sexta-feira, 20 de março de 2020

PONDERAR AS CONSEQUÊNCIAS.


Base na Bíblia:  Marcos 12: 08-12 ... Então agarraram o filho, e o mataram, e jogaram o corpo para fora da plantação. Aí Jesus perguntou: E agora, o que é que o dono da plantação vai fazer? Ele virá, matará aqueles homens e entregará a plantação a outros lavradores. Vocês não leram o que as Escrituras Sagradas dizem? ‘A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a mais importante de todas. Isso foi feito pelo Senhor e é uma coisa maravilhosa!’ Os líderes judeus sabiam que a parábola era contra eles e quiseram prender Jesus, mas tinham medo do povo. Por isso deixaram Jesus em paz e foram embora...”


Muitas maneiras e alternativas existem para cada ser humano viver seus dias sobre a face da terra, sempre atentos e com plena atenção aos acontecimentos que naturalmente vão ocorrer e podem mudar inúmeras vezes o destino, obrigando cada um a fazer a sua pessoal opção, a qual com certeza na maioria das vezes ocorre ponderando antes de agir.

Existe sim momentos em que as consequências podem acontecer sem qualquer tempo para refletir, e ainda assim, quando se dá conta é facultativo continuar a aceitar a ação tomada às pressas e continuar ou rejeitar e mudar.

Jesus encerra a Parábola do dono da vinha, mostrando aos ouvintes que os arrendatários que estavam na terra, a qual nem mesmo a plantação plantaram e nem mesmo a estrutura fora feita por eles, e que eles claramente não eram donos, porém ainda assim eles ponderaram ao ver o amado filho do dono, deliberaram entre si e o matam, aceitando a consequência improvável de serem reconhecidos como donos do vinhedo.

As Palavras do Messias apontam também pôr fim, qual conduta seria objetiva do dono, o legitimo proprietário, declarando Jesus, que a perda dos arrendatários seria completa inclusive com a perda da vida e em seus lugares elegeria outros arrendatários.

Citando então as Escrituras Sagradas, o Filho de Deus, menciona e alerta claramente a atitude de pessoas construtoras enquanto no processo de construção desprezam uma certa pedra, a qual vem a ser a mais importante de que todas as outras, pois o Senhor é quem fez.

Todos os cuidados e atenção é solicitada a todos, século após século, apresentando continuamente as Boas Novas que contemplam a obediência do Filho em atender a vontade do Pai, mas os seus próprios deixaram passar, esperando o Messias libertador que fincasse o trono de Davi sobre as Nações, e assim está Rocha rejeitada voltou-se a todo aqueles que o ouviram, ouvem e ouvirão e O reconheceram, e para esses mudou as suas histórias de Vida.

Mas os ouvintes da liderança, que lá estavam, sabiam, que sobre eles falava a Parábola, as consequências ponderaram e assim deixaram Jesus, livre, e foram embora, abrindo mão do momento legitimo de reconhecer o Messias que estava buscando os seus, no tempo aceitável do Senhor.

E claramente os líderes judeus, partiram procurando uma nova oportunidade (ocasião) para isolarem o Filho de Deus, o Messias e o prenderem, longe do povo, e o levarem a ser condenado pelo pior castigo de sua época, a morte de cruz, pela mão dos gentios, lançando-o fora da Cidade.

Qual a diferença que pode ser imaginada nos dias atuais dos dias citados pelo Messias, a terra é do Senhor e toda a sua plenitude, os seres humanos são passageiros com data marcada de partida, as Boas Novas são enviadas no tempo e fora de tempo a todos, buscando o perdido, o doente, o fraco, o desanimado, que lutou e percebeu que somente o Senhor tem autoridade para tirar o pecado e libertar das trevas para a Vida Eterna, mas como se comporta cada um ao ouvir, não seria por ventura como esses arrendatários?


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula












sexta-feira, 13 de março de 2020

LEVAR VANTAGEM


Base na Bíblia:  Marcos 12: 01-07 ... Depois Jesus começou a falar por meio de parábolas. Ele disse: Certo homem fez uma plantação de uvas e pôs uma cerca em volta dela. Construiu um tanque para pisar as uvas e fazer vinho e construiu uma torre para o vigia. Em seguida arrendou a plantação para alguns lavradores e foi viajar. Quando chegou o tempo da colheita, o dono enviou um empregado para receber a sua parte. Mas os lavradores agarraram o empregado, bateram nele e o mandaram de volta sem nada. O dono mandou mais um empregado, mas eles bateram na cabeça dele e o trataram de um modo vergonhoso. E ainda outro foi mandado para lá, mas os lavradores o mataram. E o mesmo aconteceu com muitos mais, uns foram surrados, e outros foram mortos. E agora a única pessoa que o dono da plantação tinha para mandar lá era o seu querido filho. Finalmente ele o mandou, pensando assim: ‘O meu filho eles vão respeitar.’ Mas os lavradores disseram uns aos outros: ‘Este é o filho do dono; ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa.’...”

Nada mais é do que, tirar proveito acima do necessário ou acordado entre as partes, isso é levar vantagem, porém é muito fácil de entender e muito complicado para colocar em prática para uma grande maioria dos seres humanos.

Sabemos que a cultura e caráter de um povo seja ela natural ou aprendida influenciam e podem ter essa tendência de querer levar vantagem, mais acentuada ou não, assim afirmo que pode ser influenciado, mas afirmo também que a decisão final de agir assim ou não é individual de cada um (pessoal).

Jesus por Parábola passa a apresentar um quadro muito corrente em seus dias e de conhecimento de domínio público, onde apresenta um homem em sua propriedade que fez o trabalho para ter uma plantação de uvas, cercou-a, construiu um largar (lugar para pisar as uvas) e uma torre de vigia.

Conceito clássico que também todos nós conhecemos e vivemos e em todos os povos se repete, afinal todos estamos buscando conseguir um espaço para se estabelecer, viver, trabalhar, constituir família e cuidar pelo bem comum, tudo isso para se ter uma vida digna sobre a face da terra.

Por algum motivo que a parábola não detalha, o proprietário da vinha arrendou essa vinha a pessoas capazes (alguns lavradores) para darem continuidade no processo de produção da uva e possivelmente de seus derivados e foi viajar.

O ser humano, nesse momento, por ser daquela época em que a maioria estavam e viviam próximo ao campo, mesmo que vivendo em cidades, entendiam perfeitamente esse comportamento, desse proprietário, em paralelo cito que assim como em nossos dias também achamos que essa era as atitudes de um homem, honesto, justo e preocupado em manter seus bens preservados para o futuro.

Chega o tempo da colheita, o momento de ver os resultados dos frutos e o proprietário envia um de seus empregados para receber em seu nome a parte que lhe era devida, porém os que arrendaram, mudaram de ideia e bateram no representante e o mandaram de volta sem nada.

O proprietário sucessivamente envia muitos outros empregados e ocorre a cada um destes, que um a um são mal recebidos e tratados também maus e alguns desses inclusive mortos, pela narrativa da Parábola, chega então o momento em que havia somente seu querido filho para enviar, e ele o envia, achando que por ele, os arrendatários cairiam em si, reconheceriam seus erros, se arrependeriam e acertariam as contas com o legitimo dono.

O resultado sabemos pelo texto de que cada uma das partes tinha o seu Plano de Vida e eram opostos completamente, ao proprietário esperava que honrassem o contrato celebrado entre as partes; aos arrendatários viram a oportunidade de se beneficiar do acesso de posse ao que não lhes pertencia.

Sabemos pelo próprio texto que o alvo está no arrependimento sincero e não na vantagem que possa obter sem legitimidade, e quando todos estiverem na Presença do Senhor, jamais existirá meios alternativos para se chegar a Vida Eterna, pois de graça recebeste e logo de graça dai, pois é do Senhor que criou os Céus e Terra a oportunidade de entrar pela Porta e não viver a buscar meios outros, como escalar muros, subir telhados, ou pular janelas.


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula












sexta-feira, 6 de março de 2020

SUPOR A PRÓXIMA FRASE.


Base na Bíblia:  Marcos 11: 27-33 ... Depois voltaram para Jerusalém. Quando Jesus estava andando pelo pátio do Templo, chegaram perto dele os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes dos judeus que estavam ali e perguntaram: Com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu autoridade para fazer isso? Jesus respondeu: Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Se me derem a resposta certa, eu direi com que autoridade faço essas coisas. Respondam: quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas? Aí ele começaram a dizer uns aos outros: Se dissermos que foi Deus, ele vai perguntar: ‘Então por que vocês não creram em João?’ Mas, se dissermos que foram pessoas, ai de nós! Eles estavam com medo do povo, pois todos achavam que, de fato, João era profeta. Por isso responderam: Não sabemos. Então eu também não digo com que autoridade faço essas coisas! disse Jesus...”


Jesus enquanto andava no pátio do Templo foi abordado pela liderança do Templo, bem como dos religiosos da Lei e também dos líderes do povo, provavelmente em razão do acontecido no dia anterior, pois o fato não passou desapercebido entre eles.

Por causa dessa repercussão, eles fazem um questionamento direto ao Mestre Raboni Jesus, sobre qual autoridade lhe assegurou o direito de assim agir no Templo e para com os que lá estavam.

O ser humano em certo período de sua vida, ou algumas pessoas em determinadas fazes da vida, procuram sempre antecipar as respostas daqueles que estão respondendo a um questionamento, as vezes para auxiliar, outras vezes para ganhar tempo e ser direto e muitas outras vezes por simplesmente achar que sabe o que o seu semelhante pensa.

A pergunta feita a Jesus, nos nossos dias, poderia ser ignorada, como muitos costumam assim fazer, deixando desta maneira de responder uma pergunta direta, agindo com ar de intelectual e ou de incomodado com a pergunta mas subjugando como sem prestigio para ouvirem a resposta.

Ao lermos este texto, notamos que Jesus, parou o seu caminhar, ouviu a pergunta, feita na presença de todos que estavam a sua volta e de imediato declarou que haveria resposta, desde que primeiro, cada um dos que perguntaram, dessem uma resposta a pergunta que ele faria.

Sabemos pelas Escrituras Sagradas que Jesus conhecia o pensamento das pessoas, mas ainda assim, sua Palavra foi feita a eles, porém também a todos os que o podiam ouvir.

João era o precursor a vinda do Messias, descrito nos Livros Sagrados, trouxe palavras claras para que o povo que estava distante, foca-se novamente em seu Criador e se arrependesse e esperasse a chegada do Messias, por isso batizava com água, na base do arrependimento, mas assim dizia, João, a todos que o ouviam: o que vem após mim esse vos batizará no Espírito Santo e em fogo.

Jesus foi claro, que a pergunta elaborada só poderia ter uma de duas possibilidades, a primeira vinda de Deus, a segunda vinda de pessoas, mas de forma perfeita declarou antecipadamente de que somente pela resposta certa, o Messias declararia a fonte de sua autoridade.

Ao invés de uma resposta direta começou a ver entre eles a suposição de resultados para cada tipo de resposta que dessem, mas Jesus fez só uma pergunta, porém isso os incomodou muito.

O Salvador veio ao Mundo para dar vida e vida em abundância aos que estavam perdidos e longe dos caminhos do Senhor, ainda que fossem o povo eleito em Abrão, estavam vivendo em trevas focados em rituais, costumes e assim distantes dos Planos Salvador do Criador.

A proposta se perpetua dia a dia e chega hoje a você também, ‘Vinde a mim todos o que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei’, mas qual é a sua resposta, lembre-se que pode estar mais do lado religioso pensando no que vai acontecer e menos no convite Salvador do Redentor.

Assim disseram por fim, Não sabemos! Jesus claramente encerrou a pergunta deles, com o silencio deles a verdade que estava a frente deles e eles a ignoravam.


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula 











sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

ARTE EM EXPRESSÃO.


Base na Bíblia:  Marcos 11: 20-26 ... No dia seguinte, de manhã cedo, Jesus e os discípulos passaram perto da figueira e viram que ela estava seca desde a raiz. Então Pedro lembrou do que havia acontecido e disse a Jesus: Olhe, Mestre! A figueira que o senhor amaldiçoou ficou seca. Jesus respondeu: Tenham fé em Deus. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês poderão dizer a este monte:’Levante-se e jogue-se no mar.’ Se não duvidarem no seu coração, mas crerem que vai acontecer o que disseram, então isso será feito. Por isso eu afirmo a vocês: quando vocês orarem e pedirem alguma coisa, creiam que já a receberam, e assim tudo lhes será dado. E, quando estiverem orando, perdoem os que os ofenderam, para que o Pai de vocês, que está no céu, perdoe as ofensas de vocês. {Se não perdoarem os outros, o Pai de vocês, que está no céu, também não perdoará as ofensas de vocês.}...”


Há uma tendência nos seres humanos de se comportar de maneira comparativa, onde na maioria das vezes sempre a ação do próximo é pior do que a sua mesmíssima ação, desta forma taxamos e convivemos com o sentido de sermos sempre o menos pior em nossas ações e conduta, mas estás ações naturalmente que em nada agregam valores de cuidados e atenções ao nosso próximo que está necessitado e sim somente serve como uma medida de desculpa para cada um por si mesmo se manter agindo da mesma forma legitimado por esse tipo de comparação, porém sem fazer qualquer alteração em seu pessoal comportamento.

Talvez sirva como uma defesa para buscarmos sempre a arte de nos isentarmos de culpa e sempre que possível repassarmos a outrem, aquilo que deveríamos enfrentar e tolerar, porém continuamente a buscar o meio de dentro para fora para completamente neutralizar essa ação, pois sempre essa volta, e daquilo que cada um é vencido deste se torna escravo, ainda que para muitos pareça pouco provável, pelo simples fato de que nós nos identificamos como superiores e naturalmente acima do certo e do errado, agindo assim para que possamos enfim tentar conduzir nossas vidas sobre a face da terra.

Jesus no dia anterior, logo pela manhã, a caminho de Jerusalém sente fome vê uma figueira com folhagem e busca figos nela, porém não encontra e faz uma declaração a figueira, segue seu caminho a Jerusalém entra no Templo e lá dentro nos átrios não permite venda, cambio e passagem entre o átrio de mercadorias, denunciando o erro de violarem a Casa de Deus em um lugar longe de seu objetivo de construção original, ou seja, um lugar de oração e de adoração ao Eterno, no final da tarde, sai de Jerusalém e regressa a Betânia, volta na manhã seguinte, lá estão no caminho o Mestre junto com seus discípulos retornando na mesma estrada do dia anterior, mas algo acontece no caminho que chama a atenção dos discípulos e Pedro faz menção do que é.

Lembra então a Jesus, de suas palavras e o que aconteceu com a figueira no presente, porém Jesus, ao ouvir as palavras de Pedro, menciona a todos que a oração é uma ferramenta eficaz ao que crê, a ponto de mudar as forças da natureza e muito além também nos seres humanos em seus corações, mentes, condutas pessoais, comportamentais, deficiências físicas, da alma e do espírito, aos que creem no agir sobrenatural do Senhor e esperam no presente, em suas mentes não tem questões condicionais e com corações sem vacilar.

Assim todos tem a chave de buscar o impossível, mas a arte de expressão não se limita ao texto, mas a pratica de agir, conforme aquele que O Chamou das trevas para a sua maravilhosa Luz, simplesmente porque a proposta de Jesus era o da inclusão do perdido, a busca permanente do perdido a qualquer preço, pois somente quem está perdido sabe o vazio que está em sua alma, mente, espirito a qual busca amenizar, ou maquiar, diante de seu semelhante.

Esta situação que Jesus apresentou aos discípulos não interfere ou se transfere em um agir sobrenatural dos seres humanos, mas sim, mesmo em nossas limitações humanas, sejamos vasos aonde o poder do Eterno seja o agente e cada vaso por si, o meio pelo qual o perdido é encontrado e apresentada a opção de vida e essa sim, vida eterna a todo o que crê.

Uma mudança é sugerida, por Jesus, durante a oração feita ao Pai, que é a de se perdoar aos que nos ofenderam, não uma pausa durante a oração, mas sim um perdão maior, continuo, pois se alguém nos tem ofendido, podemos esperar que haja de nossa parte a causa ou a ocasião em que isso foi gerado e por fim uma vez gerado temos a separação nascendo como toda a sua ganância por matar, roubar e destruir o amor ao próximo, ao contrário do que exercemos sobre cada um de nós, a cada novo dia, que é nos amamos a nós mesmos.

Que o agir nosso de cada dia espelhe o agir do irmão mais velho Jesus, o Messias na arte em expressão continua pelos cuidados ao pecador sedento e faminto.


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula







sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

ATIVIDADES PERMANENTES.


Base na Bíblia:  Marcos 11: 15-19 ... Quando Jesus e os discípulos chegaram a Jerusalém, ele entrou no pátio do templo e começou a expulsar todos os que compravam e vendiam naquele lugar. Derrubou as mesas dos que trocavam dinheiro e as cadeiras dos que vendiam pombas. E não deixava ninguém atravessar o pátio do Templo carregando coisas. E ele ensinava a todos assim: Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: ‘A minha casa será chamada de ´Casa de Oração´para todos os povos.’ Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões! Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar um jeito de matar Jesus. Mas tinham medo dele porque o povo admirava os seus ensinamentos. De tardinha Jesus e os discípulos saíram da cidade...”


A tendência de guardar coisas e confiar somente na memória para exercer as atividades diárias, pode se tornar um pesadelo quando as atividades tendem a crescer.

Principalmente no dia a dia das grandes cidades, em que existem muitas coisas ocorrendo no mesmo instante e pode, por fim, em uma dessas razões deliberativas levar pessoas para alguma tomada de decisão que excluam também as permanentes que jamais deveriam ser deixadas de lado.

Jesus chega a Jerusalém com seus discípulos e segue na direção do Templo, esse é o terceiro Templo chamado de Herodes, reconstruído ou ampliado por ele, e no Templo, eles (os homens judeus) passavam por todos os pátios e ficavam em um dos três átrios ou pátios (gentios, mulheres e homens) para ideia de dimensão lembrem-se que a medida total de toda essa edificação do lugar seria em torno de 300 (trezentos) metros por 450 (quatrocentos e cinquenta) metros.

Durante o período da Páscoa era comum que muitas pessoas viessem de todas as regiões de Judá e da Galiléia para oferecerem o dízimo anual, ou sacrifícios e ofertas agradáveis a Deus.

Considerando o fato do caminho e distância, uma grande maioria desses peregrinos traziam apenas o dinheiro, deixando para comprar no Templo o animal correspondente e para pagar os tributos.

Os animais eram vendidos no Templo e os cambistas que tinham acordo com os sacerdotes de que somente os animais comprados deles recebiam a aprovação de “agradável ao Senhor”.

Sobre pátio, é bom saber que a palavra grega hieron (sagrado, templo) refere-se a todo o conjunto do templo, incluindo os pátios e terraços, lembremos que no dia anterior quando Jesus olhou tudo, no Templo, seus olhos certamente caíram sobre as barracas dos cambistas e vendedores de pombas, os quais seriam o objeto do seu desprazer no dia seguinte.

Desta forma e pela segunda vez, Jesus se volta contra eles no Templo, a primeira vez ocorreu no início de seu ministério e agora perto de cumprir seu propósito, Jesus que vinha com essas pessoas peregrinas a sua volta e entrou no Templo.

As pessoas que vendiam e compravam, seja os cambistas ou aqueles que vendiam pombas estavam trabalhando para Anás e a família do sumo sacerdote. Os animais eram vendidos com propósito de serem sacrificados, e os cambistas trocavam o dinheiro corrente que cada pessoa trazia de sua região pelo meio siclo necessário do Templo para pagar o imposto do Templo, porém cobravam, preços exorbitantes.

A citação de Jesus foi extraída do livro do Profeta Isaías 56:7, onde o profeta declara que a Casa de Deus seria casa de oração, um lugar reservado para uso sagrado. Além do Senhor acusá-los de profanar o Templo, usando-o incorretamente para fazer negócios, mostrou também que eles estavam tendo lucros desonestos com os preços excessivamente injustos que cobravam, ao chamar de Covil de salteadores ao citar esse texto que se encontra no Livro do Profeta Jeremias 7:11.

Notemos que as atividades permanentes que foram montadas desde Moisés, confirmadas no primeiro Templo de Salomão, agora foram substituídas por praticidade e por meios de simplificar o trânsito pessoal das pessoas e deixado de lado o servir e adorar ao Senhor Criador dos Céus e da Terra.

Os sacerdotes e mestres da Lei incomodados porque estavam sendo expostos, buscavam meios para calar Jesus, porém por puro medo dele, pois diversas vezes armaram meios para o desprezar e falharam em todas, percebiam que o povo o tinha em grande estima.

Jesus estava resgatando o culto ao Verdadeiro Deus em sua essência, e apresentando o Ano Aceitável do Senhor, quebrando os laços do erro das atividades permanentes e expandindo a mente de cada um dos que estavam cegos, esquecidos, fracos, doentes e subjugados a escravidão do pecado, mas quantos ouviram a sua voz (?), naquele tempo e nos dias atuais quantos a ouvem (?), para poder restabelecer as suas atividades permanentes  com seu Criador.


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula












sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

MINISTÉRIO DA INCLUSÃO.


Base na Bíblia:  Marcos 11: 08-14 ... Muitas pessoas estenderam as suas capas no caminho, e outras espalharam no caminho ramos que tinham cortado nos campos. Tanto os que iam na frente como os que vinham atrás começaram a gritar: Hosana a Deus! Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor! Que Deus abençoe o Reino de Davi, o nosso pai, o Reinado que esta vindo! Hosana a Deus nas alturas do céu! Jesus entrou em Jerusalém, foi até o Templo e olhou em redor. Mas, como já era tarde, foi para o povoado de Betânia com os doze discípulos. No dia seguinte, quando eles estavam voltando de Betânia, Jesus teve fome. Viu de longe uma figueira cheia de folhas e foi até lá para ver se havia figos. Quando chegou perto, encontrou somente folhas porque não era tempo de figos. Então disse à figueira: Quem nunca mais ninguém coma das suas frutas! E os discípulos ouviram isso...”


Nenhuma novidade principalmente para os dias atuais em que a sociedade do mundo vive, continuamente com o interesse focado em incluir todos os seres humanos com os mesmos direitos, sem haver discriminação de nenhuma espécie (credo, raça , cor, etnia, cultura, ...).

A Palavra Escrita das Escrituras Sagradas, por sua vez, aponta para uma origem comum dos seres humanos racionais, que depois de um período por suas ações pessoais foram reduzidos a uma única família e depois também por suas ações pessoais a um povo eleito pelo Eterno originado em um só também, chamado na pessoa de Abrão natural provavelmente de Ur dos Caldeus, esse foi peregrino em sua jornada nas terras de Canaã que viriam a ser estabelecida a Nação de Israel, e ele, Abrão atendeu pela fé, com o propósito de servir ao Único Deus e abençoar todas as demais Nações da Terra.

Jesus, o Messias previsto nas Escrituras Sagradas para a redenção, está conforme o texto que lemos, montado no jumentinho e segue o caminho de Jerusalém, o povo que segue por esse mesmo caminho que estão à frente vão colocando ao chão, alguns deles suas vestes surradas, mas totalmente em sinal de respeito pelo caminho, bem como também ramos que tinham colhidos no campo, notem que enquanto o Messias Jesus ia passando também, em comum todos que estavam seja frente quanto os que vinham atrás entoavam frases em tom alto (gritando) de engrandecimento e reconhecimento ao Messias, sua autoridade como descendente de Davi e ao Criador dos céus e da terra.

Jesus chega dentro da Cidade e vai no caminho do Templo, porém por ser tarde (lembrem que dezoito horas escurece), ele agora continua, saindo da Cidade em direção a Betânia que fica a uma distância de 3 (três) km da Cidade velha de Jerusalém.

As Boas Novas estão anunciadas e se mantem clara para todos os que ouvem e se aproximam do Mestre, suas palavras incluem cada um deles, para que eles possam estar no Reino de Deus, o arrependimento é confirmado de cada um e os acontecimentos anunciados estão se cumprindo, a liberação do perdão e reconciliação com o Pai, mesmo durante esse tão grande acontecimento.

Porém, como cita, o discípulo de Jesus, João, medidas foram tomadas pelos líderes judaicos para que os atos de Jesus não chegassem a causar uma rebelião do povo com seus conquistadores, ou de seu culto religioso e para isso também uma trama de morte corria entre eles, incluindo também a de Lazaro que havia sido ressuscitado.

Assim Jesus, entra vai até o Templo, olha e pernoita em Betânia e na manhã seguinte, segue de volta para Jerusalém, com certeza o jumentinho já foi devolvido em Betfage e agora eles todos caminham a pé, Jesus sente fome, vê a distância um pé de figo com folhas e procura ali algo de comer.

Nada encontra e por esse motivo da uma ordem a essa figueira, o que impressiona é que os discípulos ouviram, as palavras de Jesus e a guardaram cada um para si próprio, todos continuam e seguem então seus caminhos para Jerusalém.

Todos estão incluídos, seja de qual classe, descendência fossem, sim esse chamado veio para todos os de perto e também aos de longe que andavam desgarrados, era uma inclusão sem igual, sobre a face da terra sendo anunciada, bastava cada um por si, crer no Messias, o Filho e veriam a Glória de Deus, o Pai.

Jesus está cumprindo o propósito do Pai, ao anunciar, a todos, mas sempre declarava continuamente: ‘Quem tem ouvidos para ouvir, ouça’, sim, era simples assim, mas quem deu crédito, ouviu e creu, na prática esse era e é o impeditivo que permanece sobre a raça humana, que ouve mas não entende, veem mas não percebem o Chamado para se acertar com o seu Criador através do seu Salvador, Jesus, o Cristo.


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula












sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

ANIMAL AMARRADO.

Base na Bíblia:  Marcos 11: 01-07 ... Quando Jesus e os discípulos estavam chegando a Jerusalém, foram até o Monte das Oliveiras, que fica perto dos povoados de Betfagé e Betânia. Então Jesus enviou dois discípulos na frente, com a seguinte ordem: Vão até o povoado que fica ali adiante. Logo que vocês entrarem lá, encontrarão preso um jumentinho que ainda não foi montado. Desamarrem o animal e o tragam aqui. Se alguém perguntar por que vocês estão fazendo isso, digam que o Mestre precisa dele, mas o devolverá logo. Eles foram e acharam o jumentinho na rua, amarrado perto da porta de uma casa. Quando estavam desamarrando o animal, algumas pessoas que estavam ali perguntaram: O que é que vocês estão fazendo? Por que estão desamarrando o jumentinho? Eles responderam como Jesus havia mandado, e então aquelas pessoas deixaram que os dois discípulos levassem o animal. Eles levaram o jumentinho a Jesus e puseram as suas capas sobre o animal. Em seguida, Jesus o montou...”

O ser humano segundo a definição da ciência que conhecemos, ela o classifica dentre os reinos mineral, vegetal e animal, como: animal e dentro do reino animal há dois grupos distintos: o irracional e o racional, o ser humano por sua vez, então se situa assim por estas predefinições: animal racional.

Para poder ser usado um animal, esse deve ser solto, para que possa servir aos propósitos de quem o solta, ou o liberta, ou o tira de suas amarras.

Eqqus asinus, ou asinino, ou jumento, é o nome que são conhecidos pela ciência, são diferentes da mula e asno, por terem orelhas maiores, e estes são um ser animal muito inteligente e cauteloso por isso empaca, ao contrário da crença popular, por outro lado sua altura varia de 90 cm a 1,5 metros.

Roma confiscou todos os cavalos, eles haviam dominado a Judéia, matéria prima pra Guerra, por outro lado, por tradição o rei dos judeus sempre usavam jumentos para se sentar e entrar na cidade do rei, e o profeta Zacarias anos antes anunciou que o Messias assim entraria.

Para montar, um jumentinho, o ideal é a partir de 2,5 anos, quando inicia a troca da primeira dentição, segundo pesquisa, mas sobre montar, devemos entender que ‘amansa’ é um ato de submissão enquanto que ‘domar’ é um ato de conquista.

Jesus chegando aos arredores do Monte das Oliveiras pede a dois de seus discípulos que sigam a frente onde havia dois povoados Betânia e Betfáge e em um desses povoados haveria um jumento preso que nunca fora montado.

Com certeza era muito clara a informação, mas continha também um pedido extra para que eles desamarrarem o jumento preso e o levem ao Mestre, antes que perguntassem, Jesus responde como agir também quando fossem questionados de suas ações.

Eles realmente foram interpelados por pessoas e pela fé deram como motivo de estarem levando o jumento, a resposta ensinada pelo Mestre, assim os incomodados concordaram e eles partiram com o jumentinho agora livre.

Jesus está aguardando no Monte das Oliveiras, chegam eles, colocam suas capaz sob o lombo do animal, Jesus monta o animal que nunca foi montado e esse o obedece e estão prontos para seguir e Jesus entrar em Jerusalém.

Eis que estou a porta e bato, quem ouvir e abrir, ali entrarei e juntos cearemos e farei morada; ainda que esteja morto vivera; pois vinde a mim todos que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei, Jesus veio incluir os marginalizados, excluídos, escravizados e humilhados, enfim todo aquele que como eu e você podem ser como um ser humano animal amarrado.

Assim, veio as Boas Novas do Evangelho de libertação aos escravos do pecado, Jesus declarou em João 10:13-15: ‘Ora, o mercenário foge porque é mercenário, e não se importa com as ovelhas. Eu  sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.’


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula