sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

OCULTAR-SE DA LUZ.

 

Base na Bíblia: João 03: 17-21 “... Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo. Aquele que crê no Filho não é julgado; mas quem não crê já está julgado porque não crê no Filho único de Deus. E é assim que o julgamento é feito: Deus mandou a luz ao mundo, mas as pessoas preferiram a escuridão porque fazem o que é mau. Pois todos os que fazem o mal odeiam a luz e fogem dela, para que ninguém veja as coisas más que eles fazem. Mas os que vivem de acordo com a verdade procuram a luz, a fim de que possa ser visto claramente que as suas ações são feitas de acordo com a vontade de Deus. ...”

 

“... ‘Porque  Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo que nele confia possa ter a vida eterna, em vez de ser completamente destruído. Porque Deus não enviou seu Filho ao mundo para julgar o mundo; mas para que por meio dele o mundo possa ser salvo. Os que confiam nele não são julgados; quem não confia já foi julgado, por não ter confiado naquele que é o Filho único de Deus. Este é o juízo: A luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram as trevas, em vez da luz. Por quê? Porque suas ações eram ímpias. Quem realiza coisas más odeia a luz e a evita, para que suas ações não sejam expostas. Mas quem realiza o que é verdadeiro se aproxima da luz, para que todos possam ver que suas ações são realizadas por meio de Deus’. ..."

 

{Ao se pensar na Nação judaica, formada pelos descendentes de Abrão, Isaque e Jacó tenho na memória um dos símbolos mais reconhecidos do judaísmo que é chamada de: ‘a estrela de Davi’.

Ela é chamada de estrela de seis pontas, formadas por dois triângulos, ou seja, provavelmente: o símbolo oficial do povo judeu.

Pelas Escrituras Sagradas na Antiga Aliança, nem na Nova Aliança, nada encontramos de referência direta e sim indireta onde encontramos: ‘Nossa ajuda e nosso escudo’ e assim é possível imaginar que o uso da estrela de seis pontas como símbolo judaico tem apenas algumas centenas de anos.

Em Hebraico a estrela não é chamada de ‘Estrela de David’ e sim ‘magen david’ מַגֵּן דָּוִד - o ‘Escudo de David’.

A palavra Hebraica para escudo, magen, significa literalmente uma cobertura de proteção. Em Gênesis 15:1, Deus faz um pacto com Abraão dizendo: "Não tenha medo Abrão, eu sou seu escudo (magen)". Nos Salmos, encontramos outro uso da palavra relacionado com Deus feito pelo próprio David, repetindo várias vezes que apenas Deus é ‘nossa ajuda e nosso escudo’ (magen), pois é quem nos oferece segurança de verdade. Portanto, a ‘estrela de David’ é na verdade um símbolo da proteção Divina. A verdadeira força do Escudo de David só pode ser entendida no idioma Hebraico original.} extraído e adaptado de um texto enviado por email de Malach Mhashamaim, Dom, 13/12/2020 13:02).

O escudo pode ser uma ferramenta que para nós nos dias atuais sejam considerados como um item secundário, pois colocamos em primeiro plano as forças pessoais, aptidões e habilidades humanas, porém as Escrituras Sagradas apontam para um referencial completamente diferente para ser guardado e cuidado e em consequência é possível poder cuidar e poder guardar seu semelhante.

O plano da Salvação, como entendemos pelas Escrituras, foi necessário e estava traçado desde Adão, passando por Sete, Enoque, Noé, Abrão, Levi, Judá, Moisés, Davi, Jesus, até os dias que antecedem a Volta do Messias.

Notem que com cuidado os ensinos estão sendo apresentados a um estudioso da Lei de Moisés, da Torá e mencionando claramente o efeito da vinda do Filho do Homem e a consequência para os que confiam e creem em sua pessoa e para os que se mantem contrários.

Nicodemos ouve com certeza sim, de que a Luz foi enviada ao Mundo com o objetivo claro de resgatar o elo perdido da comunhão com seu Criador, exatamente pelo insucesso que a religião chegará, porém as obras de cada um selaram o mover da direção pessoal de cada ser humano.

A luz veio ao mundo, com um propósito, porem desde a criação havia luz, mas essa, era antes da fundação do mundo e agora cumprindo a vontade do Pai, se apresentava para salvar o mundo, o homem deveria estar satisfeito pois nada fizera e de graça recebera.

Porém, a rejeitaram, pois a luz tem como uma de suas características o apresentar, trazer a tona, as ações, e suas obras que faziam eram más ou ímpias, por isso, passaram a odiá-la.

Ocultaram-se, ocultamos, ocultaremos da Luz, dia a dia, sim durante a vida sobre a face da terra, mas nem todos, pois existe um grupo de doentes, fracos, tristes, desanimados, desamparados, esquecidos, desqualificados, e ... que procuram realizar o que é verdadeiro (Cristo é a Verdade) e assim se achegam mais e mais perto da Luz.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

O VÉU DESCOBERTO.

 

Base na Bíblia: João 03: 10 -16 “... Jesus respondeu: o senhor é professor do povo de Israel e não entende isso? Pois eu afirmo ao senhor que isto é verdade: nós falamos daquilo que sabemos e contamos o que temos visto, mas vocês não querem aceitar a nossa mensagem. Se vocês não creem quando falo das coisas deste mundo, como vão crer se eu falar das coisas do céu? Ninguém subiu ao céu, a não ser o Filho do Homem, que desceu do céu. Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que creem nele tenham a vida eterna. Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. ...”

 “... Yeshua lhe respondeu: ‘Você tem o cargo de mestre em Yisra´el e não sabe disso? Digo-lhe: falamos do que conhecemos e damos testemunho do que vimos, mas vocês não aceitam nosso testemunho! Se vocês não acreditam em mim quando lhes digo das coisas do mundo, como crerão quando lhes contar sobre as coisas do céu? Ninguém subiu ao céu; só uma pessoa desceu do céu: o Filho do Homem. Do mesmo modo que Mosheh levantou a serpente no deserto, assim deve ser levantado o Filho do Homem; para que todo aquele que nele confia possa ter a vida eterna. Porque Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho único, para que todo que nele confia possa ter a vida eterna, em vez de ser completamente destruído. ...”

 

Como mencionado na semana anterior, ratificamos que Jesus nesse versículo seguinte, usa o termo nós ao invés de falar exclusivamente de si, para muitos isso seria uma demonstração de respeito a todos os demais que sempre ensinaram essa verdade, porém, devemos lembrar que nesse período, pouco antes, João, o Batista, também iniciou seu ministério pregando o mesmo tema: ARREPENDEI-VOS PORQUE É CHEGADO O REINO DOS CÉUS, e eu dizia ele, batizo com água na base do arrependimento, mas aquele, o que vem após mim, esse batizará no Espírito e com fogo; agora diante de Nicodemos, está o cumprimento das Escrituras Sagradas, a Antiga Aliança tem presente a Nova Aliança sendo formada com o homem, porém como citado a semana passada, qual foi senão a postura dele em somente confrontar as informações pois seus olhos o viam, seus ouvidos o ouviam, mas a sua razão pessoal falava mais alto.

O Filho do Homem estava sendo apresentado a Nicodemos e aos demais ouvintes, suas palavras declaravam sua origem, mas antecipavam que mesmo usando exemplos terrenos não lhe criam, e assim se ele falasse dos celestes nada acrescentaria a eles, usando as Escrituras Sagradas citou da Antiga Aliança um acontecimento sobre Moises levantar uma Serpente no deserto.

A serpente levantada no deserto, está contida no livro de Números (B´midbar) capítulo13 e resumindo cita que o povo estava dando uma volta para não passar pela terra de Edon (Jacó era irmão de Esau = Edon), e eles começaram a falar contra o Eterno e contra Moisés, dizendo que estavam ali para morrer no deserto e estavam cansados pois não havia água e alimento e também das coisas miseráveis que comiam (manah).

Vieram então serpentes e estas mordiam (picavam) o povo e daqueles que não morreram por ainda não terem sidos picados (mordidos) assumiram seus erros (pecados) e pediram a Moises que orasse ao Eterno para que os livrasse da morte certa. A resposta do Eterno era para fazer uma serpente e colocar em uma estaca e todo aquele que  fora mordido e olha-se para essa estatua de serpente continuava a viver.

Jesus acrescenta que assim deveria acontecer com o Filho do Homem, mesmo descido do céu, deveria ser levantado em uma estaca, para que todo aquele que nele crê, tenha a vida eterna.

Lembremos que Jesus esta tratando de ser uma pessoa com vida eterna, pois o nascido da carne é carne e declarou a Nicodemos que é necessário nascer de novo, e agora ratifica que não mais da carne e sim do espírito, sendo gerada no novo nascimento uma nova criatura, a todo aquele que crê e recebe o Espírito.

Com certeza podemos estar seguros de que Nicodemos, recebeu muito mais informação do que esperava receber, bem como seu grau de compreensão foi testado e ele claramente não conseguia assimilar todos esses dados (conhecimento).

O Senhor foi mencionando dado a dado em ordem, pois tinha que ter uma razão para isso acontecer, pois havia uma real separação.

A linha de separação do Santo para o Santo dos Santos era um véu, logo este véu limitava a entrada de pessoas, da tribo de Levi, e destes somente os da tribo da linhagem de Arão e somente um único sacerdote deles, uma vez por ano, poderia entrar no lugar Santíssimo e oferecer sacrifícios ao Eterno, pelo pecado, por si e pelo povo (expiação).

A separação era o pecado, assim começou João, a pregar, arrependei-vos com o batismo em águas como sinal e Jesus também a pregar, arrependei-vos, com o batismo no Espírito e com fogo como sinal, pois uma nova criatura seria formada, assim como no Gênesis (Princípio) do pó da terra veio o homem em carne, soprado o folego de vida.

Nicodemos tem diante de si o véu descoberto, ou seja, tem acesso ao Santo dos Santos, que esta no mundo cumprindo a vontade do Pai, ele reconhece sim que Jesus tem autoridade celeste, mas para nesse fato, pois a ideia do Messias, Yeshua, diante dele, era por demais simples, pois esperava a pomposidade de uma realeza e suas etiquetas, porém o que vê, diante dele somente está uma Pessoa nascida em Belém da região da Judéia, que passou um tempo no Egito e viveu em Nazaré na região obscura da Galiléia.

Chegamos aos nossos dias, quanto aos Nicodemos atuais, esses vivem rodeados de todo o tipo de informação e acesso ilimitados sobre todos os assuntos.

Quando informados de Yeshua, como estão se portando interiormente? Seria uma reedição do mesmo acontecimento passado, ou no presente deixam passar, achando que nada dele precisam, muito menos de seu perdão, uma vez que com ou sem véu, vivem seus dias como se fossem eternos e o pecado é tratado como uma simples consequência da vida humana sobre a face da terra.

Assim muitos, multidões deixam de perceber que não foi um acaso, e sim um Plano declarado pelo Eterno, por pleno amor, enviando seu Filho único, para abrir o acesso com o véu descoberto; no entanto dia a dia o próprio homem e mulher tem esfriado seu amor dentro de si mesmo, e assim opta com ou sem palavras verbalizadas por permanecer rejeitando.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 





sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

A ARTE DE CONFRONTAR.

 

Base na Bíblia: João 03: 04-10 “... Nicodemos perguntou: Como é que um homem velho pode nascer de novo? Será que ele pode voltar para a barriga da sua mãe e nascer outra vez? Jesus disse: Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito. Quem nasce de pais humanos é um ser de natureza humana; quem nasce do Espírito é um ser de natureza espiritual. Por isso não fique admirado porque eu disse que todos vocês precisam nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do Espírito. Como pode ser isso? Perguntou Nicodemos. Jesus respondeu: o senhor é professor do povo de Israel e não entende isso? ...

 

“... Nakdimon lhe disse: ‘Como pode uma pessoa adulta “nascer”? Ela precisa voltar ao ventre materno e nascer pela segunda vez?’ Yeshua respondeu: ‘Eu lhe digo que a menos que a pessoa nasça da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que nasce da carne é carne, e o que nasce do Espírito é espírito. Pare de se admirar por eu lhe ter dito que vocês devem nascer outra vez - do alto! O vento sopra onde quer, e vocês ouvem o som, mas não sabem de onde vem nem aonde vai. Assim é com quem nasceu do Espírito’. Nakdimon perguntou: ‘Como isso pode acontecer?’. Yeshua lhe respondeu: ‘Você tem o cargo de mestre em Yisra´el e não sabe disso? ...”

 

Jesus no versículo seguinte, usa o termo nós ao invés de falar exclusivamente de si, para muitos isso seria uma demonstração de respeito a todos os demais que sempre ensinaram essa verdade, porém, devemos lembrar que nesse período, pouco antes, João, o Batista, também iniciou seu ministério pregando o mesmo tema: ARREPENDEI-VOS PORQUE É CHEGADO O REINO DOS CÉUS, e eu dizia ele, batizo com água na base do arrependimento, mas aquele, o que vem após mim, esse batizará no Espírito e com fogo; agora diante de Nicodemos, está o cumprimento das Escrituras Sagradas, a Antiga Aliança tem presente a Nova Aliança sendo formada com o homem, porém qual foi senão a postura dele em somente confrontar as informações pois seus olhos o viam, seus ouvidos o ouviam, mas a sua razão pessoal falava mais alto.

No dicionário a palavra confrontar tem sua origem no ato de dividir o mesmo limite; fazer fronteira: e limitar-se. Na etimologia (estudo da origem e da evolução das palavras, que trata da descrição de uma palavra em diferentes estados de línguas anteriores, até remontar ao étimo) a origem da palavra confrontar, vem do latim confrontare.

Racionalmente Nicodemos, o mestre, o líder dos judeus lança seu entendimento e demonstra sua falta de convicção de como tornar esse fato em prática para si e para os demais que o ouviam.

As palavras de Jesus continuam a manter como necessário o novo nascimento contando com a água e o Espírito bem como fogo e a partir desse ensino, classifica dois grupos de seres humanos, os que nasceram na carne e são carne e os que nasceram na carne, mas também passaram pela água e pelo Espírito bem como fogo, e passam a ser espírito.

Talvez muito, muito, grosseiramente exemplificando seria como um bife que tem sua origem animal e pode ser consumido assim, com certeza tem claramente seu sabor de carne, mas quando empanado e depois coberto com queijo passa a ter um novo sabor, muito apreciado pelos carnívoros.

Jesus claramente aponta para a reconciliação perdida desde o tempo do Jardim do Éden, a qual nos primórdios, inicialmente havia, declarando Ele que agora, ela vem, mas somente do Alto, pois os demais elementos eram o exemplo ao homem, daquele que havia de vir, enquanto que o ser humano se distanciou, e agora estava diante dele o meio possível, a forma, a resposta, a verdade que permite ver o Reino dos Céus.

O vento também é apresentado por Jesus, como um passo que ao ser humano era impossível de definir, de onde vinha ou para onde ia, somente o sentir era possível da sua presença, da mesma forma foi considerado todo o que é nascido do Espírito.

Novamente, agora Nicodemos, confronta o Mestre muito mais com o intuito de ser esclarecido detalhe a detalhe, como uma pessoa pode se converter em uma nova criatura, e lança a questão para Jesus, talvez até para poder ficar pensando e ganhar um tempo pois não conseguia compreender essas palavras.

Jesus devolve a pergunta ao mestre, líder dos judeus, conhecedor profundo das Sagradas Escrituras, na qual ele deveria encontrar ali suas respostas a todos os seus questionamentos, pois diante dele estava o Criador dos Céus e da Terra, cumprindo a vontade do Pai e apresentando o Consolador, o que convence e faz lembrar, o Espírito Santo.

Nos dias atuais onde a sociedade se considera muito evoluída, a ponto que uma criança vive em um novo meio de opções para avaliar o mundo no qual vive e os mais velhos passam a ter o direito de deixar de apontar suas ideias que contrariem o Governo, notamos que a arte de confrontar os valores antigos cada dia mais esta avançando e buscando erradicar todos eles em nome do avanço do conhecimento pleno pessoal de cada individuo humano, porém continua a ter e estar no mundo a Antiga e a Nova Aliança que apresentam com insistência de que além do corpo, e do usufruir dele e dos bens materiais a volta, existe uma vida e o julgamento final.

Imaginem no dia a dia como cada Nicodemos de todos os tempos, passam a viver seus dias, uma vez, depois que tiveram a oportunidade de confrontar e ouvir as Palavras das Boas Novas de Yeshua.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula






 






sexta-feira, 27 de novembro de 2020

O LIMITE HUMANO.

 

Base na Bíblia: João 02: 22-25 e 03:01-03 “... Quando Jesus foi ressuscitado, os discípulos lembraram que ele tinha dito isso e então creram nas Escrituras Sagradas e nas palavras dele. Quando Jesus estava em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos creram nele porque viram os milagres que ele fazia. Mas Jesus não confiava neles, pois os conhecia muito bem. E ninguém precisava falar com ele sobre qualquer pessoa, pois ele sabia o que cada pessoa pensava. Havia um fariseu chamado Nicodemos, que era líder dos judeus. Uma noite ele foi visitar Jesus e disse: Rabi, nós sabemos que o senhor é um mestre que Deus enviou, pois ninguém pode fazer esses milagres se Deus não estiver com ele. Jesus respondeu: Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo. ...”

 

“... Por isso, quando ressuscitou dos mortos, os talmidim se lembraram de que ele havia dito isso e confiaram no Tanakh e no que Yeshua dissera. Enquanto estava em Yerushalayim, na festa de Pesach, havia muitas pessoas que ‘creram no nome dele’ ao ver os milagres que realizava. Mas Yeshua não confiava nelas, pois ele sabia como as pessoas eram - Isto é, ele não precisava que ninguém lhe informasse a respeito de qualquer pessoa, pois ele sabia o que havia no coração dela. Havia um homem entre os p’ruhim chamado Nakdimon, um dos líderes dos habitantes de Y´hudad. Esse homem foi até Yeshua à noite e lhe disse: ‘Rabbi, sabemos que você vem da parte de Deus como mestre, porque ninguém é capaz de fazer os milagres que você realiza a menos que Deus esteja com ele’. ‘Isso é verdade’, Yeshua lhe respondeu. ‘Digo que a menos que uma pessoa nasça outra vez, do alto, não pode ver o Reino de Deus’. ...”

 

Surpreende a muitos quando entendemos que há limites reais, os quais para o ser humano é intransponível, porém, ainda assim vivemos nossa existência na busca de alternativas constantemente para rompe-los, pois a imaginação humana é sempre fértil em criar soluções e respostas para todo e qualquer evento que possa ele estar vivendo.

Desta forma vivemos rodeados de casos reais de pessoas que do fracasso passaram ao sucesso e procuramos focar nossas energias para empreendermos ações que cheguem, ou alcancem o sucesso pessoal de cada um, pois aparentemente é diferente e individual para cada um, porém pode ser que esse seja mais uma fantasia criada por homens para subjugar povos e raças.

Em comum todos os dias usamos do ar que respiramos, bebemos da água que está disponível na natureza e comemos cada um segundo seu sistema e momento de vida do que está disponível no Planeta, esse é um limite humano comum a todos.

Jesus, como lemos, antes da Páscoa declara que derrubado o Templo em três dias ele O faria de novo e cumpriu, hoje sabemos; também durante a Páscoa, muitos vieram a crer em seu ensino lastreados nos milagres que aconteciam diante de seus olhos, esse era o limite que eles tinham como seres humanos.

Jesus a ninguem confiava, pois excedia as emoção expressas da carne em palavras e sentimentos, esses eram limites reais, mas por Ele conhecer as intenções do coração, sim era o próprio Deus e a cegueira da limitação imperava diante dos filhos judeus (que usavam da astucia do fazer que aceita só para agradar e bajular, para assim poder ter mais milagres, porém não por convicção pessoal).

Cita o texto Sagrado que durante à noite, em um tempo esse que noite era realmente noite, um homem sabe onde se encontra Jesus, o Messias, e ele está bem informado acerca das suas ações e provavelmente incomodado em seu interior e não achando resposta entre seus pares e os comuns a sua volta, ele está então limitado e busca uma resposta em anonimato.

A saudação de Nakdimom é perfeita e bem provida de dados e enaltecem o título de Mestre e a pessoa de Yeshua, e o ligam diretamente a Deus.

O Senhor Jesus, ouve a saudação e mesmo sem ser uma pergunta direta, responde como em um costume de pessoas locais de forma a consentir que são verdadeiras aquela palavras.

Porém, em seguida complementa com a chave que move céus e terra que extrai do homem sua própria limitação e abre o céu mostrando como ver o céu, o Reino de Deus, lembrando, por favor, que Nicodemos era bem informado sobre Jesus e todos sabiam que sua pregação era uma só: ‘Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.’, ou na versão do Tanakh e B’rit Hadashah: ‘Abandonem seus pecados e voltem para Deus, pois o Reino do Céu está próximo!’.

O limite humano encerra em Jesus, o Cristo, o Messias, Yeshua, que tem autoridade, conhece o pensamento do coração de cada ser humano e trouxe o perdão dos pecados a todo aquele que crê, se arrepende de seus pecados pessoais e O aceita, para viver em uma nova vida sem pincéis de tintas que a traça e a ferrugem buscam destruir, mas sim entesourando tesouros onde não podem chegar a traça e a ferrugem.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






sexta-feira, 20 de novembro de 2020

O AGIR DE CADA DIA.

 

Base na Bíblia: João 02: 13-19 “... Alguns dias antes da Páscoa dos judeus, Jesus foi até a cidade de Jerusalém. No pátio do Templo encontrou pessoas vendendo bois, ovelhas e pombas; e viu também os que, sentados às suas mesas, trocavam dinheiro para o povo. Então ele fez um chicote de cordas e expulsou toda aquela gente dali e também as ovelhas e os bois. Virou as mesas dos que trocavam dinheiro, e as moedas se espalharam pelo chão. E disse aos que vendiam pombas: Tirem tudo isto daqui! Parem de fazer da casa de meu Pai um mercado! Então os discípulos dele lembraram das palavras das Escrituras Sagradas que dizem: ‘O meu amor pela tua casa, ó Deus, queima dentro de mim como fogo.’ Aí os líderes judeus perguntaram: Que milagre você pode fazer para nos provar que tem autoridade para fazer isso? Jesus respondeu: Derrubem este Templo, e eu o construirei de novo em três dias! ...”

 

“... Já era quase o tempo da festa de Pesach em Y´hudah; portanto, Yeshua subiu a Yerushalayim. Na área do templo, encontrou alguns vendedores de bois, ovelhas e pombas, e outras pessoas assentadas diante das mesas, trocando dinheiro. Ele fez um chicote de cordas e expulsou todos da área do templo, bem como as ovelhas e os bois. Virou as mesas dos cambistas, espalhando as moedas, e disse aos que vendiam pombas: ‘Tirem essas coisas daqui! Como vocês ousam transformar a casa de meu Pai em um mercado?’. (Os talmidim se lembraram mais tarde do que o Tanakh diz: ‘O zelo pela tua casa me devora’.) Então os habitantes de Y´hudah o confrontaram, perguntando: ‘Que sinal miraculoso você pode nos mostrar para provar o direito de fazer tudo isso?’ Yeshua lhes respondeu: ‘Destruam este templo, e em três dias eu o levantarei’. ...”

 

No dia a dia de cada ser humano, podemos fazer ou deixar de fazer planos para passar as 24 horas que compreendem cada dia, e uma grande parcela da população humana em todos os tempos sempre fazem planos de médio, de curto e inclusive de longo prazo, bem como, existe uma parcela que procura viver cada dia o seu dia e nada além disso, por inumeras razões pessoais dentre elas podemos destacar: quer por decepções, ou por consequências de atos, ou mesmo por estar desiludido com todos seus feitos sem sucesso de seus empreendimentos, sua saúde precária, ou seja então, independente de qual for a razão, todos sabemos que temos que agir para completarmos as horas de cada dia.

Para o povo judeu era mais um dia em sua rotina diária, os que vendiam bois, ovelhas e pombas estavam em seu lugar costumeiro, preparados para atender seu público, bem como os que trocavam moedas igualmente já estavam em seus postos, aptos e prontos a atender, e era o momento certo, afinal, estavam próximos da celebração da Páscoa, a qual era e é um dos grandes eventos que traziam inúmeros judeus de todas as partes para ali estarem.

Os líderes do local e os religiosos estavam de acordo com a presença desses vendedores, em pontos estratégicos do templo no pátio, para que a programação das festividades tivessem um fluir tranquilo e menos desgastante principalmente para os visitantes, que podiam comprar sua oferta e trocar seu dinheiro pelo dinheiro do templo.

Jesus, Yeshua, o Cristo, chega ao local e seu agir difere dos demais, pois ao ver esse cenário, ele faz um chicote de cordas e começa a expulsar todos inclusive os animais da área do templo e tomba as mesas derrubando as moedas e declara aos que estavam com os pombos para também saírem daquele local.

Suas palavras de argumentação enquanto os expulsavam era a de que a Casa do Pai era um local de oração e jamais um ponto de comércio, isso era uma ousadia da parte deles contra o Pai.

Podemos imaginar que foi uma surpresa a todos, uma vez que Jesus, certamente em outras vezes, por ali já havia passado, ou ainda que fosse a primeira vez (dificilmente), era somente o agir de um único homem, contra todo um sistema de comércio instalado.

Os lideres e habitantes, provavelmente em poucos minutos se juntaram a volta dele e questionaram o Senhor sobre quais os milagres apresentava que o credenciavam a justificar, para poder ele, dessa maneira agir autoritariamente.

Os discípulos pelas palavras escritas de João, nada estavam a entender, somente estavam juntos, e participaram como expectadores, ou testemunhas de cada ato do Messias, somente depois se lembraram das palavras contidas no livro de Salmos (69:10), um Salmo de Davi para o músico-mor, sobre Shoshanim, que apontavam para a razão de sua ação.

Jesus declara em resposta a pergunta, esta frase: ‘Destruam este templo e em três dias eu o levantarei’.

O Templo já estava em sua terceira reconstrução, mas a resposta deles a essa afirmação foi a de que foram necessários 46 (quarenta e seis) anos para edificar, e agora o Messias declara que o fara em 3 (três) dias.

Suas mentes estavam confundidas, pois Yeshua apresentava as Palavras de seu Ministério e eles estavam com seus olhos fixos em uma estrutura humana, e nada puderam avançar, nesse dialogo, além desse ponto, somente os discípulos vivenciaram o cumprimento dessas Palavras, após sua morte e ressurreição.

O agir do Eterno é perfeito e sua Palavra tem poder para transformar vidas, ultrapassando a barreira do material e chegando a todas as esferas da vida de uma pessoa, resgatando, moldando, edificando e tratando a cada um em seu dia a dia.

Pelo texto sabemos que foram expulsos de vender, no templo, pois para um judeu é local sagrado todo espaço que envolve o templo e sua edificação, porém a tolerância que havia aos olhos do Redentor do Mundo era uma ousadia contra o Criador e isso o consumia e era uma afronta contra Ele, e muitos viram os sinais e creram nele, mas Jesus não confiava a eles, pois bem sabia o que havia no homem.

Sabemos que voltaram a repetir esse modo de agir, pois em outra oportunidade está escrito que Jesus voltou a fazer a mesma coisa, assim, analisando esse modo de agir seria um provável modelo de referência do ser humano, que vai buscando alternativas confortáveis e cômodas para si mesmo e deixa de perceber que amar a si mesmo é um ato correto, porém válido somente para quem ama igualmente ao seu próximo, para que possa ter sentido a vida.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 





sexta-feira, 13 de novembro de 2020

OBEDECER É MELHOR QUE SACRIFICAR.

 

 

Base na Bíblia: João 02: 08-12 “... Em seguida Jesus mandou: Agora tirem um pouco da água destes potes e levem ao dirigente da festa. E eles levaram. Então o dirigente da festa provou a água, e a água tinha virado vinho. Ele não sabia de onde tinha vindo aquele vinho, mas os empregados sabiam. Por isso ele chamou o noivo e disse: Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho. Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galiléia. Assim ele revelou a sua natureza divina, e os seus discípulos creram nele. Depois disso, Jesus, a sua mãe, os seus irmãos e os seus discípulos foram para a cidade de Cafarnaum e ficaram alguns dias ali. ..."

 

“... Ele disse: ‘Agora, tirem um pouco e levem ao homem encarregado da festa’; e eles o levaram. O encarregado da festa provou a água; ela havia sido transformada em vinho! Ele não sabia de onde esse viera, embora os servos que haviam tirado a água o soubessem. Então chamou o noivo e lhe disse: ‘Todas as outras pessoas servem o melhor vinho em primeiro lugar, e o vinho de qualidade inferior só é servido depois de as pessoas terem bebido à vontade; mas você guardou o melhor vinho até agora!’. Este, o primeiro dos sinais miraculosos de Yeshua, foi realizado em Kanah da Galil; ele revelou sua glória, e os talmidim passaram a confiar nele. Depois disso, ele, sua mãe, seus irmãos e seus talmidim se dirigiram a K´far-Nachum e permaneceram ali alguns dias. ...”

 

Uma das funções principais de um servo, em todos os tempos, mas principalmente nos tempos de outrora era a de servir, sem questionar, porém servir corretamente ao seu senhor, lembremos que a um relato nas Escrituras Sagradas mencionando sobre a esposa de Potifar que enviou uma ordem direta ao servo José, e este somente atendia a Potifar, logo ele deixou de atender o pedido e foi por além de agir correto, castigado com a prisão por seu senhor Potifar, assim notamos que o que demonstrava a característica do servo é que este não tem direitos, e o texto da época mostra que ele aceitou e não contestou apresentando a seu senhor a razão de sua decisão.

Nas Escrituras também encontramos o rei Saul, oficialmente o primeiro rei de Israel, que tomou a decisão de não obedecer, segundo ele, quando questionado, declarou que foi motivado por medo do povo, pois optou por guardar o melhor para sacrificar e também prender o rei do local, mas o sacerdote Samuel, levou uma mensagem que se resume no titulo dessa mensagem: ‘Obedecer é melhor do que sacrificar’, e sabemos que por essa iniciativa pessoal de recusa, o trono foi passado para outro.

Jesus declarou, para irem anunciar ao povo de Israel sobre a chegada do Reino, inicialmente foi mencionado aos 12 (doze) discípulos (enviados como apóstolos) e depois sabemos que também aos 70 (setenta) enviados (apóstolos) e após sua ressurreição confirmou: ‘Ide por todo o mundo e anunciai o evangelho a toda criatura’; sim é mais importante servir do que ser servido, aos olhos do Criador.

Os servos ouvem a Jesus e agora levam a água como mandou o Messias, essa água chega a pessoa certa que era o responsável pelo bom andamento da festividade.

Essa pessoa ao receber a água, deve também com certeza ter ouvido o pedido para que a prova-se, desta maneira a pessoa do mestre de cerimonia, atende o pedido e se surpreende com a qualidade superior do vinho, que ele agora prova, e de imediato chama o noivo.

Os servos cumpriram a vontade do Mestre e a água chegou ao que precisava ser informado, esta é a mesma Mensagem que ecoa por séculos e está chegando a todos os Povos, Línguas e Nações.

Ao que recebeu a água lhe cabia o direito de tomar ou recusar-se a tomar, porém esse a provou, como lemos e foi surpreendido com a qualidade superior que o seu paladar pode provar.

João, descreve que ele chamou o noivo, (o anfitrião) pois julgava que dele viera o produto, e fez uma declaração natural sobre como servir as pessoas baixando a qualidade do produto principal em festas dessa natureza que podem durar até sete (7) dias.

Revelada foi a natureza Divina do Filho do Homem, sua glória, seus discípulos passaram a confiar na pessoa dele e nada é mencionado de quaisquer dos demais acontecimentos nessa festa.

Sobre Jesus, sua mãe, seus irmãos e seus discípulos é declarado que da festa, após esse acontecimento, estes seguem juntos para a Cidade de Cafarnaum, para passar uns dias, o interessante que ao deixar de declarar o nome de José, pode-se supor que Jesus por ser o mais velho de sua família havia tomado para si a responsabilidade, pois possivelmente ele tinha uma residência ali.

Jesus veio ao mundo para obedecer a vontade do Eterno e cumprir as palavras declaradas sobre a vinda do Messias, e como servo se tornou e viveu entre nós, e foi somente pela inveja e ciúme levado a cruz e não por pecado próprio, cumprindo a vontade do Pai, o Cordeiro de Deus, limpo e imaculado, sacrificado uma única vez, pelo castigo que nos traz a paz, um justo morrendo pelo injusto.

O exemplo do Mestre foi deixado, obedecer, e sua ordem foi a de anunciar, a todos, assim como lemos a ação dos servos nesse evento do casamento, devemos agir seguindo a mesma maneira pois levar não é polemizar e sim anunciar com seus próprios exemplos pessoais a transformação que ocorreu em sua própria vida.

E ao servo que rompe e quer sacrificar, assim como, ao que houve, vê e quer descartar por achar que seus valores morais são superiores e sua forma de cultuar com seus sacrifícios e ritos são suficientes, nada os impedem, porém o dia do julgamento é certo.

Pois, nas Palavras de Jesus, Ele foi preparar lugar, e no ritual do casamento, uma das praticas é a de que o noivo prepara o lugar, o cômodo, na casa do pai, para suas núpcias, porém só pode ir buscar a noiva, quando o pai aprovar, desta maneira somente neste dia o Filho vem buscar sua Noiva.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula






 






sexta-feira, 6 de novembro de 2020

O IMPROVÁVEL.

 

Base na Bíblia: João 02: 01-08 “... Dois dias depois, houve um casamento no povoado de Caná, na região da Galiléia, e a mãe de Jesus estava ali. Jesus e os seus discípulos também tinham sido convidados para o casamento. Quando acabou o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: O vinho acabou. Jesus respondeu: Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora. Então ela disse aos empregados: Façam o que ele mandar. Ali perto estavam seis potes de pedra; em cada um cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água. Os judeus usavam a água que guardavam nesses potes nas suas cerimônias de purificação. Jesus disse aos empregados: Encham de água estes potes. E eles os encheram até a boca. Em seguida Jesus mandou: Agora tirem um pouco de água destes potes e levem ao dirigente da festa. E eles levaram. ...

 

“... Dois dias depois, houve um casamento em Kanah da Galil; a mãe de Yeshua estava ali. Yeshua e os talmidim também haviam sido convidados para o casamento. O vinho acabou, e a mãe de Yeshua lhe disse: ‘Eles não têm mais vinho’, Yeshua respondeu: “Mãe, por que eu deveria me preocupar com isso? Ou você? Minha hora ainda não chegou’. Sua mãe disse aos servos: ‘Façam tudo o que ele lhes disser’. Havia seis potes de pedra para as purificações cerimoniais judaicas cada pote continha 75 a 114 litros. Yeshua lhes disse: ‘Encham os potes de água’: e eles os encheram até a borda. Ele disse: ‘Agora, tirem um pouco e levem ao homem encarregado da festa’; e eles o levaram. ...”

 

Em todo cerimonial sempre é necessário a presença de um responsável (ou grupo de pessoas) destacadas para cuidar de todos os preparativos, visando o conforto e sossego dos anfitriões e de seus convidados.

Naturalmente antes de ocorrer o evento, todos os cuidados são tomados baseados na experiência e somado a razão da quantidade de convidados, tamanho do local bem como a  atenção ao que será servido justamente para que nada falte durante a solenidade, cerimonia ou festividade.

Imaginem a diferença desproporcional dos dias de outrora com os dias atuais, onde no presente tudo é ‘fastfood’ e em pouco tempo é possível conseguir solução a imprevistos, mas, ainda assim, pode haver situações que destruam a qualidade do evento e o prestigio do anfitrião, perante seus convidados.

Jesus está na região da Galiléia, supomos que seus pais e familiares deveriam estar ainda residindo em Nazaré, e uma festa acontece; João, destaca que a mãe de Jesus e o próprio Jesus e seus discípulos também estão convidados para as bodas de casamento do casal, que certamente de alguma forma se conheciam.

Mais uma vez a narrativa destaca a mãe de Jesus, pois cita que ela de alguma forma, mesmo sendo somente uma convidada dentre as demais, sabe de uma noticia em primeira mão e ela a repassa para Jesus.

Temos muitas versões na Língua Portuguesa e particularmente prefiro está versão que cita a resposta de Jesus, ao saber do acontecimento que com certeza seria uma tragédia para os anfitriões.

Jesus não desmerece a pessoa de sua mãe, e deixa claro que a responsabilidade de tratar desse assunto não lhes era devida, logo se fosse ele a cuidar, ele estaria fazendo o que hoje chamamos de ingerência, ou simplesmente o ato de querer aparecer aonde não foi chamado, bem como seu Ministério era certo e o tempo de iniciar próximo.

Sua mãe mais uma vez aparece em cena, e deixa Jesus e vai aos empregados e lhes dá uma informação, valiosíssima, dizendo: Façam tudo o que Ele vos mandar.

Certamente ela conhecia a maneira de agir do filho e sabia que de alguma forma algo inesperado aconteceria, pois era Jesus quem estava naquele lugar, logo ela indiretamente exerceu o exercício da fé em Jesus.

No local encontravam-se seis potes de pedra, que eram usados para a purificação cerimonial judaica, vazios, pois o assunto puro e impuro, sempre foi um diferencial na Lei de Moisés, Jesus declara para que encham estes potes com água, aproximadamente no mínimo 450 (quatrocentos e cinquenta) litros pois atenderam a ordem e foram enchidos até a borda.

O improvável estava acontecendo, o vinho que era um símbolo importante a cultura judaica, e a festa poderia durar devido as sete bênçãos, sete dias, mas acabará e anos depois desse fato, durante a cerimonia 2 (dois) cálices de vinhos, por costume, são enchidos para os noivos, sendo bebidos cada uma delas em um determinado momento e no momento da segunda taça, depois de beberem na mesma taça os noivos, essa taça de vinho é colocada no solo e pisada, lembrando que não há felicidade completa pois o Templo está destruído.

Jesus solicita que de um dos seis potes seja retirado um pouco do líquido e levado ao mestre de cerimonia (dirigente ou encarregado da festa), penso que podemos deduzir que os recipientes de outrora dificilmente eram translucido como o vidro, logo ao retirarem era improvável saber o que estavam carregando, porém atenderam e o estão levando.

Mais uma vez a ordem dos acontecimentos estava sendo alinhada, pois o primeiro a ser informado da falta do vinho seria o encarregado da festa, que deveria tomar a decisão de achar a solução a questão apresentada para que o vinho estivesse acessível a todos ou o pior seria certo.

Desde Adão a ordem dos acontecimentos foram desalinhados e o homem, a principio ainda buscava seu Criador, porém com o passar do tempo deixou essa tarefa de lado e partiu para uma vida solo em suas ações deixando de lado o primeiro sacrifício que foi necessário para vestir o homem de sua nudez.

O Messias veio para alinhar ou colocar a ordem dos acontecimentos em seu devido lugar, enquanto a festa do mundo continua, pois o pecado leva ao pior, que é a morte afastada do Eterno, e Jesus se tornou o sacrifício vivo, derramando eu sangue para levar o único elemento que tem autoridade para perdoar o pecado do homem e para esse se reconciliar com o seu Criador.

Assim as Boas Novas são levadas, hora a hora, dia a dia, a todos os homens e mulheres (mestre de cerimonia, dirigente ou encarregado da festa de suas vidas) até cumprir o Tempo em que o Noivo que está a preparar a casa, segundo a vontade do Pai e assim ao atender Voltará para buscar a Noiva.

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula