sexta-feira, 7 de abril de 2017

SINCRONIA ELEMENTAR.

Base na Bíblia: Lucas 08: 22-26 ... Certo dia Jesus subiu num barco com os seus discípulos e disse: Vamos para o outro lado do lago. Então eles partiram. Enquanto estavam atravessando o lago, Jesus dormiu. Um vento muito forte começou a soprar sobre o lago, e o barco foi ficando cheio de água, de modo que todos estavam em perigo. Aí os discípulos chegaram perto de Jesus e o acordaram, dizendo: Mestre, Mestre! Nós vamos morrer! Jesus se levantou e deu uma ordem ao vento e à tempestade. Eles pararam, e tudo ficou calmo. Então ele disse aos discípulos: Por acaso vocês não tem fé? Mas eles estavam admirados e com medo e diziam uns aos outros: Que homem é este? Ele manda até no vento e nas ondas, e eles obedecem! Jesus e os discípulos chegaram à região de Gerasa, no lado leste do lago da Galiléia...”


Vivemos no espetáculo que herdamos pelo sentimento do Criador. Verificamos no Livro dos princípios, Gênesis, o projeto da criação resumido, ou sintético, por inspiração do Espírito Santo ao escritor, demonstrando a ordem e o resultado ao fim de cada dia.

Sobre o homem então criado foi ordenado colocar nomes nas criaturas, ação que se repete mesmo em dias presentes, a mulher de contínuo estava junta para compartilharem desse maravilhoso cenário real do mundo e dos céus e dos céus dos céus.

Mesmo após a queda do ser humano criado: da inocência para a consciência do pecado, notamos que os seres humanos desfrutaram e usaram a natureza a seu favor, porém sem ter ação direta sobre suas ações ou reações, exemplificando: o país Holanda não teria as terras que tem, se não fosse usado meios de tecnologia para isso, e assim vivem a monitorar.

Na história contida no Livro de Êxodos, encontramos a ação direta do Eterno, sobre o círculo natural quer sejam dos animais, répteis, anfíbios, águas e inclusive do clima do seu momento de iniciar, ao seu momento de parar, para liberar o povo, que eram os filhos de Jacó, de seu cativeiro que durava por volta de 400 anos.

Jesus com seus discípulos, no texto que Lucas encontrou relatos, ele foi inspirado pelo Espírito Santo a escrever, a princípio a Teófilo, mas chegou até os dias presentes, e permanece até a volta do Senhor, mencionando que entraram em um barco que os comporta, sabemos por outro relato que boa parte dos tripulantes no barco conhecem o Lago da Galileia, ou Lago de Genesaré, ou Mar de Tiberíades e partem para a outra margem ao comando de Jesus.

Jesus adormece durante esse trajeto e enquanto dormia, ouve mudança nas condições meteorológicas e o barco começou a ter níveis de água acima do suportável do lado de dentro e 12 (doze) homens não davam conta de retirar e remar para atingir a segurança do ancoradouro.

Buscaram então no Senhor Jesus, o Mestre adormecido no barco, uma direção ou um par de braços extras, para auxiliar na tarefa de preservar o bem precioso do ser humano: a vida. Jesus, ouve e faz declaração não primeiramente a quem pergunta, mas sim aos ventos e as águas, e isso basta, depois de solucionado trata com os embarcados.

Somos criados a imagem e semelhança do Criador e pela fé temos acesso a graça que está estendida a todo aquele que crê no Plano Redentor da Salvação somente em Cristo Jesus, o Filho Unigênito do Pai e para quem reconhece sua real condição de pecador, incapaz por si só de mudar sua situação e assim voluntariamente aceita o sacrifício de Jesus, ao morrer na cruz, pelos pecados de cada um da humanidade e ao confessar com a boca e crer no coração, aguarda então na promessa da sua volta, para buscar os seus.

Ao verem, os discípulos, esses feitos pelos olhos da carne, ficaram admirados e com medo, tempos depois ao verem Jesus ressuscitado ficaram com temor e tremor. E foram as testemunhas que nos anunciaram essas verdades sobrenaturais e repetiram as palavras de Jesus, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir da Palavra de Deus.

A sincronia elementar, leva a ação do Espírito Santo que está em convencer dessa verdade, sobre o amor de Deus ao enviar seu Filho Jesus, para comprar a liberdade, do castigo sobre pecado que é a morte, e somente pelo resgate de uma única vez ocorrido na cruz do calvário, para todo aquele que nele crê, para que tenha a vida eterna.






Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula





sexta-feira, 31 de março de 2017

DEPURANDO CONCEITOS.

Base na Bíblia: Lucas 08: 19-21 ... A mãe e os irmãos de Jesus vieram até o lugar onde ele estava, mas, por causa da multidão, não conseguiam chegar perto dele. Então alguém disse a Jesus: A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem falar com o senhor. Mas Jesus disse a todos: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e a praticam...”


Ainda que cada ser humano tenha dentro de si, definido seu conceito familiar, sabemos que algumas estruturas são semelhantes a diversas etnias, logo tendem a se regionalizar com o passar dos tempos e muitas vezes optam por se estilizar no momento presente em que se encontra sua cultura.

As Escrituras Sagradas mencionam as bases para alicerces seguros na construção de um lar baseado na harmonia entre seus participantes, aplicáveis especificamente ao ser humano, logo estão prontas e equilibradas pela balança celestial, testada pelos séculos, visando o convívio sereno de seus ocupantes.

Em contrapartida temos o uso e costume, vigente, os moldes sempre pré-elaborados de pacotes estabelecidos para uma sociedade de massa, a qual opta em desenvolver em sua maioria os valores imediatos e pouco cuidam do tempo a vir, pois cada capítulo é vivido no seu momento e assim atualmente, poucos se preocupam com o bem-estar coletivo por se basearem no super auto ego da sobrevivência pessoal.

Assim nesse tempo de Jesus, exposto, estava também dentro desse conceito de família em nada diferente dos dias atuais vividos pelas sociedades, provavelmente as notícias sobre Jesus criavam certo constrangimento a família dele e lá estavam eles, para buscar o equilíbrio.

As palavras de Jesus declaradas aos ouvintes, apresentam oportunidades únicas, intransferíveis, logo pessoal, para que possam ou possamos refletir sobre que família estávamos vivendo, ou estamos vivendo, e a que queremos ou gostaríamos de viver.

Vivemos em uma onda na história da Sociedade que tratam e questionam em todos os processos da hierarquia em todos os seus meios e reavaliam os padrões de conduta pessoal e de outrem dentro e fora do seio familiar, apontam para a liberdade que em muitos casos superam os valores que a fundamentaram levando as disputas internas por posições.

A sociedade humana em sua história (contada e vivida) passou por diversos períodos de transições, mas notadamente sempre procuravam buscar a essência contida nas Escrituras Sagradas, no presente com o conhecimento crescente e disponibilizado sem critério ou crivo, estamos mais uma vez nos encontrando com uma nova tomada de decisão para as gerações futuras, que sempre são os que vivem os efeitos.

Jesus declarou sobre essas decisões importantes que continuamente aconteceriam, acontecem e viriam; esclarecendo objetivamente que para ser família com origem, cada um de nós, deve ouvir e praticar a mensagem de Deus.

Encontramos a questão e o tempo sobre quantos nos dias atuais usam do seu tempo para conhecer, validar que esses valores, continuam atuais e ao os praticar, abrem os horizontes e caem as escamas dos olhos ao enxergar que sobre os conceitos que julgávamos certos, encontrávamos em processos de ilusões, e que dignamente um a um precisam ser depurados para focar em uma família viva e eterna. Assim esse é o desafio para ser sal para temperar e dar sabor diante de um quadro global apático e sem cor.



Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula





sexta-feira, 24 de março de 2017

CUIDADO COM O QUE OUVE.

Base na Bíblia: Lucas 08: 16-18 ... Jesus continuou: Ninguém acende uma lamparina e depois a coloca debaixo de um cesto ou de uma cama. Pelo contrário, a lamparina é colocada no lugar próprio para que todos os que entram vejam a luz. Pois tudo o que está escondido será descoberto, e tudo o que está em segredo será conhecido e revelado. Portanto, tomem cuidado e vejam como vocês ouvem, Porque quem tem receberá mais; mas quem não tem. Até o que pensa que tem será tirado dele...”


Os discípulos de Jesus, pedem ao Mestre que lhes comentem sobre a Parábola do Semeador, e recebem um esclarecimento detalhado de cada etapa das Palavras citadas e seus objetivos.

Eles ouvem provavelmente com muita atenção e absorvem as informações, afinal Jesus declara ao iniciar a explicação que para eles é permitido mostrar os segredos do Reino de Deus.

Ouvir segredos é uma ação humana que na maioria das vezes, faz o ouvinte parar e dar uma atenção maior ao que vai ser comentado e certamente traz para si um grau maior também de reconhecimento e importância.

Porém, Jesus acrescenta aos discípulos uma comparação direta sobre o fato de ter a luz (clareza) sobre os que não tem. E de maneira objetiva apresenta a razão da existência da claridade em ambientes escuros.

Pois para o dia temos o sol que apresenta a todos sua luz e clareza para a visão das coisas a nossa volta e até onde podemos enxergar.

Enquanto que a luz apresentada nessa comparação de Jesus é aquela utilizada em ambientes internos que só quem as possuem sabem sobre sua real importância a qualquer hora do dia e conhecem o local ideal para estar para tirar o maior proveito no ambiente, pois só assim o que está escondido será descoberto e o que está em segredo será conhecido e revelado.

A comparação dessa lamparina é colocada diretamente sobre o processo de ouvir, e assim admoesta seus discípulos (aprendizes) no cuidado em como estão a ouvir, pois no Reino Celeste mesmo sendo um processo crescente, para os que ouvem, podem ser retiradas as palavras até do que têm, exatamente aos que acham que continuam a ouvir.

A semente na terra são os que guardam a palavra no coração bom, obediente e por serem fiéis produzem frutos. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça, com o cuidado e a atenção para não ficar a velar debaixo do cesto ou da cama.



Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula





sexta-feira, 17 de março de 2017

PERSISTÊNCIA HUMANA.

Base na Bíblia: Lucas 08: 05-08 ... Certo homem saiu para semear. E, quando estava espalhando as sementes, algumas caíram na beira do caminho, onde foram pisadas pelas pessoas e comidas pelos passarinhos. Outras sementes cairam num lugar onde havia muitas pedras, e, quando começaram a brotar, as plantas secaram porque não havia umidade. Outra parte caiu no meio de espinhos, que cresceram junto com as plantas e as sufocaram. Mas algumas sementes caíram em terra boa. As plantas cresceram e produziram cem grãos para cada semente....”

Poucos tem o cuidado em perceber o esforço que há para uma semente germinar na natureza, por achar uma coisa desnecessária e sem razão de ser, mas mesmo nas pequenas coisas há sabedoria para aprimorar nossa existência nesse Planeta chamado Terra.

Iniciando por sua polinização, que desencadeia o processo do fruto o qual depende de diversos fatores externos, pois uma árvore não tem locomoção própria, mas engenhosamente tem seu meio para a solução, assim agentes terceiros agem na natureza e atuam para o sucesso. O ser humano se acha alto suficiente em muitas de suas fazes da vida e poucos são os que percebem que somente por agentes externos atingem esse nível.

Os frutos com sua semente seguem diversos caminhos para atingir seu objetivo de perpetuação da espécie, ou seja, desde a ação do vento, pássaros e animais, ou correntes fluviais ou marítimas, mas em qualquer uma delas por fim vai ao solo. O ser humano sempre tem em si que é uma semente de valor e busca seu lugar e respeito, pisando, mas esquece que por humildade e ciclos também de terceiros, chegou aonde está e tem que lutar para permanecer.

A semente chega ao solo, que pode ser banhada por água, charco, terra seca ou fértil e mesmo instalada depende dos fatores climáticos, localização (sombra em excesso é fator de risco para crescimento, em exemplo); ainda neste momento pode virar refeição ou apodrecer no mesmo solo que a recebeu. O ser humano resiste bravamente buscando resposta aos desafios que o coloque a frente dos demais em suas áreas de vida pessoal e profissional, mas seu ego esquece que há força externa agindo mesmo nessa fase de auto sensação de autossuficiência e preponderância sobre os seus subjugados.

Sabemos que Jesus não desmerece o local onde sua semente foi parar e qual a ação que a semente tomou para permanecer firme em seu propósito de progredir em sua natureza.

Porém, o próprio Jesus demonstrou seu cuidado com a semente de quem a recebe, sua atenção em como deveria atentar, pois somos como a semente que segue seu caminho e mais ainda também como o solo que internamente produzimos e que a retém, pois se fundem e cooperam para o sucesso de ambas.

O Senhor Jesus oferece a palavra, que é em essência a semente, que contém em si a vida eterna; por ter a autoridade de reconciliação com seu Criador, e nos apropriamos, ao ouvir, pois a fé vem pelo ouvir e o ouvir a Palavra de Deus. Juntamos enfim como sendo mais uma informação em nosso vasto mundo de conhecimentos e caímos dentro das estatísticas que Jesus elaborou e apresentou nessa Parábola.

Deixamos em nossa grande maioria as preocupações e as precipitações serem as referências e as metas nessa sociedade agitada em seu rigor de nunca perdoar e sendo assim somos os seres humanos com o folego de vida e persistimos, mas para isso veio a semente da vida eterna, que tanto precisamos para romper com os grilhões que nos escravizam e nos cegam em ver a graça de viver a eternidade abrindo a porta do coração, com a mente aberta a verdade da semente Jesus, que excede a qualquer verdade humana, pois é eterna.



Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula





sexta-feira, 10 de março de 2017

A ARTE DA CONQUISTA.

Base na Bíblia: Lucas 07: 44-50 ... Então virou-se para a mulher e disse a Simão: Você está vendo esta mulher? Quando entrei, você não me ofereceu água para lavar os pés, porém ela os lavou com as suas lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Você não me beijou quando cheguei; ela, porém, não para de beijar os meus pés desde que entrei. Você não pôs azeite perfumado na minha cabeça, porém ela derramou perfume nos meus pés. Eu afirmo a você, então, que o grande amor que ela mostrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado. Então Jesus disse à mulher: Os seus pecados estão perdoados. Os que estavam sentados à mesa começaram a perguntar: Que homem é esse que até perdoa pecados? Mas Jesus disse à mulher: A sua fé salvou você. Vá em paz...”

A história escrita sempre apresenta a incansável atitude humana em conquistar. Usamos desse método para abrir novos horizontes e desbravar pontos que naturalmente não viriam.

Os pensamentos sempre levam as pessoas a sonharem em conquistas seja no sucesso no campo pessoal, profissional e religioso.

Determinar os parâmetros para atingir essas conquistas envolve muita habilidade e a partir desse momento encontramos os grupos ou conjunto de pessoas que começam a ser distintas uma das outras.

Jesus continua em um jantar oferecido a ele na casa de um fariseu, chamado Simão, entre os presentes encontramos essa mulher que recebe a atenção do Mestre, mesmo na frente do anfitrião, simplesmente por seu comportamento.

Ambos o anfitrião e a mulher estão mudos perante o Mestre, mas cada um querendo conquistar seu espaço junto ao Senhor, e ao ser questionado o anfitrião responde a pergunta que lhe é feita sobre quem ama mais: o que é perdoado de uma quantia elevada ou o de pouca quantia, ao seu credor.

Relutamos em admitir que somos pecadores, que nascemos em pecado e que precisamos de redenção, uma vez que pouco conhecemos nos dias atuais o que realmente é nascer sobre um regime de escravidão ou mesmo o que é um holocausto, salvo o que filmes e resumo de notícias informam e assim temos a ideia teórica e não a pratica.

Comparando o anfitrião podemos observar que contrasta com a mulher, pois ele conquistará uma reputação boa e se sentia ao nível de entender e julgar os comportamentos de terceiros, inclusive o do Mestre a sua frente. Na contramão uma mulher de má fama, que usa do seu bem pessoal e caro que possui ao derramar sobre os pés do convidado e ainda se humilha diante desse convidado.

As palavras de Jesus são a prova de que mesmo em nossos dias existem conquistadores capazes de reconhecer sua verdadeira situação como pessoa, frente a uma sociedade havida em criar padrões que nada acrescentam a liberdade do ser humano sobre sua real condição de escravidão de pecado e esses são os que buscam um encontro com o Seu Libertador.



Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula





sexta-feira, 3 de março de 2017

APROVEITAR O MOMENTO.

Base na Bíblia: Lucas 07: 36-40 ... Um fariseu convidou Jesus para jantar. Jesus foi até a casa dele e sentou-se para comer. Naquela cidade morava uma mulher de má fama. Ela soube que Jesus estava jantando na casa do fariseu. Então pegou um frasco feito de alabastro, cheio de perfume, e ficou aos pés de Jesus, por trás. Ela chorava e as suas lágrimas molhavam os pés dele. Então ela os enxugou com os seus próprios cabelos. Ela beijava os pés de Jesus e derramava o perfume neles. Quando o fariseu viu isso, pensou assim: Se este homem fosse, de fato, um profeta, saberia quem é esta mulher que está tocando nele e a vida que ela leva. Jesus então disse ao fariseu: Simão, tenho uma coisa para lhe dizer: Fale Mestre! Respondeu Simão...”

Encontrado está uma mulher de má reputação, na visão do anfitrião, de toda a comunidade local e estava em sua residência, e os que viam a cena ocorrer questionavam com certeza dentro de si; o anfitrião também fazia parte deste grupo pelo fato inclusive do convidado permitir-se ser tocado, pela qualidade de vida dessa mulher, e se questionava sua autoridade.

Uma trama nasceu pelo convite a uma refeição (um jantar) de um fariseu a Jesus, nos dias de hoje em nossa cultura ocidental esses tipos de convites são velados exclusivo. Na cultura oriental observamos que isso não ocorre, pois caso contrário essa mulher nem teria entrado nesse local de refeição, e seria assim primeiramente impossível entrar e se entrasse seria convidada a se retirar pelo Anfitrião ou por um de seus empregados.

Nada disso aconteceu nesta casa e sabemos pelo texto que essa mulher, foi informada, que o Cristo estava em uma residência, e ela sabia onde ficava. A atitude dessa mulher foi de ir ao local encontrar o Mestre e como ela estava espontaneamente se apresentou junto com um vaso de perfume que carregava consigo.

Narra também o texto que ela ficou aos pés de Jesus, logo atrás dele; chorava, secava a água com seus cabelos, beijava e derramava o perfume. Jesus aparentemente nem olhava para trás, para ver o que ocorria, mas com certeza ouvia o choro, sentia o secar de seus pés, sentia e ouvia os beijos e também o quebrar do vaso de alabastro bem como sentia o derramar do perfume e o aroma exalando no ar.

Ao fariseu anfitrião, o dono da casa e aquele que ofertava a refeição, restava somente a suspeita em sua mente e coração, sobre a autoridade e santidade de Jesus, o seu convidado. Afinal um profeta tem visões e revelações sobre tudo o que agrada ao Eterno Santo Deus e com certeza absoluta essa mulher não preenchia os requisitos mínimos necessários.

O Eterno surpreende a cada momento, sempre apresentando uma resposta, para todo aquele que o busca, de todo entendimento, mente e razão, na simplicidade se seu coração, mesmo sem saber expressar; Ele entende e cuida da raiz do problema e da solução da questão ao resgatar o perdido, desanimado, frustrado de tanto bater em portas que em seu fim mais escravizam do que libertam. Assim são as aparências que nos apontam a cada dia, a cada ação e a comparação trouxe para cada um desses três participantes um desfecho, como ocorre dia a dia ao longo dos séculos.

Existem aqueles que querem ter o Messias próximo de si, sua religiosidade os precedem, como referências ao mundo quanto ao comportamento e tipo de exemplo de cuidado pelo Senhor, porém, vivem a comparar o Messias e não lhe concedem o direito de ser Senhor de suas vidas.

Existem por outro lado, aqueles que nada tem a ver em viver uma vida próxima do Messias, mas em seus íntimos reconhecem que são pecadores e aceitam o Senhorio do Senhor de toda a terra buscando a reconciliação pelo arrependimento, e quando acontece esse encontro mudam seus comportamentos.
E entre esses estava, estará sempre o Senhor Jesus, a aceitar os convites e estar próximo, mas nunca sendo enganado pela aparência e sempre observando o comportamento espontâneo de cada ser humano. De continuo pronto a ensinar o certo a cada um a verdade que aponta somente para a exclusiva reconciliação da humanidade com seu Criador.

Sabemos que Jesus conhece o que pensamos e isso vale para o fariseu religioso e cordial, para a mulher de má fama e reputação duvidosa, para cada um de nós e por Jesus chamar a atenção deles, sabemos enfim como é a comparação no céu, a questão que fica de lição está nesse pensamento: vou mudar ou vou só me empolgar pelo momento e continuar a rotina da vida sem nada transformar em mim?






Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A COMPARAÇÃO.

Base na Bíblia: Lucas 07: 31-35 ... E Jesus terminou, dizendo: Mas com quem posso comparar as pessoas de hoje? Com quem elas são parecidas? Elas são como crianças sentadas na praça. Um grupo grita para o outro: Nós tocamos músicas de casamento, mas vocês não dançaram! Cantamos músicas de sepultamento, mas vocês não choraram! João Batista jejua e não bebe vinho, e vocês dizem: Ele está dominado por um demônio. O Filho do Homem come e bebe, e vocês dizem: Vejam! Esse homem é comilão e beberrão; é amigo dos cobradores de impostos e de outras pessoas de má fama. Mas aqueles que aceitam a sabedoria de Deus mostram que ela é verdadeira...”

Jesus anuncia aos seus ouvintes, fossem eles do grupo da situação ou do grupo da oposição, os Planos Eternos estabelecidos para a Dispensação da Graça, sobre o período elegido pelo Eterno.

As Dispensações sempre foram o meio pelo qual as promessas foram se cumprindo, assim como houveram a Dispensação dos Patriarcas, iniciada no chamado de Abrão na qual pela fé ele atendeu e formou uma Nação e também por exemplo na Dispensação da Lei em que em Moisés foram estabelecidas as leis as ordenanças os estatutos e os 10 mandamentos, ao povo que havia saído do exílio do Egito. Sempre podemos observar o Senhor preparando seu povo, como em outras dispensações a apontar para o encontro com o Eterno.

Em João, o Batista estava a anunciação da chegada do Reino, preparando e aplanando o caminho e muitos o confundiam, mas em Jesus estava estabelecido o reino de Deus, e era uma proposta de amor sem igual, iniciada no coração do Eterno e materializada em seu Filho Unigênito, que presente estava e caminhava para consumar o preço da redenção do pecado, sacrifício de uma única vez, por todas, ao ser crucificado e derramar seu justo sangue, sobre a terra em obediência ao Plano Redentor do Senhor pela humanidade morta em seus pecados e confirmado ao terceiro dia ressurreto dentre os mortos.

Vivemos em dias de muitas notícias e informações que chegam a nossa mente e cada uma delas tem o objetivo de formar opiniões, devemos estar preparados a testar essas fontes, antes de assumi-las em sua essência, ou parcialmente, pois assim como muitos de outrora, podemos deixar de estar agindo sobre os princípios éticos e morais e nos distanciarmos do projeto de Vida, o Plano Redentor, que o Senhor preparou desde os primórdios, a fim de resgatar a cada um e mostrar que há solução para o perdido, para o desencorajado, para o sofrido e para aqueles que sentem fome e sede de justiça.

As Palavras de comparação do Mestre, apontam para um comportamento singular da humanidade, a qual quanto mais tem, mais defeito acha nos outros e acaba entesourando seu tesouro em si mesma e vive por comparar aos próximos com superioridade e afronta a fim de sempre poder diminuir seu próprio semelhante.

O definir pelos comportamentos deixa de observar os frutos que se apresentam, pois João, jejuava, se vestia simples, anunciava o tempo aceitável do Senhor e pelo batismo de água, levava a humanidade a se arrepender de seus pecados, mas os líderes da época, não se submetiam a esse procedimento e assim invalidavam o Plano do Senhor, pois pela ótica deles, João, o Batista, era taxado como um homem possuído pelo demônio. O amado Senhor Jesus também não escapou de suas críticas pois foi considerado como um glutão, bebedor e vivendo com pessoas de reputação duvidosa, assim sem credencial para ser o líder esperado pelo povo de Israel, logo jamais seria o Messias.

Ao exemplificar esse comportamento, Jesus o compara a crianças que não sabem viver o tempo presente, pois estão cheios de orgulho, intelecto, e deixam de se lembrar que são escravos e esperam uma Salvação, afinal eles eram escravos de Roma e mesmo a arrogância pessoal os levou a destruição no ano 70, como narra a História. E o Mestre em amor, estava antes a dizer: Jerusalém, Jerusalém quantas vezes eu os quis ajuntar como a galinha ajunta seus pintainhos, mas vocês não me quiseram.

A Salvação de Jesus, vem pelo arrependimento e reconhecimento de que somos pecadores, o salário do pecado é a morte e muito além disso, o fato de que sozinhos não podemos alcançar, por nossas forças, riquezas, influências humanas, parentescos, grupos de amizades e méritos, pois Deus olhou todo o mundo, o amou, procurou um justo e não o encontrou e assim enviou seu Filho, o filho do Homem, o Filho do Unigênito do Pai, para ser o Cordeiro, sem mácula, sem manchas, de Deus que tira o pecado do mundo.





Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula