Base: Jonas 01:04-07.
“... Mas o Senhor lançou sobre
o mar um grande vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, de modo que o
navio estava a ponto de se despedaçar. Então, os marinheiros tiveram medo, e
clamavam cada um ao seu deus, e alijavam ao mar a carga que estava no navio,
para o aliviarem; Jonas, porém, descera ao porão do navio; e, tendo-se deitado,
dormia um profundo sono. O mestre do navio, pois, chegou-se a ele e disse-lhe:
Que estás fazendo, ó tu que dormes? Levanta-te, clama ao teu deus; talvez assim
ele se lembre de nós, para que não pereçamos. E dizia cada um ao seu
companheiro: Vinde, e lancemos sortes, para sabermos por causa de quem nos
sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. ...”
Ninguém consegue estar em
uma situação contrária a sua vontade e viver permanecendo com naturalidade, uma
vez que, somos formados por estímulos e ainda que ocorram de formas isoladas,
uma ou diversas vezes, porém muitas vezes ocorrem aparentemente sem intenção
direta; somos assim frequentemente bombardeados e a princípio nem sentimos seus
efeitos, ou melhor, o resultado que pode gerar o estimulo que iniciamos
desprenteciosamente no seu agir do dia a dia sobre a face da terra, ou
recebemos do meio em que nos cerca a nossa volta.
Todos em comum tinham sua
crença e notamos que apesar de serem capazes em suas funções, pois certamente
eram conhecedores das águas onde estavam, do tempo e da época do ano em que se
encontravam, deliberaram as manobras necessárias para atingirem seus objetivos,
certamente havia pessoas aguardando produtos, assim como passageiros para
chegarem ao seu destino, como é o caso de Jonas que havia pago sua viagem para poder
ser apto a embarcar e lá estava ele.
A caminho acontece uma mudança
súbita e pelo texto que lemos tomaram as medidas necessárias para enfrentarem a
situação, pois eram experientes, infelizmente não obtém sucesso, pois havia um
fator que ultrapassava a sabedoria e o conhecimento e assim alijaram a carga
como o meio de impedir a perda da embarcação, mas o clima não colaborou e logo
todos unidos no propósito de sobrevivência passam a buscar resposta no campo
espiritual, assim cada um por si, passou a buscar em sua crença a resposta favorável
para liquidar o sentimento de medo que os levavam a assim proceder.
O capitão do barco em meio
a esse caos em algum momento, identificou de alguma forma que havia uma pessoa
que junto deles não estava e a encontrou dormindo, logo ele foi acordado,
possivelmente colocado a par da situação e convidado a fazer parte do grupo
para buscarem em suas crenças a resposta
necessária para o bem de todos, enquanto isso o tempo se mantinha
impetuoso e cada vez mais estava piorando ao invés de se tornar uma bonança
como todos esperavam que acontecesse.
Sim em determinados momentos
todos buscam em grupo uma resposta e cada uma por seu meio a busca encontrar, porém
notamos que apesar do convite feito a Jonas ele permanece inalterado, pois algo
o movia a assim fazer, mas com certeza, podemos afirmar que os presentes nem se
davam conta de suas atitudes, com o decorrer do tempo e sem a solução esperada,
buscaram encontrar um motivo humano para o acontecimento e pela sorte chegaram
a Jonas.
Seja qual for a religião
ou crença de cada um, questionaram-no e ouviram dele uma resposta, mesmo assim
não ousaram aceitar a proposta de Jonas para liquidar o assunto e preservar a
vida dos demais (um por todos no barco), mas o tempo continuou conspirando e
por fim, eles voltaram-se para o Senhor e uma única oração a um único Eterno
foi ouvida e sabemos o resultado.
Antes de se preocupar com
quem está ao lado, poderíamos como Jesus mencionou aos que pediam sinal, lembrar
do exemplo citado sobre o ato de Jonas, como um sinal verdadeiro e digno de
toda a confiança para sua vida e para seus dias sobre a face da terra e
certamente uma nova criatura irá despontar e um Ano Novo chegará lavado pelo sangue
do Cordeiro a cada um dos que estão nessa travessia do barco da vida.
Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula
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