Base na Bíblia: João
09:17-23 “.... Tornaram, pois, a perguntar ao cego: Que dizes tu a
respeito dele, visto que te abriu os olhos? E ele respondeu: É profeta. Os
judeus, porém, não acreditaram que ele tivesse sido cego e recebido a vista,
enquanto não chamaram os pais do que fora curado e lhes perguntaram: É este o
vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como, pois, vê agora? Responderam
seus pais: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego; mas como agora
vê, não sabemos; ou quem lhe abriu os olhos, nós não sabemos; perguntai a ele mesmo;
tem idade; ele falará por si mesmo. Isso disseram seus pais, porque temiam os
judeus, porquanto já tinham estes combinado que, se alguém confessasse ser
Jesus o Cristo, fosse expulso da sinagoga. Por isso é que seus pais disseram:
Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo. ...”
“... Alguns diziam: ‘Sim, é ele’; enquanto outros diziam: ‘Não,
mas se parece com ele’. Entretanto, ele mesmo disse: ‘Sou eu’. Os moradores de
Y´hudah, entretanto, não queriam acreditar que ele fora cego e agora podia ver
enquanto não chamaram os pais do homem. Eles lhes perguntaram: ‘É este seu
filho, o qual vocês dizem que nasceu
cego? Como ele pode enxergar agora?’ Seus pais responderam: ‘Sabemos que este é
nosso filho e que nasceu cego; mas não sabemos como ele pode enxergar agora, ou
quem lhe abriu os olhos. Perguntem a ele. Ele tem idade para falar por si mesmo!’.
Os pais disseram isso porque tinham medo dos habitantes de Y’hudah, porque eles
já haviam decidido que, se alguém reconhecesse Yeshua como o Messias, seria
expulso da sinagoga. Foi por isso que os pais dele disseram: ‘Ele tem idade
suficiente. Perguntem a ele’....”
Nossa história tem uma origem e existem aqueles que buscam descrever essa verdade da melhor maneira possível para que todos possa ter acesso a valores e motivações que fizeram cada cultura se estabelecer por séculos e trazer a identidade de cada cidadão.
Um homem cego de
nascença busca explicar, aos que perguntam, como passou a ver, mas os que
ouvem, ficam com a dúvida se realmente era cego legitimamente e desde nascença
ou era somente mais um procurando viver da solidariedade.
Assim chamaram
seus pais e ao chegarem foram também questionados sobre o fato primeiramente se
o reconheciam como seu filho e se de fato era de nascença sua cegueira.
Cada resposta pode
ter um desdobramento diferente para quem faz a pergunta, nessa situação sabemos
que a preocupação era de excluir da sinagoga qualquer um que confessasse que Jesus
era o Messias entre eles.
A resposta dos
pais somente deixa claro que era sim o filho deles, porém sobre quem ou como passou
a ver, deveria ser questionado ao filho, afinal ele possuía idade suficiente
para responder, pois antes era um cego, mas não era privado dos demais sentidos
como um ser homem natural.
Poder enxergar pode
a princípio ser uma ação natural, porém, para aqueles que nasceram privados de
um de seus sentidos pode parecer algo impossível de acontecer, assim, como o
simples ato de poder ouvir a voz do Pai a chamar dia a dia, o filho perdido, ou
como está escrito na Parábola do Filho Pródigo que todos os dias o pai ia na
varanda na esperança permanente de que pudesse ver voltando seu filho, que
havia dispersado.
O cuidado atrelado
ao medo da consequência de saber a punição do meio em que se vive, quando se
reconhece algo, que todos (ou simplificando uma parte significativa) discordam,
leva o cego desse mundo para perto de ver, porém os cuidados do mundo buscam
confundir e interromper o cuidado que há para aqueles que rompem e declaram a
todos que passaram a enxergar.
Do seu irmão em Cristo,
Marcos de Paula
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