sexta-feira, 18 de outubro de 2024

PREOCUPAÇÃO CONTROLADA.

 

Base na Bíblia: Marcos 15:47-16:01-08 “... E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde fora posto. Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro muito cedo, ao levantar do sol. E diziam uma às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? Mas, levantando os olhos, notaram que a pedra, que era muito grande, já estava revolvida; e, entrando no sepulcro, viram um moço sentado à direita, vestido de alvo manto; e ficaram atemorizadas. Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o nazareno, que foi crucificado; ele ressurgiu; não está aqui; eis o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse. E saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de medo e assombro; e não disseram nada a ninguém, porque temiam. ...”

 

“... Miryam de Magdalah e Miryam, mãe de Yosi, viram onde ele foi colocado. Quando terminou o shabbat, Miryam de Magdalah, Miryam, mãe de Ya’akov, e Shlomit, compraram especiarias para ungir Yeshua. No domingo bem cedo, depois que o sol nasceu, elas foram ao túmulo, perguntando umas às outras: ‘Quem tirará para nós a pedra da entrada do túmulo?’. Então elas olharam e viram que a pedra, apesar de ser muito grande, já havia sido removida. Entrando no túmulo, viram um jovem vestido de roupas brancas assentado à direita, e ficaram amedrontadas. Mas disse ele: ‘Não fiquem surpresas! Vocês estão procurando por Yeshua de Natzeret, que foi executado em uma estaca. Ele ressuscitou: não está aqui! Vejam o lugar onde o haviam posto. Vão e digam aos talmidim, especialmente a Kefa, que ele vai para a Galil antes deles. Lá vocês o verão, como ele lhes disse’. Tremendo, assustadas, elas saíram e fugiram do túmulo. E não disseram nada a ninguém, porque estavam com medo. ...”

 

Todos temos preocupações, porém em níveis diferentes de pessoa para pessoa, uma vez que cada um tem a sua natureza, seu temperamento, sua forma de tratar as adversidades que acontecem e também para com as coisas favoráveis, sim para cada um há uma maneira de receber e tratar os acontecimentos, sem deixar de mencionar que o nível social também tem um fator relevante, na maneira da resposta que será definida para cada preocupação que cada indivíduo pode vir a passar, porém em comum a todos, podemos citar que temos preocupação com a necessidade do ar para se manter vivo sobre a face da terra.

Temos um grupo de mulheres que ao final do período do shabbat estão atentas aos cuidados com um corpo inerte, mas que na visão delas teriam por ele consideração e assim se preparam para os cuidados a fim de concluir um processo de sepultamento comum em seus dias e assim logo após o nascer do sol, elas estão preparadas com o material necessário para ungir o corpo em seu local de descanso.

Durante o caminho, é citado um diálogo entre elas sobre uma preocupação em comum delas, pois tinham visto o local onde fora colocado, porém também notaram que colocaram uma pedra, dificultando/impedindo a entrada, e mesmo sem respostas para essa realidade continuam a se deslocar na direção certa.

Cada passo dado por elas era necessário e ao avistarem o local, perceberam que a pedra que estava na entrada estava retirada, e elas entram no local onde fora depositado o corpo, mas se surpreende ao notarem lá dentro uma só pessoa vestida com roupas brancas, sentado a direita do local onde estivera colocado o corpo e que lhe dirigiu palavras sem que elas houvessem realizado qualquer pergunta.

Sua palavra era de natureza a diminuir a surpresa ou poderíamos até supor que havia o pavor nelas, pois não era isso que elas esperavam encontrar dentro; ele continua a transmitir informações, anunciando o fato da ressurreição e dos próximos acontecimentos que se sucederiam, elas ouvem e são incumbidas de anunciarem essa notícia aos discípulos e ainda ressaltando a pessoa de Simão, apelidado de Pedro, para o local em que seria visto por todos eles.

A preocupação está agora controlada, por elas, seus objetivo comum, deixa de ser necessário, pois todos ouviram do Mestre que assim aconteceria, e são lembradas desta verdade, porém, elas saem do local e nada comentam, pois sabemos que o medo em todos os tempos tem um papel relevante na vida de cada ser humano e sabemos que daquilo que somos vencidos somos reféns, pois onde está o teu tesouro ali está o teu coração.

Elas nada disseram, porém pelos relatos contido nos outros evangelhos (Boas Novas), citam que elas passado o pânico/temor/medo foram e anunciaram aos demais, mas eles não aceitaram como verdadeiro a fala delas, porém outros encontros com o próprio Jesus ocorreram enfatizando que tudo o que estava escrito estava cumprido e um novo e vivo caminho estava diante de todos.

A história registra a pessoa de Jesus (Yeshua) mas a leitura de cada um, pode ser simplificada, desta maneira: os que acham que era um homem somente isso e nada além e os que acham que era o enviado do Criador, mas seja a primeira ou a segunda opinião de cada um de nós, apresento as palavras de Saulo (Paulo) natural de Tarso, sobre um posicionamento sobre a ressurreição que é o pilar da fé dos que são os seguidores do Messias (Jesus, Yeshua, Cristo) que menciona:

I Coríntios 15:12-22 “Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.”

Qual é a preocupação que te alcança, poderia ser a tua preocupação enquanto cada um de nós caminha sobre a face da terra, porém pelo exemplo delas, poderia sim continuar o caminhar na esperança de que a solução ocorrerá.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 11 de outubro de 2024

DETALHES EM AÇÃO.

 

Base na Bíblia: Marcos 15:34-47 “... E, à hora nona, bradou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lama Sabactani? Que traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Eis que chama por Elias. Correu um deles, ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, dava-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias virá tirá-lo. Mas Jesus, dando um grande brado, expirou. Então o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo. Ora, o centurião, que estava defronte dele, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente este homem era filho de Deus. Também ali estavam algumas mulheres olhando de longe, entre elas Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e Salomé; as quais o seguiam e o serviam quando ele estava na Galiléia; e muitas outras que tinham subido com ele a Jerusalém. Ao cair da tarde, como era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo, foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido; e, chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido. E, depois que o soube do centurião, cedeu o cadáver a José; o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro. E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde fora posto. ...”

 

“... Por volta dessa hora, Yeshua gritou: ‘Elohi! Elohi! L’mah sh’vaktani?’ (que significa: ‘Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?’). Quando algumas pessoas que estavam por ali ouviram isso, disseram: ‘Vejam! Ele está chamando Eliyahu!’. Alguém correu, mergulhou uma esponja em vinagre, colocou-a em uma vara e a deu a Yeshua para beber. ‘Espere!’ ele disse, ‘vejamos se Eliyahu vem tirá-lo dai’. Mas Yeshua gritou fortemente e entregou o espírito. E a parokhet do templo foi rasgada em duas partes de cima a baixo. Quando o oficial romano, que estava olhando para Yeshua, percebeu que ele entregou o espírito, disse: ’Este homem era mesmo um filho de Deus!’. Algumas mulheres estavam observando de longe; entre elas, estavam Miryam de Magdalah, Miryam, mãe do Ya’akov mais jovem, Yosi e Shlomit. Essas mulheres haviam seguido Yeshua e o ajudaram enquanto estava na Galil. Estavam ali muitas outras mulheres que haviam subido com ele para Yerushalayim. Pelo fato de ser o dia da preparação (isto é, o dia anterior ao shabbat), e o pôr do sol se aproximava. Yosef de Ramatayim, um membro proeminente do Sanhedrin, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se corajosamente a Pilatos e pediu o corpo de Yeshua. Pilatos ficou surpreso ao ouvir que ele já tinha morrido, chamou o oficial e lhe perguntou se Yeshua estava morto fazia algum tempo. Depois de ter recebido a confirmação de seu oficial de que Yeshua estava morto, entregou o corpo a Yosef. Yosef comprou um lençol de linho e depois de descer o corpo de Yeshua, envolveu-o no lençol, colocou-o em túmulo cavado na rocha, e fez rolar uma pedra sobre a entrada do túmulo. Miryam de Magdalah e Miryam, mãe de Yosi, viram onde ele foi colocado. ...”

 

Os detalhes de cada movimento pessoal que executamos pode nem parecer que é percebido pelos que estão ao nosso derredor, porém jamais poderíamos até definirmos como perfeita essa definição, mas deveríamos sim, sempre lembrar que os que estão a nossa volta e se importam conosco (positivamente ou negativamente) estão a nos observar bem de perto.

O Mestre pelo que lemos está pendurado no alto de um madeiro, sua culpa é exposta é a de ser O REI DOS JUDEUS e depois de algumas horas ao abrir sua boca, gera entre os ouvintes uma definição e a solução por um dos que ouve lhe é apresentada, porém essa solução é formatada na expectativa de que o sobrenatural se materialize diante de seus olhos.

Em resposta Jesus bradou pela segunda vez e entregou seu espírito, a frente dele estava um centurião (oficial romano) que observava os detalhes da cena, ele exclama de forma pouco convencional, ao afirmar que defendia que aquele que ali estava era verdadeiramente um filho de Deus, e também algo inusitado é citado pelo escritor ocorrido no mesmo momento, para muitos coincidência ou até um descuido, afinal o véu que separava o lugar santo do lugar santo dos santos (santíssimo), o qual se rasgou de cima abaixo (fato anormal) e mostrou a todos que a arca da aliança ali não estava, só restava a memória, abrindo uma nova oportunidade a todos (somente o sumo sacerdote uma vez por ano, ali entrava), de se aproximarem de seu Criador.

Neste local também estavam várias mulheres as quais de longe observavam, pelo Livro de João, sabemos que Maria sua mãe ali estava também e o Messias ao perceber sua presença solicitou ao seu discípulo/apostolo João que cuidasse dela (João 19:25-27: “Jesus disse a sua mãe: “Mulher, este é seu filho” e ao discípulo João: “Esta é sua mãe”. A partir daí, João cuidou de Maria pelo resto da sua vida.”).

As horas passam e José natural de Arimatéia, que era uma pessoa proeminente no sinédrio (do hebraico סנהדרין sanhedrîn e συνέδριον synedrion, em grego, ‘assembleia sentada’, donde se tornou "assembleia" que é a associação de 20 ou 23 juízes que a Lei judaica ordena existir em cada cidade. O Grande Sinédrio era uma assembleia de juízes judeus que constituía a corte e legislativo supremos da antiga Israel), toma coragem e vai conversar com o Governador Pilatos e diante dessa autoridade passa a pedir o corpo inerte do Messias.

Pilatos ouve, pondera sobre o pouco tempo e passa a conversar com o centurião, provavelmente o mesmo que estava no momento do ocorrido e sentindo-se seguro, libera para José o corpo, pois ele também esperava o Reino de Deus.

Agora cabe a José a incumbência da retirada do corpo e dos primeiros preparativos para o sepultamento, e assim o retira do madeiro, passa a usar um lençol de linho comprado para o envolver e o leva a uma sepultura esculpida na rocha e a frente dela rola uma pedra para selar a entrada, todas essas etapas ocorreram antes do pôr do sol, provavelmente o tempo que possuía foi iniciado pós 15 horas até próximo das 18 horas.

Todos os detalhes aconteceram diante de um publico que estava vivendo seu dia a dia e mesmo sendo educado desde a mais tenra idade nos textos e ensino deixavam de perceber a grandeza de cada acontecimento, porém é correto afirmar que poucos estavam atentos aos acontecimentos, mesmo sem entender esses se mantinham firmes observando inclusive onde o corpo foi colocado antes do início do Shabbat.

Muitas vezes durante a jornada dos seres humanos sobre a face da terra, acontecem coisas que jamais imaginaríamos ser possível acontecer (boas ou ruins), e em sua maioria quando não são boas cada um busca superar da melhor maneira possível, essa fase ou período muitas vezes parecem que não tem fim, porém aos que perseveram suas possibilidades se multiplicam, mas ainda assim pode não ser o suficiente.

Cito como exemplo, o caso de Lazaro, o qual estava enfermo, usaram de todo o conhecimento da época para buscar reverter e suas irmãs (Maria e Marta) também enviaram a Jesus um aviso e quando chegou este já estava enterrado a quatro dias, chegou e uma delas (Marta) ouviu dele a seguinte frase: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá: e todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?” (João 11:25-26), milênios já passaram em que estas palavras foram citadas, desta forma cada um por si tem observado todos os detalhes em ação que estão a sua volta, sabemos mesmo instintivamente que sempre irá levar cada um a sua pessoal reação.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 4 de outubro de 2024

OPINAR SOBRE FATOS VIVIDOS.

 

Base na Bíblia: Marcos 15:25-35 “... E era a hora terceira quando o crucificaram. Por cima dele estava escrito o título da sua acusação: O REI DOS JUDEUS. Também, com ele, crucificaram dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda {E cumpriu-se a Escritura que diz: E com os malfeitores foi contado.} E os que iam passando blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ah! Tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo, descendo da cruz. De igual modo também os principais sacerdotes, com os escribas, escarnecendo-o, diziam entre si: A outros salvou; a si mesmo não pode salvar; desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o injuriavam. E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre a face da terra, até a hora nona. E, à hora nona, bradou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lama Sabactani? Que traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Eis que chama por Elias. ...”

 

“... Eram nove horas da manhã quando o pregaram na estaca. Acima de sua cabeça, estava escrito o registro da acusação feita contra ele, onde se lia: O REI DOS JUDEUS. Executaram com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda (*). Pessoas que passavam por ali lançavam insultos, balançando a cabeça e dizendo: ‘Então você é capaz de destruir o templo e reconstruí-lo em três dias? Salve-se e desça dessa estaca!’. Da mesma forma, os principais kohanim e os mestres da Torah zombavam dele, dizendo uns aos outros: ‘Ele salvou outras pessoas, mas não é capaz de salvar a si mesmo!’, e: ‘Ele é o Messias, não é? O rei de Yisra’el? Que ele desça da estaca! Se nós o virmos fazer isso, creremos nele!’. Até os homens que estavam sendo executados com ele também o insultavam. Ao meio-dia, trevas cobriram toda a Terra até as três horas da tarde. Por volta dessa hora, Yeshua gritou: ‘Elohi! Elohi! L’mah sh’vaktani?’ (que significa: ‘Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?’). Quando algumas pessoas que estavam por ali ouviram isso, disseram: ‘Vejam! Ele está chamando Eliyahu!’. ...”

 

(*) – Alguns manuscritos incluem o versículo 28: “E cumpriu-se a passagem do Tanakh  que diz: ‘Ele foi contado com os transgressores’” (Yesha’yahu {Is} 53:12).

 

O Salmo 22:1-2 Citam as Palavras que Jesus mencionou enquanto se encontrava em seus momentos finais elevado no madeiro, esse Salmo foi escrito por David e cumprindo as Escrituras citadas pelo Messias em seu sacrifício voluntário, como o Cordeiro Pascal e os que ouviram definiram como sendo um chamado a Elias, porém Davi era claro ao citar o Eterno, assim sempre haverá interpretações e contestação das mais diferentes origens, até mesmo pelo famoso ato pessoal simplesmente de não ou concordar e pronto, no sentido de que não se fala mais do assunto.

Por sua vez Elias segundo os Escritos, é descrito como um homem que procurava levar o povo ao encontro de seu Senhor, consta no Livro de I Reis 18:22-24, ele usou uma maneira que adotou para exemplificar, e assim o fez porque foi provocado pela postura dos seres humanos, assim o versículo anterior 21 declara: “E Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas  se Baal, segui-o. O povo, porém, não lhe respondeu nada.”; e sobre ele também somos informados que subiu ao céu num redemoinho.

Para sincronizar o horário dos acontecimentos é bom lembrarmos que o calendário gregoriano e hebraico diverge e muito, assim o gregoriano inicia as 24 horas e o hebraico ao nascer do sol (por volta das 6 horas da manhã), agora o povo que está assistindo ou passando tem acesso ao motivo da acusação que levou a pessoa a estar pendurado e para Jesus é citado O REI DOS JUDEUS, pois havia outros dois sentenciados e executados no mesmo local.

Normalmente guardamos o que nos interessa, essa é uma característica humana e muitas vezes no momento que julgamos propício colocamos diante de pessoas esse arquivo, porém esses fatos sempre seguem com um julgamento; no caso de Jesus notamos que suas palavras sobre o Templo e a reedificação em prazo de três dias era algo que incomodava a mente dos ouvintes e nesse texto eles agora juntam essa fala, com insultos para exigirem que ele saia da situação em que se encontra.

De maneira velada os líderes que estavam presentes dos sacerdotes, entre si, faziam um resumo, afinal sabiam de Lazaro, da filha de Jairo e da viúva na entrada da Cidade de Naim, assim como o motivo da Acusação eles buscam alinhar o pensamento e também definirem uma forma para crer na Verdade que estava diante de seus olhos.

Em comum, fossem os que assistiam, os que passavam, os líderes e os que com ele foram julgados e executados, esses o insultavam, porém, sabemos que nem todos.

As horas passam e por volta da hora sexta o tempo muda, mas isso nada muda no pensar daqueles que estão certos de seus êxitos, e na hora nona, um grito ecoa naquele lugar, vindo do Messias, sim mais uma vez interpretam e definem como sendo uma chamada a Elias e não o momento em que um Plano iniciado antes da fundação do Mundo era executado, seguindo todos os passos necessários para sua conclusão.

Opinar sempre pode ser o meio legitimo para prosseguir a trajetória de cada um, por si, sobre a face da terra, ainda que em colegiado a palavra final sempre será pessoal e determinará a conduta de cada um.

As Boa Novas são anunciadas de dia e de noite e cada um as ouve para si e aprende nelas que existe perdão, por um alto preço pago, estabelecido a todos, porém ao optar o resultado está lançado e a resposta definida no presente de cada vida eterna permanece diante de todos os fatos vividos, afinal de um pé de maçã jamais se espera naturalmente colher laranja.

E o Messias declara: ‘Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.’ Qual sua opção será?

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 27 de setembro de 2024

SURPRESA AO REGRESSAR.

 

Base na Bíblia: Marcos 15:14-25 “...Disse-lhes Pilatos: Mas que mal fez ele? Ao que eles clamaram ainda mais: Crucifica-o! Então Pilatos querendo satisfazer a multidão, soltou-lhe Barrabás; e, tendo mandado açoitar a Jesus, o entregou para ser crucificado. Os soldados, pois, levaram-no para dentro, ao pátio, que é o pretório, e convocaram toda a coorte; vestiram-no de púrpura e puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos que haviam tecido; e começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus! Davam-lhe com uma cana na cabeça, cuspiam nele e, postos de joelhos, o adoravam. Depois de o terem assim escarnecido, despiram-lhe a púrpura, e lhe puseram as vestes. Então o levaram para fora, a fim de o crucificarem. E, obrigando certo Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a carregar-lhe a cruz. Levaram-no, pois, ao lugar do Gólgota, que quer dizer, lugar da Caveira. E ofereciam-lhe vinho misturado com mirra; mas ele não o tomou. Então o crucificaram, e repartiram entre si as vestes dele, lançando sortes sobre elas para ver o que cada um levaria. E era a hora terceira quando o crucificaram. ...”

 

“... Ele perguntou: ‘Por quê? Que crime ele cometeu?’. Mas eles gritavam: ‘Execute-o em uma estaca!’. Pilatos, desejando agradar a multidão, libertou Bar-Abba, mandou açoitar Yeshua e o entregou para ser executado em uma estaca. Os soldados o levaram para dentro do palácio (isto é, as dependências do quartel-general)e chamaram todo o batalhão. Eles o vestiram de púrpura e fizeram uma coroa de espinhos, que colocaram nele. E começaram a saudá-lo: ‘Viva o rei dos judeus!’. Batiam na cabeça dele com uma vara, cuspiam nele e se ajoelhavam diante dele como se o adorassem. Quando acabaram de ridicularizá-lo, tiraram dele a capa púrpura, vestiram-no com suas roupas e o levaram embora para ser pregado na estaca de execução. Certo homem de Cirene, Shim’on, pai de Alexandre e Rufo, passava por ali, chegando do campo, ele foi obrigado a carregar a estaca. Levaram Yeshua ao lugar chamado Gulgota (que significa ‘lugar da caveira’) e lhe deram vinho misturado com mirra, mas ele não aceitou. Então o pregaram na estava de execução; e dividiram as roupas de Yeshua entre si, jogando dados para determinar com o que cada homem ficaria. Eram nove horas da manhã quando o pregaram na estaca.”

 

As surpresas ao olhar de nossa mente humana em sua maioria tendem a ter uma esfera positiva, envolvendo tudo ao nosso redor, de fato, isto nos impulsiona a sempre buscarmos novos desafios, pois para cada ser humano lidar com as surpresas quando favoráveis é agradável e motiva cada um a continuar peregrinando sobre a face da terra.

Sem considerar as pessoas que lidam com seus próprios temores e medos, as quais diversas vezes optam por deixar de sonhar ou buscar viver o melhor de cada dia; outros também são impactados pelas surpresas desfavoráveis que atingem diretamente seu ser, como foi o exemplo nas Escrituras Sagradas da pessoa de Jó e sua família.

Pilatos está dialogando com o povo, na condição de governante supremo daquele local e munido de autoridade para determinar o ato seguinte para todos, sim, ele questiona, por duas vezes a multidão presente, em uma sexta-feira pela manhã e ouve deles o veredito sobre aquele que eles haviam optado por ficar preso em lugar de Barrabás, que era o de ser colocado em um madeiro.

Para os sacerdotes, escribas, doutores da Lei e anciões, eles estavam seguros de suas decisões, já o povo estava satisfeito pelo êxito de seus apelos e a Pilatos possivelmente a surpresa da escolha e o método usado para o entregarem que em nada era diferente, porém as palavras do Messias em resposta a uma pergunta do governador e a ação de silencio sobre suas acusações, esse sim era para ele uma surpresa; agora o governador para agradar a maioria presente, aceitou a sugestão e o entregou a guarda romana a fim de cumprir suas ordens.

Leitura e mais leitura por séculos a fim e mesmo no presente, os textos que apresentam a pessoa do Messias são interpretados com outro foco e a surpresa viva e presente diante de todos era simplesmente tratada como um problema a ser regularizado, por simplesmente destoar do padrão que criaram, pois estavam deixando de observar com mais atenção (sem surpresa), porém os cuidados do amor pelo Eterno e o amor por si repassado em igual medida aos semelhantes, foi apresentado, também colocado em prática e assim todos os que ouvem passam a ler como o cumprimento das profecias e a ver a redenção do povo (surpresa), vivo e atuante pelos séculos.

Jesus é levado para dentro do quartel general dos romanos e todos (coorte) são convidados a assistir e mais uma vez continua os atos de hostilidade e desprezo pela pessoa, mas a hora passa e precisam cumprir a ordem e para lá caminham com todo o material necessário para um lugar chamado de Lugar da Caveira, no caminho uma surpresa acontece para uma pessoa que vinha do campo, ele é constrangido a levar o madeiro, solidariamente em lugar do Mestre, seu nome era Simão, natural de Cirene (‘era uma cidade que ficava localizada no norte da África, estava situada na metade do caminho entre Alexandria e Cartago, numa planície acerca de dezesseis quilômetros do mar Mediterrâneo. Atualmente essa região fica na Líbia, a oeste do Egito. Estima-se que foi fundada em 630 a.C. Durante o reinado de Alexandre o Grande, Cirene esteve debaixo de seu governo. Depois ela ficou sob a jurisdição dos Ptolomeus, e no primeiro século antes de Cristo passou a pertencer aos romanos, ela chegou a ser reconhecida como um centro intelectual, em seu auge, acredita-se que Cirene alcançou uma população de aproximadamente cem mil habitantes.’), pai de Alexandre e Rufo.

Como o ouvir algo novo e sentir que já lhe é familiar, assim pode ser pontuado o ato da surpresa de regressar de cada um, ao ouvir as palavras que queimam seu interior como foi no caminho de Emaús, para todos, afinal, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, porém os doentes e fracos tendem a ouvir sua voz, pois os sãos abrem mão da surpresa em sua maioria por não precisarem de cuidados médicos.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 20 de setembro de 2024

SENTENÇA DE CADA UM.

Base na Bíblia: Marcos 15:07-15 “... E havia um, chamado Barrabás, preso com outros sediciosos, os quais num motim haviam cometido um homicídio. E a multidão subiu e começou a pedir o que lhe costumava fazer. Ao que Pilatos lhes perguntou: Quereis  que vos solte o rei dos judeus? Pois ele sabia que por inveja os principais sacerdotes lho haviam entregado. Mas os principais sacerdotes incitaram a multidão a pedir que lhes soltasse antes a Barrabás. E Pilatos, tornando a falar, perguntou-lhes: Que farei então daquele a quem chamais rei dos judeus? Novamente clamaram eles: Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Mas que mal fez ele? Ao que eles clamaram ainda mais: Crucifica-o! Então Pilatos querendo satisfazer a multidão, soltou-lhe Barrabás; e, tendo mandado açoitar a Jesus, o entregou para ser crucificado. ...”

 

“... Havia um homem chamado Bar-Abba, preso com os rebeldes que haviam cometido assassinato durante uma rebelião. Quando a multidão chegou e começou a pedir a Pilatos que fizesse o que era de costume, ele lhes perguntou: ‘Quem vocês querem que eu solte: ‘o rei do judeus’?’. Era evidente para ele que os principais kohanim lhe havia entregado Yeshua por inveja. Mas os principais kohanim incitaram a multidão para pedir a libertação de Bar-Abba no lugar de Yeshua. Pilatos lhes disse outra vcez: ‘Então o que devo fazer com o homem que vocês chamam rei dos judeus?’ Eles gritaram em resposta: ‘Execute-o em uma estaca!’. Ele perguntou: ‘Por quê? Que crime ele cometeu?’. Mas eles gritavam: ‘Execute-o em uma estaca!’. Pilatos, desejando agradar a multidão, libertou Bar-Abba, mandou açoitar Yeshua e o entregou para ser executado em uma estaca. ...”

 

Agir pela emoção sempre foi uma das ações que geram por parte de cada ser humano uma resposta imediata oriundos dos instintos, envolvendo cada uma das partes deles, e para isso acontecer sempre está usando todo o tipo de ferramenta seja ela física ou emocional, quando passamos a pensar nesse assunto de agir, lembramos que desta forma algumas palavras que ouvíamos como ensinamentos quando crianças, poderiam e devem ainda ser refletidas, antes do acontecimento do ato de cada um de nós, uma vez que ouvíamos repetidamente sobre ‘o ato de ter paciência e jamais agir de cabeça quente’.

Por outro lado, quanto de segredos podemos omitir, até que esse venha à tona, seja para um, para alguns ou para todos, sim esse era e continua sendo o flerte que a humanidade guarda para si e diversas vezes durante a vida o coloca em destaque, normalmente com o objetivo de tomar as melhores, porém muitas roupagens ocorrem só nos livros de estória (opcional da obrigatoriedade do uso de distinguir pela Academia Brasileira de Letras desde 1943) e história de pessoas que buscam valorizar os fatos que mais querem destacar da pessoa que citam.

Aquela parte do Império Romano, na qual Pilatos era Governador estava entre uma das que se destacavam pelas ocorrências de atos de rebeldia, devido a serem contra o fato da dependência de uma pessoa que estava em Roma, assim havia a politica da boa vizinhança, para buscarem um equilíbrio de gestão e uma das ferramentas estava concentrada em uma das festas mais desejadas pelo povo descendente de Abraão, Isaque e Jacó, que fora instituída desde os tempos da data do livramento (saída) do povo do Egito, chamada de Páscoa.

Um bom líder deve conter, ser e ter dentre os muitos atributos o de observador e bem informado de atos e fatos que ocorram dentro de sua jurisdição e mesmo além para sempre poder estar alerta a qualquer indício de atos que devam ser tratados com atenção, para a sua gestão estratégica, assim havia um salvo conduto exatamente nesta data, com isenção de toda a acusação e sentença para um condenado.

Os cuidados na liderança sabiam o real motivo de cada um daqueles que ali estavam e de forma sutil ele sabia como deveria agir diante de cada um deles, pois todos estavam decodificados e somente naquele momento Jesus estava distante de uma pré avaliação dele para definir sua conduta, assim a sentença foi definido para legitimar o ponto que queria atingir.

A ação dos líderes somente ratificou a sentença que cada um deles pediram e a definição da punição que deveria ser colocado em uma estaca, nada de novo para uma conduta Romana para evidenciar sempre na entrada de uma Cidade o tipo de punição que ali encontrariam, mas ao povo descendente de Abrão, Isaque e Jacó era uma forma de declarar como alguém de péssima reputação, porém desconheciam ambos os Escritos Sagrados que apontavam para a salvação para libertar o perdido de sua história e apresentar uma sentença de vida a todo o que crê.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula













  

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

SURPREENDER O ESPERADO.

Base na Bíblia: Marcos 14:71-15:08 “... Ele, porém, começou a praguejar e jurar: Não conheço esse homem de quem falais. Nesse instante o galo cantou pela segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que lhe dissera Jesus: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. E, caindo em si, começou a chorar. Logo de manhã tiveram conselho os principais sacerdotes com os anciões, os escribas e todo o sinédrio; e, maniatando a Jesus, o levaram e o entregaram a Pilatos. Pilatos lhe perguntou: És tú o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: É como dizes. E os principais dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas. Tornou Pilatos a interrogá-lo, dizendo: Não respondes nada? Vê quantas acusações te fazem. Mas Jesus nada mais respondeu. De maneira que Pilatos se admirava. Ora, por ocasião da festa costumava soltar-lhes um preso qualquer que eles pedissem. E havia um, chamado Barrabás, preso com outros sediciosos, os quais num motim haviam cometido um homicídio. E a multidão subiu e começou a pedir o que lhe costumava fazer. ...”

 

“... Ele começou a lançar uma maldição sobre si ao jurar: ‘Não conheço esse homem de quem vocês estão me falando!’ – E imediatamente o galo cantou pela segunda vez. Então Kefa se lembrou do que Yeshua lhe dissera: ‘Antes que o galo cante duas vezes, você me negara três vezes’. E lançando-se ao chão, chorou. De manhã bem cedo, os principais kohanim se reuniram com os anciãos, os mestres da Torah e todo o Sanhedrin. Eles acorrentaram Yeshua, levaram-no e o entregaram a Pilatos. Pilatos fez a seguinte pergunta: ‘Você é o rei dos judeus?’. Yeshua lhe respondeu: ‘As palavras são suas’. Os principais kohanim começaram a fazer acusações contra ele, e Pilatos lhe perguntou outra vez: ‘Você não vai responder? Veja quantas acusações eles estão fazendo contra você! Mas Yeshua não respondeu mais nada, para o espanto de Pilatos. Durante a festa, Pilatos costumava liberar um dos presos, a pedido da multidão. Havia um homem chamado Bar-Abba, preso com os rebeldes que haviam cometido assassinato durante uma rebelião. Quando a multidão chegou e começou a pedir a Pilatos que fizesse o que era de costume, ...”

Agir pela emoção sempre foi uma das ações que geram em cada ser humano uma resposta imediata por parte dos seus instintos, sim, da parte deles, e para isso esse está usando todo o tipo de ferramenta seja ela física ou emocional, uma vez que ao pensarmos nesse assunto de agir, lembramos também que desta forma algumas palavras que ouvíamos como ensinamentos quando éramos crianças poderiam e deveriam ainda ser refletidas, antes do acontecimento do ato de cada um de nós, uma vez que ouvíamos repetidamente sobre o ato de ter paciência e nunca agir de cabeça quente.

Simão Pedro agora recebe sua terceira pergunta direta, a qual gera por parte dele uma resposta pesada e simultaneamente o galo canta e traz para lembrança dele, as palavras que ouvira sobre ele do Mestre trazem a sua mente o contrário do que dissera em resposta a Jesus e seu corpo respondeu, caindo ao chão e com lagrimas.

As horas seguem e Jesus foi nesse período julgado, condenado e entregue acorrentado a Pilatos, o representante legal de Roma, e submetido a uma nova cessão de julgamento, de imediato Pilatos faz a pergunta direta, sobre ser ele é o Rei dos Judeus, em resposta o Messias somente ratifica que as palavras são dele.

Todos aqueles que o entregaram por parte dos judeus, ali também estavam próximo e se reuniram como acusação e falavam muitas coisas sobre Jesus, ao que, mais uma vez Pilatos, questionou se ele não se defenderia, porém, seguindo o mesmo comportamento Jesus ouve e nada responde.

Agora, Pilatos está espantado com o agir que está presenciando, simultaneamente, porém uma das ações de Roma quando da festa da Pascoa acontecia, essa permitia a liberação de uma pessoa que estivesse presa, independente de seus atos, e lá estava um preso que era filho de Abba, e era mencionado seu nome para ele.

Surpreender o esperado pode parecer que o certo tem prioridade e sempre é recompensado enquanto o errado perde a prioridade, mas também sempre é recompensado, mas depende da decisão de cada um de nós, note Pedro, os Fariseus, os Escribas, os Doutores da Lei, os Anciões, os Sacerdotes, o Sumo Sacerdote, Pilatos ... todos agiram por seus estímulos e podemos refletir se temos uma forma diferente de avaliar ou somos todos escravos do tesouro onde vive nosso coração, ou livres no silencio e espera do Rei que há de vir!

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula













  

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

O SEGUNDO SOM.

 

Base na Bíblia: Marcos 14:61-72 “... Ele, porém, permaneceu calado, e nada respondeu. Tornou o sumo sacerdote a interrogá-lo, perguntando-lhe: És tu o Cristo, o Filho de Deus bendito? Respondeu-lhe Jesus: Eu o sou; e vereis o Filho do homem assentado à direita do Poder e vindo com as nuvens do céu. Então o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que precisamos ainda de testemunhas? Acabais de ouvir a blasfêmia; que vos parece? E todos condenaram como réu de morte. E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe socos, e a dizer-lhe: Profetiza. E os guardas receberam-no a bofetadas. Ora, estando Pedro embaixo, no átrio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote e, vendo a Pedro, que se estava aquentando, encarou-o e disse: Tu também estavas com o nazareno, esse Jesus. Mas ele o negou, dizendo: Não sei nem compreendo o que dizes. E saiu para o alpendre. E a criada, vendo-o, começou de novo a dizer aos que ali estavam: Esse é um deles. Mas ele o negou outra vez. E pouco depois os que ali estavam disseram novamente a Pedro: Certamente tu és um deles; pois és também galileu. Ele, porém, começou a praguejar e jurar: Não conheço esse homem de quem falais. Nesse instante o galo cantou pela segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que lhe dissera Jesus: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. E, caindo em si, começou a chorar. ...”

 

“... Mas Yeshua permaneceu calado e nada respondeu: Outra vez, o kohen hagadol lhe perguntou: ‘Você é o Mashiach, Bem-HaM’vorakh?’. ‘Eu sou’, respondeu Yeshua. ‘Além disso, vocês verão o Filho do Homem sentado à direita de HaG’vurah e vindo com as nuvens do céu’. Com isso, o kohen hagadol rasgou suas roupas e disse: ‘Por que precisamos de mais testemunhas? Vocês ouviram blasfemar! Qual é sua decisão?’. E todos o declararam culpado e réu e merecedor da pena de morte. Então alguns começaram a cuspir nele. Depois de vendar-lhe os olhos, começaram a golpeá-lo com os punhos e a dizer: ‘Vamos ver se você profetiza!’. Assim que os guardas o levaram, também o espancaram. Enquanto isso, Kefa estava no pátio, abaixo. Uma das empregadas do kohen hagadol viu Kefa tentando se aquecer, olhou para ele e disse: ‘Você estava com o homem de Natzeret, Yeshua!’. Mas ele negou, dizendo: ‘Não tenho a menor idéia do que você está falando!’. Ele saiu para a parte da frente da casa, e o galo cantou. A moça o viu e começou a dizer aos que estavam por perto: ‘Esse ai é um deles’. Ele negou outra vez. Um pouco depois, as pessoas que estavam por alí disseram a Kefa: ‘Você deve ser um deles, porque é da Galil’. Ele começou a lançar uma maldição sobre si ao jurar: ‘Não conheço esse homem de quem vocês estão me falando!’ – E imediatamente o galo cantou pela segunda vez. Então Kefa se lembrou do que Yeshua lhe dissera: ‘ Antes que o galo cante duas vezes, você me negara três vezes’. E lançando-se ao chão, chorou. ...”

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Som segundo o dicionário da língua portuguesa se define como: tudo que é captado pelo sentido da audição seja ruído, barulho, ou vibração que se propaga num meio elástico com uma frequência entre 20 e 20.000 Hz, capaz de ser percebida pelo ouvido humano, logo, em comunicação há muitos meios que em sua linguagem gera som, que todos o decodificam para tomar suas decisões em seu dia a dia.

O Messias é interpelado pelo sumo sacerdote sobre sua definição pessoal quanto ao ministério que exercia, de forma direta faz essa pergunta e em sua resposta, ele declara o nome do Eterno, ao mencionar: Eu sou, e também faz uma declaração complementar que evidência a relação de harmonia infinita que havia com o Pai.

As testemunhas que não se complementavam entre si, em suas acusações são descartadas e a ação pessoal do sumo sacerdote ao ouvir e rasgar suas roupas, passar por sua vez, seu sentimento aos demais sacerdotes, anciões e mestres da lei (escribas) presentes, e deles ouvem uma definição unanime (entre 30 ou 70 pessoas mais ou menos), sobre o veredito de sentença de morte.

Nos dias que vivemos a maneira de validar ações ou desqualificar ações pouco ou nada mudou, bastando muitas vezes o líder ser carismático ou de palavras coerentes para que pessoas aceitem sua informação sem buscar outras fontes, ou mesmo tentar entender o contexto de cada ato que é submetido para validação, para ter clareza nas suas tomadas de decisões.

O ativismo religioso, como o ativismo de qualquer natureza pode ser refúgio para os que buscam o meio de serem ouvidos e assim levarem outros a manterem-se em apoio as suas ideias, mas as palavras do Messias, sempre apontam para que pelos seus frutos os conhecereis, pois de uma árvore de banana jamais se colhe uma manga.

Assim, O Messias foi sentenciado, mas ainda não executado, pois somente a Roma pertencia essa possibilidade, sofreu a partir dessa sentença, sim os atos malvados iniciaram, sobre sua vida e a crueldade teve sua participação por parte dos presentes (ainda que não definido quantos o fizeram).

Do Lado de fora estava Pedro envolvido em sua missão de agente secreto, como aquele que segue a distância e dissimulado, assim como era Nicodemos e José de Arimatéia, mas não tardou para uma empregada da casa, chamar a atenção dele e o classificar como sendo ele um dos seguidores do Messias, vindo de Nazaré da Galiléia, mas prontamente o negou (o som do galo se ouviu, mas nada incomodava a ninguém, afinal não era relevante).

Pedro incomodado, sai de onde estava, vai para a frente da casa e procura um novo lugar, mas essa pessoa novamente o classifica agora diante de outras pessoas como sendo ele um dos seguidores do Raboni, mais uma vez, ao ouvir essa afirmação, ele a recusa declarando que havia um equívoco de identificação.

Nada está fora de controle, para Pedro, o som que seus ouvidos querem ouvir são das palavras do Messias e sua libertação, ou liberação, pois nada contrário havia ele praticado aos costumes e as leis que ensinava nas praças, nos átrios do templo, em todos os lugares aonde o povo se ajuntava a sua volta, mas de novo, um grupo de pessoas emitem um som, avaliando sua pessoa e sua provável região que era oriundo, agora ele enfático afirma que não era conhecido pelo Messias, todos ouvem sua resposta, mas independente de seus julgamentos pessoais, o galo emite um som, que para Pedro, passou a ter significado, ao lembrar-se das Palavras de Jesus, sobre esse assunto, sim o segundo som o levou ao pranto.

O Senhor veio trazer Luz, mas as trevas não deixaram de ser trevas, onde a luz entra a treva deixa de ter supremacia, e o comportamento da luz começa a ter fruto é semelhante como quando uma semente é colocada em um solo que foi preparado para a receber, essa produz no seu tempo frutos e sim frutos com abundância, os quais passam a fazer com que a velha criatura dispa-se e a nova criatura passe a ouvir o som do chamar do Bom Pastor.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula