sexta-feira, 29 de agosto de 2025

DIÁLOGO.

 

Base na Bíblia: João 08:11-20 “.... Respondeu ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno: vai-te e não peques mais. Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas verá a luz da vida. Disseram-lhe, pois, os fariseus: Tu dás testemunho de ti mesmo; o seu testemunho não é verdadeiro. Respondeu-lhes Jesus: Ainda que eu dou testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é verdadeiro; porque sei donde vim e para onde vou; mas vós não sabeis donde venho, nem para onde vou. Vós julgais segundo a carne; eu a ninguém julgo. E mesmo que eu julgue, o meu juízo é verdadeiro; porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou. Ora na vossa lei está escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Sou eu que dou testemunho de mim mesmo, e o Pai, que me enviou. Também dá testemunho de mim. Perguntaram-lhe, pois: Onde está teu pai? Jesus respondeu: Não me conheceis a mim, nem a meu Pai: se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai. Essas palavras proferiu Jesus no lugar do tesouro, quando ensinava no templo, e ninguém o prendeu, porque ainda não era chegada a sua hora. ...”

 

“... Ela disse: ‘Ninguém senhor’. Yeshua falou: ‘Nem eu a condeno. Agora vá e não peque mais’. Yeshua disse novamente: ‘Eu sou a luz do mundo; quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz que dá vida’. Então os p’rushim lhe disseram: ‘Agora você está testemunhando a seu favor; seu testemunho não é válido’. Yeshua lhes respondeu: ‘Ainda que eu testemunhe a meu favor, meu testemunho é válido, pois sei de onde e para onde vou; no entanto, vocês não sabem de onde vim nem para onde vou. Vocês julgam apenas segundo padrões humanos. Quanto a mim, não julgo ninguém. Ainda que eu julgasse, meu julgamento seria válido, porque não julgo sozinho; estou com quem me enviou. Mesmo na Torah de vocês, está escrito que o testemunho de duas pessoas é valido. Eu testemunho a meu favor, e assim faz o Pai, que me enviou’. Eles disseram: ‘Onde está seu ‘pai’?’. Yeshua respondeu: ‘Vocês não conhecem nem a mim nem a meu Pai; se me conhecessem, também conheceriam meu Pai’. Ele proferiu essas palavras enquanto ensinava na área da tesouraria do templo; no entanto, ninguém o prendeu, porque sua hora ainda não chegará. ...”

 

Impressiona quando paramos para pensar que o diálogo é uma arte que todos exercitam naturalmente, mesmo pensando naqueles que não possuem todos os sentidos em perfeito funcionamento, porém cabe a cada um por si mesmo, delimitar sua ação ou tempo de exposição, afinal também cada um carrega dentro de si o seu critério pessoal de julgar quem está executando o diálogo.

Logo, seja, pelas preferencias pessoais, que passam a ser usadas como a apatia ou mesmo se for pela antipatia, o tempo de fala pode ser reduzido, zerado ou ultrapassar o tempo definido pela ciência como saldável para um ser humano ser exposto, porém em cada desenrolar o que notamos é que o proceder de cada ser humano é influenciado grandemente.

Jesus, fala com a mulher e conclui para que retornasse e não mais vivesse no mesmo comportamento, a multidão passa a ouvir suas palavras que ratificam sua autoridade e compromisso em cuidar apresentando o caminho, onde deveriam estar.

Aos ouvidos dos fariseus essas palavras soaram como um meio para uma pessoa justificar-se a si mesmo, sem apoio de outro, porém, nas palavras do Messias seu comportamento tinha uma razão clara de ocorrer, pois seu testemunho era verdadeiro, uma vez que ele sabia de onde vinha e para onde iria, enquanto os demais nada poderiam opinar sobre esse diálogo.

Sobre o ato de julgar, nas palavras do Messias definem a todos seus ouvintes que ele não julgava, porém se julgasse seu testemunho seria verdadeiro, porque seu julgamento era também daquele que o enviara, citando as palavras da Torah, sobre o testemunho e afirma que o Pai que o enviara era quem também testemunhara sobre Ele.

Ao ser questionado sobre seu pai, Jesus apresenta a todos o fato de que ninguém o conhecia, pois nem ao Filho conhecia como poderiam conhecer ao Pai que o havia enviado; enfatizando a todos que se eles o conhecessem conheceriam também o Pai.

O diálogo era a razão para buscar respostas seja dos homens que levaram a mulher a Jesus, sejam do povo que o ouviam, sejam ainda também dos fariseus que questionavam a conduta de Jesus, ou melhor sua legitimidade, porém o meio utilizado pelo Mestre sempre se manteve sem desvio de conduta apresentando a todos o fato único de que aqui ele estava simplesmente para fazer a vontade do Criador, o Pai; uma vez que o Senhor olhou o mundo e o amou; Paulo exemplifica a razão de sua ação de envio, conforme está Escrito em Romanos 03:10-12: “como está escrito: Não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda, não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.”

 

Do seu irmão em Cristo,

Marcos de Paula







 






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