sexta-feira, 31 de outubro de 2025

EM QUEM CONFIAR.

 

Base na Bíblia: João 09:30-41 “.... Respondeu-lhes o homem: Nisto, pois, está a maravilha: não sabeis donde ele é, e, entretanto, ele me abriu os olhos; sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém for temente a Deus, e fizer a sua vontade, a esse ele ouve. Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer. Replicaram-lhe eles: Tu nasceste todo em pecado e vens nos ensinar a nós? E expulsaram-no. Soube Jesus que o haviam expulsado; e, achando-o, perguntou-lhe: Crês tu no Filho do homem? Respondeu ele: Quem é, senhor, para que nele creia? Disse-lhe Jesus: Já o viste, e é ele quem fala contigo. Disse o homem: Creio, Senhor! E o adorou. Prosseguiu então Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos. Alguns fariseus que ali estavam com ele, ouvindo isso, perguntaram-lhe: Porventura somos nós também cegos? Respondeu-lhes Jesus: Se fôsseis cego, não teríeis pecado: mas como agora dizeis: Nós vemos, permanece o vosso pecado. ...”

“... ‘Que coisa estranha’, o homem respondeu, ‘vocês não saberem de onde ele é, levando-se em conta que ele me abriu os olhos! Sabemos que Deus não ouve pecadores; mas, se alguém teme a Deus e prática sua vontade, Deus o ouve. Em toda a história, ninguém, jamais, ouviu sobre a abertura dos olhos de um cego de nascença. Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada’. ‘Por que, seu mamzer, você ousa nos ensinar?’, eles responderam. E o expulsaram. Yeshua ouviu que haviam expulsado o homem. Ele o encontrou e disse: ‘Você confia no Filho do Homem?’. “Senhor’, ele respondeu: ‘diga-me quem ele é, para que eu possa confiar nele?’. Yeshua lhe disse: ‘Você já o viu. Na verdade, ele é quem está falando com você agora’. ‘Senhor, eu confio!’, ele disse, e se ajoelhou diante dele. Disse Yeshua: ‘Vim a este mundo para julgar, a fim de que os cegos possam ver e os que veem se tornem cegos’. Alguns dos p´rushim que estavam por perto ouviram isso e lhe disseram: ‘Então nós também somos cegos, não é?’. Yeshua lhes disse: ‘Se vocês fossem cegos, não seriam culpados do pecado. Mas, pelo fato de ainda afirmarem ‘Nós enxergamos’, sua culpa permanece. ... ”

 

Vivemos um tempo de muitas informações circulando ao nosso redor, e para todos os devidos fins todas são certas, deixando uma margem muito pequena para estarem erradas, nas palavras de quem as proferem, mas ao sábio, muitos dados ao mesmo tempo podem confundir e muitas respostas também levam a prováveis questionamento, assim aos leigos tudo parece digno de confiança, enquanto que aos sábios tudo necessita ser avaliado (filtrado), sempre ponderado e ainda colocado dentro de sua real atuação, pois devemos sempre cabe a cada ser humano sobre a face da terra saber discernir o que é trigo e de tudo aquilo que só se parece com trigo.

Devido a agitação de cada um em seu próprio micro universo, muitos optam por deixar que a maioria de suas decisões sejam tomadas pelo momento e assim o fazem normalmente pensando que estão otimizando espaço e tempo, porém em alguns momentos ou em certas circunstancias podem estar caminhando para um meio diferente que ao invés de abrir portas pode ser exatamente ser o oposto e levar a per da dos esforços e do tempo que não pode mais serem resgatados.

Esse homem tem um acontecimento inédito em sua vida, que mesmo atualmente com toda a tecnologia presente, não são apresentados resultados como o desta pessoa e muitos na época dele puderam presenciar este acontecimento, porém pelo diálogo que lemos, a preocupação estava centrada em descaracterizar a pessoa que fez acontecer do que o fato legitimo acontecido diante deles.

A cada resposta ou contestação caia em uma nova sequência de questões, em certo momento esse homem passa a apresentar fatos históricos e valores que eram aceitos pelos seguidores quanto ao agir do Eterno entre seu povo, eles ouviram, porém não gostaram de sentirem-se desconfortáveis em ser ouvintes de algo que deveriam estar mencionando e optaram por expulsar do meio deles esse excego.

O Mestre soube dessa informação e partiu para o encontrar e em poucas palavras, perguntou se ele confiava no Filho do Homem (Jesus = O Senhor Salva), imediatamente em resposta ouve dele que sim, mas precisava ser identificado a ele quem seria, Jesus se apresentou e ele prostando-se o adorou.

Na sequência citada por João, o Mestre menciona que veio julgar, mas notem a inversão, pois aos que eram cego apresenta a maneira de ver e aos que não eram cegos permanecem sem poder ver; essas palavras causaram o desconforto de alguns fariseus próximos que imediatamente questionaram essas palavras.

Em resposta ouvem sobre o real papel de confiar que compete a cada ser humano o ato de decidir, ou de se manter em sua zona de conforto, para não ser incomodado pelos grupos que se formam em cada sociedade, ainda que, como no presente todos parecem que vivem em harmonia, porém, prefiro as palavras do Messias sobre os últimos tempos (Mateus 24) e citadas por Paulo, que garantem a necessidade de confiar e se manter vigilante: “Quando andarem dizendo: 'Paz e segurança', eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à mulher que está para dar à luz; e de modo nenhum escaparão."  I Tessalonicenses 5:3.

As palavras contidas nos Salmos, especificamente no capítulo 20, verso 07 cita algo que devemos refletir: “Uns confiam em carros e outros em cavalo, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus.”.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula
















 

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

O QUE EU SEI.

 

Base na Bíblia: João 09:23-30 “.... Por isso é que seus pais disseram: Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo. Então chamaram pela segunda vez o homem que fora cego e lhe disseram: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. Respondeu ele: Se é pecador, não sei; uma coisa sei; eu era cego e agora vejo. Perguntaram-lhe, pois: Que foi que te fez? Como te abriu os olhos? Respondeu-lhes: Já vo-lo disse, e não atendestes; para que quereis tornar a ouvir? Acaso também vós quereis tornar-vos discípulos dele? Então o injuriaram e disseram: Discípulo dele és tu; nós, porém, somos discípulos de Moisés. Sabemos que Deus falou a Moisés; mas quanto a este, não sabemos donde é. Respondeu-lhes o homem: Nisto, pois, está a maravilha: não sabeis donde ele é, e, entretanto, ele me abriu os olhos; ...”

“... Foi por isso que os pais dele disseram: ‘Ele tem idade suficiente. Perguntem a ele’. Então, pela segunda vez, chamaram o homem que fora cego e lhe disseram: ‘Jure a Deus que falará a verdade! Sabemos que esse homem é pecador’. Ele respondeu: ‘Se é pecador ou não, não sei. Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo!’. Então lhe disseram: ‘O que ele lhe fez? Como ele abriu seus olhos?’. ‘Eu já lhes disse’, ele respondeu, ‘e vocês não me deram ouvidos. Por que querem ouvir outra vez? Acaso também querem se tornar talmidim dele?’. Então eles se zangaram e disseram: ‘Pode ser que você seja talmid dele; nós somos talmidim de Mosheh! Sabemos que Deus falou a Mosheh, mas, quanto a esse homem, nem sabemos de onde ele vem!’. ‘Que coisa estranha’, o homem respondeu, ‘vocês não saberem de onde ele é, levando-se em conta que ele me abriu os olhos! ... ”

 

Podemos iniciar imaginando o que significa a palavra estranho, pesquisando segundo o dicionário, encontramos: “que ou o que se caracteriza pelo caráter extraordinário; excêntrico; ou o que é de fora, que ou o que é estrangeiro."; mas fica a dúvida sobre o que é mais estranho quando um homem cego passa a ver ou quando pessoas que mesmo diante desse fato não aceitam como real só porque desqualificam quem foi o agente.

Esse homem que fora cego, devido a resposta de seus pais, sobre sua pessoa e sua origem, volta a ser questionado e mais uma vez ratifica que suas palavras, apesar de verdadeiras não encontram acolhida em seus corações, pois o qualificam como pecador.

A resposta do que fora cego se mantem firme no fato de que se o agente que definiu os passos que ele deveria tomar era pecador ou não ele realmente desconhecia, mas podia afirmar que passou a ver.

Assim pela insistência dos líderes, o homem ratifica que suas palavras não encontravam acolhida nos corações, daqueles que o questionavam, assim perguntou-lhes se eram eles interessados em ser discípulos do Mestre, a razão de tanta insistência sobre um fato real diante de seus olhos.

A acolhida dessas palavras foram imediatas e em resposta ouviu ele, que talvez sim ele fosse um discípulo do Mestre, porém eles eram discípulos de Moisés, e sabiam que esse conversara com o Eterno, mas sobre Jesus nem sabiam de onde era.

Estranho para o homem que passou a ver, ouvir essas palavras e assim mencionou a seus questionadores, essa questão, pois eles não sabiam de onde ele era, mas sabiam que por ele, ele agora estava vendo.

O que eu sei marca a certeza do que eu estou vivendo, mesmo em tempos de mudanças severas, ou acontecimentos que mudam a história de nossas vidas, podemos viver nossos dias firmes na certeza de que éramos como ovelhas desgarradas, mas o Bom Pastor, veio e deu sua vida, para que encontrássemos o aprisco e lugar de pastagem, passando pela Porta estreita.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

PODER ENXERGAR.

 

Base na Bíblia: João 09:17-23 “.... Tornaram, pois, a perguntar ao cego: Que dizes tu a respeito dele, visto que te abriu os olhos? E ele respondeu: É profeta. Os judeus, porém, não acreditaram que ele tivesse sido cego e recebido a vista, enquanto não chamaram os pais do que fora curado e lhes perguntaram: É este o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como, pois, vê agora? Responderam seus pais: Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego; mas como agora vê, não sabemos; ou quem lhe abriu os olhos, nós não sabemos; perguntai a ele mesmo; tem idade; ele falará por si mesmo. Isso disseram seus pais, porque temiam os judeus, porquanto já tinham estes combinado que, se alguém confessasse ser Jesus o Cristo, fosse expulso da sinagoga. Por isso é que seus pais disseram: Tem idade, perguntai-lho a ele mesmo. ...”

 

“... Alguns diziam: ‘Sim, é ele’; enquanto outros diziam: ‘Não, mas se parece com ele’. Entretanto, ele mesmo disse: ‘Sou eu’. Os moradores de Y´hudah, entretanto, não queriam acreditar que ele fora cego e agora podia ver enquanto não chamaram os pais do homem. Eles lhes perguntaram: ‘É este seu filho, o qual vocês dizem  que nasceu cego? Como ele pode enxergar agora?’ Seus pais responderam: ‘Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego; mas não sabemos como ele pode enxergar agora, ou quem lhe abriu os olhos. Perguntem a ele. Ele tem idade para falar por si mesmo!’. Os pais disseram isso porque tinham medo dos habitantes de Y’hudah, porque eles já haviam decidido que, se alguém reconhecesse Yeshua como o Messias, seria expulso da sinagoga. Foi por isso que os pais dele disseram: ‘Ele tem idade suficiente. Perguntem a ele’....”

Nossa história tem uma origem e existem aqueles que buscam descrever essa verdade da melhor maneira possível para que todos possa ter acesso a valores e motivações que fizeram cada cultura se estabelecer por séculos e trazer a identidade de cada cidadão.

Um homem cego de nascença busca explicar, aos que perguntam, como passou a ver, mas os que ouvem, ficam com a dúvida se realmente era cego legitimamente e desde nascença ou era somente mais um procurando viver da solidariedade.

Assim chamaram seus pais e ao chegarem foram também questionados sobre o fato primeiramente se o reconheciam como seu filho e se de fato era de nascença sua cegueira.

Cada resposta pode ter um desdobramento diferente para quem faz a pergunta, nessa situação sabemos que a preocupação era de excluir da sinagoga qualquer um que confessasse que Jesus era o Messias entre eles.

A resposta dos pais somente deixa claro que era sim o filho deles, porém sobre quem ou como passou a ver, deveria ser questionado ao filho, afinal ele possuía idade suficiente para responder, pois antes era um cego, mas não era privado dos demais sentidos como um ser homem natural.

Poder enxergar pode a princípio ser uma ação natural, porém, para aqueles que nasceram privados de um de seus sentidos pode parecer algo impossível de acontecer, assim, como o simples ato de poder ouvir a voz do Pai a chamar dia a dia, o filho perdido, ou como está escrito na Parábola do Filho Pródigo que todos os dias o pai ia na varanda na esperança permanente de que pudesse ver voltando seu filho, que havia dispersado.

O cuidado atrelado ao medo da consequência de saber a punição do meio em que se vive, quando se reconhece algo, que todos (ou simplificando uma parte significativa) discordam, leva o cego desse mundo para perto de ver, porém os cuidados do mundo buscam confundir e interromper o cuidado que há para aqueles que rompem e declaram a todos que passaram a enxergar.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula








 






sexta-feira, 10 de outubro de 2025

INTERPRETAR DE CADA UM.

 

Base na Bíblia: João 09:09-17 “.... Uns diziam: É ele. E outros: Não é, mas se parece com ele. Ele dizia: Sou eu. Perguntaram-lhe, pois: Como se te abriram os olhos? Respondeu ele: O homem que se chama Jesus fez lodo, untou-me os olhos e disse-me: Vai a Siloé e lava-te. Fui, pois, lavei-me e fiquei vendo. E perguntaram-lhe: Onde está ele? Respondeu: Não sei. Levaram aos fariseus o que fora cego. Ora, era sábado o dia em que Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. Então os fariseus também se puseram a perguntar-lhe como recebera a vista. Respondeu-lhes ele: Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me e vejo. Por isso alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus pois não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tais sinais? E havia dissenção entre eles. Tornaram, pois, a perguntar ao cego: Que dizes tu a respeito dele, visto que te abriu os olhos? E ele respondeu: É profeta. ...”

 

“... Alguns diziam: ‘Sim, é ele’; enquanto outros diziam: ‘Não, mas se parece com ele’. Entretanto, ele mesmo disse: ‘Sou eu’. ...”

 

Toda interpretação merece a atenção, porém seja ela subjetiva ou não, todos sabemos que tem seu ponto de fim, para aquele que a interpreta, podendo ser no final sim ou não estava certo na sua análise.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

REALIZAR A OBRA.

 

Base na Bíblia: João 08:59 a 09:01-09 “.... Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se e saiu do templo. E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus. Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. Dito isto, cuspiu no chão e com a saliva fez lodo e untou com lodo os olhos do cego, e disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa Enviado). E ele foi, lavou-se e voltou vendo. Então os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto, quando mendigo, perguntavam: Não é este o mesmo que se sentava a mendigar? Uns diziam: É ele. E outros: Não é, mas se parece com ele. Ele dizia: Sou eu. ...”

 

“... Nesse momento eles pegaram pedras para apedrejá-lo, mas Yeshua foi ocultado e saiu da área do templo. Ao passar, Yeshua viu um cego de nascença. Os talmidim lhe perguntaram: ‘Rabbi, quem pecou: este homem ou seus pais, para que nascesse cego?’. Yeshua respondeu: ‘A cegueira não se deve a ele nem a seus pais; ela aconteceu para que o poder de Deus pudesse ser visto operando nele. Enquanto é dia, precisamos realizar a obra de quem me enviou; a noite vem, quando ninguém poderá trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo’. Tendo dito isto, cuspiu no chão, misturou terra com saliva, colocou-a nos olhos do homem e lhe disse: ‘Vá, lave-se no tanque de Shliloach’. (Esse nome significa ‘enviado’.) O homem foi, lavou-se e voltou enxergando. Os vizinhos e quem anteriormente o vira pedindo esmolas perguntaram: ‘Não é este o mesmo homem que mendigava?’. Alguns diziam: ‘Sim, é ele’; enquanto outros diziam: ‘Não, mas se parece com ele’. Entretanto, ele mesmo disse: ‘Sou eu’. ...”

 

Executar o trabalho, seguindo os critérios de quem o determinou, buscando por si mesmo, o melhor desempenho para chegar ao resultado, pode parecer algo comum, e necessário para todos que exercem suas atividades, porém, no dia a dia, muitos pelos mais diversos motivos, trabalham ou executam seus trabalhos exclusivamente para receber o soldo de cada período, ou também para somente receber o pagamento do serviço prestado, perdendo a oportunidade de ter satisfação e alegria durante sua jornada.

Jesus, ao dizer quem era, teve em resposta que se ocultar e sair do Templo, no caminho encontram um homem cego de nascença, todos percebem sua presença e seus discípulos, buscam receber do Senhor uma resposta lógica para satisfazerem suas dúvidas, quanto ao motivo do estado de nascença desse homem.

A resposta do Mestre aponta para o mais distante dos pensamentos humanos, uma vez que os discípulos buscaram fechar todas as possibilidades, mas foram surpreendidos ao serem informados que era simplesmente para que a glória do Senhor se manifestasse naquele momento.

A proposta direta do Senhor é para que fosse realizada a obra do Eterno sempre, incentivando ao trabalho no dia e enfatizando ser de dia em contraste com a noite, afirmando que é produtivo, agindo assim ele se apresentou de forma a identificar a todos que Ele era a luz do Mudo.

Sua ação seguinte, pode chocar pessoas, pois aparentemente foi mais uma vez direta e tratou com o homem aplicando um unguento e indicando o local para onde deveria chegar e o que deveria fazer, mas não encontramos nenhuma fala de que passaria a ver.

Esse homem voltou a ver, seguindo as palavras que indicavam como deveria proceder, porém esse novo resultado gerou uma nova ordem de dúvidas, agora entre os vizinhos e as pessoas que o conheciam em seu dia a dia de mendigar, mas sabemos que apesar da divisão que gerou, ele afirmava que era realmente antes um cego, mas agora podia afirmar que passara a ver.

Penso frequentemente no versículo que diz: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertara” que está em João 8:32, simplesmente porque ao se achegar a Cristo, ouvir suas Palavras, o Eterno encaminha ao Espírito e uma nova criatura passa a existir, pois nas Palavras de Paulo, de Tarso, em II Coríntios 05:17, encontramos: “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”, sim, o realizar a obra, levou ao sacrifício para existir a reconciliação entre o perdido e seu Criador.

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula