sexta-feira, 4 de junho de 2021

TEMPO DE COBERTURA.

 

Base na Bíblia: João 07:01-09 “... Depois disso, Jesus começou a andar pela Galiléia; ele não queria andar pela Judeia, pois os líderes judeus dali estavam querendo matá-lo. Aconteceu que a festa dos judeus chamada Festa das Barracas estava perto. Então os irmão de Jesus disseram a ele: - Saia daqui e vá para a Judeia a fim de que os seus seguidores vejam o que você está fazendo. Pois quem quer ser bem-conhecido não deve esconder o que está fazendo. Já que você faz essas coisas, deixe que todos o conheçam. Até os irmãos de Jesus não criam nele. Ele respondeu: - A minha hora ainda não chegou, mas para vocês qualquer hora serve. O mundo não pode ter ódio de vocês, mas tem ódio de mim porque eu afirmo que o que o mundo faz é mau. Vão vocês à festa, mas eu não vou porque a minha hora ainda não chegou. Jesus disse isso e ficou na Galiléia. ...”

 

“... Depois disso, viajou por toda a Galil, evitando intencionalmente a região de Y´hudad, porque os habitantes dali queriam matá-lo. Mas a festa de Sukkot, em Y´hudad, estava próxima, por isso, os irmãos de Yeshua lhe disseram: ‘Saia daqui e vá para Y’hudad, para que os talmidim possam ver os milagres que você faz; pois ninguém que deseja se tornar conhecido age em segredo. Se você faz estas coisas, mostre-se ao mundo!’ (Seus irmãos falaram desse modo porque não haviam confiado nele.) Yeshua lhes disse: ‘Meu tempo ainda não chegou; mas para vocês qualquer tempo é certo. O mundo não pode odiá-los, mas ele me odeia, porque continuo dizendo quão ímpios são seus caminhos. Vão vocês à festa; quanto a mim, não subirei à festa agora, porque o tempo certo ainda não chegou para mim’. Tendo dito isso, permaneceu na Galii. ...”

 

Continuamente cumprir as festas solenes mencionadas na Antiga Aliança, e essa era uma delas, a festa dos Tabernáculos que consistia em:

Ter a memória o princípio da vida de seus antepassados durante a jornada no Deserto, e pelos anos passados lembrar da fragilidade do tempo da vida humana que necessita da proteção Divina, seja de qual classe social estiver.

Festa que ocorria no tempo do frio e também terra pronta para cultivo porém necessitando das águas para garantir uma boa colheita, lembrando assim que mais uma vez necessitamos do Eterno.

Dias festivos intercalados com vários acontecimentos, muita alegria e momentos solenes, ocorriam durante esse evento e era considerada uma das 3 (três) maiores festas do total de 7 (sete).

Jesus ouve de seus irmãos, que deveria se deslocar para Jerusalém, pois nessa época a festa era centralizada na Capital, assim afluíam muitas pessoas de todos os lados, lembrando que somente velhos, inválidos ou incapacitados e os menores até 12 (doze) anos estavam dispensados de comparecer.

Nesse tempo o ministério do Senhor estava acontecendo por toda a Galiléia, a razão era porque havia pessoas em Jerusalém, que nutriam o desejo de matar a Jesus.

Porém a proposta de seus irmãos era para que ele se apresentasse ao mundo (todos os presentes em Jerusalém) demonstrando seus feitos, para se tornar conhecido e reconhecido por todos.

Nossa mente pode pensar, ou imaginar, que era uma proposta coerente, uma vez que Jesus era um Raboni, e um dos atos era o de ensinar, anunciar e falar das Escrituras ao povo, e por estar indo nas Cidades da região da Galiléia estava ofuscando a possibilidade de ser uma pessoa popular entre o povo.

Na Festa de Sukkot, as tendas devem ser erguidas com parâmetros máximos, quanto ao material das paredes poderia ser de qualquer espécie (ouro, prata, madeira, plástico, ...) porém a cobertura (teto ou telhado) deve ser feita com folhas de plantas cortadas e colocadas bem juntas para dificultar a passagem do sol, essa era a cobertura para eles.

Jesus, certamente conhecia todo o processos e sabia os motivos de cada elemento usado, e declara aos seus irmãos que o tempo dele não havia chegado, a cobertura que ele deveria proporcionar pela vontade do Pai ainda não era a hora.

Assim, deixa ou incentiva que cada um de seus irmãos vá e participe dessa Festa dos Tabernáculos, pois para muitos é muito mais impactante do que somente ler e estudar o assunto, pois era o momento em que cada um deles podiam meditar sobre suas preces (orações) feitas durante a Pascoa e Pentecostes, participar das festividades, acontecimentos  e perceber sua real dependência pois eram uma Nação predominantemente agrícola.

Todos os dias vivemos nossas vidas buscando chegar a um equilíbrio em nossa mente, corpo e alma, e para tanto fazemos uso dos mais diversos meios, para o atingir, muitos vivem seus dias a buscar essa cobertura nesses rituais diários e desses uma parte quando chega ao final de seus dias, se sente frustrado.

O Plano do Senhor esteve oculto em todo na Velha Aliança (o Antigo Testamento), sempre os estudiosos de todos os tempos, mestres e sábios, ... buscavam e buscam identificar, mas os meios que adotam, podem ofuscar a chegada (o tempo) dessa verdadeira e única Cobertura no Senhor Ungido Messias Jesus, que outrora estava sendo apresentada como referência das coisas que há no Céu.

Nos dias em que vivemos, como outrora é bem verdade, alguns se levantam para contradizer, outros maldizer e outros para ouvir e perceber que o Reino dos Céus é chegado para todo aquele que crê que o Tempo da Cobertura encerra no Messias Jesus e se conclui conforme se acham nas Escrituras Sagradas, pois todas as Palavras se cumprem, inclusive o Reinado do Messias.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 28 de maio de 2021

GRUPO DE SEGUIDORES.

 

Base na Bíblia: João 06:60-71 “... Muitos seguidores de Jesus ouviram isso e reclamaram: - O que ele ensina é muito difícil! Quem pode aceitar esses ensinamentos? Não disseram nada a Jesus, mas ele sabia que eles estavam resmungando contra ele. Por isso perguntou: - Vocês querem me abandonar por causa disso? E o que aconteceria se vocês vissem o Filho do Homem subir para onde estava antes? O Espírito de Deus é quem dá a vida, mas o ser humano não pode fazer isso. As palavras que eu lhes disse são espírito e vida, mas mesmo assim alguns de vocês não creem. Jesus disse isso porque já sabia desde o começo quem eram os que não iam crer nele e sabia também quem ia traí-lo. Jesus continuou Foi por esse motivo que eu disse a vocês que só pode vir a mim a pessoa que foi trazida pelo Pai. Por causa disso muitos seguidores de Jesus o abandonaram e não o acompanhavam mais. Então ele perguntou aos doze discípulos: - Será que vocês também querem ir embora? Simão Pedro respondeu: - Quem é que nós vamos seguir? O senhor tem as palavras que dão vida eterna! E nós cremos e sabemos que o senhor é o Santo que Deus enviou. Jesus disse: - Fui eu que escolhi todos vocês, os doze. No entanto um de vocês é um diabo! Ele estava falando de Judas, filho de Simão Iscariotes. Pois Judas, embora fosse um dos doze discípulos, ia trair Jesus. ...”

“... Ao ouvir isso, muitos talmidim disseram: ‘Essa é uma palavra dura: quem aguenta ouvi-la?’ Yeshua, porém, sabendo que os talmidim estavam se queixando a respeito desse assunto, disse-lhes: ‘Isso é um laço para vocês? Suponham, então, o que aconteceria se vissem o Filho do Homem voltando para onde estava antes? É o Espírito que dá vida; a carne em nada ajuda. As palavras que lhes disse são Espírito e vida; contudo, alguns de vocês não confiam’.  (Porque Yeshua sabia desde o começo quem não confiaria nele, bem como aquele que o trairia.) ‘Essa’, ele disse, ‘é a razão de eu lhes ter dito que ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai lhe tenha concedido’. A partir desse momento, muitos talmidim retrocederam e não mais andaram com ele. Então Yeshua disse aos Doze: ‘Vocês também querem ir embora?’. Shimón Kefa lhe respondeu: ‘Senhor, a quem iriamos? Você tem a palavra de vida eterna. Nós confiamos e sabemos que você é o Santo de Deus’. Yeshua lhe respondeu: ‘Eu não escolhi vocês, os Doze? Entretanto, um de vocês é um adversário’. (Ele estava falando a respeito de Y’hudad Bem-Shim’on, de K’riot; porque esse homem – um dos doze – iria traí-lo em breve.) ...”

 

O termo Grupo de seres humanos é utilizado para formar uma soma indefinida de pessoas que se encontram em um mesmo local, ou mesmo endereço eletrônico virtual, ou presencial para um determinado acontecimento, no caso de Jesus seriam pessoas que lá estavam a fim de o ouvir e participar de suas obras ministeriais, não só ouvindo e vendo em terceiros os milagres e maravilhas acontecendo, mas também muitos recebendo cada um por si, ou para uma determinada tarefa a ser desenvolvida.

O conjunto sempre inicia individual, porém quando juntos para elaborarem a mesma coisa, são chamados de Grupos que se diferenciam dos demais, logo no Mundo sempre existiu muitos Grupos, por exemplo uma Nação é um Grupo.

Inicialmente Jesus foi visitado por um grupo de mais de 5000 (cinco mil) homens e enquanto falavam entre si, sabemos que houve uma dispersão e provavelmente todos esses foram embora, quando perceberam que nenhum pão físico iriam receber naquele momento, poderíamos chamar essas pessoas do Grupo dos Eventuais.

A partir desse texto que lemos, notamos que um outro grupo aparece, e que são formados pelos que de continuo seguem o Messias para onde ele se desloca, esse é o Grupo dos Seguidores, o fazem de livre e espontânea vontade, mas depois de ouvir essas Palavras do Messias e sua insistência em crer naquele que foi Enviado pelo Pai, tomam uma decisão ao avaliarem a responsabilidade que estão percebendo.

Esses seguidores, optam por começar a dialogar entre si mesmos e declararem uns para os outros que essas palavras são difíceis de aceitar e mais difícil ainda de continuar a seguir o Messias, desta maneira, mas com cuidado falam entre si e ratifico entre si mesmo (os que são iguais entre si e compõem o grupo do seguidores) e arregimentam o grupo dos que vão se dispersar.

Jesus sabia o que esse grupo de seguidores estavam falando entre si e agora diretamente declara a eles, coisas ainda mais maravilhosas sobre a autoridade do Filho do Homem (evento que veio a ocorrer por volta de 40 dias depois de sua morte e de sua ressurreição) e ratifica mencionando a Pessoa do Espírito de Deus que tem a vida e a dá, e o homem (carne) só não pode fazer isso e mantém suas Palavras iniciais e originais sobre o fato de que quem vem a Cristo é porque da parte do Pai o enviou.

Mais um esvaziamento acontece, agora são os que fazem parte do grupo dos seguidores, não todos, notem o texto, mas muitos deixam de seguir ao Messias.

Aparece um terceiro grupo, com certeza menor, composto por 12 (doze) pessoas, que Jesus os escolheu como os quis, após ter passado uma noite inteira orando ao Pai, para assim os elegerem cada um destes, pelo nome, esse é o grupo dos discípulos e de diferente dos demais outros grupos que acabamos de citar, sabemos que eles eram os que depois de Jesus apresentar uma Parábola ao povo (os ouvintes em geral), Ele (Yeshua) os chamava a parte e para eles (discípulos) declarava com detalhes o que estava querendo dizer.

Mas percebam que nesse momento, uma pergunta direta agora sai do Messias para os seus doze escolhidos, nada citou João, o escritor ou anotou sobre a possibilidade de que eles também conversavam entre si, como os demais assim fizeram, e foi: ‘Será que vocês também querem ir embora?’.

Esse grupo não tinha um líder, entre eles, até esse momento, pois sabemos que dos doze, três estavam sempre mais próximos de Jesus, e eles eram: Simão Pedro Barjonas, João e Tiago filhos de Boanerges, e sabemos por João BarBoanerges, que foi Simão Pedro Barjonas que tomou a palavra e falou em nome deles (dos doze), e ratifica que eles creem e não tem para onde e com quem ir para ter a vida eterna, afinal eles sabem que o Messias é o Santo que Deus enviou.

Esse grupo se portou de maneira, diferente e sabemos como ocorreu o chamado (convite) da maioria deles, antes de serem separados como discípulos da multidão de seguidores, e sim foi o Eterno quem os levou a Cristo e ouvem então do Messias, uma frase que só foi entendida, ou digerida dias depois quando estavam muito próximo da data da crucificação de Seu Mestre.

Escolhi cada um de vocês, como eu quis, para formarem os doze, declara Jesus, o Cristo, no entanto um de vocês é diabo (caluniador ou acusador ou adversário).

Hoje nos dias atuais pensamos, ou melhor imaginamos que entendemos claramente está declaração, uma vez que conhecemos todo o desfecho desse assunto, mas se pararmos para pensar, não cessou essa verdade até os dias atuais, pois o diabo/satanás declara Paulo, o Apóstolo chamado por Cristo: ‘E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás (adversário ou personificação do mal) se disfarça em anjo de Luz.’; persiste a verdade enfim, em que cada um de nós estamos em um grupo, mas além do grupo que estamos devemos atentar para quem estamos seguindo, e a quem estamos servindo.

Simplesmente, tudo isso porque as Escrituras Sagradas nos advertem, garantindo que no julgamento de todos os seres humanos somente haverá dois grupo de seguidores, um deles estará a direita e o outro a esquerda.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula






 






sexta-feira, 21 de maio de 2021

REFLEXOS DE UM DIÁLOGO.

 

Base na Bíblia: João 06:53-59 “... Então Jesus disse: - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não comerem a carne do Filho do Homem e não beberem o seu sangue, vocês não terão vida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é a comida verdadeira, e o meu sangue a bebida verdadeira. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim, e eu vivo nele. O Pai, que tem a vida, foi quem me enviou, e por causa dele eu tenho a vida. Assim, também, quem se alimenta de mim terá vida por minha causa. Este é o pão que desceu do céu. Não é como o pão que os antepassados de vocês comeram e mesmo assim morreram. Quem come deste pão viverá para sempre. Jesus disse isso quando estava ensinando na sinagoga de Cafarnaum. ...”

“... Então Yeshua lhes disse: ‘Sim, eu lhes digo: a menos que comam a carne do Filho do Homem e bebam seu sangue, vocês não têm vida em si mesmos. Quem come minha carne e bebe meu sangue possui vida eterna – isto é, eu o ressuscitarei no último dia. Porque minha carne é verdadeira comida, e meu sangue, verdadeira bebida. Quem come minha carne e bebe meu sangue vive em mim, e eu vivo nele. Da mesma forma que o Pai vivo me enviou, e eu vivo pelo Pai, quem se alimenta de mim viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu – ele não é semelhante ao pão que seus pais comeram: eles estão mortos, mas quem comer deste pão vivera para sempre’. Ele disse essas coisas quando ensinava na sinagoga em k’far-Nachum. ...”

 

Refletir (Meditar muito; pensar excessivamente {refletiu sobre o emprego; refletiu que é preciso refletir antes de falar}; e pode causar ou ser alvo de reflexão: o espelho refletia a imagem; ou as águas que refletem o pôr do sol.) e Reflexo (O ato reflexo é o mais rápido mecanismo de estímulo e resposta do sistema nervoso, ocorre quando reagimos de maneira instantânea e involuntária a estímulos ambientais, exemplo: Alguns reflexos são inatos, como a flexão da perna de um recém-nascido ao se fazer cócegas em seus pés.).

Notamos que João, o discípulo e apóstolo de Jesus, narra o efeito de um acontecimento favorável aos que estavam em um lugar ermo com o Mestre quanto a multiplicação de pães e peixes e a evolução no dia seguinte, enquanto esses com outros buscavam ou esperavam repetir o mesmo feito a favor deles.

Todos estavam ouvindo, essas Palavras do Messias, pois momentos antes estavam se queixando entre si sobre a prática do canibalismo que permanecia em suas mentes pelas Palavras ouvidas do Rabi.

Jesus abertamente estava declarando a eles que as dúvidas que eles tinham, suas questões pessoais, suas dores, seus sofrimentos, seus infortúnios, seus enfrentamentos com o poder dominante do momento em que viviam, poderiam ficar para um segundo momento, enquanto eles podiam ouvir suas palavras, pois diante deles estava o enviado pelo Pai, que buscava apresentar os fatos que confirmavam para cada um deles e também para os depois deles e bem como para os depois dos nossos dias, até o dia de Sua Volta, a certeza de que nem só de pão vive o homem, mas sim de Toda a Palavra que sai da Boca do Eterno (Deuteronômio 08:03 e Mateus 04:04).

A vontade de saciar a fome, tinha uma grande importância para todos seus ouvintes de todos os tempos, pois para isso estavam a procurar o Senhor Jesus, fato recorrente século após séculos, ser humano após ser humano, porém o reflexo do diálogo estava agora apresentando um novo cenário que ultrapassava o comer, beber e se vestir, uma exortação como a que foi feita nos dias de Moisés, dos quais lembro que Jesus declarou claramente para não se inquietar tendo o que comer, beber e vestir (Mateus 06:31) e Paulo também menciona que tendo o necessário estejais satisfeitos (I Timóteo 06:08).

Porém, as Palavras do Messias apontam para a vida que conhecemos e a vivemos sobre a face da terra, a qual tem um novo momento que foi alterado ou apagado ou esquecido da memória desde os dias da queda de Adão e permaneceu oculto ou perdido aos homens e mulheres, até o período em que se cumpriu as Escrituras com a Vinda do Messias.

A cada homem ou mulher pós Adão permaneceu em seu interior o conceito de criar mecanismos para adorar a Verdade, buscando na multiplicidade (politeísmo) encontrar o meio necessário e os séculos apontam isto, bem como aos descendentes de Abrão, Isaque e Jacó o Monoteísmo, porém alcançaram um ponto em que faziam os rituais, porém seus corações estavam longe, assim ambos deixaram os reflexos de um diálogo que começou na Criação.

O Messias declara que o Pai, o envio e que Ele é o Pão vivo que desceu do céu para dar a vida eterna e sua carne e seu sangue deveriam ser comidos e bebidos por aqueles que se achegam ao Filho, o Enviado do Senhor, assim é o reflexo do dialogo aos ouvintes de Jesus século após séculos.

Por ser uma Sinagoga, o local onde estavam, deveria ser um sábado enquanto ali ensinava, e com toda certeza uma coisa ficou clara, que era a de que todos saíram certos que, o maná que veio do céus no tempo de seus pais no deserto por quarenta anos, não impediu que morressem, mas o pão da vida que está diante deles não era o mesmo, pois esse trazia o verdadeiro pão que alimenta o homem e a mulher, bastava para isso crer naquele que foi Enviado pelo Todo Poderoso.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 14 de maio de 2021

ESVAZIAR É O PRINCÍPIO.

 

Base na Bíblia: João 06:43-52 “... Jesus respondeu: Parem de resmungar contra mim. Só poderão vir a mim aqueles que forem trazidos pelo Pai, que me enviou, e eu os ressuscitarei no último dia. Nos Profetas está escrito: ‘Todos serão ensinados por D´us.’ E todos os que ouvem o Pai e aprendem com ele vêm a mim. Isso não quer dizer que alguém já tenha visto o Pai, a não ser aquele que vem de Deus; ele já viu o Pai. - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os antepassados de vocês comeram o maná no deserto, mas morreram. Aqui está o pão que desce do céu; e quem comer desse pão nunca morrerá. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer desse pão, viverá para sempre. E o pão que eu darei para que o mundo tenha vida é a minha carne. Aí eles começaram a discutir entre si. E perguntavam: Como é que este homem pode dar a sua própria carne para a gente comer?   ...”

 

“... Respondeu Yeshua; ‘Parem de resmungar entre si! Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai - que me enviou – o traga. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão ensinados por Adonai. ‘ Quem ouve o Pai e aprende dele vem a mim. Não que alguém tenha visto o Pai, exceto aquele que é de Deus – ele viu o Pai. Sim, eu lhes digo: quem confia possui a vida eterna. Eu sou o pão que é vida. Seus pais comeram maná no deserto e morreram. O pão que desce do céu é tamanho que uma pessoa pode comer dele e não morrer. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Além disso, o pão que dou é minha carne; e eu a darei pela vida do mundo’. Neste ponto, os habitantes de Y´hudad começaram a discutir entre si, dizendo: ’Como pode este homem nos dar sua carne para comer?’.” ...”

 

Sempre que participamos de uma refeição, buscamos saciar as necessidades que o corpo necessita para mantermos o organismo com o máximo de nutrientes necessários para que possamos ter a energia necessária para todas as nossas tomadas de decisões e para manter o corpo em equilíbrio, até a próxima refeição.

Um grupo conversa com o Mestre, eles buscam alimento, e Jesus apresenta o Pão vivo que desce do Céu, a frente deles, enviado pelo Pai, porém eles passam a resmungar entre si e Jesus passa a mostrar valores claros do Plano do Criador.

O Livro de Isaías 54:13 declara: ”Todos os seus filhos serão ensinados por ADONAI; seus filhos terão grande paz.” O Messias Jesus apresenta aos seus ouvintes essas palavras contidas no Livro de Isaías, sobre a conduta do Criador para com os seus, a fim de mostrar a cada um deles que nasce na Antiga Aliança diversos momentos em que apontam acontecimentos que estavam ocorrendo em seus dias e diante deles, os quais declaram para cada um deles a irem ao Enviado e creem ou confiarem  em suas Palavras.

‘Só conhece o Pai, quem veio do Pai’, percebemos que essas palavras devem ter confundido seus ouvintes, pois esses olhavam para Jesus e nele somente viam seus laços familiares (pai e mãe) e dele esperam somente o milagre repetido da multiplicação de pão e nada além que os comprometesse com o Mestre Jesus.

Jesus reforça o assunto, enfatizando que o alimento enviado no deserto por quarenta anos, o maná, declarando: ‘seus pais comeram e morreram’, mas ressalta que o Enviado do Pai tinha autoridade para por ser o pão que desceu do céu a dar vida eterna ao que o comer e acrescenta que sua carne será esse pão e essa oferecida para dar vida ao mundo.

Comer carne humana, gerou uma nova corrente de discussão entre eles, pois eles esperavam o pão físico, semelhante ao que comeram no dia anterior, mas agora a proposta do Mestre passa a ser uma dúvida de como eles poderiam comer a carne do corpo de Jesus e não ter mais fome.

A lei da física, declara que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo, logo quando estamos cheios temos dificuldades em aumentar em todas as áreas de nossa vida, seja física, mental e espiritual.

Os ouvintes do Messias estavam cheios de informações das Escrituras Sagradas, porém com seus corações distantes do Seu Criador, para poderem perceber o momento em que estavam vivendo e diante de quem estavam conversando.

Tudo caminhou para um processo de reconhecimento do Messias diante deles, o Emanuel (Deus conosco), mas não se esvaziaram, fato recorrente, que se repete a cada novo ciclo de vida dos seres humanos, pois preferem manter suas vidas no que definiram por si mesmos como o certo e deixam de ser enviados ao Filho para que os cure, cuide e os ressuscite no último dia, pois somente Ele é o princípio Vivo de Todas as coisas e somente a Ele devemos nos achegar para termos a Vida Eterna.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 7 de maio de 2021

ATENTAR AOS FATOS.

 

Base na Bíblia: João 06:33-43 “... Porque o pão que Deus dá é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Queremos que o Senhor nos dê sempre esse pão! - pediram eles. Jesus respondeu: Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede. Mas eu já disse que vocês não creem em mim, embora estejam me vendo. Todos aqueles que o Pai me dá virão a mim; e de modo nenhum jogarei fora aqueles que vierem a mim. Pois eu desci do céu para fazer a vontade daquele que me enviou e não para fazer a minha própria vontade. E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum daqueles que o Pai me deu se perca, mas que eu ressuscite todos no último dia. Pois a vontade do meu Pai é que todos os que veem o Filho e creem nele tenham a vida eterna; e no último dia eu os ressuscitarei. Eles começaram a criticar Jesus porque ele tinha dito: ‘Eu sou o pão que desceu do céu.’ E diziam: Este não é Jesus, filho de José? Por acaso nós não conhecemos o pai e a mãe dele? Como é que agora ele diz que desceu do céu? Jesus respondeu: Parem de resmungar contra mim. ...”

 “... porque o pão de Deus é quem desceu do céu e dá vida ao mundo’. Eles lhe disseram: ‘Senhor, dê-nos sempre esse pão’. Yeshua respondeu: ‘Eu sou o pão que é vida! Quem vier a mim nunca terá fome, e quem confiar em mim nunca terá sede. Eu lhes disse que me viram, mas ainda não confiam. Quem o Pai me dá virá a mim, e quem vier a mim com certeza não rejeitarei. Porque desci do céu, não para fazer minha vontade, mas a vontade de quem me enviou. E está é a vontade de quem me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Sim, está é a vontade de meu Pai: quem vir o Filho e confiar nele tem vida eterna, e eu o ressuscite no último dia.’ Com isso os moradores de Y´hudah começaram a se queixar contra ele, porque disse: Eu sou o pão que desceu do céu’. Eles disseram: ‘Este não é Yeshua Bem-Yosef? Conhecemos seu pai e sua mãe. Como ele pode dizer agora: ‘Desci do céu’?’ Respondeu Yeshua; ‘Parem de resmungar entre si! ...”

 

O que vem a Cristo nunca terá fome, o que crer em Cristo nunca terá sede e Jesus o ressuscitará no último dia, esse ensino muda a compreensão do que sempre fomos instruídos a fazer sobre a face da terra em nossas atividades cotidianas, pois pelos olhos da fé podemos sim ouvir a Voz do Pastor sentir sua presença e crer no seu amor incondicional para com todo aqueles que se achegam a Ele, porém, existe um detalhe somente os que são enviados pelo Pai a Ele.

Somos informados desde a tenra idade, que somente pelo suor, sacrifício, abnegação e por ações pessoais honestas podemos ser conhecidos como cidadãos dignos para uma sociedade, cumpridor de suas obrigações e de fato é verdade, mas mesmo com toda a fama ou riqueza que essas ações possam vir a levar ao ser humano, ainda assim não bastam quando o tema é sobre a reconciliação entre o Criador de todo o Universo, o Pastor, com suas ovelhas perdidas.

As Palavras de Jesus, cita sobre um pão vivo que dá vida ao mundo, seus ouvintes, imediatamente pedem para si deste pão.

A diferença de compreensão inicia neste ponto, pois reivindicam para si o alimento pão, porém descartam a pessoa que lhes entrega o Pão, enviado a pedido do Pai a eles.

O Messias esclarece a eles e a nós quanto a sua missão e aponta para o verdadeiro, ou real, objetivo do porque veio que é exclusivamente para cumprir a Vontade Soberana do Pai, a favor deles, porém, aponta que suas Palavras são para todos, mas somente os que o Pai enviar a Ele, esse os recebe e Ele os cuida para que não se percam e os ressuscitará no último dia.

Dois conflitos dentre muitos outros podem surgir, quando percebemos que estamos fora do alvo que o Eterno propôs aos seus, desde a criação, o primeiro é o de realmente identificar o que estou fazendo errado e o segundo é o que eu faço para me redimir, ou seja, acertar e voltar os passos na estrada estreita oferecida pelo Mestre Jesus.

Para chegar a esse instante de nossas vidas, devemos nos atentar aos fatos a nossa volta e o resultado de todos os que aceitam essas Palavras e a tomam como rhema que significa a palavra de Deus revelada e aplicada pelo Espírito Santo de forma específica ao nosso coração usando continuamente o logos que significa a palavra de Deus dita, escrita que é a letra, o conhecimento e a vontade de Deus para as nossas vidas através das Escrituras Sagradas.

Porém, o povo O vê, tem Ele a sua frente, O ouve, mas buscam nas evidências ou fatos humanos, respostas para declarar que não é bem assim, e que não está correto como o Mestre menciona, pois todos conhecem seu pai e sua mãe, e logo questionam a verdade das palavras do Messias de que Ele desceu do céu.

Aconteceu como em um novelo, ao puxar o fio, temos agora o real físico do ser humano que colide com as verdades seguras de uma Nova Vida nos padrões definidos pelo Eterno as ovelhas perdidas, que aceitam o Messias e creem que Ele é o enviado do Criador.

Faltou, falta e faltará para muitos seres humanos, sobre a face da terra, a percepção para atentar aos fatos sobrenaturais que acontecem ou aconteceram no caso dos que viveram esse momento, ou viverão para ouvir o Chamado e entender que é o próprio Criador enviando a Seu Filho Amado para simplesmente o receber e cuidar de suas feridas e o ressuscitar no último dia.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 30 de abril de 2021

INTERESSES NEBULOSOS.

 

Base na Bíblia: João 06:22-33 “... No dia seguinte a multidão que estava no lado leste do lago viu que ali só havia um barco pequeno. Sabiam que Jesus não tinha embarcado com os discípulos, pois estes haviam saído sozinhos. Enquanto isso, outros barcos chegaram da cidade de Tiberíades e encostaram perto do lugar onde a multidão tinha comido pão depois de o Senhor Jesus ter dado graças. Quando viram que Jesus e os seus discípulos não estavam ali, subiram nos barcos e saíram para Cafarnaum a fim de procurá-lo. A multidão encontrou Jesus no lado oeste do lago, e perguntaram a ele: Mestre, quando foi que o senhor chegou aqui? Jesus respondeu: Eu afirmo a vocês, que isto é verdade: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e nem entenderam os meus milagres. Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim de conseguir a comida que dura a vida eterna. O Filho do Homem dará essa comida a vocês porque Deus, o Pai, deu provas que ele tem autoridade. O que é que Deus quer que a gente faça? Perguntaram eles. Ele quer que vocês creiam naquele que ele enviou, respondeu Jesus. Eles disseram: Que milagre o senhor vai fazer para a gente ver e crer no senhor? O que é que o senhor pode fazer? Os nossos antepassados comeram o maná no deserto, como dizem as Escrituras Sagradas: ‘Do céu ele deu pão para eles comerem.’ Jesus disse: Eu afirmo a vocês que isto é verdade: não foi Moisés quem deu a vocês o pão do céu, pois quem dá o verdadeiro pão do céu é meu Pai. Porque o pão que Deus dá é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. ...”

“... No dia seguinte a multidão que estivera do outro lado do lago percebeu que apenas um barco tinha estado ali e que Yeshua não entrara nele com os talmidim; eles estavam sozinhos ao partir. Outros barcos, de Tiberíades, pararam perto do lugar onde o povo tinha comido pão depois de o Senhor ter pronunciado a b’rakhah. Quando a multidão percebeu que nem Yeshua nem os talmidim estavam ali, entraram nos barcos e partiram em direção a K’far-Nachum à procura de Yeshua. Assim que o encontraram, do outro lado do lago, perguntaram-lhe: ‘Rabbi, quando chegou aqui?’ Yeshua respondeu: ‘Sim, eu lhes digo que vocês não me estão procurando porque viram os sinais miraculosos, mas apenas porque comeram pães até ficarem satisfeitos! Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem lhes dará. Porque este é aquele em que Deus, o Pai, colocou o selo de aprovação’. Então lhe disseram: ‘O que precisamos fazer a fim de realizar as obras de Deus? Yeshua respondeu: ‘Isto é a obra de Deus: confiar em quem ele enviou!’. Eles disseram: ‘Que milagre você fará a fim de que possamos vê-lo e confiar em você? Nossos pais comeram maná no deserto – como diz o Tanakh: ‘Ele lhes deu pão do céu para comer’’. Yeshua lhes disse: ‘Falo a verdade: não foi Mosheh quem lhes deu pão do céu. Todavia, meu Pai lhes dá o pão genuíno do céu; porque o pão de Deus é quem desceu do céu e dá vida ao mundo’. ...”

 

Os cuidados do Mestre com o povo em anunciar as Boas Novas da chegada do Reino permanece firme, continuamente vive clamando pelo arrependimento do povo e agora encontramos dois grupos distintos, sendo que um deles acabou de chegar em Cafarnaum de modo espantoso, pois o barco parece que criou propulsão própria e venceu os obstáculos do tempo e rapidamente chegou as margens desta Cidade, e o outro grupo está se encontrando de volta no mesmo lugar onde estiveram e eles notam que ficou somente um barco pequeno ali, e a multidão sabia que o Mestre Jesus, não fora embora, porque viram que Ele não havia embarcado com seus discípulos no barco deles quando esses partiram.

Fazem uma varredura no local, chegam também nesse interim, mais barcos de Tiberíades e eles juntos concluem que lá não estava, e assim voltam todos aos seus barcos e vão de leste a oeste, ou seja, para a outra margem, na Cidade de Cafarnaum com o intuito de ali o procurarem.

Não havia qualquer desentendimento entre eles, mas havia agora o interesse de cada um deles acontecendo literalmente sobre Jesus na mente daqueles que o procuravam, pois sabemos que outrora assim fizeram em outros momentos antes da multiplicação dos pães, porém, agora há algo oculto que os leva a ir a Jesus, muito além do ato comum de cada um deles ouvir Suas palavras e presenciar os sinais e maravilhas que diante deles se operavam.

Ao encontrarem o Raboni, educadamente o saúdam perguntando quando Ele ali chegou, a resposta de Jesus, segue para um outro caminho, que a princípio pode parecer ao leitor, uma maneira rude de se expressar, porém era direta e objetiva quanto a razão honesta pela qual todos aqueles que estavam ali o buscavam naquele momento e ele pede para que eles creiam naquele que recebeu o selo de aprovação dado pelo Eterno.

Lembram da mulher que era natural de Samaria, que representa um povo misto, gentio, apartados da linhagem de Israel, ao pedir: Dá-me dessa água, para que eu não precise tornar a beber? Agora estamos diante de um povo da linhagem de Israel, não gentios, que segue o mesmo sentimento e intenção, de pedir, mas agora é somente do pão, para se fartarem e não precisar mais ter que trabalhar para o consumir.

Dois cenários em um mesmo momento, de um lado o povo trabalhando para encontrar o Mestre e se alimentar fisicamente por algum período e na outra extremidade Jesus, o Mestre, apontado para a Grandeza do Criador em enviar e celar com Sua aprovação o Pão da Vida e para esse sim cada um deles deveria crer e trabalhar, pois esse sim daria o pão eterno.

A maioria se não todos os seres humanos, repetem está frase, durante sua vida terrena sobre a face da terra, séculos depois: ‘O que precisamos fazer para realizar as obras do Eterno?’ Ou uma frase mais simples: ‘O que é que o Eterno quer que a gente faça?’ ‘Jesus responde: A obra do Eterno é para que creiam em quem Ele enviou’; ou mais simples: ‘Ele quer que vocês creiam naquele que Ele enviou.’

Os interesses do povo, começa a sair da nevoa, ao perguntarem que Sinal tinha Jesus a apresentar para que eles crescem nele, e citaram o episódio ocorrido na jornada de 40 anos com seus antepassados, quanto ao serem alimentados, pois Ele lhes deu pão do céu a comer.

Jesus responde, primeiro que não foi Moisés quem deu esse pão do céu, mas o Pai, e assim esclarece a todos: meu Pai lhes dá o pão genuíno do céu; porque o pão de Deus é quem desceu do céu e dá vida ao mundo.

O Plano Redentor do Eterno nasce do Amor Pleno do Senhor, aos seus e está estendido a todos quantos o querem aceitar, vem pela graça, que pode ser traduzida, por algo que cada ser humano por si só não a merece, mesmo somando todos seus méritos pessoais, feitos sobre a face da terra; a Proposta direta é que cada um reconheça seus próprios pecados e arrependa-se, ao ouvir a voz do Pastor e assim O aceitar e crer no Filho do Homem enviado pelo Pai, para somente por esta maneira cada um por si possa se reconciliar e passar a viver a vida com seu Criador.

O apóstolo enviado por Jesus, Paulo, de Tarso, escreve inspirado pelo Espírito Santo, um certo texto que pode simplificar o entendimento daqueles homens naquele tempo e que permanecem o mesmo entendimento pelos séculos posteriores e vão até a volta do Messias Salvador: ‘Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.’

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 23 de abril de 2021

ACREDITAR NO IMPOSSÍVEL.

 

Base na Bíblia: João 06:15-21 “... Jesus ficou sabendo que queriam levá-lo à força para o fazerem rei; então voltou sozinho para o monte. De tardinha, os discípulos de Jesus desceram até o lago. Subiram num barco e começaram a atravessar o lago na direção da cidade de Cafarnaum. Quando já estava escuro, Jesus ainda não tinha vindo se encontrar com eles. De repente, um vento forte começou a soprar e a levantar as ondas. Os discípulos já tinham remado uns cinco ou seis quilômetros, quando viram Jesus andando em cima da água e chegando perto do barco. E ficaram com muito medo. Mas Jesus disse: Não tenham medo, sou eu! Então eles o receberam com prazer no barco e logo chegaram ao lugar para onde estavam indo. ...”

“... Yeshua sabia que estavam a ponto de agarrá-lo e fazer dele o rei; por isso, voltou para os montes. Desta vez, foi sozinho. Ao anoitecer, os talmidim desceram ao lago, entraram em um barco e começaram a travessia em direção a K’far-Nachum. Estava escuro; Yeshua ainda não havia se unido a eles, e as águas estavam ficando agitadas, porque soprava um vento forte. Eles remaram uns cinco ou seis quilômetros e meio quando viram Yeshua se aproximando do barco, andando sobre o lago! Ficaram aterrorizados, porém ele lhes disse: ‘Parem de temer, sou eu!’. Queriam que ele entrasse no barco, mas o barco chegou imediato ao lugar desejado. ...”

 

Início lembrando que também nos Evangelhos de Mateus 14:22-33 e Marcos 6:45-53, são citados com outros detalhes este acontecimento.

Debruçamos nossos dias debaixo da certeza de que podemos chegar ao dia seguinte, a própria natureza humana é a que sempre nos encoraja a assim agir, muitas vezes agimos automaticamente, em outras vezes agimos como quem se coloca em um plano de voo, e o segue, somente fazendo os ajustes necessários para chegar ao destino.

Tomamos todos os cuidados para sempre nos ocupar-nos em se preparar para como reagir conforme as circunstâncias contrárias ocorrem, o mais rápido possível desde o momento inicial em caso de acontecimentos inesperados.

Os discípulos estão felizes com total certeza foram os agentes que alimentaram a muitos e ainda sobraram doze cestos, e o povo muito feliz eles também estão prontos para eleger Seu Mestre como o novo rei, mas o imprevisto acontece a eles, e os discípulos são convidados a irem do outro lado do lago exatamente na direção agora de Cafarnaum.

Segundo estudos de alguns estudiosos supõem-se que Jesus andou sobre as águas por volta do ano 27 (vinte e sete) dC, na trigésima primeira semana do Seu ministério, pois consideram estes que o ministério de Jesus durou 70 (setenta) semanas.

Na prática, antes de andar, sabemos que foram enviados seus discípulos a Sua frente, enquanto ele subia a um monte provavelmente para orar.

Somente a titulo de informação e especulação existe um monte chamado de Berenice, naquela região, que de seu topo é possível ver toda a cidade de Tiberíades, a planície de Genesaré, um pouco mais ao norte, e também Jesus poderia ter avistado o barco com os seus discípulos, em sua trajetória dificultosa.

O mar da Galiléia tem aproximadamente 11,27 km de largura, provavelmente os discípulos estavam no lado ocidental do lago da Galiléia, e navegavam na direção nordeste, outros estudos apontam que pode ser também este o mesmo local onde Jesus acalmou a tempestade.

Ao lermos o texto sabemos que somente avançaram 25 ou 30 estádios, que equivalem a 6 quilômetros, pois um vento forte aconteceu e as águas ficaram agitadas, logo deveriam estar aproximadamente no meio do trajeto esperado.

Pelo texto contido nos outros evangelhos sabemos que já era noite, chegando às 3 (três) horas da manhã (a quarta e última vigília antes do amanhecer).

Esses homens preparados a vida no lago ou mar agora vivem o improvável, pois quem mandou que eles passassem para o outro lado era o Messias e eles estavam enfrentando momentos de cansaço e desanimo possivelmente, pois nada podiam fazer contra os elementos da natureza a sua volta (seus problemas), mas em meio a esse caos e sentença contrária inclusive colocando suas vidas em risco, eles passam a ver algo que os surpreende.

Com Jesus algo de uma proporção impensável aconteceu, pois nem com Moisés, Josué, Elias ou Eliseu eles somente abriram o mar ou o rio, porém Ele o Messias anda sobre as águas, o que é muito mais poder manifestado, de uma grandeza infinitamente superior, onde as Escrituras Sagradas citam que somente o Espírito Santo pairava sobre as águas, ou se movia sobre a face das águas, juntando cada parte encontramos que: O pai, O Filho e O Espírito Santo são um, ou seja, é o próprio Eterno.

Em hebraico Gritar tem algumas traduções para essa palavra, que João não menciona, só usa MEDO, mas Marcos e Mateus sim, pois eles Gritam, essa palavra no sentido original pode ser muito além, pois também é CLAMAR, lembrem que foi isso que Bartimeu fez no caminho de Jericó; a mulher Cananéia também assim fez ao pedir para libertar sua filha; e foi o mesmo que os marinheiros no tempo de Jonas fizeram enquanto ele estava no fundo do barco escondido.

Clamaram ao Senhor e quem ouviu e respondeu foi o Messias que sempre são um, lembrando as Palavras de Jesus: ‘Eu e o Pai somos Um’, mas notem que os discípulos pensaram que estavam sofrendo um ataque do maligno (medo, gritam, pois pensam que estavam sendo atacados por fantasma, maligno), e imediatamente começaram a clamar, a pedir o socorro do Eterno.

Jesus, porém, respondeu aos seus clamores, ‘e lhes disse: Não tenham medo, sou eu!’, ou como declara Mateus14:27:’Tende bom ânimo, sou eu, não temais’.

Agora o barco chegou de imediato ao lugar desejado, sim o improvável aconteceu, pois eles creram e tiveram bom animo e acalmaram-se e o impossível nas mãos do Eterno Senhor do Impossível se tornou real a cada um deles.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula