fizeram a pergunta, direta a Jesus: Na ressurreição de quem essa mulher será esposa?

A verdadeira proposta dos saduceus era provar que seus ensinamentos não eram em vão e obtendo do Rabino Jesus esta confirmação estariam prontos a terem mais argumentos contra os fariseus.

Jesus ouviu cada palavra, e nada respondeu que se furtasse do assunto, antes como Rabi procurou esclarecer o assunto sobre ressurreição e apresentar os papéis que terão os ressurretos, junto ao reino dos céus eterno.

Sabemos pelas Escrituras que os anjos também como nós seres humanos fomos ambos criados e também pelas mesmas Sagradas Escrituras sabemos que os anjos são eternos e que seremos como eles.

O cuidado do ensino de Jesus não se limitou a esse ensinamento precioso e usou o próprio escritor da lei dada por Deus, citado por eles, Moisés, quando teve seu encontro no monte Horebe, com o próprio Deus, ao ser chamada sua atenção, e ver um arbusto em chamas sem se consumir, ressaltando quando o Eterno disse: Eu Sou o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. E esclareceu a todos que lerem e que os ouviram na época que Deus é Deus de vivos e não de mortos.

As palavras do Messias devem ser sempre respeitadas, e digna de toda a aceitação, pois as Escrituras Sagradas descrevem em Romanos 3:4, ´Que seja sempre o homem mentiroso e verdadeiro sempre o Senhor Criador’. Seguindo este princípio, assim como os saduceus estamos cada um de nós com uma informação sobre: Assim será o amanhã, e a decisão de como tratar essa palavra (ensino) sempre será pessoal, ou seja, minha e sua diante, nunca de homens, mas perante Deus em que haveremos de comparecer.



Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula





sexta-feira, 10 de junho de 2016

PERCEBER A HIPOCRISIA.

Base na Bíblia: Marcos 12: 13-17 ... Depois mandaram que alguns fariseus e alguns membros do partido de Herodes fossem falar com Jesus a fim de conseguirem alguma prova contra ele. Eles chegaram e disseram: Mestre, sabemos que o senhor é honesto e não se importa com a opinião dos outros. O senhor não julga pela aparência, mas ensina a verdade sobre a maneira de viver que Deus exige. Diga: é ou não é contra a nossa Lei pagar impostos ao Imperador romano? Devemos pagar ou não? Mas Jesus percebeu a hipocrisia deles e respondeu: Por que é que vocês estão procurando uma prova contra mim? Tragam um denário para eu ver. Eles trouxeram, e ele perguntou: De quem são o nome e a cara que estão gravados nesta moeda? Eles responderam: São do Imperador. Então Jesus disse: Deem ao Imperador o que é do Imperador e deem a Deus o que é de Deus. E eles ficaram admirados com Jesus...”

Saber dissimular as intenções e os sentimentos ao expor os pensamentos, quando pessoas passam a fazer este ato seu efeito pode soar como um fingimento, mas devemos saber que acabamos de encontrar a hipocrisia em plena ação, e até podemos cada um de nós ficarmos chocados e mesmo espantados, do fato real de como existe um grupo de pessoas que usam desse artifício para conseguir de pessoas, as mais diversas extorsões ou subjugá-las.

Há uma história contida no Antigo Testamento, sobre um homem chamado Sansão, possuidor de uma força descomunal e de uma mulher por nome de Dalila, que usou da hipocrisia (fingimento) para conseguir para seus patrícios Filisteus a informação que revelava a única maneira de neutralizar dele (Sansão) sua excepcional força, repetindo ela várias vezes, seu intento até conseguir o feito.

Jesus estava em Jerusalém e provavelmente no Templo a ensinar, e recebe a visita de um novo grupo de discípulos, agora se apresentam os Herodianos, os quais se aliaram, aos anciões, os mestres da lei, os sacerdotes, os escribas e os fariseus, para atingirem um objetivo comum, encontrar um motivo para incriminar Jesus, o Mestre, quer pela lei Judaica ou pela lei Romana; porém era claro que entre eles haviam sérias divergências de crença e interesses, mas como em toda a história escrita que há no mundo, sempre encontramos alianças dessas.

A pergunta inicia, elogiando, a conduta moral e a conduta religiosa adotada por Jesus e reconhece a sabedoria com o trato com seus ouvintes e o cuidado para com eles e acima de tudo o respeito para com as coisas do Altíssimo, mas feita essa introdução, lançam uma pergunta direta a Jesus, pois todos os povos civilizados daquela época, viviam debaixo do julgo Romano, longe da liberdade da soberania de suas Nações, de seus Credos, e privados de seus direitos de um povo livre.

Com certeza essa pergunta mexeria com o nacionalismo e despertaria a resposta clara do sabor de uma independência e de uma retomada do poder, mas Jesus, reconhece a hipocrisia que havia nessa pergunta, e pede, o favor de lhe apresentarem uma moeda, chamada de denário, para que ele pudesse dar seu parecer.

Imediatamente foi providenciado o pedido do Mestre, afinal o que eles esperavam era a resposta, pois tinham um plano pronto por traz, para executar. Jesus, recebe a moeda de prata de pouco mais de 0,20 gramas e responde aos que lhe perguntaram. De quem é a esfinge (figura) que aparece na moeda. Eles sabiam e prontamente responderam de Cezar. A resposta final de Jesus calou e cessou o projeto deles, ao responder: Daí a Cezar o que é de Cesar e a Deus o que pertence a Deus.

Podemos ser confundidos pelas luzes desse mundo, por seus atrativos e por suas facilidades e confortos, comparados aos primeiros humanos, de que estamos vivendo no paraíso; ainda para outros que devido as decepções, doenças, maldades, destruição do moral e do celestial que aqui já é o inferno, mas não é todos vivemos na Obra Prima da Criação e esperamos contra a esperança natural, a volta de Jesus, que prometeu que estava preparando moradas e que ao determinar do Eterno, virá em Grande Glória, sobre as Nuvens do Céu, buscar os seus e instalar o Reino e chegará o Dia do juízo Final, com o Grande Trono Branco.


Perceber a Hipocrisia pode ser o meio para identificar o que nos cega e nos impede de chegar ao Autor de nossa fé, Jesus Cristo, pois estão colocando sempre meios alternativos e conformismos nos corações, enquanto sabemos que toda a natureza anseia e geme dia a dia, pela volta do Senhor.


Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula





sexta-feira, 3 de junho de 2016

A PEDRA.

Base na Bíblia: Marcos 12: 09-12 ... Aí Jesus perguntou: E agora, o que é que o dono da plantação vai fazer? Ele virá, matará aqueles homens e entregará a plantação a outros lavradores. Vocês não leram o que as Escrituras Sagradas dizem? “A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a mais importante de todas. Isso foi feito pelo Senhor e é uma coisa maravilhosa!” Os líderes judeus sabiam que a parábola era contra eles e quiseram prender Jesus, mas tinham medo do povo. Por isso deixaram Jesus em paz e foram embora...”


Durante a existência humana poucos passam por ela sem ter tido contado com pelo menos uma pedra. Muitas culturas utilizaram por séculos esse material para construir Impérios e esse mesmo tipo de costume chegou também a nossos dias onde são utilizadas dentro dos lares como ornamentos ou objetos de uso do cotidiano.

Dentro das histórias contidas na Bíblia no Antigo Testamento tomamos conhecimento de uma pedra que Moisés sentou-se e foi seu apoio quando estava cansado e outras 2 (duas) que ele mesmo quebrou e também gostaria de relembrar sobre Davi, ainda quando jovem, que usou uma pedra a qual derrubou um gigante chamado Golias. Esse elemento (a pedra) é versátil e pode fazer a diferença como podemos observar.

Jesus apresenta também uma referência ao uso de uma pedra ao se referir aos ouvintes sobre um local seguro para uma edificação.

O Mestre comenta sobre o trabalho de um agricultor em plantar uvas e estabelecer uma infraestrutura necessária para fazer uma produção do produto das parreiras para ser próspera, autossustentável e a arrenda.

Passado o tempo necessário para o completo ciclo desse processo da natureza e controlado pelo homem, ele busca a sua parte e envia representantes seus, dignos de receber a parte em seu nome, mas todos os seus emissários são maltratados, uns espancados e outros mortos, inclusive seu filho, a quem entendia que seria respeitado. O texto que lemos nesse dia, mostra as palavras finais desse agricultor, sua decisão, do ponto de vista de Jesus e a comparação dessa parábola é feita com a pedra dos edificadores.

A pedra foi rejeitada pelos seus, aqueles mais próximos e aptos a conhecer seu valor e grandeza, assim como aqueles que arrendaram a propriedade renunciaram o proprietário, e seu próprio filho, mas a rejeição não foi o fim, mas o meio para que a promessa fosse estendida, pois houve um povo que vivia na mais profunda escuridão; os quais viram um raio de Luz brilhar e uma oportunidade que trouxe a esses antes rejeitados a pedra da inclusão que os resgata, assim como o direito de beber e comer do fruto da uva, a esses que antes estavam perdidos para o reino do Filho do Seu Amor.

São dias de muitas informações e os Nicolaitas andam atuando com muita voracidade, procurando trabalhar a mente das pessoas e cegá-las para a única Verdade contida nas Escrituras Sagradas que tem autoridade para tirar da prisão do medo, da dor, da enfermidade, da tristeza, da opressão, da próxima destruição do bem mais maravilhoso criado pelo Criador, ao dar a mim e a você o folego de vida e propor a reconciliação perdida desde a queda da raça humana em Adão, através da reconciliação com o novo Adão, Jesus o Cristo.




Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula





sexta-feira, 27 de maio de 2016

A AUTORIDADE

Base na Bíblia: Marcos 11: 27-30 e 33 ... Vieram de novo a Jerusalém. E andando Jesus pelo templo, aproximaram-se dele os princípais sacerdotes, os escribas e os anciões, que lhe perguntaram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? ou quem te deu autoridade para faze-las? Respondeu-lhes Jesus: Eu vos perguntarei uma coisa; respondei-me, pois, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. O batismo de João era do céu, ou dos homens? respondei-me. ... Responderam, pois, a Jesus: Não sabemos. Replicou-lhes ele: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas...”

Em uma de suas muitas viagens, Paulo, natural de Tarso, foi preso, quando passava pela Cidade de Filipos, e isto ocorreu lá por que ele fez com que uma jovem ficasse sem seu poder de encantamento e da adivinhação e assim ao perder deixou a esperança de dar lucro aos seus senhores; nessa oportunidade ele estava na companhia de Silas, seu companheiro de viagem e ambos foram açoitados e presos e no dia seguinte, Paulo declara ser Cidadão Romano e contra a lei romana foi açoitado publicamente sem o legitimo julgamento; ao saber disso os representantes da Cidade ficaram atemorizados ao perceberem o erro que fizeram, pois não tinham autorização pelo ato que determinaram.

Assim aconteceu também com Jesus, o qual recebeu a intimação dos principais de sua época, para que declarasse de onde vinha sua autoridade, para fazer os milagres e prodígios que se operavam junto ao povo, e as notícias de seus feitos vinham de todos os cantos da Judéia e da Galiléia e inclusive havia também a recente de que um homem chamado Lazaro, havia sido ressuscitado após 4 (quatro) dias de colocado em uma cova.

Em nossos dias sempre podemos identificar que a procura por coisas que sejam esclarecidas faz parte da natureza humana, cada vez menos aceitamos o sobrenatural como a única resposta possível e admissível, afinal somos instruídos e temos ferramentas que nos auxiliam a desvendar os mistérios de outrora.

A sabedoria do Mestre Jesus, mais uma vez, fica evidente ao perceber a razão da pergunta feita e de quem partia a dúvida, o povo não tinha dúvida, assim aceitou a questão e propôs uma pergunta aos questionadores e declarou antecipadamente que uma vez respondida, ele declararia de onde vinha sua autoridade.

A resposta eles tinham, mas a polemica que causariam, era certa, assim, optaram por declararem suas incapacidades de falar a resposta, e Jesus manteve firme sua palavra e encerrou o assunto. É interessante lembrar que os próprios líderes em outras ocasiões declaravam que o poder de expulsar, por exemplo, vinha do lado do mal. Assim como quando o Cristo, abriu os olhos de um cego de nascença, eles mesmos expulsaram esse jovem da Sinagoga por defender a cura que recebera de Jesus.

As Palavras das Boas Novas de Jesus podem parecer aos olhos da humanidade como um simples sinal de excesso de simplicidade e estão dirigidas a um povo frágil e debilitado de conhecimento, mas aos que a recebem essa autorização em seu coração percebem que tem poder e autoridade para cuidar de todos aqueles que estão fracos, doentes, esquecidos e marginalizados; apta pra tratar suas feridas e abrir os olhos para uma nova oportunidade de vida, baseada no perdão da graça do seu amor e da continua procura do Eterno por cada uma de suas ovelhas perdidas.




Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula





A AUTORIZAÇÃO.

Base na Bíblia: Marcos 11: 27-30 e 33 ... Vieram de novo a Jerusalém. E andando Jesus pelo templo, aproximaram-se dele os principais sacerdotes, os escribas e os anciões, que lhe perguntaram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? ou quem te deu autoridade para faze-las? Respondeu-lhes Jesus: Eu vos perguntarei uma coisa; respondei-me, pois, e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. O batismo de João era do céu, ou dos homens? respondei-me. ... Responderam, pois, a Jesus: Não sabemos. Replicou-lhes ele: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas...”

Devido a tantas informações desencontradas que tomamos conhecimento em nosso dia a dia, vivemos debaixo de uma crise de autoridade, pois desde os conceitos mais clássicos até os mais elementares de nossa sociedade, dia a dia os vemos ruindo e todos mantendo seu direito inquestionável sobre ter a autoridade, e assim defino que temos dificuldades devido a correria de nossos dias de aceitar que pessoas tenham ou exerçam autoridade sobre o que falamos, pensamos ou agimos, de certa maneira existe um processo de exclusão muito grande para aceitar as palavras com autoridade para acatá-las e observá-las.

No tempo de Jesus, assim, como entre os líderes é difícil aceitar que uma pessoa tenha mais autoridade que aquele que já a detém por tanto tempo, logo aos anciões, os mestres da Lei, os sacerdotes, os escribas, os fariseus, os saduceus detinham essa autoridade e não gostavam de dividir com terceiros que não fizessem parte desse clã de privilegiados.

Jesus tinha autoridade ao ensinar, ao determinar uma mudança, ao apresentar suas palavras quer fosse para tirar uma pessoa do sepulcro a quatro dias como foi com Lázaro, ou um jovem que era filho de uma viúva da Cidade de Naim, que saia da Cidade em um esquife, ou ainda para confirmar a um cego que voltasse a ver e assim por diante e cada uma dessas palavras chegavam aos ouvidos desse líderes e mais e mais nutriam um sentimento de morte por ele.

Mas todos sabemos que a autoridade é um direito que pessoas recebem, hoje pelos estudos atingimos muitos desses direitos, mas também por nosso testemunho de vida e comportamento em nossos lares e nos meios por onde circulamos em nossa vida, e sempre somos questionados ou comparados a outros quer sejam bons ou ruins aos nossos próprios olhos.

A proposta da Salvação sempre foi baseada na promessa feita nas Escrituras Sagradas, pela autoridade do Altíssimo em estabelecer uma alternativa ao ser humano de se reconciliar com seu criador, e pelos séculos enviou seus profetas, homens cheios do poder do Espírito Santo, para declararem que viria um Messias e este seria a confirmação dessa reconciliação.

Todos os seus esperavam um Messias guerreiro e havido em conquistas, com sua autoridade inquestionável e que estabeleceria o reino perpetuamente, e veio Jesus, o Messias, o Cristo, nascido de acordo com as promessas e profecias previamente descritas, cheio de graça, poder e autoridade e pronto para cumprir o resgate definido antecipadamente e foi levado ao calvário e humilhado foi crucificado, morto e sepultado, mas ao terceiro dia ressuscitou e declarou após 50 (cinquenta) dias que subia ao Pai e que ao mandar do Pai voltaria para buscar os seus.

Poderíamos então nos portar e nos postar como as autoridades perguntando: de onde vem essa autoridade?; para que aceitemos suas obras e feitos, ou nos colocar debaixo de tão grande autoridade que abriu os portais dos céus de maneira única, nos abrindo o único e verdadeiro caminho que nos leva ao Pai, deixando não somente a razão prevalecer, mas juntamente com a voz do coração que geme e chora pela volta dos dias com seu Criador, aceitar essa autorização e de joelhos se dobrar e ter uma nova vida.




Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula