sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

COMPARAR POR SEMELHANÇA.


Base na Bíblia: Marcos 02: 18-22 ... Os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Algumas pessoas chegaram perto de Jesus e disseram a ele: Os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam. Por que é que os discípulos do senhor não jejuam? Jesus respondeu: Vocês acham que os convidados de um casamento jejuam enquanto o noivo está com eles? Enquanto ele está presente, é claro que não jejuam! Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar! Ninguém usa um retalho de pano novo para remendar uma roupa velha; pois o remendo novo encolhe e rasga a roupa velha, aumentando o buraco. Ninguém põe vinho novo em odres velho. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Por isso, o vinho novo é posto em odres novos...

Todos os dias o ser humano desperta e inicia seu processo natural de comparação, buscando fatos, coisas, acontecimentos semelhantes para as suas tomadas de decisões necessárias para viver seus momentos de cada dia.

Fato que podemos considerar como recorrente ao observar em toda a história escrita ou narrada, pois, vivemos em grande parte por semelhança e poucos ousam romper essa realidade buscando identificar novo meio de viver.

No texto lemos que pessoas não identificadas por Marcos, chegam próximas de Jesus e analisam o comportamento de seus discípulos, comparando-os com os discípulos de João o Batista e com os discípulos dos fariseus os quais estavam a jejuar, eles com certeza também estavam buscando trazer uma forma, um meio ou uma semelhança de ritos religiosos.

Assim como a história apresenta que cada religião ao longo dos tempos tem se adequado, buscando semelhanças, ora ao modismo do momento em que vivem, ora a pegar ideias de uma ou outras religiões e adotarem para manter seu culto e ora para acalmar os ânimos de seus membros ou participantes, ou simpatizantes, etc...

Jesus sempre sem exceção anunciou a chegada do Reino de Deus, o arrependimento necessário de cada um e também ensinava a todos para apresentar a vontade de Deus e jamais de pessoas comuns (ainda que essas fossem investidas de autoridade por outros seres humanos), mas Ele nunca seguiu o método de ensino e práticas religiosas destes, mesmo sendo judeu, zeloso e praticante em cumprir toda a Lei.

Podemos imaginar que seria um erro dele, afinal eram os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó que as praticavam (ensinos e regras, ...), mesmo assim, sabemos que Jesus ia a Sinagoga aos sábados quando fora de Jerusalém e ao Templo todos os dias quando em Jerusalém, porém mantinha a pregação do Reino de Deus e arrependimento e o ensino sem se misturar com a religião vivida pelos descendentes da promessa feita a Abraão.

Um motivo claro foi descrito por João, o discípulo ao escrever: Deus enviou seu Filho por que amou o mundo (não gentios e gentios) e não achou um justo se quer, e Jesus sabemos que veio para cumprir a Lei e os Profetas e não para discutir ou apresentar seu ponto de vista sobre o proceder de cada Escrita Sagrada, afinal Ele era a própria Escrita, o autor e o verbo como foi declarado por João, um de seus discípulos.

Procuramos adequar as situações e os momentos em que vivemos, cedendo um pouco aqui, endurecendo um pouco ali e achando que esse é o meio seguro de se manter aos pés do Criador.

Quando vemos coisas que fogem ao padrão, assim como as pessoas que se achegaram a Jesus, também procuramos imediatamente trazer para o mundo da semelhança e dizer ao que faz, que deve ser tudo igual, para que acalmemos nossa consciência da possibilidade de estarmos errados em nosso proceder.

Jesus declarou um fato, citando que o jejum é importante, mas tem o seu momento para ser feito, e apresentou a figura do Noivo para expressar o motivo de que seus discípulos ainda não jejuavam, deixando claro que não era uma obrigação, mas sim um ato de amor para com o seu Senhor, ou amigo, ou o Noivo.

Mostrar ou aparentar como era costume da época deixava claro que tinha uma outra conotação muito grande para si mesmo e em contrapartida, muito pequeno a quem era dedicado o jejum.

Jesus mostra outras comparações que podem chocar, mas apontam para a verdade que Cristo é a Vida, a Porta de entrada e a religião ao inverso se tornou a porta que pode fechar os olhos ao Salvador.

Iniciou citando a roupa velha que precisa de remendo, logo precisa de ajuda para se manter em estado de uso, mas completou que não serve qualquer retalho, tem que ser o velho, para que possa continuar a ser útil.

Apresentou também o vinho que acabou de ser elaborado e está pronto para ir a um odre para continuar seu processo natural, para este também mostrou que o odre velho não tem mais serventia para esse processo e sim é necessário para o vinho novo um novo odre, para ter sucesso no processo de um bom vinho.

O Mestre também fez comparação por semelhança para explicar o porquê de seus discípulos até então não jejuarem, porém com uma diferença clássica, Ele não tentou se adequar a realidade presente e sim mostrar que existe um Novo e Vivo Caminho que leva ao Pai, o Criador, a todo aquele que pede, bate e busca, não uma nova religião, mas sim a mesma que existe desde o primeiro Adão, porém sem misturas de pano velho com pano novo, ou vinho novo com odre velho.


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula







sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

DESTACAR DO MEIO COMUM.


Base na Bíblia: Marcos 02: 13-17 ... Jesus saiu outra vez e foi para o lago da Galiléia. Muita gente ia procurá-lo, e ele ensinava a todos. Enquanto estava caminhando, Jesus viu Levi, filho de Alfeu, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Então disse a Levi: Venha comigo. Levi se levantou e foi com ele. Mais tarde, Jesus estava jantando na casa de Levi. Junto com Jesus e os seus discípulos estavam muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama que o seguiam. Alguns mestres da Lei, que eram do partido dos fariseus, vendo Jesus comer com aquela gente e com os cobradores de impostos, perguntaram aos discípulos: Porque ele come e bebe com essa gente? Jesus ouviu a pergunta e disse aos mestres da Lei: Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Eu vim para chamar os pecadores e não os bons...


Quando se tem oportunidade de ver grupos de animais como manadas de zebras, búfalos ou ainda mais clássico reduzindo o tamanho como os que já viram um grupo de uma colmeia de abelhas fica difícil para o observador notar a diferença entre cada um deles ou delas.

Sabemos que existem diferenças também entre os seres humanos, e para isso diferenciamos como raças, mas mesmo entre raças há diferença entre os indivíduos, mas nem sempre é perceptível para um observador ou expectador inexperiente.

Jesus volta a caminhar as margens do lago de Genesaré, muitos o procuram e a todos Ele ensina.

No caminho Jesus passa por uma das muitas Coleterias de impostos, e lá dentro se encontravam naturalmente os Cobradores de impostos exercendo sua função.

Levi filho de Alfeu, foi convidado por Jesus a deixar a coleteria e o seguir; de alguma maneira, aparentemente não natural, destacou-se Mateus dos demais presentes e o convite foi para ele, que ao ouvir se levantou e seguiu o Mestre.

O livro do próprio Mateus não esclarece o porquê ele se destacou dos demais publicanos, somente Lucas em seu livro inclui o fato estranho ao comportamento humano, citando que ele (Levi) deixou tudo.

Por comportamento racional não é comum deixar tudo, salvo em caso de exceções como deslizamento de terra, terremotos, incêndios, inundações e outros fatores climáticos ou sociais que impuserem essa condição de uma fuga extremamente rápida.

Mateus além de deixar tudo, inclusive seu oficio, pois sabemos que entre os 12 (doze), Judas Iscariotes era quem administrava o dinheiro, o próprio Levi ofereceu uma recepção, um jantar, em sua casa para o Mestre Jesus.

Lá estavam eles, seus discípulos, cobradores de impostos, pessoas de má fama e provavelmente alguns mestres da Lei seguidores dos ensinos dos fariseus; consideremos que todos participando.

Os mestres da Lei incomodados, foram e questionaram os discípulos do Raboni, sobre a atitude ou comportamento sem ética de Jesus ao sentar-se e a comer com esse grupo de pessoas, definindo como alguém que tolerava o pecado, passando a ser assim um mau exemplo também.

O próprio Jesus responde a eles e a todos os presentes, lembrando primeiramente que Jesus era da linhagem de Abraão, Isaque e Jacó, assim como todos os demais envolvidos, e Ele declara que os doentes precisam de assistência, os sadios não.

Todos aparentam ser sadios, mas o Senhor que conhece o interior de cada ser humano, lança a Palavra e suas ovelhas ouvem a sua voz e essas por sua vez se destacam do meio, abandonando tudo, reconhecem sua doença que é o pecado e aceitam o processo de cura do Salvador e Redentor Jesus.

Somente Jesus tem as palavras da Vida Eterna e sobre a face da terra não há outro nome dado que possa perdoar pecados e conduzir seu rebanho para o lar Celestial, pois disse o Messias: Eu vim para chamar os pecadores e não os bons.



Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula












sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

PENSAMENTO PODE MOSTRAR AÇÃO.


Base na Bíblia: Marcos 02: 06-12 ... Alguns mestres da Lei que estavam sentados ali começaram a pensar: ‘O que é isso que esse homem esta dizendo? Isso é blasfêmia contra Deus! Ninguém pode perdoar pecados; só Deus tem esse poder!’ No mesmo instante Jesus soube o que eles estavam pensando e disse: Por que vocês estão pensando essas coisas? O que é mais fácil dizer ao paralítico: ‘Os seus pecados estão perdoados’ ou ‘Levante-se, pegue a sua cama e ande’? Pois vou mostrar a vocês que eu, o Filho do Homem, tenho poder na terra para perdoar pecados. Então disse ao paralítico: Eu digo a você: levante-se, pegue a sua cama e vá para casa. No mesmo instante o homem se levantou na frente de todos, pegou a cama e saiu. Todos ficaram muito admirados e louvaram a Deus, dizendo: Nunca vimos uma coisa assim!...

Quantos outros podiam estar nesse mesmo espaço, com dificuldades de saúde, física ou mental, porém somente o paralítico foi tocado, podemos imaginar que deve haver um sentido para que isso ocorresse.

Viviam todos eles em um cenário surreal, basta imaginar uma pessoa ensinando, muitos ouvindo, o teto da casa sendo aberto, uma pessoa descendo apoiado em uma cama, amparado por quatro outras, tudo isso ao mesmo tempo e Jesus, que ensinava, para e ainda chama o doente paralítico de filho e perdoa-lhe seus pecados.

Os mestres da Lei que estavam presentes, passam a avaliar essas palavras do Messias e cada um deles julgam estar diante de um impostor ou mais um herege da religião, ou ainda, um blasfemo por querer ser igual ao Eterno, e pelo texto escrito por Marcos todos eles em pensamento cada um por si, chegaram ao mesmo veredito.

Muitos definem que o pensar é livre e permite vasculhar todos os conceitos visíveis ou invisíveis sem atrelar qualquer tipo de culpa com esse procedimento.

Por esse mesmo texto, identificamos Jesus percebendo de imediato essa reação dos mestres da Lei e usando desse pensamento abstrato para o materializar e fundamentar sua ação ao se dirigir ao enfermo paralítico.

Devolve então a dúvida deles em pensamento com uma resposta clara e em bom som, a todos, apontando seu ministério sua autoridade própria para perceber e agir não segundo as aparências e costumes da época, mas sim, o ungido e revestido por ser o Cristo Yeshua prometido e declarado pelos santos profetas nas Escrituras Sagradas.

Mesmo os mortais que continuamente argumentam em todos os tempos sobre o certo e o errado, poderiam e deveriam sim também comprar do ouro fino e depurado que o Messias entrega a todos, sem exceção, porém o servir a Ele implica em abandonar as trevas com os seus laços, ou com suas teias.

O Amor sempre aparece para ser o meio de conduta apropriado aos seres humanos, porem desde Abel identificamos que o mal (pensamento e ações) sempre tem sua existência regada, mas o exemplo a seguir, nunca foi o de Adão e sim o do Messias Jesus.

Jesus não censurou ou humilhou os pensamentos deles, ao contrário, dele fez com que abrissem os olhos do entendimento e da fé, conversando com todos e ao paralítico ratificando o mover sobrenatural do Senhor, igualando o perdão de pecado, livrando da escravidão dos pecados com a liberdade visível do doente paralítico.

O doente paralítico levantou, como também todo aquele que recebe o perdão de seus pecados e são libertos do que os aprisionava e os põem em pé.

Em seguida tomou a sua cama, como todo o que é liberto do pecado segue sua vida, e foi-se daquele lugar, todos viram o que entrou e agora o que saiu liberto, como todos veem os que aceitam o Senhor como salvador de sua vida e qual é o seu novo caminhar liberto do império das trevas.

Mesmo com as palavras e sinais do Messias, ainda assim sabemos que apesar do Plano de Libertação do pecado ter sido concluído, com sucesso, o outro lado de aceitar cabe aos seres humanos enquanto sob a face da terra, e nesse tempo de pensamento individual de cada um, leva uma parte a deixar de mostrar a ação e assim optar por deixar de agir na direção de seu Criador.

Sabemos pelas Escrituras Sagradas que cada um respondera por suas pessoais ações ao seu Criador, pois esse dia o qual muitos relevam, vem!


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula







sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

OPORTUNIDADE GERA CRIATIVIDADE.


Base na Bíblia: Marcos 02: 01-05 ... Alguns dias depois, Jesus voltou para a cidade de Cafarnaum, e logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. Muitas pessoas foram até lá, e ajuntou-se tanta gente, que não havia lugar nem mesmo do lado de fora, perto da porta. Enquanto Jesus estava anunciando a mensagem, trouxeram um paralítico. Ele estava sendo carregado por quatro homens, mas, por causa de toda aquela gente, eles não puderam levá-lo até perto de Jesus. Então fizeram um buraco no telhado da casa, em cima do lugar onde Jesus estava, e pela abertura desceram o doente deitado na sua cama. Jesus viu que eles tinham fé e disse ao paralítico: Meu filho, os seus pecados estão perdoados...” (NTLH).


Surpreendentemente podemos nos deparar com ações de pessoas que estão a nossa volta, ou seja, em nosso comum cotidiano, que superem em muito as nossas expectativas sobre cada uma delas.

Jesus em seu ministério itinerante volta para a localidade de Cafarnaum e entra em casa (sugere o texto que seria a residência de Jesus, mas não afirma, porém deixa claro que era um local conhecido), pessoas das mais diversas localidades e pelos mais diversos motivos ficam sabendo e buscam estar junto ao Raboni e se dirigem para lá.

Afluíram não somente leigos e necessitados, mas, também os mestres da lei e o local ficou repleto de pessoas a ponto de quem nem mesmo na porta de acesso da casa estava lotada, mas tinha um retardatário que chegou carregado por 4 (quatro) outras pessoas, porém eles não conseguiram romper a barreira formada por ouvintes que impediam naturalmente que eles chegassem perto do Messias, uma dificuldade legítima que para muitos se auto justificaria, como sinal, de que era o máximo que eles chegariam de Jesus.

A oportunidade de ouvir e ver os sinais estavam diante dessas 5 (cinco) pessoas, contudo pelo texto, somente 1 (um) dentre deles era o que podemos chamar de necessitado em maior grau, por ser um doente paralítico e por claramente depender de terceiros para se locomover, porém todos sem exceção precisavam ouvir, ver e presenciar os sinais e maravilhas operados.

Surpreenderam então ao aproveitar o sistema de construção daquela parte do mundo, acessando o telhado e abrindo uma abertura suficientemente grande para passar a cama com o paralitico doente exatamente em cima do local em que Cristo estava e ainda permitir que Jesus de onde estava pudesse ver cada um dos outros 4 (quatro) executando essa manobra.

Jesus, poderia estar surpreso, mas o texto declara que ele os olha, nos olhos e viu neles fé; fez uma declaração simplesmente direta ao doente.

Essa declaração do Messias surpreendeu ao que a ouviu, como a todos que estavam no local.

Continha nela claramente, o ato pessoal de chamar o doente de filho e de afirmar que perdoava seus pecados, ação essa ou o atributo exclusivo de Deus.

Nada aconteceu até esse momento no campo material, ou seja, doente paralitico continuava igual, porém o pecado que o escravizava, como continua a escravizar a todos os seres humanos desde a queda de Adão até a Volta do Senhor Jesus, como Rei dos reis.

A criatividade entrou em ação e todos foram surpreendidos ao serem confrontados com o verdadeiro problema que rói e destrói o homem através dos séculos, chamado pecado, que consiste em viver fora dos propósitos do Senhor, vivendo a deriva no mar da Vida, longe do amor e cuidados do Pai.

Perdendo o referencial de uma vida plena ao lado de seu Criador, O qual para reverter esse quadro, enviou seu único Filho, para que todo aquele que nEle crê tenha a Vida eterna, sendo pela fé quebrado o castigo da morte e liberto do pecado pela confissão de que temos um Senhor que ama os seus e perdoa todos os seus pecados.

Na estrada da vida de cada um de nós, podemos observar que muitos tem a oportunidade, porém deixam de usar da criatividade que há dentro de si e optam por viver uma vida sem um propósito com o Senhor e vivem sob os domínios do deus deste mundo.

Contudo, assim como esses 5 (cinco) homens, que buscaram encontrar e ficar perto do Mestre, demonstraram que a oportunidade se abriu, as dificuldades naturalmente foram acontecendo, mas persistiram e com criatividade mudaram a história de suas vidas que era em trevas para verem por seus próprios olhos a luz brilhar no doente paralítico.


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula






sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

JAMAIS ATROFIAR A FÉ.


Base na Bíblia: Marcos 01: 40-45 ... Um leproso chegou perto de Jesus, ajoelhou-se e disse: Senhor, eu sei que o senhor pode me curar se quiser. Jesus ficou com muita pena dele, tocou nele e disse: Sim! Eu quero. Você está curado. No mesmo instante a lepra desapareceu, e ele ficou curado. E Jesus ordenou duramente: Olhe! Não conte isso para ninguém, mas vá pedir ao sacerdote que examine você. Depois, a fim de provar para todos que você está curado, vá oferecer o sacrifício que Moisés ordenou. Então Jesus o mandou embora. Mas o homem começou a falar muito e espalhou a notícia. Por isso Jesus não podia mais entrar abertamente em qualquer cidade. E gente de toda parte vinha procurá-lo...” (NTLH).


Em momentos de dificuldades pessoais a grande maioria da população da terra de todos os tempos procura sair o mais breve possível, uma vez que é identificada e usam de todos os meios que estejam a sua disposição sejam próprios ou de terceiros.

A fé sempre esteve entre o grupo de ferramentas usadas pela humanidade na prática, porém aqui começa a divisão onde uma parcela busca somar a fé com seus atributos pessoais e materiais, para garantir o resultado, enquanto que outros ficam inteiramente dependente por múltiplos fatores.

No texto identificado e registrado por Marcos observamos que um leproso, uma vez diagnosticado pela medicina de sua época, esse era banido de sua comunidade e familiares, passando a viver completamente a margem da sociedade e somente em lugares exclusivo e determinados para pessoas com o mesmo tipo de doença, logo estes dependiam exclusivamente da fé e da ajuda rara de corações movidos.

Jesus caminhava de povoado em povoado anunciando as boas novas aos populares e em uma dessas caminhadas aparece esse leproso, com muita ousadia rompendo com a determinação dos líderes de sua época e dos ensinos de Moisés na lei judaica.

Sua atitude ao invés de começar a distância por gritar identificando sua situação verdadeira, passa a se aproximar do Raboni e lhe dirigir a palavra diretamente.

Ele poderia estar vestido de maneira a esconder sua real condição, porém, ao se dirigir ao Senhor Jesus, declarou-a e todos além de Jesus puderam saber, e esses que estavam dentro da lei mosaica estavam cobertos de razão em pegar pedras e arremessarem nele.

Jesus o ouve, aceita, sente profunda compaixão dele e confirma sua autoridade tocando-o e liberando-o de sua enfermidade. As palavras de Marcos apontam para a cura imediata, logo o puro sobrenatural acontecendo pela ação de uma pessoa que vivia a margem de seu grupo social e que busca em Cristo solução plena para o que lhe aflige.

Jesus uma vez que ele confirma sua cura, passa a orienta-lo a que mesmo sendo perceptível a cura em seu corpo, que esse seguisse os preceitos mosaicos de se apresentar aos líderes, bem como para o povo saber efetuar os votos de confirmação, somente assim duramente fala e despede o curado.

O grau de pessimismo pode ser elevado nas pessoas humanas, assim como em mesma medida o grau de estar desanimado, comumente devido as notícias que acontecem e vem bater à porta de todos a cada dia, declarando ou definindo em seu rastro tragédias como por exemplo ocorreram nos dias de Jó, que soube ouvir uma sequência e todas mostravam perda material e pessoal.

As boas e médias notícias são as que nos levam a identificar que a fé deixa de ter importância e tem forte influência em levar o homem a se afastar de seu Criador, razão pela qual o Eterno buscou sobre a face da terra um que pudesse fazer o papel de seu Filho, por não encontrar, enviou o Messias Jesus, por isso chamo esse comportamento humano de fé atrofiada.

O leproso seria a fé ativa, como vemos também em Jó a fé ativa, que mostra a verdadeira face da vida sobre a Terra, onde somos verdadeiramente limitados e ainda que busquemos em grupos outros apoios necessários para superar, ainda assim, os limites estão impostos desde a queda do homem.

Sim ao homem foi definido nascer, morrer e comparecer diante do Criador, ainda que existam múltiplas religiões existentes e interpretações diversas escondendo ou floreando essa verdade, todos iremos estar diante do Grande Trono, no dia do Senhor!

Sem fé é impossível agradar a Deus, e deixar de ouvir a Sua Palavra só aumenta a distância com o seu Criador, e ainda mais amortece ou endurece o coração e leva o homem a viver longe dos caminhos do Senhor, por sua livre e espontânea decisão pessoal.

Somente os que ousam romper com os padrões de sua sociedade, crença, religião e a si mesmo ouvem a voz do seu Criador e pela fé, o aceitam e permitem que Ele faça morada em sua vida e passam a comemorar e festejar o sentido verdadeiro da vida e a comunicar a todos de sua descoberta.


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula







sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

AUSENTAR QUANDO NECESSÁRIO.


Base na Bíblia: Marcos 01: 35-39 ... De manhã bem cedo, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou, saiu da cidade, foi para um lugar deserto e ficou ali orando. Simão e os seus companheiros procuraram Jesus por toda a parte. Quando o encontraram, disseram: Todos estão procurando o senhor. Jesus respondeu: Vamos aos povoados que ficam perto daqui, para que eu possa anunciar o evangelho ali também, pois foi para isso que eu vim. Jesus andava por toda a Galiléia, anunciando o evangelho nas sinagogas e expulsando demônios...” (NTLH).


Cumprir o Plano de Redenção estabelecido pelo Eterno, era o que acontecia no agir do Raboni Jesus e seus quatro seguidores que o acompanhavam de perto observavam a diferença.

Na porta da casa de Simão e André o povo da cidade de Cafarnaum estavam e o Senhor Jesus curava e libertava os endemoniados trazidos por eles e no caso dos endemoniados os repreendiam para que também se calassem pois eles eram os que sabiam quem Ele é.

Jesus depois de despedir o povo, provavelmente, deve ter ido repousar e logo ao amanhecer desperta antes do sol nascer, sozinho se levanta e sai para um lugar deserto e nesse lugar aproveita o momento para ter o tempo de oração (ou reza para outros) onde busca sempre o dirigir do Pai para o seu agir.

Sua ausência era algo diferente do agir de outros que buscam a popularidade, quer nos seus dias ou nos dias atuais e assim notamos ao amanhecer que seus seguidores Simão, André, Tiago e João passam a o procurar em muitos lugares, mas somente ao saírem da cidade e procurarem em um lugar deserto o encontram.

Os que o buscam o encontram, não somente no lugar determinado, pois nossa mente imagina, lugar de popularidade onde o povo está, mas como nesse texto apresentou à frente da casa de Simão e André ficou vazia de sua presença, assim esses que o esperavam achar, como o povo que também o buscava, nada encontraram por se limitarem aos lugares de glamour.

Ao encontrarem o Mestre declararam o fato de que muitos o buscavam, indiretamente indicando que quem quer ser conhecido deve estar onde a massa do povo se encontra.

As palavras de Jesus com certeza surpreenderam a eles, pois aponta para seu objetivo de mostrar ou melhor fazer conhecido a todos as Boas Novas que o Eterno trazia para seu povo escolhido e eleito em Abrão, Isaque e Jacob, a menina dos olhos do Altíssimo.

E o convite a eles mais uma vez busca o anonimato, ou seja, ir onde não era conhecida as Novas do Senhor e sempre iniciar a apresentação nas sombras para o anunciar da Sua maravilhosa Luz, declarando as pessoas que o agir do Eterno chegou a todos.

Jesus poderia ter se levantado cedo, cheio de sucesso em sua mente e coração declarando a si mesmo que estava no caminho certo, pois o povo concorria a ele, e se preparado para a rotina do dia em servir aos que já estavam saciados de ouvir sua palavra e ver os sinais que a acompanhavam, e assim declarar que era um sucesso sua atividade e o retorno visível a quem quisesse fazer a apuração de sua popularidade.

Optou, no entanto, pelo ausentar-se e sair da cidade e buscar um lugar, um ponto isolado para orar na intimidade com o Pai, e assim buscar encher o cálice certo, esvaziando-se e se mantendo homem, para que a Glória e a Honra estivessem em seu legítimo lugar, no Criador.

As curas jamais deixaram de acontecer e seguia onde as Palavras das Boas Novas (evangelho) fossem semeadas, mas era o solo (ser humano) o grande problema que ao invés de permitir a germinação em seu corpo (terra), queria viver no melhor dos dois momentos, fato que é recorrente e se repete continuamente através dos séculos, jamais permitindo se ausentar das coisas que os olhos cobiçam e permitir que os olhos da fé vejam a libertação que está sendo oferecida sem igual.

Encerro declarando que Moisés, pouco antes de chegar perto da terra prometida levando em torno de 2 (dois) milhões de pessoas, declarou a esse povo: Escolhei hoje a quem servireis as bênçãos ou as maldições. E ao entrar na terra prometida Josué que levou esse povo para dentro da terra prometida, também declarou: Escolhei hoje a quem servireis, porém, eu e minha casa serviremos ao Senhor.

Ausentar-se quando necessário é o momento único, impar, onde é possível, reconhecer realmente quem somos e que proposta nos está sendo ofertada e assim tomarmos a melhor decisão que contem a Vida Eterna.


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula







sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

TODOS À PORTA.


Base na Bíblia: Marcos 01: 29-33 ... Logo depois, Jesus, Simão, André, Tiago e João saíram da Sinagoga e foram até a casa de Simão e de André. A sogra de Simão estava de cama, com febre. Assim que Jesus chegou, contaram a ele que ela estava doente. Ele chegou perto dela, segurou a mão dela e ajudou-a a se levantar. A febre saiu da mulher, e ela começou a cuidar deles. À tarde, depois do pôr do sol, levaram até Jesus todos os doentes e as pessoas que estavam dominadas por demônios. Todo o povo da cidade se reuniu em frente da casa...” (NTLH).

Que impressionante os fatos narrados por Marcos, pois apresenta a pessoa de Simão, ainda sem citar seu apelido e como houve uma revolução no agir das pessoas da Cidade de Cafarnaum, após ouvirem as Palavras do Messias, o Mestre.

Jesus com Simão, André, Tiago e João se dirige ao sair da Sinagoga para a casa de André e de Simão, como sabemos pelos costumes de propriedade judaico, deveriam dividir o mesmo terreno e conviver juntos.

Ao chegar a casa deles, Jesus é informado de que a sogra de Simão estava enferma acamada, pelo que podemos observar não foram André, ou mesmo Simão quem o informaram do mal-estar de um familiar da casa e assim o convidaram para ir a sua casa.

Sabemos que o Mestre Jesus sabe todas as coisas, porém observamos que ainda que seja Onipotente, Onisciente e Onipresente, o próprio Deus, ouve os acontecimentos e somente ao ser informado se dirige a enferma.

Ao entrar em contato com a sogra de Simão, Jesus a toca segurando-a na mão e a ajuda a se levantar, um gesto comum, mas não usual para com um doente, pois temos sempre a informação de que se encontrarmos alguém doente, devemos chamar um especialista sem tocar ou procurar mover, uma vez que pode agravar o quadro, mas para o Médico dos médicos sua ação foi exatamente o antidoto necessário.

O tocar nas mãos e o ajudar a se levantar para a sogra de Simão foi a solução para que o mal que a acometia, fosse mandado embora e o vigor do corpo restaurado e a disposição retomasse o seu lugar devido, pois pelo texto encontramos também a citação de que ela passou a servir a todos eles.

O agir do Eterno jamais muda, ou tem sombra de variação, como muitos podem supor e até imaginar o contrário, pois sempre que algo não termina como a mente e o desejo pessoal de cada ser humano acontece, a culpa e o apelo de achar justificação sempre opta por identificar culpados e quando o próprio ser humano voltasse para si mesmo, aponta então para o fato de não ser merecedor e assim indiretamente volta a direcionar o resultado ao Eterno.

O Senhor veio e quer salvar a todos e assim agiu e completou todo o processo para cumprir a lei e as regras sacrificiais, completando assim a vontade do Criador; esse lado foi completo e de uma única vez, bastou para celebrar as Boas Novas; agora temos o outro lado que é exatamente o do homem filho de Adão que amou mais aos pertences dessa terra que aquele que o gerou e mesmo ouvindo o apelo das Boas Novas para se acertar se reabilitar, preferiu ignorar definitivamente ou postergar para repensar nos momentos sombrios da vida.

Uma cidade ouve as Palavras do Messias e no cair da tarde, todos da cidade que são, tem parentes ou conhecidos que estão adoentados ou se portando de maneira diferente da normal, são levados para à porta da casa de Simão e de André.

As Palavras de Jesus não passam e não mudam e todos os que a ouvem deveriam agir como no exemplo dos habitantes de Cafarnaum, ao levarem e se apresentarem diante de Jesus, pois seus corações, almas, espíritos e suas mentes foram tocadas pelo Criador e criaram no seu agir, um despertar que os motivou assim a deixarem sua rotina, com tudo o que os prendiam e se libertaram ao ouvirem e verem e se sentirem no agir Eterno.

A sociedade tida como moderna busca suas portas de saídas para cada acontecimento individual ou coletivo, demonstrando que há uma preocupação em constantemente estar agindo para abrir a porta certa e dessa porta sempre esperar que essa seja a que traga a solução definitiva, porém poucos são os que identificam a possibilidade de que as Palavras de Jesus, são para o ontem, o hoje e para o amanhã e que se voluntariamente forem à Porta que é o Senhor, encontram os pastos verdejantes e o sossego que só em Cristo se pode encontrar.

Mais uma vez temos a realidade de cada ser humano declarada nas Boas Novas do Evangelho pois são para todos, porém todos devem e ouvem e mesmo assim poucos a seguem, ainda que seja uma proposta de reconciliação onde simbolicamente a mão está estendida da parte do Criador aguardando somente a outra mão: minha, sua e de todos os que leem, enfim todos os que nascerem sobre a face da terra, afinal todos podem e devem estar à porta mas nem todos entrarão por essa razão.


Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula