sexta-feira, 17 de outubro de 2025

PODER ENXERGAR.

 

Base na Bíblia: João 09:17-23 “.... Tornaram, pois, a perguntar ao cego: Que dizes tu a respeito dele, visto que te abriu os olhos? E ele respondeu: É profeta. Os judeus, porém, não acreditaram que ele tivesse sido cego e recebido a vista, enquanto não chamaram os pais do que fora curado e lhes perguntaram: É este o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como, pois, vê agora? Responderam seus pais: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego; mas como agora vê, não sabemos; ou quem lhe abriu os olhos, nós não sabemos; perguntai a ele mesmo; tem idade; ele falará por si mesmo. Isso disseram seus pais, porque temiam os judeus, porquanto já tinham estes combinado que, se alguém confessasse ser Jesus o Cristo, fosse expulso da sinagoga. Por isso é que seus pais disseram: Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo. ...”

 

“... Alguns diziam: ‘Sim, é ele’; enquanto outros diziam: ‘Não, mas se parece com ele’. Entretanto, ele mesmo disse: ‘Sou eu’. Os moradores de Y´hudah, entretanto, não queriam acreditar que ele fora cego e agora podia ver enquanto não chamaram os pais do homem. Eles lhes perguntaram: ‘É este seu filho, o qual vocês dizem  que nasceu cego? Como ele pode enxergar agora?’ Seus pais responderam: ‘Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego; mas não sabemos como ele pode enxergar agora, ou quem lhe abriu os olhos. Perguntem a ele. Ele tem idade para falar por si mesmo!’. Os pais disseram isso porque tinham medo dos habitantes de Y’hudah, porque eles já haviam decidido que, se alguém reconhecesse Yeshua como o Messias, seria expulso da sinagoga. Foi por isso que os pais dele disseram: ‘Ele tem idade suficiente. Perguntem a ele’....”

Nossa história tem uma origem e existem aqueles que buscam descrever essa verdade da melhor maneira possível para que todos possa ter acesso a valores e motivações que fizeram cada cultura se estabelecer por séculos e trazer a identidade de cada cidadão.

Um homem cego de nascença busca explicar, aos que perguntam, como passou a ver, mas os que ouvem, ficam com a dúvida se realmente era cego legitimamente e desde nascença ou era somente mais um procurando viver da solidariedade.

Assim chamaram seus pais e ao chegarem foram também questionados sobre o fato primeiramente se o reconheciam como seu filho e se de fato era de nascença sua cegueira.

Cada resposta pode ter um desdobramento diferente para quem faz a pergunta, nessa situação sabemos que a preocupação era de excluir da sinagoga qualquer um que confessasse que Jesus era o Messias entre eles.

A resposta dos pais somente deixa claro que era sim o filho deles, porém sobre quem ou como passou a ver, deveria ser questionado ao filho, afinal ele possuía idade suficiente para responder, pois antes era um cego, mas não era privado dos demais sentidos como um ser homem natural.

Poder enxergar pode a princípio ser uma ação natural, porém, para aqueles que nasceram privados de um de seus sentidos pode parecer algo impossível de acontecer, assim, como o simples ato de poder ouvir a voz do Pai a chamar dia a dia, o filho perdido, ou como está escrito na Parábola do Filho Pródigo que todos os dias o pai ia na varanda na esperança permanente de que pudesse ver voltando seu filho, que havia dispersado.

O cuidado atrelado ao medo da consequência de saber a punição do meio em que se vive, quando se reconhece algo, que todos (ou simplificando uma parte significativa) discordam, leva o cego desse mundo para perto de ver, porém os cuidados do mundo buscam confundir e interromper o cuidado que há para aqueles que rompem e declaram a todos que passaram a enxergar.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula








 






Nenhum comentário:

Postar um comentário